CONAREC: atendimento tem de evoluir da mesma maneira que a tecnologia

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

building-4442068_960_720

 

O CONAREC 2019, realizado nos dias 10 e 11 de setembro, teve performance quantitativa e qualitativa acima do padrão. Cinco mil congressistas que assistiram a 250 palestrantes, dos quais 80 CEOs, apresentarem resultados e tendências para o setor de produtos e serviços na relação empresa cliente.

 

Foram dois dias revigorante, pois o ambiente e o propósito das 100 empresas que marcaram presença como expositoras transpiravam cordialidade, diversidade, igualdade, liberdade e respeito ecológico para o desempenho das suas funções, com colaboradores e clientes.

 

Apresentamos a seguir alguns destaques do evento:

 

A busca do engajamento das empresas com os clientes nunca esteve tão em evidência. Esse processo orquestrado pelas empresas de varejo até agora tem inovado com aplicações tecnológicas de sucesso, mas quando se trata da relação física na ponta o quadro funcional inexperiente tem deixado a desejar. Os vendedores são os menos preparados das empresas, sendo muitas vezes parte de uma função definida como início de carreira, enquanto os mais competentes funcionários ficam distantes do contato direto com o cliente.

 

É por isso que no ambiente virtual a proposta é trocar funcionários robôs pelos robôs; e no físico substituir estagiários por vendedores competentes. Dessa forma, o cliente que prefere máquina ou o que prefere pessoa poderá se engajar com a empresa da maneira como quiser.A falta de competência na ponta já está sendo tratada pelas empresas e até se estendendo a todos os colaboradores.

 

As grandes empresas que têm adquirido startups como forma de absorver inovações tecnológicas, ao permitirem liberdade operacional, aceitam novas jornadas de trabalho, como horários alternativos e o home office, encontrando a boa prática para este modelo.

 

Para ilustrar a atenção com os colaboradores, temos o caso da VIVO, que anunciou aos 30 mil funcionários que podem se vestir da maneira correspondente ao seu perfil. Afinal a moda é uma forma de comunicação. O BRADESCO está plugado no THE VOICE BRASIL interno, pois todos os 98 mil funcionários podem participar da seleção que levará o finalista à TV GLOBO.

 

Enquanto as empresas procuram se atualizar no fator humano, na área de tecnologia os avanços são evidentes. Destacamos como exemplo, a ferramenta apresentada pela SKS Cx baseada na expertise da Checker Software System de Hadera Israel, cujo histórico nos referimos neste Blog na semana anterior. Trata-se de um sistema que permite conectar todas as metodologias de pesquisa de forma integral e apresentar os resultados via mobile, quanto e quando quiser. Acabaram as reuniões de apresentação, com Power Points e longas dissertações.

 

Stella Kochen, a CEO da empresa, efetivou uma pesquisa de satisfação realizada com os congressistas presentes, e on-line mostrou os resultados e as recomendações, inclusive com a taxa de NPS geral. Parece que o WAZE das Pesquisas está aqui. A melhor rota para o relacionamento empresa cliente.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Conarec 2019: da expansão no engajamento empresa-cliente

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

businessman-2606506_960_720

 

O CONAREC — Congresso Nacional das Relações Empresas Clientes –, que será realizado nos próximos dias 10 e 11, no Hotel Transamérica, em São Paulo, traz expectativas de novidades, moldadas no tema “Expandindo as fronteiras do engajamento”. Serão 250 expositores e painelistas representando 100 marcas aproximadamente.

 

No intuito de obter um trailer, conversamos com uma das participantes do evento, Stella Kochen Susskind, master da pesquisa de mercado, que comanda a startup SKS CX Customer Experience, recentemente entrevistada no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Stella, fundadora, pioneira e CEO da maior empresa de cliente oculto da América Latina durante 30 anos, manteve atenção total na região de Israel onde surgiram empresas disruptivas que criaram o Waze, o Pendrive, o WeWork, o Wix e até o tomate cereja, entre outros tantos produtos que trouxeram benefícios e melhorias.

 

Estava atenta também às informações que o próprio mercado em que atuava sinalizava:

“Com tantas mudanças nas experiências dos clientes, com omnichannel — convergência de todos os canais utilizados por uma empresa — me perguntava a todo momento: como o mercado de pesquisa não se moderniza no mesmo ritmo? Como apresentar um resultado de pesquisa quase 20 dias após a experiência do cliente? Por quanto tempo os clientes compradores de pesquisa investirão muito em diversas metodologias, de empresas distintas, sem inovação e sem conseguir enxergar os resultados de maneira integrada?”

A presença com o ecosistema das startups israelenses e o desempenho da SKS, reconhecido internacionalmente, originaram um convite da Checker Software Systems, de Hadera, Israel, para trazer a nova tecnologia para o Brasil.

“Além do avanço das startups israelenses me chamando, a decisão de aceitar o desafio veio com uma frase de um cliente durante uma reunião: Stella, você é a pessoa que vai colocar fim nas apresentações de 80 slides só com números e key points sem sentido.”

Com esse estímulo, Stella assumiu a missão de absorver a nova tecnologia, depois de reuniões em Split (Croácia), Roma (Itália) e Hadera (Israel):

“O que mais parecia uma missão para a Mossad se tornou um caso de sucesso. Além de adotar uma metodologia de mensuração mais integrada — assim como a integração da jornada do cliente no universo físico e digital — e inovadora, a inovação é também na maneira de apresentar descobertas às empresas, modernizando de uma apresentação monótona e ultrapassada, que exigia a presença de um pesquisador para uma apresentação de dados. O modelo ‘pesquisa’ mudou. O empresário quer ele próprio acessar em tempo real o que o consumidor está falando de sua marca nos mais variados canais e poder agir baseado no estudo”.

Stella estará, portanto, apresentando as mudanças efetivadas nas pesquisas de satisfação dos clientes, embasada na nova tecnologia assimilada e já experimentada em seu trabalho atual. E, convida:

“Afinal, se com o Waze chegamos sem erro e pelo melhor caminho ao destino, com o que mostrarei no painel a jornada do meu cliente será assim também! Simples, potente e integrada”.

O painel de Stella Kochen Susskind em que mostrará alguns dos temas que foram antecipados para nós nesta conversa será o “Customer Experience a moda de Israel: inovadora, potente e segura”, dia 10 de setembro, às 12h50, na Conarec.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: brasileiros estão sorrindo mais na hora de atender o cliente

 

“Sempre tem de ser a coisa mais agradável para o cliente ou para o usuário: educação, acolher o cliente, sondar as necessidades do cliente, porque não adianta eu entrar em uma revenda — eu que tenho família, cachorro e sogra — e me oferecerem um carro pequeno. Então, tem que entender a realidade do cliente para oferecer o produto certo” — Stella Susskind, CEO da SKS CX

Os brasileiros estão sorrindo mais na hora de atender os seus clientes. E têm conseguido bons resultados na venda adicional. Essas são algumas das constatações feitas pela pesquisadora Stella Kocher Sussking, CEO da SKS CX, empresa dedica a pesquisa de mercado com foco na experiência do consumidor com as suas marcas. Responsável pela versão brasileira do Ranking Internacional do Sorriso (Smililing Report), realizado em 57 países, Susskind foi entrevistada do jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

De acordo com a pesquisa, o Brasil está em segundo lugar no quesito “venda adicional” e em quarto no “sorriso”. O pior desempenho foi na análise do quesito “cumprimento” em que o país apareceu em 17º lugar. Foram avaliados neste trabalho, profissionais responsáveis pelo atendimento em lojas, hotéis, companhias aéreas e postos de combustíveis, entre outros serviços.

 

A crise econômica e o risco de perder o emprego são alguns dos motivos que levaram a mudança de comportamento no atendimento, aqui no Brasil, diz Susskind. Empresas investiram mais em treinamento para melhorar o desempenho e os profissionais também entenderam que precisavam se desenvolver para se manter no cargo.

 

Na entrevista, Stella Susskind apresenta algumas sugestões para aumentar a satisfação do cliente e explica como funciona o método de pesquisa que usa a figura do “cliente oculto”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter @CBNoficial ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Rafael Furugen, Guilherme Dogo, Isabela Ares, Adriano Bernardino e Celso Santos.

O varejo brasileiro evolui e se atualiza sorrindo e vendendo

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

purchase-3090818_1280

 

O Brasil é o quarto país do mundo em que o varejo mais sorri no atendimento e o segundo em vendas adicionais. O resultado surpreendente aparece em pesquisa realizada em 57 países com 338.871 avaliações. Em quatro anos, passamos por  uma evolução: saímos do 25º lugar para o quarto lugar no sorriso, e do 49º para o segundo na venda adicional.

 

A avaliação é feita através do “Smiling Report”, pesquisa que aplica a metodologia do cliente oculto, cujo ranking é produzido pela empresa sueca Better Business World Wide, que avalia o sorriso da equipe de vendas ao receber o cliente, o cumprimento na chegada a loja e a sugestão de venda adicional — aquela que não estava programada.

 

image001

 

No Brasil, a pesquisa foi entregue a SKS CX Consultancy, cuja CEO, Stella Kochen Suskind, personagem de nosso artigo anterior, registra que os bons resultados obtidos em sorriso e venda adicional têm a ver com o dinâmico ano de 2018 que vivenciamos. Um período de eleições presidenciais, movimentos de rua e evolução de outros canais de venda, que deram um maior empoderamento aos consumidores e fizeram os lojistas entregar mais que um bom produto com preço adequado.

 

O sorriso, interpreta Stella, veio com mais naturalidade dada a nossa cultura; e a venda adicional certamente evoluiu em função de melhor técnica de vendas, obtida através de treinamento da equipe.

 

image002

 

O cumprimento, o outro item pesquisado, também evoluiu de 44º lugar para 17º lugar, mas não acompanhou a melhora acentuada dos outros dois fatores — ocasionado pela desatenção na entrada do cliente na loja, onde a equipe de vendas permanece atenta a celulares e conversas paralelas.

 

 

Stella ressalta que ainda há lojas cujo atendimento pergunta “ Posso ajudar? ”, e como se sabe a resposta é sempre “ Não, obrigado, estou só olhando”. A nosso ver, essa pergunta é o pecado mortal do atendimento. Se ouvir algo semelhante o consumidor pode estar certo que diante dele está alguém que nunca teve treinamento de vendas.

 

Em contrapartida, a venda adicional apresentou a maior evolução e é o fator que afeta diretamente o resultado da operação, pois é onde a ação profissional da venda pode chegar à excelência na satisfação do cliente e no resultado da loja.

 

image003

 

Diante deste cenário perguntei à Stella qual a tendência que vê para o sucesso futuro do varejo:

“Tendência é o atendimento simpático sem ser forçado! Nada de ‘oi bom dia, meu nome é Ana e o seu? O dia lá fora está bonito?’. Isso já era!”

Ou seja, precisamos aprender a técnica para usá-la sem denunciá-la.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Os robôs vêm aí. E daí?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

chatbot-3589528_960_720

 

Estudos da Universidade de Brasília relatam que em sete anos podemos ter mais da metade dos empregos formais executados por robôs ou sistemas inteligentes. A pesquisa realizada pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organização da UnB concluiu que 57% dos brasileiros (25 milhões) exercem funções com probabilidade muito alta ou alta de serem substituídos pela tecnologia. Por exemplo, cobradores de transportes coletivos, recepcionistas de hotel e taquígrafos. Enquanto que as profissões como analistas de computação, engenheiro de sistemas operacionais e psicanalistas estão fora da automação.

 

Convenhamos que esse cenário é antes de tudo estimulante. Afinal, a priori, a tecnologia e o homem estarão sempre em evidencia.

 

Com o intuito de identificar o que ocorre em um dos mercados mais próximos de substituição do trabalho humano pela tecnologia — que é o atendimento on line — fomos verificar como o maior player de plataforma de atendimento ao Consumidor, a Hi Platform, está operando.

 

Em 2012, pioneiramente, através de Alexandre Bernardoni, seu fundador, a Hi Platform começou a comercializar chatbots*, procurando substituir o trabalho humano nos SAC. Essa atividade hoje é desenvolvida por conteudistas que precisam ter conhecimento de linguística, de comunicação e de ciências humanas. Segundo Fábio Miranda, o diretor que nos atendeu, a tarefa inicial é identificar os problemas em escala e as soluções em escala — separando-as e aglutinando-as de forma a poder deixar de utilizar nesses casos o atendimento humano.

 

Há trabalhos realizados em call center nos quais se identificou, inicialmente, que 50% das solicitações poderiam ser atendidas por máquina, resultando eliminação significativa de posições. Com o progresso do trabalho dos gestores de conteúdo, pode-se chegar a fortes reduções. Entretanto, Miranda ressaltou que, ao mesmo tempo, o conteudista percebe quando é extremamente importante passar ao atendimento humano.

 

Dentre os 900 clientes atendidos pela Hi Platform, a Netshoes resolve pelo Hi Bot 51 mil dos 100 mil atendimentos mensais que trafegam pelo robô; a SKY, com 300 mil atendimentos mensais que trafegam pelo bot, tem 29% do SAC resolvido exclusivamente pelo assistente virtual. A Passarela, terceiro maior e-commerce de moda, em um ano passou para o robô 40% dos atendimentos.

 

 

A Hi Platform com o foco em bots de atendimento — para liberar o telefone e o chat humano; em vendas, agindo em demanda latente; e com motor próprio de processamento de linguagem natural que opera em três línguas — é um fornecedor natural ao varejo omnichannel. E a grandes demandas específicas de vendas e atendimento, capacitada inclusive em evitar congestionamentos como Black Friday, etc.

 

As posições perdidas nos call centers estão sendo substituídas por funções mais qualificadas como as de gestão de conteúdo. Ao mesmo tempo, aos que fecharam, surgiram empresas como a Hi Platform, com 160 funcionários dos quais 14 conteudistas e 30 desenvolvedores. Os demais, em atividades de marketing e administração.

 

A previsão da chegada dos robôs deve ser considerada com a cautela histórica da inutilidade do estudo da melhoria da iluminação a gás quando surgiu a invenção de Thomas Edison com a energia elétrica. E com a certeza de que a tecnologia e as ciências humanas serão sempre necessárias.

 

Que sejam bem-vindos os robôs!

 

*Chatbot é um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas. O objetivo é responder as perguntas de tal forma que as pessoas tenham a impressão de estar conversando com outra pessoa e não com um programa de computador.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Uma boutique para o bom atendimento

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

woman-1329790_1280

 

A voracidade dos fatos atuais em que identificamos aceleradas mudanças tecnológicas ao lado de atitudes comportamentais extremas é um desafio a ser enfrentado — pessoal e corporativo. Prosperar no caos é a tarefa que se impõe aos agentes desse mercado contemporâneo. Os esportes, as artes, o entretenimento, a política, os produtos e os serviços são ofertados e demandados como negócios, o que aparentemente reflete um mercado de consumo tecnicamente coerente.

 

Entretanto, o velho e essencial bom atendimento está ainda para se constituir em um bem universal. Status que não conseguiu quando o mundo era menor e mais lento. Agora com a vez da automação e de robôs, o formato que se contrapõe e dispõe a oferecer pessoas para atender fica obrigado a cumprir com esmero a função. É preciso efetivamente possibilitar ao cliente uma boa experiência de compra. E isso não vai acabar. Pesquisas recentes confirmam que até mesmo a geração Z, 14 a 18 anos, atribui ao bom atendimento um agregado de valor.

 

Portanto, a busca pelo bom atendimento permanecerá e de forma inequívoca porque o mundo físico precisará usá-lo como grande diferencial ao virtual, que, ao que tudo indica, estará dominando o cenário de consumo. Nesse contexto, uma das ferramentas essenciais para corresponder a exigência da real experiência de compra é a pesquisa do comprador camuflado.

 

dubai-326544_1280

 

Atenta a esta demanda, o pioneiro grupo que implantou no Brasil as técnicas do cliente misterioso, ressurge com uma roupagem absolutamente comoditizada às necessidades atuais. Vislumbrando um atendimento artesanal em contraponto a linha de produção em série, a JUST FOR YOU está constituída para, sob medida, atender e se aprofundar em segmentos específicos e nichos de mercado.Daí o conceito da JUST FOR YOU como boutique de bom atendimento.

 

É pretencioso, pois a meta é usar a figura do cliente oculto para além do controle. A pesquisa constante será um elemento de motivação para a equipe de atendimento. O consumidor agradecerá, ao fazer da compra um momento de satisfação. O empreendedor lucrará, ao multiplicar as vendas com os mesmos custos.

 

Os nossos votos de sucesso à iniciativa.

 

Welcome!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

NRF2018: as melhores práticas do maior evento de varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

7_155

 

O Varejo, um dos setores mais importantes na economia global, tem na NRF National Retail Federation o seu maior evento mundial. Para trazer o que de mais significativo ocorreu na 107ª NRF buscamos a palavra da CEO da AGR Consultores, Ana Paula Tozzi:

 

BMJ – Qual o maior destaque da NRF 2018?

 

APT – O retorno da valorização das pessoas e equipes como diferencial competitivo foi o grande destaque deste ano. A capacidade de construir um time motivado e unido em torno dos mesmos valores e da mesma missão é o diferencial para atingir resultados.

 

Nada novo concorda?
O que mudou?

 

O desafio atual tem sido acompanhar as mudanças com a “agilidade de uma startup” somada à robustez financeira e de gestão de uma empresa estabelecida.

 

Katie Finnegan líder do Wal-Mart Loja #8 (unidade de inovação do Wal-Mart) entende que os times devem ser construídos com perfis baseados na diversidade. Eu concordo com ela. Jovens empreendedores, seniores administradores, estatísticos, marqueteiros, arquitetos… enfim, a composição do time que conseguirá romper barreiras e criar inovações que serão testadas e implementadas.

 

Parece que voltamos ao ponto em que pessoas são o diferencial competitivo dos nossos negócios. Na verdade, agora falamos: o(s) time(s) é (são) o diferencial competitivo!

 

BMJ – Encontrou alguma novidade que pudesse implantar de imediato?

 

APT – Vimos o painel do carro da GM com interação direta a Starbucks, por exemplo. O motorista pode desde localizar a loja mais próxima quanto comprar e pagar no caminho da loja, passando apenas para buscar o produto. Vimos as compras online de varejistas de vestuário com o ”pick-up” em lojas de conveniência ou em fábricas. Aumentando o fluxo da loja física e unindo operações não tão óbvias. Encontrar os parceiros estratégicos, já que o relacionamento é de longo prazo, e suar para integrar sistemas, processos de negócio e consumidores entre as empresas são as tarefas mais complexas deste projeto.

 

Outra iniciativa que o varejo deve abraçar rapidamente é a implementação das soluções de Chatbot. O atendimento eletrônico realizado por robô evoluiu substancialmente com a fusão da Inteligência Artificial. A possibilidade de oferecer serviços customizados, facilitar a integração de serviços, a simplificação de processos, a melhor experiência de uso e o melhor apoio ao cliente, fizeram esta tecnologia ser preferida dos executivos.

 

A NRF|2018 destacou o desafio do varejo em encantar uma audiência extremamente fragmentada e que, para tanto, tem que ser um varejo dinâmico e adaptável. Ou seja, acompanhar esse mercado requer constantes questionamentos e muita criatividade, tarefas difíceis de serem executadas se você estiver exclusivamente submerso nos problemas do dia-a-dia.

 

Convido você a participar do nosso Pós-NRF que acontecerá no dia 21 de fevereiro, das 8 às 11 horas, na sede da AGR Consultores em São Paulo.

 

Acesse o link e inscreva-se!

 

Sugiro que aceitem o convite da Ana Paula e identifique o BLOG DO MILTON JUNG para inscrever-se DE GRAÇA.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.
 

Consumidor 2017 valoriza Qualidade e Variedade mais do que Atendimento

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

IMG_0382

mobilidade está entre as demandas atuais do consumidor

 

 

Depois de 14 anos encabeçando a lista dos atributos que as marcas precisam para serem consideradas de respeito pelos consumidores, o Atendimento cai para terceiro lugar. Essa informação é da pesquisa CIP Centro de Inteligência Padrão* realizada pela CA Ponte Estratégia com a Stella Kochen Susskind Consulting. Divulgada e apoiada pela Revista Consumidor Moderno.

 

 

A perda da liderança após 14 anos evidencia uma ruptura significativa, ampliada pelo fato de que o comparativo com o ano passado dá uma queda de 57% para 27% na avaliação da importância do Atendimento para o consumidor.

 

 

image002 2

 

 

Ao estar ranqueado atrás de “Qualidade e Variedade de produtos”, com 29% em primeiro lugar, e de “Preços atrativos, promoções, ofertas vantajosas e facilidade de pagamento”, com 28% em segundo lugar, o “Atendimento” aparece em terceiro lugar com 27% de importância. Fato que a primeira vista pode ser lido como uma tendência do brasileiro passar a ser um consumista à busca de ofertas, sem considerar a relação com as marcas que aprecia.

 

 

Para quem milita há anos com a relação consumidor/compras esta nova posição do Atendimento é um susto, que na verdade é revertido ao ouvir a Stella Susskind, executora desta e das pesquisas anteriores:

 

 

“O Atendimento no Brasil virou commoditie, a maioria das empresas atende da mesma maneira:

 

 

– Bom dia, meu nome é Anne, qual é o seu?
– Qual é o nome do seu cachorrinho?
– Muito obrigado por pisar na nossa loja!

 

 

Isto quando não vira inquérito policial, com uma infinidade de perguntas, sem, é claro, um cumprimento amável, um olhar simpático, bom humor, etc.”

 

 

Stella complementa afirmando que existe uma grande oportunidade de reverter favoravelmente o valor do Atendimento ao colocar naturalidade e criatividade neste processo. A seguir elenca as demandas atuais:

 

 

– Mobilidade: quero tudo fácil, de preferência em um lugar só ou próximo;
no caminho de casa.

 

 

– Trânsito infernal, queremos rodar menos

 

 

– Violência, queremos segurança

 

 

– Atendimento diferenciado respeitando o aspiracional de personalidade de cada consumidor

 

 

– Várias gerações consumindo: Baby Boomers, X, Milenials. Cada uma com suas demandas e hábitos

 

 

– O brasileiro viaja, algo que não acontecia com frequência no século passado
E mais…

 

 

– UNIQUENESS ! “Eu sou único, o atendimento também tem que se diferenciar”
CHEGA DO MESMO !

 

 

Estamos, portanto, diante de uma grande oportunidade de diferenciação. As marcas que assumirem uma postura de atendimento dentro das novas demandas, certamente serão identificadas como aquelas que respeitam o consumidor, oferecendo produtos e serviços numa relação de empatia, naturalidade e individualidade.

 

 

Marcas de respeito

 

 

Os entrevistados na pesquisa escolheram as categorias de produtos que tiveram experiências de compra nos últimos seis meses e avaliaram o grau de respeito que as empresas envolvidas tem com o consumidor. Numa escala de 0 a 10.

 

 

Destaques:

 

 

Quadro 1

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 
* A Pesquisa: foram pesquisadas 1490 pessoas, de 25 de outubro a 3 de novembro pela WEB através do aplicativo Mindminers, do Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Considerando um Universo de homens e mulheres com acesso a internet, das classes A,B,C,D no critério Brasil e maiores de 18 anos.

O momento, a pessoa e a tarefa mais importantes como abordagem de venda e sabedoria de vida

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

adult-1846137_960_720

 

Cheguei a três interessantes questões ao buscar uma síntese das melhores práticas comerciais. As três se sobrepõem as especificidades e particularidades das técnicas de vendas, pois estão na esfera conceitual e emocional. De certa forma, estão inseridas em textos como contos de sábios ou até mesmo de cunho religioso, como bíblicos ou espirituais.

 

Questão 1 – Qual o momento mais importante da vida?

 

É o momento presente. Nem eventos passados nem futuros são mais importantes do que o atual, em que há o controle da situação.

 

Questão 2 – Qual a pessoa mais importante?

 

É a pessoa que está na nossa frente. As outras estão ausentes e fora da ação atual. É preciso se esmerar para focar a atenção nesta pessoa.

 

Questão 3 – Qual a tarefa mais importante?

 

É atender esta pessoa que está à nossa frente da melhor maneira possível. Outras tarefas ficam em segundo plano, pois o possível é fazer feliz quem está conosco no momento.

 

Numa situação de venda é claro o momento mais importante, pois é exatamente o atual, em que a pessoa na frente é o cliente. Que passa a ser a pessoa mais importante. Cuja tarefa mais importante é atendê-lo de forma a deixá-lo feliz.

 

Em qualquer outra situação, sempre podemos repetir essa relação de importância, efetivando o presente como o ponto principal. Afinal, é assim que podemos ter o controle da situação, sem as perdas de estar pensando no passado ou no futuro.
Podemos imaginar quão maravilhoso seria o mundo se todos agissem desta maneira.

 

Visualize você sendo a pessoa mais importante para o pessoal de atendimento das companhias aéreas, ou para os vendedores e vendedoras de lojas, ou para os atendentes das concessionárias de serviços públicos.

 

É assim que eles fazem você se sentir? É assim que você faz o seu cliente se sentir?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O medo de perder o emprego e a necessidade de manter o cliente

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

bazar-1484589_1280

 

Bel Pesce, no Jornal da CBN, ontem, entrou na linha do artigo publicado por Mílton Jung: “O medo nosso de cada dia no mundo corporativo”. Ao lembrar que a admissão foca a competência e a demissão o comportamento, ela endossa uma excelente perspectiva para análise do sistema empresarial sob o aspecto técnico e emocional diante do desafio das demissões.

 

Gostaria de enfatizar o aspecto comercial, que impregna todo o processo das organizações e que em época de crise é revalorizado. Afinal, ao encolhimento do mercado a solução é buscar a excelência nas vendas.

 

Aparentemente as funções distantes das áreas comerciais estariam mais propensas aos cortes de pessoal. Entretanto, muitas vezes o diferencial de uma companhia pode ter origem em outras funções.  Desde que comprometidas com o atendimento aos clientes.

 

Kotler, por exemplo, enfatiza que o Marketing é muito importante para estar restrito à área de Marketing.

 

Neste momento de redução de procura, um comportamento focado no atendimento poderá ser um trunfo para aqueles que motivados e comprometidos, não importa a área em que operem, venham a fazer a diferença.

 

A realidade é que a excelência em produtos e serviços não é a regra. Fato que corrobora a excepcional oportunidade para quem estiver disposto a buscá-la. Enquanto é tempo, pois o futuro dos empregos ainda está por ser desenhado.

 

Jeremy Rifkin, por exemplo, economista especializado, acredita que ou o trabalho se reinventa ou ficaremos sem ele. Apenas com o caos.

 

A verdade é que hoje, o medo de perder o emprego, se funcionário, ou de perder o próprio negócio, se dono, é inevitável.

 

A saída em qualquer dos lados é só uma, como nos alertava Sam Walton, da Wal-Mart:

 

“Clientes podem demitir todos de uma empresa, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”.

 

Portanto, antes de perder o emprego nosso de cada dia, vamos fazer com que o trabalho nosso de cada dia mantenha os clientes de todos os dias.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.