‘É picaretagem’, diz Transparência sobre diretores

Sessenta e sete diretores é muito, é pouco ou resolve as coisas lá na Assembléia Legislativa de São Paulo ? O CBN São Paulo ouviu representantes de duas ONGs que acompanham o trabalho legislativo para saber se a quantidade de diretores se reflete na organização do trabalho. E na produtividade. Para a Transparência Brasil e o Voto Consciente não há dúvida. É gente de mais.

Cláudio Weber Abramo da Transparência diz que é picaretagem (ouça)

Rosangela Giembinsky, do Voto Consciente, reclama da falta de informação (ouça)

3 comentários sobre “‘É picaretagem’, diz Transparência sobre diretores

  1. Nesse dia de hoje, o judas foi escolhido pelo Estadão, logo de manhã em seu sítio: os diretores da Assembléia Legislativa. Depois, ouvi a CBN martelando na questão por mais de meia hora.
    É um caso típico de incitação à indignação seletiva. De fato, a questão é apresentada sem nenhum contexto: parece que os cargos, os sessenta e tantos cargos, nasceram, ou vegetativamente foram crescendo na Assembléia Legislativa, e agora, de repente, constata-se que são muitos: os próprios deputados indignam-se.
    Não, os cargos obviamente não surigiram do nada, a atual estrutura administrativa da Assembléia foi criada por Resolução, proposta pela Mesa Diretora e aprovada em plenário, há mais de doze anos.
    Agora, outras discussões não se colocam: porque será que nunca se questiona a existência de 16 cargos de provimento em comissão para cada Deputado? Só aí são 1504 cargos. O Deputado pode nomear quem ele quiser para qualquer um desses cargos, sendo que para alguns não é requisito sequer saber ler e escrever. Fora os cargos nos gabinetes da Mesa Diretora, que são muitos, muitos mais.
    A imprensa incita à indignação seletivamente. Quanto a descalabro administrativo, que tal a verba de gabinete, assunto que surgiu na imprensa de repente, na época da eleição para as Mesas da Câmara e do Senado, e tão rápido quanto veio, sumiu. Também na Assembléia a proposta de publicar o CNPJ dos fornecedores dos gabinetes causou preocupação. O assunto evaporou, arruma-se outro, um judas para a malhação pública, de preferência um dos culpados de sempre: o funcionário público efetivo, responsável por tocar a máquina pública, aquele que representa o elo de continuidade das políticas públicas relevantes; nunca a imprensa se detém sobre o verdadeiro enxame de nomeações para cargos em comissão, exercidos por pessoas que não tem compromisso público, apenas compromisso com quem os nomeou. Nunca as reformas administrativas tocam nesse feudo de interesse de uma classe política que é, de fato, a vanguarda do atraso. À imprensa, seletivamente, esse assunto não interessa.

  2. A imprensa não é culpada e em minha opinião não incita à indignação seletivamente, mas as opiniões ouvidas, realmente, tende a um lado só e pouco esclarecedora.
    É evidente que iríamos ouvir o que o Sr. Abrano disse, pois o lado da Transparência é o lado que enxergamos. Mas, ainda carece das informações do colega Rudolf e ainda, do outro lado, quem fez as contratações.
    Teríamos que ouvir o porquê das contratações ou ao menos uma justificativa por escrito, senão estaríamos ouvindo a versão de um lado só e somaria as nossas.

  3. Prezados amigos,
    Por mais que a imprensa selecione e tem o poder de incitação nos mais variados assuntos não podemos esquecer que, no caso de política e afins, ela se faz extremamente necessária para o cidadão.
    Por mais que possa haver “incitação” isso não pode deixar de lado o principal: a classe dos políticos brasileiros tem verdadeiro despreparo e descaso com o trabalho que eles deveriam fazer e não fazem e conosco.
    Sinceramente essa é uma “incitação” muito positiva e parabenizo os corajosos, como aqui o Milton Jung e sua equipe, por isso.

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