Professora pede respeito e vira hit no Twitter

 

A professora Amanda Gurgel da rede pública de ensino do Rio Grande do Norte pediu a palavra durante audiência pública, no dia 10 de maio, que discutia a situação da educação no Estado e ganhou a internet. Durante oito minutos falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos professores na sala de aula, diante de deputados da Comissão de Educação e da secretária de Educação Betânia Carvalho. Resultado: o vídeo foi parar no You Tube e se transformou em destaque nas citações do Twitter.

O sucesso talvez se justifique pela maneira sincera e expressiva do seu pronunciamento, raridade nos dias de hoje.

Deputados do Rio criam cota para “moções”

Saudar a D. Josefa pelos trabalhos realizados na comunidade pode ser algo que vá  enchê-la de orgulho. Regozijar-se com a conquista de um cidadão se justifica em alguns casos. Assim como louvar o trabalho de um colega. Todos estes atos estão na categoria das moções, comuns no parlamento brasileiro mas de pouquíssimo ou nenhum impacto na sociedade.

Criticados pela baixa produtividade no parlamento, os deputados estaduais do Rio de Janeiro decidiram criar uma cota para moções. Cada um dos 70 parlamentares fluminenses apenas poderá fazer 24 por ano. Convenhamos que 1.680 proposições de saudação, apoio, regozijo, louvor, repúdio ou seja lá o que for já é moção pra burro, mas pelo menos se tentará reduzir o tempo desperdiçado na Assembléia Legislativa com estas solicitações. No texto que propôs a alteração, há a informação de que apenas entre fevereiro e novembro de 2007, época na qual o projeto foi apresentado, haviam sido feitas 3.500 moções.

Ao criar a cota-moção, os deputados fluminenses cedem a pressão da ONG Transparência Brasil que, anualmente, publica levantamento sobre a produtividade das principais casas legislativas do País e destaca o elevado percentual de proposição com pouco ou nenhum impacto.

Explore o atendimento ao cidadão da Assembleia

A sugestão é do ouvinte-internauta Mário do Carmo que ligou para a Assembleia Legislativa de São Paulo para criticar a falta de cuidado com o dinheiro público dos deputados estaduais que mantém uma série de regalias como a presença de número excessivo de diretores ou gabintes especiais para ex-integrantes da Mesa Diretora.

“Acredito que se houver mobilização das pessoas ligando para a Central de Atendimento ao Cidadão e registrando nossa indgnação conseguiremos pressionar os deputados”, escreveu. O telefone do C.A.C da Assembleia:

0800 77 25 377

Deputado não vai ‘escarafunchar’ gasto público na Assembleia

Um gabinete para o cargo de deputado, outro para o de ex-presidente. Gastos dobrados e  um só dono. É o que acontece na Assembleia Legislativa de São Paulo em uma mordomia mantida pelo dinheiro público, conforme destacou o jornal Estadão desta segunda-feira. Como prêmio pelos serviços prestados à Mesa Diretora – formada pelo presidente, vices e secretários -, o legislativo paulista oferece um gabinete especial aqueles que deixaram a função sem que precisem abrir mão do seu gabinete de origem.

Nada disso abala o presidente da casa, deputado Barros Munhos (PSDB), que diz não ter tempo para ficar “escarafunchando” estes assuntos. À repórter Luciana Marinho falour que tem coisa mais importante, omo fazer andar a obra do anexo da Assembleia (que já custa mais de R$ 280 mi), reabrir o restaurante (fechado pela Vigilância Sanitária) e os banheiros que fedem (é ele quem diz).

Ouça o que disse o presidente da AL, Barros Munhoz (PSDB), para Luciana Marinho

‘É picaretagem’, diz Transparência sobre diretores

Sessenta e sete diretores é muito, é pouco ou resolve as coisas lá na Assembléia Legislativa de São Paulo ? O CBN São Paulo ouviu representantes de duas ONGs que acompanham o trabalho legislativo para saber se a quantidade de diretores se reflete na organização do trabalho. E na produtividade. Para a Transparência Brasil e o Voto Consciente não há dúvida. É gente de mais.

Cláudio Weber Abramo da Transparência diz que é picaretagem (ouça)

Rosangela Giembinsky, do Voto Consciente, reclama da falta de informação (ouça)

‘Eu não sabia’, dizem deputados sobre inflação de diretor na Assembléia Legislativa de São Paulo

Sobrou para Assembleia Legislativa de São Paulo. Aliás, sobrou diretor na Assembleia, segundo reportagem publicada pelo Estadão, nesta quarta.  São 67 para 94 deputados e 3,5 mil funcionários. A denúncia vem na onda que se iniciou no Senado e seus 180 diretores. Pela manhã, o presidente da Casa falou, deputado da oposição falou, secretário legislativo falou, e as entidades em defesa da ética na política gritaram. Afinal, é muito gente mandando e ganhando salários que chegam a R$ 12 mil para pouca produtividade. E com o dinheiro público.

Apesar de ter tanta gente no cargo de diretor, parlamentares paulistas dizem: “Eu não sabia”.

Ouça a reportagem de Luciana Marinho sobre a Assembleia Legislativa de São Paulo