Budweiser ativa Spider e detona Morumbi

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A madrugada de sábado certamente foi inesquecível aos moradores do Morumbi. Ao menos para aqueles que moram nas cercanias do Palácio dos Bandeirantes e da Casa da Fazenda. Vizinhos da Capela do Morumbi e da Casa de Vidro de Lina Bo Bardi.

 

O fato é que a vitória de Anderson Silva não trará saudades para quem vive no entorno daquilo que a Budweiser chamou de BUDWEISER MANSION. Pelo incômodo e pelo desprezo com o bairro e com a cidade, que nem com 461 anos se faz respeitar. Não só por alguns habitantes, mas também pela Prefeitura.

 

A Avenida Morumbi 5429 onde está situada uma residência de alto padrão foi transformada em casa de show para exibição de DJs. Sem nenhuma característica e condição para receber um espetáculo que requer cuidados específicos. É inacreditável, que enquanto uma casa de show construída para tal tem que cumprir rigorosamente todos os pré-requisitos técnicos, legais e ambientais, de repente se crie em região de área preservada dentro de um imóvel feito para moradia, um espetáculo promocional e comercial com venda de ingressos ao público em geral.

 

Às vésperas da votação final da lei de zoneamento, a Avenida Morumbi está prestes a perder seu atual status. Deverá se transformar em corredor comercial de zona de preservação em toda a sua extensão. Mas, nem nesta condição futura, o evento da BUD MANSION seria possível se tivéssemos uma Prefeitura com orientação de sustentabilidade.

 

Caberia mais à Budweiser esta preocupação, embora pelas declarações de Diana Maranhão, gerente de marketing da marca, esta faceta nem passa pelo seu departamento.

 

Resta alertar ao consumidor que pode ser um dia morador. Que é quem, no balanço final, se prejudica. Paga a conta, mas não é levado em conta.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Pela preservação dos jornais de bairro

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Se estou errado,me corrijam,mas não creio que todas as zonas de Porto Alegre possam se gabar de possuir um jornal. Algumas,é verdade, contam com um jornalzinho. Já onde moro,porém, circula um jornal com tiragem de 10 mil exemplares e matérias variadas e interessantes. Trata-se do Jornal Comunidade Zona Sul. Logo abaixo do título lê-se este slogan:Mais informação,cultura e lazer. Na edição que chegou às minhas mãos, gratuita por sinal,posta à disposição dos clientes de um dos supermercado da região,chamou minha atenção a manchete de capa do jornal da comunidade,que noticia a implantação de um binário formado pelas Avenidas Borges de Medeiros e Praia de Belas,obra que visa a melhorar o trânsito que está cada vez mais complicado no setor. Acerca de trânsito,podemos ler no Jornal da Comunidade uma notícia alviçareira. Reza a manchete da últimas página: Morte por atropelamento de ônibus diminuem 46,15% na Capital do Rio Grande do Sul. Lembro que a EPTC preocupa-se também com acidentes fatais envolvendo pedestres e motociclistas.

 

Não há,no entanto, jornal que vá em frente sem contar com comerciais. Afinal,a propaganda é a alma do negócio e, quando essa se faz presente em todas as páginas do Jornal da Comunidade Zona Sul,estamos diante de um veículo aprovado pelo comércio de uma vasta região da cidade.

 

Os raros leitores dos meus textos – se é que existem – devem estar se perguntando por que resolvi escrever sobre um jornal de Zona. Ocorre que fui comentarista de futebol e outros esportes,no Correio do Povo, na época em que o seu proprietário era o Dr.Breno Alcaraz Caldas,portanto,no auge desse jornal. As demissões de pessoal de todos os níveis, tornou-se uma obrigação. O periódico famoso entrou em crise e recordo como foi ficando difícil manter o Correio e a Folha da Tarde,que acabaram mudando de dono. Difícil deve ser também um veículo como o Comunidade Zona Sul,mesmo não se tratando de um jornal diário. Torço,por isso,para que os valentes irmãos Weirich,que imagino serem proprietários do veículo,sigam apoiados pelos comerciantes dos bairros que compõem a Zona Sul de Porto Alegre.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seu texto no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Réquiem ao Jardim da Saúde

 

Por Carlos Magno Gibrail
(Texto atualizado em 11/12/2014)

 

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O Jardim da Saúde é um pequeno bairro de classe média da cidade de São Paulo delimitado por uma região sem cuidados urbanísticos. Fato que contribui para que as características históricas desta área diferenciada se sobressaia, sendo um exemplo de urbanidade e comunidade dentro da capital paulista.

 

Pode-se afirmar que o Jardim da Saúde preenche todas as condições ideais de moradia com qualidade de vida. É nesse solo, onde há árvores, jardins, flores, pássaros, e silêncio, defendidos há 100 anos, que a Prefeitura de São Paulo, depois de aprovar o tombamento como Patrimônio da cidade em 2002, e prometer a sua manutenção em 2013, pleiteia agora sua descaracterização.

 

Ao mesmo tempo, o Jardim da Saúde se contrapõe as costumeiras acusações feitas aos bairros residenciais, pois o comércio é permitido nas avenidas que o circundam e o atravessam, e as residências são o melhor exemplo que para viver com qualidade não é necessário alto luxo.

 

O Jardim da Saúde, enfim, ostenta invejável currículo. Fundado em 1914 e urbanizado em 1959, foi projetado pelo Eng. Jorge de Macedo Vieira, funcionário da Cia. City, a mesma que pioneiramente projetou os primeiros bairros jardins do mundo. Os atuantes moradores são representados pela AMJS, que vinha conseguindo ações de sucesso como a de 2002 com o tombamento, e a de 2004 com as prerrogativas urbanas dentro do Plano Regional do Ipiranga, obtidos com Marta Suplicy e Jorge Wilheim.

 

Agora, entretanto, foram surpreendidos por Haddad, que após prometer, na discussão da revisão do Plano Diretor, às Associações de bairros a manutenção das ZER-Zona Estritamente Residencial, protocolou documento transformando-a em ZPR-Zona Predominantemente Residencial. Ou seja, será permitido comércio onde hoje há somente residências.

 

O que se entende é que mais uma vez os patrocinadores das eleições dão as cartas. O que não se entende é, que no caso particular do Jardim da Saúde, não faz sentido político mexer em 1 milésimo do território do município, pois seu solo ocupa 1,5km2 enquanto a cidade tem 1 500km2.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Uso e abuso do barulho no Morumbi

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

O bairro do Morumbi é local dos mais expressivos dos usos e costumes desejados na cidade de São Paulo. Visado pela riqueza das casas e pelo contraponto das favelas, moldou marca de visibilidade e atratividade. Fato fácil de constatar pela utilização do nome Morumbi a inúmeros bairros limítrofes que se designam como tal.

 

As características da região, com ruas arborizadas, silenciosas e absolutamente residenciais, formam uma reserva ecológica da cidade e para a cidade. Esta qualificação tem sido mantida graças ao esforço da coletividade residente. Edifícios, comércios, cassinos, locações temporárias para festas, etc. tem sido de certa forma bloqueada.

 

Entretanto, uma cultura local de respeito ao direito do outro tem sido transgredida por um novo fenômeno baseado na divulgação pela internet. Casas desocupadas de alto padrão estão sendo usadas para festas geridas por empresas especializadas em eventos noturnos. São iniciados às 17hs e encerrados às 3hs da madrugada. Barulho de música e de gritos se aglutina, criando verdadeira agressão sonora.

 

A solução, antes dificultada pela falta de regras municipais e ausência de equipamento policial adequado para agir, por falta de provas, está facilitada. As provas estão nos sites das empresas promotoras, à disposição das autoridades, e ao alcance dos moradores. Por exemplo:

 

 

Encaminhei os endereços encontrados na internet ao CONSEG MORUMBI, que certamente fará cumprir o respeito urbano que todos merecem.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

 


PROPRIETÁRIO RESPONDE SOBRE “USO E ABUSO DO BARULHO NO MORUMBI”

 

Na quinta-feira, dia 17 de abril, o senhor Luis Phelipe Batista, que se apresentou como proprietário do imóvel citado no post acima, publicou comentário com seu posicionamento sobre o tema que reproduzimos a seguir para sua avaliação:

 

Bom dia Sr.(s)

Sou Proprietário do imóvel e desde já informo que anúncios e informações via web detalhando realização de eventos no local (minha casa) não são oficiais. Realizei diversas festas em minha residência porém concordo que realmente comecei a quebrar a rotina de meus vizinhos o que não é ético, na semana passada passei de residência em residência deixando um comunicado sobre o fato, deixando bem claro que não irá mais ocorrer estas perturbações, pedi a colaboração de todos e um voto de confiança, após a última festa que realizei em minha casa no último dia (11/04/2014) não iremos mais realizar festas de grandes proporções, confraternizações todos temos o direito de fazer uma vez ou outra, desde que não quebre a rotina de vida de nossos vizinhos, peço desculpas e desconsidere todas e quaisquer publicidades que divulgam festas na minha residência, fiquei sabendo desta publicação através da CBN que me procurou na manhã de hoje (17/04/2014), neste anúncio contém informações que não são reais e contatos que não têm nenhum envolvimento comigo, estou entrando em contato com os responsáveis para sanar este problema, ressalto que não irá ter futuras festas de grandes proporções e todos os problemas já estão resolvidos, a repórter que está cuidando da matéria só está tendo feedback excelente referente a minha pessoa e minha idoneidade, então resumo que nem tudo que o Sr. relatou acima todos estão de acordo, mas enfim preço desculpas novamente, meu e-mail está disponível para que possamos tratar deste assunto de maneira mais eficiente.

Obrigado,

Luiz Phelipe Baptista

Conte Sua História de SP: diversão no cinema do bairro

 

Carlos Antonio Nóia de Sousa, nascido em 1960, na capital paulista, é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. Filho de alagoanos, foi criado no bairro da Penha, na zona leste, e em depoimento ao Museu da Pessoa, lembra que na São Paulo dos anos 1970 o cinema de bairro era a principal atração para as crianças e adolescentes:

 

 
Ouça o depoimento dele ao Museu da Pessoa, sonorizado pelo Cláudio Antonio.

 

Conte você também mais um capitulo da nossa cidade. Agende um entrevista em audio e video no site do Museu da Pessoa ou mande seu texto para milton@cbn.com.br.

SOS Casas

 

Por Carlos Magno Gibrail

Há cem anos, a Cia. City iniciava um novo conceito urbanístico para as cidades de Londres e São Paulo: “Harmonizar o urbano com o humano”. Era a ideia da cidade jardim, onde o homem pudesse viver em residências construídas em ruas exclusivas, que limitassem pelo seu traçado o tráfego de veículos. Assim surgiu, vigoroso e formoso, o Jardim América na capital paulista. Pacaembu, Alto de Pinheiros e, posteriormente, Morumbi receberam o mesmo tratamento urbanístico.

Primeiro o automóvel, o inimigo aparente, depois o crime inimigo transparente e, agora, a especulação imobiliária, inimiga camuflada, são as grandes ameaças ao protótipo original. A novidade mais recente: o apoio da mídia. Talvez até com lobby e patrocínio das construtoras e imobiliárias paulistanas.

A revista Veja São Paulo do dia 30 não se fez de rogada e com a manchete “Duro de vender” utilizou duas páginas a dedurar com fotos algumas residências “invendáveis”. Uma delas há dez anos à venda. A segurança é um dos fatores determinantes alegados pela reportagem. O Estadão de domingo não deixou por menos e atacou de caderno imobiliário: “Preço de casa de alto padrão despenca”. Alegando que o alto custo de manutenção e as ondas de assaltos são as causas da queda.

Entretanto, toda esta cantoria está mais para o fator COPA 14 do que para uma abordagem policial.

De um lado, o aspecto da segurança é efetivamente crescente. Porém não é exclusivo de casas em bairros residenciais. Edifícios e condomínios horizontais apresentam conhecidas vulnerabilidades.

De outro lado, é visível a carência de áreas na capital para novos empreendimentos verticais ou mesmo horizontais. Os tão “populares” condomínios de luxo. Galinha dos ovos de ouro dos construtores da cidade.

Igualmente, o cidadão urbano atual, tende a se enclausurar cada vez mais em condomínios e abdicar do “urbano humano” preconizado pelos ingleses da Cia. City.

A continuar nesta tendência, São Paulo abdicará da ultima área verde, mantida pela região residencial. Com o apoio das incorporadoras, do governo, da população cada vez mais urbana e menos humana. E com o meu protesto. Aqui e agora.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

De céu e sol aprisionados

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça “De aprisionados” na voz e sonorizado pela autora

Senhor Prefeito,

é com o respeito de quem não tem a mínima ideia de como se administra uma cidade inteira, particularmente uma cidade como São Paulo, que venho tomar do seu tempo uns minutos para fazer uma pergunta que tem perturbado muita gente.

Preciso saber como é que o senhor faz para decidir se um prédio pode ser erguido numa região, ou se não pode. Toda edificação precisa da permissão dos administradores da cidade, certo? Seja ela uma padaria, banca de jornal, casa, edifício ou condomínio.

Pois bem, na verdade, quero saber quais são os critérios que determinam autorização ou rejeição ao pedido de construção. Essa é a minha pergunta, mas sinto que devo dar ao senhor ao menos um motivo pelo qual a estou fazendo.

Em 2001 escolhi o bairro onde moro desde então, e vou lhe dizer quais foram os meus critérios: a área tinha muito verde, poucos prédios, casas, três boas padarias e três acessos de entrada e de saída para outros bairros da cidade. Ando de carro, não uso o transporte público, portanto, era muito importante me certificar de que eu poderia me deslocar com relativa facilidade. Nessa época, ainda não tínhamos a ponte estaiada.

Dois anos depois, uma ciranda de prédios começou a cercar o meu, os outros, e as casas. Altos e truculentos. Famintos, engoliram famílias que também escolheram este bairro pelas vias dos critérios delas. Outros dois anos se passaram e os prédios continuaram a se multiplicar, feito praga, sem planejamento, uns se metendo na frente dos outros, sem o mínimo respeito, como fazem os humanos. Temos hoje, em vez de três, seis excelentes padarias, mas onde era possível sentar, no final de semana para um café da manhã relaxado, na companhia de um bom jornal ou de amigos, a gente enfrenta fila.

Mais quatro anos se passaram e hoje é quase impossível circular dentro do bairro. Tem fila para sair da garagem e entrar na outra fila nervosa que desde o nascer do sol serpenteia desordenada, regendo um coro desafinado de buzina. Olho em volta e o que vejo? Vejo muitos outros prédios em construção. Bate estaca daqui, bate estaca de lá; é a paisagem e a melodia que nos restam. Lembrando que esses prédios engolirão mais e mais famílias que vão trazer seus carros e esperam entrar e sair da região, como quem já está aqui.

Sei que esse desconforto não é privilégio deste bairro, mas se o senhor disser quais são os ditos critérios – que imagino envolvam o número de habitantes da região, as artérias que bombeiam gente que vai e que vem, capacidade de esgoto, transporte público, água, gás – a gente pode tentar se conformar, se for isso o que o senhor espera de nós. Se o senhor, mexendo na papelada, encontrar desmandos nas pastas, que tal acabar com eles e se transformar no nosso prefeito-herói?

Vou parando por aqui para não tomar o seu tempo. Há que administrar, eu sei. Agradeço por sua atenção ao meu relato e aguardo, ansiosa, pela resposta.

Atenciosamente,

Maria Lucia Solla

PS: Moro na Vila Andrade, também chamada de Panamby, Jardim Sul ou Morumbi.

Maria Lucia Solla é terapueta, professora de língua estrangeira, promove curso de comunicação e expressão e, aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Clique aqui e veja álbum sobre ocupação do bairro por prédios

Conte Sua História de SP: Minha Cidade Tiradentes

 

No Conte sua História de SP, Márcia Cristina de Oliveira nascida em 1975 que nos primeiros anos da década de 1980, se mudou para a Cidade Tiradentes. O hoje famoso bairro da zona leste de São Paulo era, então, apenas um conjunto habitacional em construção, com poucas crianças para Márcia e seu irmão brincarem. Mas logo ela ganhou dois grandes companheiros para a aventura de testemunhar o nascimento de um bairro. História que Márcia contou ao Museu da Pessoa:

Ouça o texto de Márcia Cristina de Oliveira, sonorizado por Cláudio Antonio

Eu tinha 7 anos quando vi um bairro nascer. O bairro em questão é a Cidade Tiradentes, uma Cohab que virou bairro. Mudei-me para a Cidade Tiradentes aos 7 anos. Quando cheguei, não tinha nada. Nenhum tipo de comércio ou escola e até por causa disso eu perdi um ano de estudos.

O que mais me deixava contente em morar nesta Cohab era a promessa que meu pai fez, a mim e ao meu irmão: assim que tivéssemos nossa casa, ele nos daria um cachorro e duas bicicletas de corrida. Então, morar em um lugar onde não havia muitas criança para brincar, somente mato por todos os lados, me deixava muito contente. Meu pai cumpriu sua palavra e nos deu nosso primeiro cachorro, chamado Buner. Ele era lindo.

Alguns meses depois, ganhamos as duas bicicletas. Já era Natal nessa época. Com o passar do tempo, a Cohab, que começou com poucos moradores, virou um bairro da zona leste de São Paulo. E, por incrível que pareça, tirando minha casa, eu vi cada prédio, cada loja, cada escola ser construída, tijolo por tijolo. É muito emocionante poder dizer que eu vi o nascimento de um novo bairro.

Márcia Cristina de Oliveira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. O texto foi enviado ao Museu da Pessoa. Conte a sua historia de São Paulo, agende uma entrevista em áudio ou vídeo ou envie seu texto para o site http://www.museudapessoa.net. Sábado que vem, tem mais.

Procura-se um ícone do Ipiranga. Dom Pedro, não vale

Era um riacho e por lá passava Dom Pedro I quando decidiu gritar pela independência, no século 18. Talvez nem tenha dito nada tão imponente como aparece nos livros de história, mas foi suficiente para colocar o Ipiranga no mapa do Brasil. Verdade que a região só foi entrar no mapa de São Paulo lá pela segunda metade do século 19 com a estrada de ferro que ligava Santos a Jundiaí integrando o vilarejo ao restante da cidade.

Do bairro industrial dos anos 70, o Ipiranga se transformou em residencial. E horizontal. Construtoras tentam ocupar os vazios urbanos que ainda existem e se esforçam para valorizar a cara de interior que persiste na região. A Gafisa lançou campanha para  descobrir os novos ícones do bairro.

Da maior família que ainda mora por lá ao casamento mais antigo do Ipiranga. Da pessoa mais alta ao que tem maior número de amigos no Orkut. Do nome mais comprido a melhor nota no ENEM. Do dono do carro mais velho à pessoa mais viajada. Todos que comprovarem ser merecedor de um desses títulos podem ganhar Ipods, canetas, GPS, malas e viagens, dependendo a categoria. Quem indicar os nomes também leva.

Claro que tudo tem seu preço. As inscrições e apresentações serão em um dos estandes da construtora e, certamente, você terá de ouvir aquele papo de vendedor. Mas fique tranquilo, é sem compromisso.

Saiba mais no site do “Procuram-se Ícones do Ipiranga”.