“É de cair o queixo” e “vem mais por aí”, diz Lauro Jardim, que revelou informações das delações da JBS

 

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Foram três semanas de busca de informação, confirmação de fatos, checagem de dados, viagens para Brasília e muitos telefonemas. Pouco sono, também, especialmente nesse três dias que antecederam a revelação do caso que abalou a República, está prestes a derrubar um governo e já atingiu em cheio um Senador.

 

Como se percebe, foi intenso o trabalho do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, desde que soube pela primeira vez que os irmãos Batista, donos da JBS, tinham decidido contar a verdade sobre a relação deles com alguns dos homens mais poderosos do País.

 

Apesar de acompanhar passo a passo o processo que culminou com a homologação da delação premiada de Joesley e Wesley Batista, Jardim disse, em entrevista ao Jornal da CBN, que ficou perplexo, assim como o povo brasileiro, com o material que teve acesso, em primeira mão. “É de cair o queixo, muito impressionante”, comentou, antes de confirmar que muito mais vem aí.

 

Assim como chamou atenção dele e de seu adjunto, Guilherme Amado, que colaborou na investigação jornalística, eu, você e, imagino, toda torcida brasileira ficamos estarrecidos com o fato de, mesmo após as denúncias, prisões e condenações que assistimos na Operação Lava Jato, autoridades como o presidente da República Michel Temer (PMDB) e o presidente do PSDB – a esta altura ex-presidente -, senador Aécio Neves, continuassem exercitando práticas irregulares.

 

Os casos denunciados em gravação ocorreram em março, agora há pouco, sem pudor nem prevenção.

 

Aécio é acusado, por exemplo, de pedir R$ 2 milhões a Joesley para pagar as custas de seu advogado de defesa na Lava Jato. Ou seja, pediu dinheiro por fora para se defender da denúncia de ter recebido dinheiro sujo, no dia 24 de março.

 

Temer, após insistência de Joesley, o recebeu em casa e na conversa com o empresário tratou de uma mesada para calar a boca de Eduardo Cunha, na cadeia em Curitiba. “Tem que manter isso, viu?” – alertou o ainda presidente da República diante da possibilidade do dinheiro deixar de ser pago ao deputado cassado.

 

Ouça a entrevista com o jornalista Lauro Jardim, que foi ao ar no Jornal da CBN:

 

Esta não é meme: Pizzolato está livre na Itália

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Vamos brincar de faz-de-conta? Não se espante. Os internautas conhecem muito bem o significado de uma palavra que,de tanto chamar a minha atenção,despertou a curiosidade deste veterano escriba. Passava os olhos pelo programa e era meme para cá, meme para lá. Só nesta terça-feira,porém,dia em que envio os meus textos para que o Mílton possa os postar na quinta-feira,resolvi informar-me sobre a palavrinha de duas vogais. Como pode existir ainda algumas pessoas distraídas que nem se deram conta de que surgia um novo nome no mundo da internet,apresso-me a usar mais este modismo que invade os nossos computadores,IPads etc.

 

O conceito de meme foi criado pelo zoólogo e escritor Richard Dawkins em 1978,ao escrever o livro “The Selfish Genre” (o Gene Egoísta). Tal como o o gene,o meme é uma unidade de informação com capacidade de se multiplicar,por meio de ideias e informações que se propagam de indivíduo para indivíduo. Os memes constituem vasto campo de estudo da Memética. Sua ideia pode ser resumida por tudo aquilo que é copiado ou imitado e que se espalha com rapidez entre as pessoas. Como a internet possui a capacidade de abranger milhares de pessoas em alguns instantes,os memes da internet são virais.

 

E já podemos,usando meme,ligá-lo ao que aconteceu com Aécio Neves,em Minas Gerais. O candidato teve de suportar memes que zombavam do resultado de,na terra dele,já haver perdido uma eleição para o rival Patrus Ananias,em 1992.Permitam-me comparar o que aconteceu agora no seu confronto com Dilma. Digamos que,em Minas Gerais,Aécio Neves imaginava poder imitar o Cruzeiro e que Dilma,mesmo contando com os votos dos nordestinos,cujos times são muito inferiores ao mineiro, líder do Brasileirão, perderia para ele. O Aécio-Cruzeiro chegou ao final da eleição superado pela atual Presidente por 500 mil votos. A partir de agora,pelo sim pelo não,o melhor é demonstrar respeito pelas Dilma-equipes do Nordeste. Muito cuidado,já que quem tentar diminuí-las,pode ser acusado de cometer crime racial.

 

Ao lado ou,no mínimo perto das notícias que li na internet antes de compor este texto,há uma outra,além do meme,que me deixou irritado: “Itália nega extradição e Pizzolato ganha liberdade”. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão. Pelo jeito, entretanto,Pizzolato vai,salvo melhor juízo(não leve isso como trocadilho)continuar na Itália. Trata-se de mais um ganacioso,incapaz de viver com o belo salário que o BB lhe pagava. Talvez consiga ficar na Itália porque está doente e não existem,no Brasil,presídios em condições de o receber.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Notas e observações: eleições 2014

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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A não aprovação da Rede Sustentabilidade de Marina para impedir a sua candidatura foi um primeiro sinal de que o pleito que viria seria um vale tudo. Inevitável, diante de condições propícias como a corrupção e a manutenção por doze anos do mesmo grupo no poder. E ampliada com o fator inesperado da morte de Campos, que trouxe de vez a candidatura de Marina.

 

A disparada de Marina acionou uma artilharia pesada que levou Aécio ao segundo turno. O emocional se acentuou e a paixão dominou eleitores, candidatos e afins. A postura se transformou em descompostura, onde predominou o juízo de valor e se abandonou a técnica e a lógica. A metodologia das pesquisas e o reconhecimento dos jornalistas foram ignorados.

 

Um dos argumentos mais utilizados para criticar as pesquisas era que ninguém conhecia eleitor que tivesse sido pesquisado .Ora, tecnicamente conhecer um dos 2.000 a 4.000 pesquisados num universo de 144 milhões de eleitores é que seria um fato raro. Ao mesmo tempo, eleitores de Aécio diziam que havia erro nas previsões que apontavam a vitória de Dilma porque no seu ambiente quase todos iriam votar em Aécio, esquecendo “apenas” que existe a segmentação de mercado, e havia outro mercado que não votaria em Aécio. Já na apuração e apresentação dos resultados também se ignorou a segmentação, e o Brasil foi apresentado como um país dividido por região, embora o seja por segmento. Situação e oposição, estado por estado. Fato muito bem ilustrado no Facebook de Amanda Dassié onde encontrei o mapa acima estampado.

 

Entretanto, grave foi a combinação PT e PSDB de afastar os jornalistas dos debates pela TV. O resultado foram diálogos com dados a bel prazer dos candidatos, quando não insultos inflamados com informações manipuladas ou fora do contexto. Viraram “memes” como o da economista que perguntou como a Presidenta Dilma iria tratar o problema da mão de obra qualificada que não consegue colocação por causa da idade, e recebeu orientação para fazer o PRONATEC.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Virada à paulista: de Getúlio a Aécio

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os votos paulistas no primeiro turno das eleições, pela expressividade do estado e pela concentração da votação contra o PT, tem sido um dos temas prediletos de jornalistas e analistas políticos.

 

O colégio eleitoral de São Paulo, que representa mais de 22% do total nacional, deu a Aécio 42% de votos e 25% a Dilma. Ou seja, 10,1 milhões contra 5,9 milhões. Reelegeu Alckmin com 57%, enquanto Serra interrompeu os 24 anos de Senado de Suplicy. Além disso, na Assembleia Legislativa, o PT passou de 24 para 14 deputados, e o PSDB manteve os 22, contribuindo para que a oposição ficasse com apenas 21% dos deputados e operacionalmente impotente.

 

Para esta rejeição, talvez, mais do que uma explicação, São Paulo tem uma vocação, que é a de viradas contundentes. Ora aposta em obras e elege Maluf, com a ilusão de petróleo, de fechar rios com avenidas, ou, em administrações equilibradas como as de Jânio Quadros, Carvalho Pinto e Franco Montoro.

 

Nesse aspecto, historicamente a relação mais intensa e dissonante foi com Getúlio Vargas. Em 1932 a revolução constitucionalista deixou marcas nas famílias paulistas, ao perderem filhos e maridos, em luta contra o golpe de Vargas. Anos mais tarde, em 1950, Getúlio retorna ao poder pelo voto democrático com apoio paulista. Virada e tanta, mas certamente ocasionada pela nova classe de trabalhadores que começava a surgir na indústria que se desenvolvia.

 

A virada de agora também pode estar sendo exercida pela nova classe de trabalhadores. Predominantemente urbanos, da área de serviços e mais instruídos.

 

Conjecturas a parte, São Paulo não tem nenhum logradouro com o nome de Vargas. O 9 de julho não foi esquecido.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Governabilidade: verdades, mitos e barreiras

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Plenário do Senado

 

No tiroteio de acusações à Marina, protagonizado por Dilma e Aécio, a governabilidade foi um dos fatores mais destacados, quando se esmiuçou os parcos indícios de estrutura partidária da candidata. Abrigada provisoriamente no PSB, encurralada por uma decisão jurídica, que a impediu de registrar a Rede Sustentabilidade, Marina foi comparada a Jânio Quadros e Fernando Collor. Ambos, eleitos sem a maioria na Câmara, sofreram efeito fulminante, cuja resultante legou uma renúncia e um impeachment.

 

Se a comparação serviu como ataque, embora com resultado eficiente, é parcial, pois a causa da governabilidade política é mais abrangente e remete a um sistema inglório de trocas. Uma rápida análise histórica do poder legislativo federal chegará inevitavelmente ao real toma lá dá cá. Não só para Marina, mas para todos que assumirem sem a maioria absoluta, a qual nem Dilma nem Aécio possuem.

 

Portanto, é agora e é a hora de perguntar a Aécio e Dilma, como vão obter a maioria para a governabilidade na Câmara. Vão apelar ao patriotismo dos deputados, ou a verbas, ou a favores, ou ainda a mensalidades? A empreitada que já era difícil tornou-se mais árdua, pois os 22 partidos de então viraram 28.

 

Dilma, que começava tendo na sua base do PT e PMDB 164 deputados passa agora a ter apenas 136 deputados. Terá então que procurar aliados dentre os 377 deputados restantes.

 

Aécio, cujo PSDB manteve as 54 cadeiras na Câmara, adicionando as 22 do DEM, ficará com 128. Precisará encontrar dentre os 385 parlamentares a quantidade suficiente para a governabilidade.

 

Dilma e Aécio, para honrarem as promessas de reforma tributária, política e administrativa terão de reduzir as fontes de trocas com os parlamentares e os partidos. E, serão eles que aprovarão.

 

Aprovarão?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

De Mistérios Lexigramados e Soletrados III

 

Por Maria Lucia Solla

 

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AÉCIO NEVES

 

Olá, caríssimos e valentes leitores,

 

antes de começar a compartilhar os mistérios encontrados em mais um nome de figura pública em destaque, quero lembrar que Lexigrama não faz profecia. Não é oráculo, é descoberta. Apenas descoberta.

 

No nome de Aécio Neves há 8 letras disponíveis, onde só a letra E se repete, aparecendo ali três vezes. As outras, (a, c, i, o, n, v, s) aparecem uma vez. Isso quer dizer que quando Lexigramo o nome dele, posso encontrar palavras que contenham até três Es.

 

Então vamos lá.

 

AÉCIO NEVES não tem DAtA, mas tem VÊNIA, que quer dizer respeito. Não tem NEtO pela falta do t, mas tem AVÔ, confirmando a história, e tem COVAS. Pisciano que é, tem OVAS e de lambuja AVE, mas sem Maria. De nomes próprios e apelidos tem EVA, IVO, NICE, ANE, IVAN, NICO e NICA.

 

Traz no nome NOVE NOVAS e uma referência ao Japão pela palavra IENE. Tem VOCÊ, VOCÊS, NÓS e VÓS. Eu não aparece, o que penso seja bom para segurar o ego, que também não tem.

 

Tem CENSO, que quer dizer cadastramento, e tem CEIA, CEVA E OVNIS (Objetos voadores não identificados), Encontrei CAIO e SAIO, mas tem VENCI, VENCE, VENCES e VENÇO, e também encontrei SOVA.

 

No pacote vem SOA O SINO de AÇO E VAI À SINA, que quer dizer destino, Para VINhO falta o h, mas tem CAVE e SECO e também tem VIÉS e VOA, VEIA e AÇO.

 

Encontrei É O SACI, NÉ? e SACIA, que é do verbo saciar, e não o feminino do personagem.

 

Tem IEE e tem ISO, que considero de bom tom.

 

Agora, que tal brincar de encontrar palavras e mais palavras e sugerir o nome para o próximo Lexigrama? Ou não.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung