O medo de perder o emprego e a necessidade de manter o cliente

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Bel Pesce, no Jornal da CBN, ontem, entrou na linha do artigo publicado por Mílton Jung: “O medo nosso de cada dia no mundo corporativo”. Ao lembrar que a admissão foca a competência e a demissão o comportamento, ela endossa uma excelente perspectiva para análise do sistema empresarial sob o aspecto técnico e emocional diante do desafio das demissões.

 

Gostaria de enfatizar o aspecto comercial, que impregna todo o processo das organizações e que em época de crise é revalorizado. Afinal, ao encolhimento do mercado a solução é buscar a excelência nas vendas.

 

Aparentemente as funções distantes das áreas comerciais estariam mais propensas aos cortes de pessoal. Entretanto, muitas vezes o diferencial de uma companhia pode ter origem em outras funções.  Desde que comprometidas com o atendimento aos clientes.

 

Kotler, por exemplo, enfatiza que o Marketing é muito importante para estar restrito à área de Marketing.

 

Neste momento de redução de procura, um comportamento focado no atendimento poderá ser um trunfo para aqueles que motivados e comprometidos, não importa a área em que operem, venham a fazer a diferença.

 

A realidade é que a excelência em produtos e serviços não é a regra. Fato que corrobora a excepcional oportunidade para quem estiver disposto a buscá-la. Enquanto é tempo, pois o futuro dos empregos ainda está por ser desenhado.

 

Jeremy Rifkin, por exemplo, economista especializado, acredita que ou o trabalho se reinventa ou ficaremos sem ele. Apenas com o caos.

 

A verdade é que hoje, o medo de perder o emprego, se funcionário, ou de perder o próprio negócio, se dono, é inevitável.

 

A saída em qualquer dos lados é só uma, como nos alertava Sam Walton, da Wal-Mart:

 

“Clientes podem demitir todos de uma empresa, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”.

 

Portanto, antes de perder o emprego nosso de cada dia, vamos fazer com que o trabalho nosso de cada dia mantenha os clientes de todos os dias.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O medo nosso de cada dia no mundo corporativo

 

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Acordar de madrugada para trabalhar exige mudança de hábito e comportamento controlado. Fui obrigado a me adaptar à rotina há seis anos quando passei a apresentar o Jornal da CBN, que se inicia às seis da manhã.

 

Levanto às quatro da matina para cumprir todas as tarefas que antecedem o início do Jornal, e inclua nestas o direito ao café da manhã bem tomado, pois energia é essencial para quem precisa começar com todo o pique. Tem a leitura de sites e jornais, a conferência das notícias que rolaram durante à noite e a discussão com a produção sobre os temas que devem ser destaque no programa.

 

Costumo ouvir de minha mulher que sou o único cara que ela conhece que acorda disposto às quatro da manhã. É bem provável que existam milhares de outras pessoas que mantém a mesma rotina que a minha e o fazem com prazer e satisfação.

 

Gostar do que se faz é fundamental para que estejamos prontos para o trabalho logo cedo. Imagine que dura é a vida de quem sabe que vai ter de encarar um patrão mala, uma empresa decrépita e um serviço insosso; tudo isso depois de dormir pouco e acordar antes de o sol aparecer.

 

Admirar sua função, saber o quanto você pode impactar a vida de outras pessoas e curtir a relação com seus colegas não significa, porém, que o ambiente de trabalho esteja livre de problemas. No escritório, na firma ou na redação, todos os dias, temos de encarar desafios que vão desde atender às metas impostas até entender as políticas corporativas.

 

Todos temos nossos medos de cada dia.

 

Há algumas semanas, dividi palco na HSM ExpoManagement com meu colega Sérgio Chaia, que já foi empresário e hoje é conselheiro de executivos de alta performance. Na CBN, Chaia apresenta o quadro Terapeuta Corporativo, no qual tira dúvidas de profissionais que ocupam cargos de liderança em suas empresas.

 

Na nossa conversa, ele elencou as maiores dores do universo corporativo, em uma lista que tinha no topo o medo de ser demitido. Em seguida apareceram estresse, ansiedade e falta de reconhecimento.

 

Há motivos para se ter tanto medo de perder o emprego. A crise pegou de cheio as empresas, o dinheiro encurtou, os resultados pioraram e as demissões se transformaram em rotina. Nesse cenário, a recolocação se torna mais difícil e se ocorrer é provável que seja para cargo e salário menores.

 

Diante deste medo, o maior risco é você se demitir antes de ser demitido. Ou seja, impactado pela possibilidade de perder o emprego, você perde o foco nas suas tarefas dentro da empresa e deixa de dar os resultados que o mantinham na função até aquele momento. Ao mesmo tempo, transforma seu chefe em inimigo sem mesmo saber se ele tem a real intenção de afastá-lo do cargo. O diálogo fica prejudicado, a desconfiança aumenta e a paranoia corrói sua relação.

 

Admitir o medo de ser demitido e compartilhar esta sensação com pessoas de confiança, incluindo na lista sua esposa ou marido, é o primeiro passo para enfrentar este problema. Em seguida, entre em ação: identifique os pontos que podem ser melhorados, verifique se é possível oferecer à empresa resultados acima daquilo que é pedido, colabore com seu chefe para que ele possa ter performance melhor e esteja genuinamente à disposição para novos projetos.

 

“A melhor maneira é admitir e agir, para sair da inércia, do aprisionamento que o medo da demissão nos impõe”, ensina Chaia.

 

Caso o seu medo se concretize e a demissão se torne inevitável, bem-vindo ao clube. Você não está sozinho. Perder o emprego não é o fim do mundo nem motivo de vergonha, especialmente em um cenário tão complicado como esse no qual vivemos. Para enfrentar esse período de transição de carreira nada melhor do que ter se planejado. Portanto, em vez de perder tempo com o medo, use-o desenhando um plano B para sua vida profissional. E feliz recomeço!

Mundo Corporativo: Sílvio Broxado mostra os caminhos para aposentar e empreender

 

 

O empreendedorismo está na veia, no genoma das pessoas, apesar de a maioria de nós sermos empregados. Porém, diante da longevidade e a necessidade de nos mantermos ativos por mais tempo, é preciso reacender esta visão do empreendedorismo. A sugestão é do consultor Sílvio Broxado em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, apresentado pelo jornalista Mílton Jung. Autor do livro “Aposentar e empreender – enxergar novas oportunidades e ganhar mais significância social”, Sílvio Broxado fala de como planejar sua carreira após os 50 anos.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, no site e na página do Facebook da rádio CBN, às quartas-feiras, às 11 horas. O programa vai ao ar aos sábados, a partir das 8h10, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo Juliana Causin, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Olga Curado diz como o fenômeno Trump pode ajudar você a cuidar melhor da sua imagem

 

 

Donald Trump criou uma mensagem emocional para um grande público que não era ouvido e, principalmente, transmitiu autenticidade em seu discurso para vencer as eleições presidenciais dos Estados Unidos. A avaliação é de Olga Curado, consultora de comunicação, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Além de analisar o modelo de comunicação do presidente eleito americano, Curado fala das estratégias necessárias para preservarmos nossa imagem e construirmos reputação em um cenário de forte exposição pública e influenciado pelas redes sociais.

 

Olga Curado é autora do livro “A imagem revelada – do que é feito e como construir o nosso patrimônio mais valioso”.

 

O Mundo Corporativo é apresentado ao vivo, às quartas-feiras, no site da CBN e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo – Nova Geração: Mara Luquet dá dicas para você não ficar refém do emprego e do salário

 

 

“A vida vai ser longa, se ela vai ser boa depende do que você vai fazer agora”. Com esse alerta Mara Luquet, jornalista da CBN, da Tv Globo e Globonews, tenta chamar atenção dos jovens que estão iniciando sua carreira profissional para a necessidade de planejar sua vida financeira desde cedo. Ela conversou com Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, dedicado às novas gerações.

 

Na entrevista, Mara Luquet apresenta uma série de dicas que podem fazer com que os jovens consigam construir uma carreira sustentável para não se transformarem em reféns do salário e do emprego. Ela fala também de seu mais recente livro “O futuro é … viajar, malhar, estudar, namorar e investir” (Benvirá), que tem ilustrações de Camila Mamede.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, pela internet, às quartas-feiras, 11 horas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com este programa Juliana Causin, Carlos Mesquita e Debora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Simone Simon diz como tornar mais fácil uma negociação

 

 

 

Uma boa negociação depende de confiança, respeito e ética, e para torná-la mais fácil é preciso planejamento. Tem de saber analisar quais são os seus interesses e, em seguida, entender quais são os interesses do outro, identificar os pontos de conflito e onde você pode ceder. Essas são algumas das sugestões de Simone Simon, especialista em negociação, entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Simon é palestrante e autora do livro “Faça ser fácil – negocie e obtenha resultados extraordinários na vida, na carreira e nos negócios” (Editora Gente).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN e na página no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Jean Soldatelli mostra que o engajamento é uma via de mão dupla

 

 

 

 

O engajamento é um conjunto de conexões racionais e emocionais que gera resultado positivo para o funcionário e para a empresa, em uma relação de mão dupla: “isso é sempre bom de salientar, o profissional tem de ser engajado com a empresa e a empresa tem de ser engajada com o profissional”. O alerta é de Jean Soldatelli, sócio da consultoria Santo Caos, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

 

O consultor explica que, conforme estudo desenvolvido pela Santo Caos, foram identificado cinco pilares que fundamentam o nível de engajamento nas empresas:

 

 

conscientização – o funcionário tem de conhecer a empresa e a empresa tem de conhecer os funcionários que tem.
Compromisso – relacionado ao compromisso e dedicação que o funcionário tem com o trabalho que realiza e a empresa tem com ele.
Pertencimento – o funcionário tem de estar identificado com a empresa e ele não pode ser visto apenas com mais um no grupo ou simplesmente um número na equipe de trabalho.
Orgulho – o funcionário e a empresa tem de estar conectados pelas mesmas causas e valores.
Compartilhamento – o funcionário exerce função que vai além do seu trabalho, tem de ser um recrutador de talentos ou ser um consumidor do produto ou serviço que a empresa desenvolve, por exemplo.

 

 

De acordo com Soldatelli, as empresas costumam trabalhar de maneira pontual com o tema do engajamento e analisam sua performance apenas com um ou dois desses pilares. Porém, para que os resultados sejam efetivos, o nível de satisfação se eleve e a produtividade seja alcança de forma eficiente, é necessário olhar para os cinco pilares.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10, no programa Jornal da CBN, da rádio CBN. Tem a colaboração de Juliana Causin, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves

Mundo Corporativo: Simone Bambini propõe uma relação mais saudável entre empresas e funcionários

 

 

A forma como as empresas costumam se relacionar com seus funcionários tem causado transtornos e distorções de comportamento. Hoje, os profissionais não se satisfazem mais com o salário ou com o fato de se reconhecerem qualificados para a função que exercem. Para sobreviver, precisam do reconhecimento do outro, estão constantemente em busca da visibilidade, fenômeno que pode ser observado na maneira como atuamos nas redes sociais em busca de curtidas e likes.

 

A avaliação é da doutora em comunicação e semiótica Simone Bambini feita em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ela é autora do livro “O corpo como posicionamento de marca na comunicação empresarial” resultado de pesquisa sobre a relação de poder dentro das empresas e como o ambiente de trabalho tem impactado a saúde dos trabalhadores. Ao conversar com médicos que trabalham nas empresas, identificou que é muito comum encontrar entre os funcionários doenças como depressão, estresse e síndrome do pânico.

 

Bambini lembra que somos provocados a trabalhar e a trabalhar muito para alcançarmos o “reino dos céus”, que no caso das corporações é o cargo de CEO, porém ao chegar no topo muitos descobrem que estão isolados e a sensação de alegria plena não se realiza. Há uma insatisfação permanente que leva as pessoas a adoecerem e ficarem mais tristes.  Bambini convida empresas e profissionais a se conscientizarem da importância de se buscar uma nova forma de comunicação interna capaz de melhorar o relacionamento no ambiente corporativo.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site www.cbn.com.br e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN.

Lemann e Diniz, conceitos e preceitos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Atrás das diferenças de estilo de Jorge Paulo Lemann e Abílio Diniz há muitas semelhanças no modo de encarar os negócios.

 

É o que se pode depreender através do trabalho da jornalista Cristiane Corrêa, apresentado nos livros de sua autoria sobre a trajetória empresarial de Lemann e Diniz.

 

“Sonho Grande”, lançado em 2013, e “Abílio”, neste ano, ambos pela “Primeira Pessoa”, são duas obras essenciais para colocar a tarefa que eles realizaram, além do devido e adequado destaque já obtido, à disposição de todos com as informações e detalhes que foram construídas.

 

Os pontos de convergência entre empreendedores tão gabaritados em principio os avalizam tecnicamente.

 

Duas das frases mais usadas por Abílio Diniz refletem preceitos que considera relevantes e que também estão na cartilha de João Paulo Lemann:

 

“Ele não sabia que era impossível, e foi lá e fez”.
“Se você não tem competência para criar, tenha ao menos coragem para copiar”.

 

A escolha do consultor norte americano Jim Collins, professor de Stanford e especialista no tema da durabilidade das empresas, é o ponto mais forte de identidade entre Lemann e Diniz. Ambos sempre recorreram a Collins nos momentos mais acentuados dos respectivos negócios.

 

Curioso é que Jim Collins, autor do prefácio de “Sonho Grande”, apresenta 10 principais lições que aprendeu com Lemann. Nada mau para quem se vê como professor.

“No final das contas, sou um professor” Lemann se auto introduz no livro.

Criativo é o texto de José Salibi Neto da HSM ao comparar, no prefácio de “Abílio”, Diniz com Tony Stark no papel de o “Homem de Ferro”. Com a ressalva de que falta apenas criar outros Abílios, como Stark.

 

Há, entretanto, um aspecto com Lemann que fica sem explicação, que é a questão dos investidores do Garantia que perderam dinheiro, como Raul Boesel, ficando por conta do risco de aplicação.

 

Quanto a Abílio, gastar junto com Jean Charles Naouri R$ 500 milhões em bancas de advocacia para reverter contrato assinado, pode ter sido a primeira aparição do “Homem de Ferro”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo – Nova Geração: Denis Giacometti fala de frustração e perspectivas para a turma dos 30 anos

 

 

 

 

“62% estão frustrados com relação a sua vida e de outro lado 52% estão frustados com a carreira que escolheram … qual é o ponto comum? a gente acredita muito que o que está faltando é a necessidade do autoconhecimento aprofundado”. A análise é Denis Giacometti, publicitário e coordenador do Projeto 30, que entrevistou 1.200 profissionais que completaram 30 anos de vida para avaliar como foi o desenvolvimento de carreira desses jovens. Giacometti apresenta os resultados da pesquisa ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, que no último sábado do mês se dedica às novas gerações.

 

 

O Mundo Corporativo – Nova Geração tem a participação da Alessandra Dias, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.tá faltando é a necessidade do autoconhecimento aprofundado”.