Acidente de carro vira briga eleitoral, no Blog

 

Um acidente de carro e a intolerância política transformaram a notícia do primeiro capotamento no trecho sul do Rodoanel, na segunda-feira, em um embate sem eira nem beira. Ou com beira no absurdo, aqui no Blog.

A informação publicada em primeira mão, ontem, e a reclamação de Elaine Utiyke que se sentiu vítima das condições da estrada passaram a ser atacadas por leitores que entenderam haver conotação eleitoral no conteúdo divulgado. Houve quem suspeitasse até do número de vezes que o veículo rodou na pista.

Teria a motorista forjado o acidente para manchar o bom nome do Rodoanel ?

Imagens feitas pela repórter Cátia Toffoletto, divulgadas no site da CBN, e entrevistas publicadas em vários veículos de comunicação mostraram motoristas desorientados fazendo manobras perigosas, nestes primeiros dias.

Estariam eles a serviço de algum partido político, também ?

Claro que não, e talvez até tenham sido desatentos ou descuidados. Mas não se pode reduzir toda a discussão a preferências partidárias. É evidente que houve falhas de comunicação e há dúvidas em relação a segurança do trecho sul, apesar do esforço da Dersa em garantir que não há qualquer perigo na pista.

Isto é tão claro quanto o fato de que haverá redução no trânsito da Marginal Pinheiros e na avenida Bandeirantes, ao menos até o início da cobrança do pedágio, ano que vem. Ou até a frota de carros e caminhões alcançar novamente a capacidade máxima destas vias que estão dentro da cidade de São Paulo.

Qualquer argumento, porém, perde o sentido para quem pensa que o mundo gira em torno de PSDB e PT.

Se estes sintomas “eleitorais” se agravarem, em breve o Rodoanel será reservado aos tucanos, e a avenida Bandeirantes, aos petistas. Quanto aos demais, ficaremos em casa assistindo ao espetáculo que se desenrola no palanque.

A primeira capotagem no Rodoanel Sul

 

Carro capotado

Olá, Mílton


 

Moro no quilômetro 18 da Rodovia Raposo Tavares e trabalho no Pólo Industrial de Sertãozinho, em Mauá, próximo a saída para a Avenida Papa João XXIII.

Hoje, saí de casa às 8h30 com destino a Mauá. Eu ouvia a CBN, às 9h15, com o Heródoto e as notícias da cidade. E pouco antes do quilômetro 79 do Trecho Sul do Rodoanel, aquaplanei. Perdi completamento o controle do carro. Tentei voltar à pista, mas rodava sem parar. Tentei jogar para o canteiro central, mas entrei de ré no canteiro e voltei na contramão. Rodei novamente e bati de costas na mureta de um abismo. Capotei várias vezes sobre a mureta e caí de ponta cabeça na pista.

 

Havia um caminhoneiro atrás de mim que viu tudo e me contou como foi, pois na hora não conseguia perceber o que estava acontecendo. Muitas pessoas pararam e a polícia demorou um pouco para chegar. Vieram policiais rodoviários, ambulância e gente da Dersa. Talvez eles tenham demorado por falta de informação correta do local do acidente, pois muitos usuários estão perdidos no Rodoanel e não sabem que direção seguir.

 

Enfim, fui atendida pelos médicos e pelos policiais, depois de um tempo o guincho da Dersa chegou, destombou o carro e o levou até o posto da Polícia Rodoviária,  no km 68 (próximo a Represa Billlings). Estavam sendo atendidos mais dois acidentes – dois carros que se bateram, e um caminhão de soja que se chocou na traseira do outro.

 

Não havia estrutura nenhuma para os policiais trabalharem. A “base” da polícia não tem energia elétrica nas tomadas, funciona com um gerador e não há parte administrativa para atender ocorrências. Os policiais não tem nem bebedouro, compram galões para tomar água e levam café de casa ou da padaria para tomar durante o dia.

 

Sou uma motorista experiente e responsável, dirijo constantemente no trânsito de São Paulo desde outubro de 2003, acostumada a pegar estrada, e nunca tinha sofrido nenhum tipo de acidente. Andava a 90km/h em trecho no qual a velocidade máxima é 100k,/h. Assim, culpo a irregularidade da pista que acumula água da chuva e oferece tamanho risco ao usuário.

 

Além do transtorno que as obras tem causado aos trabalhadores de Mauá, ainda inauguram uma obra insegura, que quase me matou hoje pois eu poderia ter caído no abismo e aí nao teria a sorte que tive.


Por Elaine Maria Utyike


Acidentes geram indenização à prefeitura

 

Após uma semana em que acidentes de caminhão interromperam grandes avenidas e as Marginais, em São Paulo, ouvintes-internautas perguntaram quem paga o prejuízo provocado pelos enormes congestionamentos na cidade e o custo da operação necessária para amenizar o impacto no trânsito e na vida do cidadão. A CET ouviu e mandou o esclarecimento a seguir:


A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informa que a transportadora responsável pelo caminhão que tombou, nesta madrugada, na Avenida dos Bandeirantes, será autuada nos termos da Lei de Eventos, que prevê que todo acidente/ocorrência que provoque fechamento de pista com interrupção de tráfego e conseqüente congestionamento deve arcar com os custos gerados por essa interferência.

Os valores cobrados pela CET são calculados levando-se em conta os seguintes elementos:

· necessidade de operacionalização do trânsito envolvendo desvio de tráfego;

· complexidade no ordenamento e orientação do trânsito antes, durante e após o acidente;

· quantidade de técnicos e agentes de trânsito envolvidos no atendimento;

· portes e complexidade dos serviços prestados;

· emprego de viaturas;

· emprego de sistemas de comunicação;

· instalação e remoção de materiais de sinalização visando a manutenção da fluidez e da segurança do trânsito da cidade.

O valor final é composto pelo custo da “estrutura operacional”, que engloba os recursos humanos e o custo da “estrutura com materiais”, que leva em conta viaturas, sinalizações e demais materiais a serem utilizados.

No ano de 2008 foram aplicadas cobranças no valor de R$ 429 mil, devido a ocorrências imprevistas envolvendo veículos que permaneceram na via pública por mais de 60 minutos. No ano de 2009, até outubro, as atuações totalizaram R$ 315,6 mil.

Todo o dinheiro arrecadado com as operações de trânsito em eventos é incorporado ao orçamento da CET e integralmente aplicado na gestão do trânsito, em atividades operacionais, administrativas e projetos de educação de trânsito, entre outros.

Foto-ouvinte: Acidente grave na Inajar

 

Acidente na Inajar de Souza

Nesta manhã, um acidente grave envolvendo um carro, uma moto e dois ônibus na avenida Inajar de Souza, na zona norte de São Paulo, foi registrado pelo ouvinte-internauta Màssao Uéhara. De acordo com a repórter Mônica Pocker, o motorista foi jogado para fora do carro devido a violência do choque e está em estado grave. O motoqueiro também está hospitalizado.

Acidente com ônibus: Eu já sabia, dizem ouvintes

 

Do helicóptero, com o Paulo Henrique Souza, veio a primeira informação de que o acidente de trânsito aparentava ser grave, dado o número de ambulâncias e a presença de um helicóptero do resgate no local. Do alto dava para ver que um micro-ônibus havia batido na traseira de um ônibus, na avenida Raimundo Pereira Magalhães, no Jaraguá, zona norte da capital paulista. De baixo, no serviço de apuração, começaram a chegar os detalhes como o número de pessoas feridas, 32 no total, e os motivos do acidente. O ônibus parou fora do ponto e o micro-ônibus estava em alta velocidade, disseram algumas pessoas próximas e passageiros. Do local, com a Luciana Marinho, registramos a imagem da imprudência – ou uma delas: o pneu liso, impróprio para circular, sustentava o micro-ônibus lotado de passageiros.

Desta ação da reportagem da CBN à reação dos ouvintes-internautas. O Luiz Alexandre escreveu que o problema é da falta de educação dos motoristas das cooperativas “que andam com ônibus (pneus) carecas, em excesso de velocidade, param no meio da rua e deixam um careca de cabelo em pé”. A Maria Aparecida reproduziu mensagem enviada duas semanas atrás na qual alertava para o desrespeito dos motoristas de lotação no local onde houve o acidente desta terça-feira. Em outro ponto da cidade, o Antônio Carlos Vianna comentou que “principalmente no horário de pico” os motoristas profissionais desrespeitam as rotatórias e põe em risco a segurança dos passageiros e pedestres, na Vila Madalena. E o Daniel Lescano diz que “os ônibus da linha Guarulhos-Estação Armênia desviam o trajeto pelas ruas residenciais de Vila Maria, cansei de denunciar a EMTU mas nada mudou até agora”.

À SPTrans, que deve fiscalizar a atuação de ônibus e micros na capital paulista, restou a constatação de que foi enganada, pois o micro com os pneus carecas havia passado pela vistoria dia 29.09: “Na ocasião apresentou todos os ítens de segurança em perfeito estado, inclusive pneus novos. A fiscalização da SPTrans vai abrir um processo para investigar a responsabilidade pela troca dos pneus do veículo, que agora, segundo observações da reportagem, apresenta pneus carecas ou sem condições de uso”.

Vamos aguardar !

Agora o outro lado

O motorista do micro-ônibus que se acidenteo na Raimundo Pereita de Magalhães foi afastado da função e passará por treinamento e avaliação física e psicológica, segundo informa a SMT em nota divulgada no fim da tarde desta quarta-feira, 14.09:

“A Secretaria Municipal de Transporte informa que afastou os dois motoristas de ônibus envolvidos em acidentes ontem e na segunda-feira. Um deles dirigia o micro-ônibus que colidiu na Avenida Aricanduva, na segunda-feira, deixando quatro feridos. O outro é o motorista do micro-ônibus que se chocou contra um ônibus, ontem, na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães. Ambos estão impedidos de dirigir e passarão por processo de reciclagem e avaliação de saúde física e psicológica, enquanto a Secretaria Municipal de Transportes aguarda a apuração de responsabilidade pelos acidentes, a ser feita por sindicância e por inquérito policial”.

Conte Sua História de São Paulo: O ponto de encontro

 

Mário Cezar Nogalez
Ouvinte-internauta do CBN SP

Dia Mundial Sem Carro na 23 de Maio

Ouça o texto “Ponto de Encontro” sonorizado por Cláudio Antônio

Nos idos do anos de 1998, fazia eu consultoria para a implantação de um hotel lá na Vila Ema, com a obra já finalizada e com a decoração quase pronta, equipe já contratada e fornecedores na ponta da agulha. Tudo pronto para começar a operar.

Faltando 15 dias para a inauguração do Hotel,estava com todos os convites enviados e com 80% confirmados para tão galante festa. Como um dos proprietários era parlamentar, então políticos, colunistas e colunáveis estariam presentes a tão suntuoso momento.

Eu, belo e tranqüilo, pois estava com os trabalhos em dia, resolvi me dar uma folguinha (para quem não sabe, hoteleiros quase nunca descansam).

Enquanto curtia com minha namorada (hoje, minha esposa, uma outra historia), passei no hotel para checar se estava tudo em ordem e voltando para a casa decidimos almoçar proximo mesmo. Como moramos na Mooca, opções de boa comida não falta.

Pois bem, voltando, estávamos seguindo pela Av. Paes de Barros e o trânsito naquele dia estava engarrafado por conta de muitos carros na Avenida (e olha que era 1998), e então, conversando com a bela namorada, vi que o trânsito ao meu lado andou, logo engatei a primeira marcha e BUM, bati no carro da frente.

Desci do carro. Buzinadas e xingamentos dos demais motoristas. Logo me prontifiquei a pagar qualquer estrago com o outro motorista, porém, foi parachoque com parachoque e não aconteceu nada com nenhum dos carros.

Quando trocamos cartões, me dei conta de que o motorista era Agente de Viagem, e ele de que eu era Consultor Hoteleiro, e, protamente, entreguei mais um convite para a festa de inauguração.

Enfim, este encontro de parachoques foi o ponto de encontro de um cliente para o hotel que nunca imaginaria que iria conseguir.


Mario Cezar Nogales é autor desta história. Você também participa enviando seu texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. O programa Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, às dez e meia da manhã, no CBN SP.

Canto da Cátia: Tempo ruim

 Árvore cai sobre casa

Das diversas árvores que caíram durante o temporal na madrugada uma atingiu a casa de família simples do bairro de Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Apesar do atendimento recebido no local do acidente, uma mulher morreu. Outra que vivia com ela ficou ferida e teve de ser hospitalizada. A Cátia Toffoletto estele por lá e soube que duas crianças também viviam no barraco, mas teriam sido levadas para a casa do pai na noite anterior.

Canto da Cátia: Linha da morte

Acidente de ônibus e caminhão_1

Eram cinco da manhã, quando um ônibus e um caminhão se chocaram nas avenidas Celso Garcia e Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Da violência do acidente resultou a morte de um pedestre que passava no local. Passageiros do ônibus ficaram feridos. As imagens feitas pela Cátia Toffoletto dão a dimensão da força com que os dois veículos bateram no cruzamento. Ninguém sabe precisar quem foi o autor da imprudência que teria causado o acidente.

Foto-ouvinte: Engarrafado

Campanha em favor da Lei Seca

Pra convencer os “convencidos”, campanha mostra o risco que se corre por beber antes de dirigir. A imagem é do ouvinte-internauta e colaborador do Blog do Milton Jung, Marcos Paulo Dias que registrou o anúncio em comemoração ao primeiro ano da Lei Seca, na rodovia Ayrton Senna, em São Paulo

Na madrugada: Carreta roubada, carreta tombada

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Uma carreta tombou na Rodovia Presidente Dutra, no acesso para a Rodovia Fernão Dias, entre Guarulhos e capital, no início da madrugada. A surpresa no atendimento: o caminhão havia sido roubado na noite de segunda-feira. Pouco antes do acidente, os ladrões haviam parado em uma borracharia para trocar os pneus, mas foram localizados pelo rastreamento eletrônico e fugiram sem terem colocado quatro dos pneus. Segundo o repórter da CBN, Gabriel Correia, que esteve no local e registrou as imagens que você vê clicando na foto acima, os bandidos sumiram logo após o tombamento.