Amplio a discussão sobre a poluição veicular, em São Paulo, puxando para este post comentário deixado no blog pelo deputado estadual Donisete Braga (PT -SP), que organizou na quarta-feira seminário sobre o tema, na Assembléia Legislativa:
Prezado Milton
Tenho informações que o jeitinho brasileiro está sendo aplicado por quem teve o veículo reprovado na inspeção da Capital. Em vez de regularizá-lo, o proprietário do veículo está licenciando-o em outras cidades da Região Metropolitana, mas continua circulando na Capital. Falta consciência ambiental.
No Seminário que realizamos nesta semana, houve um jogo de empurra-empurra entre a ANP, a Petrobrás e os fabricantes de veículos, no caso representados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). Ninguém quis assumir a responsabilidade pelo não cumprimento da resolução do CONAMA.
Não cabe agora buscar bodes expiatórios. O mais importante é trabalharmos para reduzir os níveis da poluição veicular.
Muitas sugestões surgiram no seminário. Minha assessoria técnica está estudando como transformar as sugestões em propostas de lei.
No caso, aqui de São Paulo, o governo do Estado poderia contribuir em muito para reduzir a poluição veicular. A começar pelo incentivo da renovação de frota de caminhões.
Hoje, no Brasil, a idade média da frota de caminhões e de 17 anos. Dos 1,4 milhão de caminhões que circulam no país, 480 mil têm mais de 20 anos.
O governo do Estado poderia incentivar a redução da frota com três medidas: 1) Isenção de ICMS na troca de veículos antigos; 2) IPVA progressivo e 3) incentivo a veículos novos em pedágios de rodovias estaduais.
Outra medida será estender a inspeção veicular para todo o Estado de São Paulo e para veículos mais antigos. Hoje, a inspeção é feita somente na Capital para veículos fabricados a partir de 2002, ou seja veículos praticamente novos.
Donisete Braga

