Adote um Vereador: APP ajuda você a propor projetos de iniciativa popular

Artigo escrito originalmente para o site do Adote um Vereador

 

Falamos aqui no blog do Adote sobre a cassação de um prefeito que trocou voto por caixa d’água (leia o post). Isso só foi possível graças a Lei da Ficha Limpa, criada por iniciativa popular e com participação importante do juiz aposentado Marlon Reis. Por coincidência, na última reunião virtual da turma do Adote o nome dele esteve presente nas conversar devido a outra iniciativa: o aplicativo Mudamos+.

A Eliana Lucania, nossa colaboradora, na “ata da reunião”, destacou que o APP surgiu da dificuldade da coleta de assinaturas para projetos de iniciativa popular. Além de coletar nome, CPF e outros quetais do eleitor que apoia a ideia proposta, é preciso auditar as assinaturas —- provar que são verdadeiras. 

Com o APP desenvolvido pela ITSRio — Instituto de Tecnologia e Sociedade —-, premiado e financiado pelo Prêmio Desafio Google de Impacto Social, o processo de coleta de assinatura ficou bem mais simples. Você tanto pode criar projetos quanto apoiar projetos já criados. Neste momento há mais de 20 propostas que vão de incentivo a participação das  mulheres na política a ajuda na localização de crianças desaparecidas.

Todo o processo no aplicativo foi desenvolvido para tornar sua ação cidadã mais simples:

  1. Baixe o aplicativo na Apple Store ou na Play Store
  2. Cadastre seu nome, e-mail e senha
  3. Inclua data de nascimento, CEP, CPF
  4. O APP vai pedir o título de eleitor (se não tiver, tranquilo: o sistema está sintonizado com o banco de dados do TSE e logo seu número vai aparecer)

Passos dados, ou você cria projeto próprio ou apoia projetos já registrados, com apenas dois cliques.  

Lembre-se: o digital ajuda mas não resolve. Para obter a quantidade de assinatura para que a sua ideia se transforme em projeto de iniciativa popular é preciso mobilização intensa de convencimento. 

Foi o que Marlon Reis e um número incrível de cidadãos fizeram na época em que se levou ao Congresso Nacional o projeto da Ficha Limpa. Para conhecer um pouco mais daquela ação, assista ao documentário a seguir: 

Leia mais no site do Adote um Vereador 

Mundo Corporativo: “melhor experiência, melhor venda”, diz Léo Xavier, da PontoMobi

 

 

 

 

 

“Investir em mobile é um bom negócio. Entregar experiência melhor para o consumidor é um bom negócio. Seja na sua loja física, seja no seu site de computador, seja na sua presença móvel. Pode ser um site ou pode ser um aplicativo, mas a relação é direta: melhor experiência, melhor venda”.

 
 

 

A conclusão é de Léo Xavier, CEO da PontoMobi, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

  

 

Xavier apresentou o resultado de pesquisa que identificou o grau de mobilidade das 235 marcas mais valiosas, no Brasil. Foram avaliadas as soluções usadas em aplicativos, sites móveis, mensageria e plataforma social.

  

 

Mobile1

  

 

Deste total, apenas 10 (ou seja 4%) se encontram na categoria “Mobile Expert”, considerada a mais avançada segundo critérios aplicados no estudo. A maior parte das marcas, 112 (ou 48%), são identificadas como “Mobile Basic”, categoria que reúne aquelas que estão em estágio de experimentação.

 

 

Para ter acesso aos resultados completos da pesquisa, clique no link a seguir:

 

 

MOBILITY_INDEX_MINDEX_2017_VF

 

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 11 da noite, em horário alternativo.

Conheça o Smaps: aplicativo do bem contra o mal

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

smaps1

 

Os moradores de grandes cidades acostumados ao benefício dos aplicativos, que os tem levado de forma mais rápida aos seus destinos, terão um adicional providencial e essencial: que tal além de poder se deslocar pela rota mais rápida, saber a mais rápida e mais segura?

 

Essa é a ideia do Adm. Douglas Roque, criador do aplicativo SMAPS-Segurança Colaborativa Mundial. Na verdade, o aplicativo, que roda no Iphone, no Androide e em desktops, fornece também outras indicações, tais como:

 

– Locais mais seguros para se locomover, morar, trabalhar, passear e investir.
– Alertas de perigo sobre regiões como moradia, trabalho, escola, clube, casa de praia e de campo.
– Imagens de câmeras instaladas nas ruas e zonas de interesse dos usuários.
– Registro ordenado de todos os tipos de crimes e abusos contra a pessoa ou o patrimônio. Dos mais hediondos aos mais comuns como as ofensas sexuais ou raciais. Até mesmo o insolúvel problema do barulho de festas, clubes noturnos, etc.

 

Tudo isso, além de contribuir com os especialistas e as autoridades envolvidas na segurança.

 

O SMAPS já conta com 2.500 colaboradores e visitação diária de 400 internautas. Tem o apoio de vários CONSEGs e de algumas ONGs, como os PAULISTANOS PELA PAZ. Já tem audiência marcada com a Prefeitura de São Paulo e várias entidades sociais.

 

Se no âmbito do Marketing, Philip Kotler, um dos seus ícones, afirmou que o Marketing era muito importante para ficar restrito aos especialistas, o que dizer então da Segurança?

 

É realmente momento oportuno para as redes sociais entrarem em campo com tudo, como colaboradores e usuários, nesta área tão séria quanto carente que é a da Segurança. É função de vital importância que não deve se restringir à Polícia. O SMAPS é um dos caminhos. É só acessar: http://www.smaps.com.br

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

De cartas

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

E a senha serve para quê?

 

Senha era coisa de pós-guerra, quando cada família recebia uma, para comprar mantimentos básicos a preço de tabela. Mas não foi aí, o começo do seu reinado. Os egípcios já usavam senhas. Ah, os egípcios!

 

A senha para fins eletrônicos nasceu no início dos anos 1960, no Massachusetts Institute of Technology, e está dominando o mundo. é a mais nova pandemia. Seu reinado engorda como a dona Redonda, e por mim, poderia explodir. Tem senha que não acaba mais, e eu realmente não me dou bem com elas. Perco tanto tempo e energia tentando administrar senhas e nomes de usuário quanto os hackers tentando quebrá-las. Porque não inventam um leitor de digital acoplado ao computador? Onde estão os inventores deste Brasil?

 

Agora a App Store cismou comigo. Mudei meu e-mail, fui lá, bonitinho, como manda o figurino e mudei os dois campos: usuário e senha. No lugar no endereço antigo, o novo. A senha, no entanto, imaginada às pressas, é mais fácil de ser decifrada do que palavras cruzadas para criança. Prometo inventar uma bem cabeluda! Recebi a confirmação, tudo certo, dona Maria Lucia, sua senha já foi trocada. E lá fui eu, toda faceira, fazer o upgrade de programas que são essenciais para o meu trabalho.

 

Qual foi a retribuição da App Store? Há dias não reconhece meu novo endereço de e-mail. Entro na sala de gerenciamento da minha conta, e lá está, tudo certinho, com tique verde pra dizer que está tudo ok. Mas eu digo primeiro: não está tudo ok. Grrrrrrr!

 

Estou prestes a jogar a toalha, me livrar das máquinas e voltar a escrever em lindos cadernos. Vou comprar verduras na quitanda da esquina, o jornal na banca, na rua de trás, ler lindos livros de papel e escrever cartas. Muitas cartas.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

O Código Florestal é urbano, também

 

Uma pequena porção de árvores se mantém diante da janela de minha casa, na zona sul de São Paulo. É o que restou de uma rua de terra com muito verde que conheci quando cheguei aqui há 15 anos. Mesmo assim considero-me privilegiado, pois, no quarteirão de trás, a praça bem arborizada promete resistir ao avanço de prédios e casas.

É pouco, sem dúvida. Basta conferir as imagens aéreas feitas em 1958 pelo Departamento de Defesa e sobrepostas as captadas pelo Google, em projeto da empresa Geoportal, para percebermos a quantidade de mata e bosques derrubados nos últimos 50 anos na capital paulista (confira aqui).

A comparação ajuda a entender o que pretendo conversar com você neste artigo: a importância do Código Florestal para o ambiente urbano.

Erroneamente, muitas pessoas – autoridades e formadores de opinião, inclusive – ainda relacionam o texto apenas com a situação da Amazônia, Caatinga ou Pantanal, por exemplo. Há quem desdenhe do debate por imaginar que falamos somente da preservação de florestas – como se isto por si só fosse pouca coisa.

O Código, apesar de batizado Florestal, é, também, Urbano e, desde que surgiu em 1934, impõe regras à ocupação das cidades, pois seu objetivo era controlar o uso dos recursos naturais. Em 1965, o texto modificado definiu as áreas de preservação permanente e assim como oferecia garantias no campo também o fazia no meio urbano.

A lei em vigor prevê que são os Planos Diretores que põem ordem nos municípios, porém estes têm de respeitar os princípios do Código Florestal, conforme destacou o geógrafo Márcio Ackermann, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, em conversa que tivemos nesta semana, no programa CBN SP.

O respeito às áreas de encosta e as várzeas de rios está previsto no Código e fosse levado ao pé da letra talvez não assistíssemos às tragédias de Blumenau, em 1983 e 2008, da Favela da Nova República-SP, em 1989, ou da Região Serrana do RJ, em 2011 – apenas para lembrar algumas das mais chocantes.

Aqueles são terrenos sensíveis à erosão, desabamento e alagamento e precisam ser preservados. Viver neles impõe risco às populações. Somente na cidade de São Paulo existem 407 áreas com estas características de onde parte das famílias terá de ser removida se quisermos impedir novos dramas.

O secretário do Verde e Meio Ambiente do município, Eduardo Jorge, disse ser prioridade a retirada dessas pessoas e a criação de sistemas de segurança e alerta. A preocupação dele de não permitir que a vida do cidadão seja exposta às áreas de risco, porém, aumentou desde que teve acesso ao texto da reforma do Código Florestal que está no Congresso Nacional: “Decidi que ao invés de flexibilizar, vou fiscalizar ainda mais” – falou em debate promovido no CBN SP.

A intervenção do município pode ir além com a adaptação das áreas de preservação ambiental que foram indevidamente ocupadas ao longo da história, como as margens dos rios Pinheiro e Tietê e a Paulista. Sim, a avenida que orgulha paulistanos se enquadra no conceito de APP, é topo de morro.

Lá em cima a água caía e parte dela se infiltrava no solo, ajudando na reposição do aquífero e contendo o volume que iria chegar aos pontos mais baixos da cidade. Coberto de cimento e asfalto, a APP da Paulista perdeu função, a chuva que chega corre pela superfície e desce em alta velocidade sem dar tempo para absorção pelos córregos e rios, facilitando a ocorrência de enchentes.

Colocar abaixo os prédios não é mais solução neste caso. Em lugar de remover, reabilitar as funções, explica Márcio Ackermann. Nas edificações já construídas, exigir caixas de retenção para águas que podem ser liberadas fora do pico da chuva ou reutilizadas seria uma opção. Novas construções na capital paulista já são projetadas para oferecer esta compensação.

Conhecimento e tecnologia não faltam, é preciso lei ou políticas públicas que incentivem esta mudança. Ackermann lembra que as prefeituras oferecem isenção de IPTU para quem tem imóveis prejudicados por enchentes, deveriam conceder benefícios fiscais a quem se compromete a oferecer contrapartida ambiental.

Em Extrema-MG, é o que ocorre com os produtores de leite que estão em nascentes de rio. Se não usarem estas APPs como pasto e conservarem estas áreas, importantes produtoras de água, serão premiados pelos serviços ambientais.

O Código Florestal tem de pautar estas ações, deve impulsionar a construção de uma consciência cidadã e impedir que o avanço sobre as áreas de preservação se acelere, no campo e na cidade. Transformá-lo em uma peça frágil na defesa do meio ambiente é um crime contra a humanidade.