Do parque da Aclimação ao Ibirapuera; dali até o parque das Bicicletas é um pulo só; de lá até o parque do Povo e, depois, ao Villa Lobos. Este circuito poderá ser feito de bicicleta se a ideia em debate entre a Secretaria de Esportes e do Verde e Meio Ambiente convencer o prefeito Gilberto Kassab (DEM), mas, principalmente, se passar pela resistência da CET.
As ciclofaixas seriam abertas aos domingos pela manhã quando se calcula de 700 mil a 800 mil pessoas andam de bicicleta na capital paulista. Inicialmente, deve ligar apenas dois parques para depois se estender a locais mais distantes.
A inspiração de São Paulo são as ciclovias de Bogotá, na Colômbia, cidade que fez a opção pelo uso de transporte mais limpo e inteligente (incluo neste conceito, claro, o transporte público). No entanto, se o secretário Walter Feldmann, dos esportes, for a Porto Alegre, em um fim de semana, já encontrará experência semelhante quando as “Faixas Verdes” estão abertas.
Na capital gaúcha, existem faixas pintadas no asfalto que são usadas pelos ciclistas para sair de um parque a outro da cidade. Sábado e domingo, as pistas são das bicicletas. Durante a semana, não há exclusividade, mas a preferência naqueles locais é dos ciclistas (mas não recomendo que você acredite piamente no respeito do motorista de carro na hora do rush).
Calcula-se que em São Paulo existam 5 milhões de bicicletas e todos os dias 300 mil pessoas pedalam, muitos a caminho do trabalho. A quantidade de bicicletas na cidade pode parecer grande, mas ainda é menor do que a frota de carros, estimada em 6 milhões.
Ouça a entrevista do secretário de Esportes Walter Feldmann ao CBN SP
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