Mundo Corporativo: líderes medíocres geram resultados medíocres

 

 

“Se a gente tem líderes que chegam só até um patamar de desenvolvimento humano, a gente não pode esperar que essa empresa vá além disso, porque essa capacidade está diretamente relacionada a capacidade de mudança e desenvolvimento das pessoas que estão liderando”. A necessidade de as empresas investirem no potencial de seus líderes e de terem consciência da influência que eles exercem sobre os colaboradores é defendida por Renata Abreu, coach executiva e consultora organizacional. Ela foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Abreu defende a aplicação de técnicas da psicologia positiva na formação dos profissionais para que se tenha ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos: “nós fomos socializados para acreditar que se a gente se esforçar muito a gente vai ter sucesso, e finalmente quando a gente tiver sucesso a gente vai ser feliz, e não tem nada errado de a gente querer mais, o errado esta em a gente apostar na nossa felicidade depois desse sucesso”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, ou domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo Gustavo Boldrini, Ricardo Gouveia e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: a clausura de universitárias, no Ipiranga

 

Por Martha Catalunha
Ouvinte da rádio CBN

 

 

Finalzinho da colorida e extravagante década de 1970, vivia eu num pensionato de freiras para moças universitárias, no belo bairro do Ipiranga, com seus suntuosos e remanescentes palacetes e mansões, inúmeros conventos e colégios religiosos, pertinho do Museu do Ipiranga – referência cívica nacional – com seus pomposos jardins inspirados no modelo francês de Versalhes.

 

Chamávamos carinhosamente de pensionato da “Irmã Stella”, a freira cuidadora daquele espaço, que trazia seus aposentos luzindo em limpeza e organização, e se dirigia a nós com austeridade, determinação e retidão.

 

Numa tarde de sábado, chegaram duas mocinhas interioranas, com suas malas e caras assustadas, indecisas, subindo vagarosamente as brilhantes e reluzentes escadas de mármore branco (orgulho de Ir. Stella), que conduziam à nossa “clausura de universitárias”, mirando cada santo, cada vitral, cada degrau… Era a Irene e a sua amiga Neli.

 

Olhei seus semblantes ainda inocentes, me aproximei e perguntei de onde vinham, onde viviam. Ali conversamos sobre nossos planos, nossos sonhos e seguimos eu e Irene até hoje, compartilhando nossas dores, realizações, frustrações, objetivos e sonhos.

 

Nos anos de 1990, tivemos a expansão das faculdades. A Universidade São Marcos anexou-se ao “pensionato da Ir. Stella”. As dependências de nossa clausura onde nos confidenciamos, selamos amizades, rimos, choramos, dividimos abraços, alegrias, entusiasmos, fizemos refeições com o ebulidor* e um rabo quente*, onde vivemos o alvorecer de nossas juventudes, tornaram-se salas de aula, bibliotecas e laboratórios.

 

A alvura e resplandecência da primorosa escada de mármore foi substituída pela amarelidez de tocos de cigarros impiedosamente nela jogados por displicentes jovens universitários.

 

Os santos de Irmã Stella que fincavam seus olhares altivos e severos nos amedrontando quando cometíamos alguma travessura, foram retirados deixando o vazio e a nostalgia preencherem seus lugares.

 

Me contaram que Irmã Stella e Irmã Dolores faleceram há muito tempo.

 

E nossa alvinitente juventude segue hoje em nossos corações, ora por escadas, ora por senderos, mas sempre aquecida pelas saudades de outrora.

 

*rabo quente = cabo de base elétrica, que, ligado na eletricidade coloca-se numa vasilha para aquecimento de água, leite, etc.
*ebulidor = espécie de cafeteira/leiteira elétrica com a mesma finalidade do anterior.

 

Martha Catalunha é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de São Paulo: a saudade que sentirei da cidade

 

Iêda Lima
Ouvinte da rádio CBN

 

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Iêda é autora de livro e nos visitou na CBN 

 

 

Pelos idos dos anos 1980, visitava São Paulo com frequência por razões profissionais. Um dia, de carona com um amigo do Metrô, disse que jamais moraria nesta “selva de pedras” — sem vida, poluída e engarrafada. Meu amigo, nascido carioca, porém paulistano até a alma, respondeu: “se eu fosse você não diria isto; um dia você poderá rever esse seu conceito, vir morar aqui e gostar.” Limitei-me a rir do seu comentário pelo absurdo que representava.

 

Passados 30 anos, após sair de Fortaleza e morar em Brasília e Campinas, o destino quis que eu me curvasse perante a realidade e viesse fixar residência nesta terra quatrocentona.

 

Pois bem, aqui eu descobri o Parque do Ibirapuera — que hoje chamo carinhosamente de meu Ibira —, conhecer o Horto Florestal, o Jardim Botânico, o Jardim do Museu do Ipiranga, o Parque Trianon, a Casa das Rosas, o Largo São Francisco, o Pateo do Colégio, o Largo do Arouche, o Parque Aclimação, o Parque Água Branca — e tantos outros lugares aconchegantes que provaram que eu estava errada ao apelidar a cidade de “selva de pedras”.

 

São Paulo foi conquistando um espaço no meu coração, competindo com minha terra natal, Campina Grande, na Paraíba. Fui ficando e, após oito anos, sinto-me tão paulistana quanto alguém que nasceu aqui.

 

Fiz amigos com quem nos encontramos regularmente para passeios ao ar livre ou para experimentar o melhor da gastronomia paulistana na companhia de bons vinhos, sob a condução do maior enófilo que já conheci.

 

Descobri espaços onde posso curtir o que há de melhor em arte cinematográfica no mundo, como a Reserva Cultural, os Espaços Itaú de Cinema e o Cinema Belas Artes. Fui apresentada à Casa do Bordado por uma amiga “japonesa”. Vez em quando, estou na Pinacoteca, no Museu da Língua Portuguesa, no Teatro Municipal, no MASP, no MIS, na Caixa Cultural e no CCBB.

 

Virei assinante da Orquestra Sinfônica de São Paulo — a OSESP, que me leva mensalmente, aos sábados à tarde, a apreciar a esplendorosa arquitetura da Estação da Luz e da Sala São Paulo, embalada pelos clássicos majestosamente interpretados por músicos que andam de ônibus.

 

Em dias de inverno com céu azul, saio por ai com minha câmera fotográfica, registrando os contrastes entre o novo e o velho da sua arquitetura e a diversidade que faz o povo paulistano.

 

No caminho para o Metrô — a minha principal opção de deslocamento pela qualidade do serviço —, aprecio as árvores, as flores e as pessoas que encontro no caminho, confirmando a profecia do meu amigo. São Paulo me fisgou!

 

Agora, que talvez tenha que retomar o caminho de volta, será que aguentarei a saudade!

 

Iêda Lima é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: Robert Wong diz o que as empresas esperam encontrar quando saem em busca de um CEO

 

 

“Escolher as pessoas certas, para o lugar certo, na hora certa e que trabalhem pela razão certa” — essa é uma das competências necessárias para quem pretende assumir o comando da empresa, segundo o headhunter Robert Wong, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Outro aspecto que destaca é a necessidade de o “líder enxergar onde os outros não enxergam”. Wong é chairman da Havia e um dos maiores especialistas em atuação no Brasil no recrutamento de CEOs.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, no site e na página da CBN no Facebook, às quartas-feiras, 11 horas da manhã. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo Gustavo Boldrini, Ricardo Gouveia e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: o leão de bronze amigo da família

 

Por Isabel Rubio Vazquez Conde

 

 

Faço parte de uma família de imigrantes espanhóis e tenho muitas histórias para contar mas esta que conto agora acho especialmente interessante:

 

Viemos da Espanha, meu pai, minha mãe e eu, em julho de 1949 — eu com um ano e meio de idade. Inicialmente, ficamos em Rio Claro, interior de São Paulo, onde meu pai tinha uns primos. Alguns meses depois viemos para São Paulo, onde meu pai foi trabalhar na Cia. de Gás, na Rua do Gasômetro, no Brás. Fomo morar próximo da fábrica.

 

Lembro-me do meu pai me levar para brincar no Parque Dom Pedro II, onde tinha uma estátua de bronze de um leão —- era a reprodução de uma obra do artista francês Prospér Lecourtier, especialista em construir estátuas com imagens de animal. Como bom imigrante, tudo que meu pai registrava em foto, ele enviava para a família na Espanha. Era para acompanharem meu crescimento. Isso deve ter sido no início dos anos de 1950.

 

Com as mudanças no Parque Dom Pedro II, a estátua do leão foi transferida para o Parque do Ibirapuera, nos anos de 1960. E havia perdido o contato com ela. Eis qual foi minha surpresa, muitos anos depois, passeando com meu marido e meus filhos, dou de cara com o leão —- e foi aquela festa, contei a história da estátua para meus filhos, lembrei da minha infância …

 

Os anos se passaram e o leão continuou a me acompanhar. Em 2011, visitei a família na Espanha. Minha prima Isa pegou uma foto toda amassadinha na qual aparecia eu, com mais ou menos cinco anos, montada no leão de bronze. Isa me contou que quando recebeu a foto, tinha uns quatro anos e levava a imagem na escola para mostrar para as amiguinhas e contar que tinha um prima que morava no Brasil e montava em uma leão. Era a sensação das meninas. Achei aquilo incrível.

 

Dois anos depois, essa mesma prima esteve no Brasil. E eu não tive dúvida: levei-a ao Parque do Ibirapuera, sem dizer nada, e a apresentei, ao vivo, ao leão mais famoso da nossa infância. Tudo, como aprendi com meu pai, registrado em foto.

 


Isabel Rubio Vazquez Conde é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie seu texto para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: André Oliveira alerta que orgulho do empreendedor quebra a empresa

 

 

“Sabe o que quebra as empresas hoje, os pequenos negócios, é uma palavra chamada orgulho; às vezes as pessoa insistem no erro e não pedem ajuda: não tem nada de errado você parar de vender um produto ou mudar de ramo, não tem problema nenhum, faz parte do jogo” — a lição é de André Oliveira, empreendedor desde os tempos em que era um menino de calça curta e atualmente no comando da Credifácil, uma rede com mais de 100 lojas no Brasil. Ele começou vendendo sacolé com o irmão para comprar um presente para mãe, foi para a faculdade, montou seu negócio próprio, teve dificuldades financeiras, quebrou e recomeçou.

 

Entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Oliveira conta o que aprendeu ao longo de sua carreira: “não adianta você ser só querer ser um empreendedor, é necessário você ser ser um gestor”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11h da manhã, pelo site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 11h da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o programa Gustavo Boldrini, Ricardo Gouveia e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: as amoras das Perdizes viravam potes de geleia

 

Por Michael Roubicek
Ouvinte da CBN

 

No Conte Sua História de São Paulo, o texto do ouvinte da CBN Michael Roubicek:

 

 

Eu passei minha infância toda no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo. O nome do bairro vem da existência de uma granja que vendia perdizes e galinhas no Largo Padre Péricles, no início do século 20. Os costuma dizer: “vou lá nas perdizes….”. Era um bairro bem diferente do que é hoje — não era periferia, mas era muito tranquilo.

 

Nós vivíamos ali na rua Ministro Godoy – pertinho do que viria ser a PUC de São Paulo. Lembro quando o prédio novo da universidade foi construído. Lá no fim da da década de 1960. Os tratores abriram um buraco no muro que dava para a rua e, meu irmão e eu, entrávamos para colher quilos de amoras das árvores que lá existiam. Amoras que minha mãe transformava em vidros e mais vidros de geléia.

 

Nós vivíamos na rua. O programa era voltar da escola, almoçar, fazer a lição de casa e correr para a rua encontrar os amigos da vizinhança. Jogávamos taco e futebol a tarde inteira. Os gols eram os portões das casas opostas, de cada lado da rua. De vez em quando tínhamos que interromper o jogo porque passava um carro — fato raro na época.

 

Às vezes, a bola descia a ladeira da Rua Caiubi e tínhamos que buscá-la lá embaixo, no mato em volta do córrego. Nem o córrego nem o mato existem mais, pois se transformaram no que é hoje a Avenida Sumaré.

 

De vez em quando, meu irmão e eu, mais a turminha da rua, dávamos voltas por locais mais distantes, sempre a pé. Um dia, decidimos por uma grande aventura: ir até o Canal 4, antiga Rede Tupi, lá na antena, no Sumaré, que dava para ver de casa.

 

Conseguimos chegar até lá, mas nos perdemos na volta e ficamos rodando pelas ruas. Fomos perguntando para as pessoas e já no início da noite chegamos de volta. E lá estavam todos os pais na calçada, mortos de preocupação com os meninos que desapareceram. Nessa noite fomos pra cama sem jantar, de castigo. Pelo menos escapamos das palmadas.

 

Michael Roubicek é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: é preciso mensurar o propósito, diz Gustavo Succi

 

 

“Se tem uma coisa que eu aprendi com a minha empresa é que a gente precisa arrumar um jeito de mensurar propósito; ele continua como algo emocional, inspiracional, mas eu preciso medir: o que eu não meço eu não aprimoro”.

 

A opinião é do consultor Gustavo Succi, entrevistado do jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Ele tem se dedicado a mostrar a executivos e os demais profissionais que é possível encarar o trabalho de uma maneira mais criativa que vai gerar felicidade e impactar na produtividade.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, ou domingos, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo, Gustavo Boldrini, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Luciano Meira diz como ser produtivo na era da sabedoria

 

 

 

 

 

 

A necessidade de as empresas estarem sempre em busca de resultados imediatos não pode ser justificativa para que se atropele o bem-estar das pessoas. O alerta é do consultor Luciano Alves Meira —- entrevistado do jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Meira é um dos fundadores da Caminhos, empresa que trabalha com desenvolvimento humano, e escreveu o livro “A segunda simplicidade — bem-estar e produtividade na Era da Sabedoria” no qual defende que a preocupação das organizações seja ajudar seus profissional a se desenvolverem de forma plena:

 

 

“Se as organizações tivessem um olhar mais diferenciado — vamos partir para um desenvolvimento mais integral das pessoas sem nos preocupar agora com o resultado de curto prazo — os resultados de longo prazo seriam infimamente maiores do que são hoje; eu digo que isso é um limitador do próprio capitalismo, do sistema que estamos vivendo; é não saber olhar para o ser humano com toda sua potencialidade”

 

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo Gustavo Boldrini, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: o passeio com papai nas lojas do centro

 


Por José Antonio Braz Sola
Ouvinte da CBN

 

No Conte Sua História de São Paulo, o texto do ouvinte da CBN José Antonio Braz Sola:

 

 

Início dos ano de 1960. Morávamos em Pinheiros, perto do Largo. Eu tinha uns sete anos idade e minha irmã, quatro. Nos domingos, em que meu pai — que era comerciário — tinha folga, passeávamos com ele, de ônibus ou de bonde, enquanto a mamãe, em casa, cuidava do almoço mais caprichado da semana.

 

Frequentávamos o Parque da Água Branca, onde podíamos ver e até tocar alguns dos bichinhos que nos encantavam — especialmente bois, vacas e cavalos.

 

Eu ficava particularmente feliz quando passava em frente ao Palestra Itália, sede do clube pelo qual já era e ainda sou apaixonado

 

Fazíamos passeios também no Centro, onde ficávamos maravilhados com as vitrines das lojas mais conceituadas da cidade, nas Ruas Barão de Itapetininga, 24 de Maio, na rua do Arouche e na Praça da República.

 

Na Praça do Patriarca admirávamos a vitrine da Kopenhagen, que estava sempre ornamentada maravilhosamente, sobretudo em datas especiais como Páscoa e Natal. Aliás, em dezembro era obrigatório ver e falar com o Papai Noel, no Mappin. Tinha também o presépio mecanizado, na Galeria Prestes Maia.

 

O dinheiro do papai era pouco, mas ele dava um jeitinho de nos oferecer um lanche — sempre acompanhado do insubstituível Guaraná Caçula Antárctica. Sou capaz de sentir o sabor enquanto escrevo essas lembranças da minha querida São Paulo.

 

José Antonio Braz Sola é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br