De tuíte em tuíte, Moreno conta a história do Brasil de Dilma e de mais algumas figurinhas

 

 

MORENO

 

 

01/08/2010 — Reflexão: aqui eu escrevo tanta bobagem. O que prova que a imbecilidade não tem limites, apesar dos 140 toques

 

 

Tá lá no novo livro do Moreno! A confissão é dele. No mesmo tom de graça e leveza que dá em todas as conversas que mantém com seu público: no rádio – há pouco tempo assumiu o comando do Moreno no Rádio na CBN; no jornal – onde se iniciou há mais de 40 anos sem sequer saber datilografar suas reportagens; no blog – com o qual mantém paixão avassaladora;  ou no Twitter – que foi transformado em “Ascensão e Queda de Dilma Roussef”, graças aos competentes serviços prestados pelas colegas jornalistas Flávia Aguiar e Mariana Alvim.

 

Foram as duas que copilaram tuítes publicados no perfil @RadiodoMoreno, no período de junho de 2010 a agosto de 2016, e os transformaram no livro que traz informações e opiniões trabalhadas por ele ao longo deste tempo – muitas publicadas com exclusividade como a da carta redigida pelo então vice-presidente Michel Temer a então presidente Dilma Roussef.

 

 

A presidente é a figura central do livro, mas você encontrará outras figuras não menos interessantes da história recente do Brasil. Todos aqueles que mandaram e desmandaram, assim como os que pagaram ou seguem sendo devedores da Nação são contemplados por Moreno e sua sagacidade.

 

 

Lê-se muito sobre Eduardo Cunha que, aliás, era assíduo leitor dos tuítes de Moreno. Se não o ex-deputado, com certeza  os advogados dele faziam leitura minuciosa e copiavam várias palavras escritas pelo jornalista para argumentar ações na Justiça. São 17 processos conta Moreno que, a propósito, estão parados, pois Cunha segue na cadeia.

 

 

05/05/2016 — CUNHA NÃO É MAIS PRESIDENTE DA CÂMARA NEM DEPUTADO! 

 

 

Moreno falou sobre esta relação conflituosa com Cunha na entrevista que tive oportunidade de levar ao ar, nesta segunda-feira, no Jornal da CBN. Falamos dele e de crime organizado – e qualquer semelhança é mera coincidência.

 

 

Mas falamos de coisas mais importantes, também.  Dilma Roussef , principalmente. Até porque foi a ex-presidente o tema principal do livro.

 

 

Moreno se refere a ela  com um carinho próprio e lamenta pela enrascada que Dilma se meteu: “era boa gente mas não sabia administrar”.  Ele tem a convicção que o maior crime que a ex-presidente cometeu foi ter sido seduzida pela reeleição em lugar de devolver o bastão ao ex-presidente Lula:  “o PT não queria que Dilma se reelegesse”.

 

 

14/04/2016 — Cerca de 115 milhões votaram e 100 milhões elegeram a atual Câmara. Logo, nenhuma decisão pode ser considerada golpe. 

 

A entrevista completa com Jorge Bastos Moreno, ao Jornal da CBN, você ouve aqui, mas antes de clicar neste link quero que saiba que, de todos os tuítes republicados no livro “Ascensão e Queda de Dilma Roussef” só o que abre este post não faz o menor sentido.

 

 

Todos os demais nos ajudam a entender melhor a história do Brasil de Dilma.

Conte Sua História de SP: “com tutu, não, vou pagar com cheque”

 

Por Lucélio de Moraes.

 


Aportei por aqui, em 1982, com 18 anos, interessado em trabalhar e fazer faculdade de Rádio e TV. Hoje, estou com 51.

 

Vim de Itapetininga/SP, onde já havia trabalhado por alguns anos na Rádio Difusora local e desenvolvido gosto pela área de comunicação. Na família, o terreno também era fértil: pais educadores e irmãos mais velhos professores e advogados, em sua maioria. Sou o caçula de oito irmãos.

 

Antes de prestar vestibular, tinha que fazer o então 3º colegial e me matriculei no curso Objetivo/Cincinato Braga, integrado com o cursinho, na parte da tarde. Na primeira semana de aula, ao tentar tirar uma dúvida com a professora, ergui o braço e tasquei: “Dona… não entendi”.

 

Pronto! Foi risada geral na classe e esse virou meu apelido por algum tempo.

 

Ao fim do turno da manhã, eu tinha que correr para almoçar, ali mesmo na Paulista com Joaquim Eugênio de Lima, para atender às aulas do cursinho pré-vestibular no prédio Gazeta, que se iniciavam à uma e meia da tarde. Correria de paulistano, mas tinha que me adaptar, pois ficava claro: esse era o ritmo da cidade e eu queria vencer, dos medos e da vida.

 

Num desses almoços da primeira semana, o caipira atacou novamente: minha mãe havia me dado várias folhas de cheque assinadas do Banco do Brasil para eu ir me virando, até abrir conta e me estabelecer devidamente.

 

Ao chegar em um restaurante da Paulista, a preocupação era grande: será que vão aceitar cheque já assinado? Não tinha cartão de crédito e não havia outra alternativa, estava sem dinheiro suficiente para o almoço, mas fiquei bem quieto; se eu avisasse que estava com um cheque em branco, o sujeito poderia não me deixar almoçar. Então, sentei-me e fiquei aguardando o garçom, confesso, um pouco nervoso com aquela situação de risco.

 

Ele chegou com o bloquinho na mão e, todo alegre me falou:

 

“olá chefia, o que vai pra hoje, cardápio ou prato do dia?”
“…olha, eu vou querer este prato aqui do dia: arroz, feijão, bife e fritas”.

 

Então ele perguntou:

 

“é com tutu?
– “… Hã?? Não, tutu, não, eu vou pagar com cheque!!”.

 

Ele não parava de rir e ainda chamou os colegas para ouvir aquela minha impropriedade caipira..

 

Lucélio de Moraes é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: “a tomada de decisão é sempre do ser humano”, diz Vicente Mazinetti sobre a indústria 4.0

 

 

“Virtual é mais barato, existem dados que as empresas gastam 170 dias por ano fazendo protótipos; e testando produtos. Virtualmente você consegue simular, diminuir a quantidade de protótipos”. Para Vicente Mazinetti, gerente de pré-vendas da Siemens, essa é uma das vantagens em investir no conceito da indústria 4.0, tema da entrevista que concedeu ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ele explica que esse modelo de indústria vai além da ideia de substituir um operador por um robô, é preciso implantar inteligência nos processos: “a virtualização é a chave de tudo, então a origem de um produto deve ser virtual”.

 

Mazinetti entende que os profissionais e empresas têm de estar preparados para esta que é considerada a quarta revolução industrial, sem temer a chegada dos processos de automação e virtualização: “a tomada de decisão é sempre do ser humano, a execução, o manuseio desta tecnologia, o bom uso é do ser humano”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, pelo site e pela página da CBN no Facebook, toda quarta-feira, 11 horas da manhã. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e, em horário alternativo, às 11 da noite de domingo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Debora Gonçalves e Rafael Furugen.

Rádio Sucupira: a política é a arte de acreditar desacreditando

 

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Na crônica política mais bem humorada do rádio brasileiro, o prefeito de Sucupira Odorico Paraguaçu está preocupado com calúnias que foram espalhadas a seu respeito. Segundo ele, estão tentando salpicar a sua reputação de lama.

 

A Rádio Sucupira é produção que vai ao ar, às sextas-feiras, no Jornal da CBN. As sonoras do Bem Amado foram cedidas pelo Acervo da TV Globo. O texto é de Dias Gomes e a interpretação de Paulo Gracindo. A edição é de Edmilson Fernandes e Debora Gonçalves.

 

Entrevista: “crianças tem de ser alfabetizadas até 2º ano”, diz secretária do MEC Maria Helena de Castro

 

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Os textos da Base Nacional Comum Curricular, para os ensinos infantil e fundamental, foram enviados ao Conselho Nacional de Educação, nessa quinta-feira, e definem as linhas gerais do que os alunos das 190 mil escolas do país devem aprender a cada ano.

 

Um das regras a serem seguidas a partir da aprovação final dos documentos é a busca pela alfabetização das crianças até o segundo ano do ensino infantil. No ensino fundamental, a língua inglesa será obrigatória, já o ensino de religião, não.

 

Ao Jornal da CBN, a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que a Base Nacional Comum Curricular é um passo importante para melhoria da qualidade na educação. Aos professores, ela mandou o seguinte recado: a Base vai garantir equidade de ensino mas não vai interferir na autoria dos professores na sala de aula.

 

Charge do @jornaldacbn: turma de Cabral usava celular em camelódromo pra fugir da fiscalização

 

 

Foi o Portal G1 quem noticiou: Marcelo Chebar, doleiro e parceiro do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, disse ao Ministério público Federal, que ele e sua turma comprava celular pré=pago em camelódromos, a cada 15 dias, para fugir de possíveis investigações da Polícia Federal.

 

A notícia inspirou a turma do Jornal da CBN na produção da charge final da edição desta quinta-feira, dia 6 de abril. Colaboraram Paschoal Jr, Débora Gonçalves e Luiz Nascimento.

Voto em lista fechada: sim ou não?

 

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Comissão da reforma política reunida, em foto de Lucio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

 

O voto em lista fechada é um dos temas em discussão no que o Congresso chama de Reforma Política. Na realidade, estamos apenas fazendo ajustes de última hora na lei eleitoral, já de olho no impacto que a Operação Lava Jato terá no futuro dos partidos e políticos envolvidos, e na eleição de 2018.

 

Na lista, o sistema proporcional permanece, com os partidos ou coligações conquistando número de cadeiras no parlamento conforme o número de votos que obtiverem.

 

O que muda?

 

Os partidos ou coligações fazem uma relação de candidatos e os colocam em uma ordem que será previamente conhecida pelo eleitor.

 

O eleitor vai ter de votar no partido e não no candidato.

 

Caso o partido ou a coligação consigam 10 cadeiras, os 10 primeiros da lista se elegem, por exemplo.

 

Hoje, no Jornal da CBN, promovemos debate sobre o assunto:

 

A cientista política Maria do Socorro Sousa Braga é a favor da lista aberta, que, para ela, possibilita maior manifestação popular na eleição.

 

Já o procurador federal Adriano Sant’Ana Pedra acredita que a lista fechada é a melhor opção. Ele diz que esse sistema ajuda a eleger bons candidatos que não são tão populares, barateia o custo das campanhas e dá maior transparência ao pleito.

 

Os dois concordam, porém, que este não é o melhor momento para travar esta discussão no Congresso Nacional.

 

Ouça o debate, entenda os argumentos e tire suas próprias conclusões:

 

Agência Lupa apura verdades e mentiras sobre julgamento da chapa Dilma-Temer

 

 

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No Jornal da CBN, desta segunda-feira, a Agência Lupa, nossa parceira na checagem de informações, tirou dúvidas sobre três frases que circulam na internet a propósito do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE, que deve se iniciar nessa terça-feira.

 

 

A diretora da Agência, Cristina Tardáglia, falou das seguintes afirmações:

  

 

“Dois anos com o processo na mão, e o TSE ainda pode ter pedido de vista”

 

 

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“A ministra Luciana Lóssio pode antecipar voto no processo de cassação de Temer”
 

 

 

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“Ministério Público Eleitoral recomendou que Temer seja cassado e que Dilma fique inelegível”

 

 

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Confira as informações levantadas pela Agência Lupa:

  

 

Entrevista: “a emenda pode ficar pior que o soneto” diz Fernando Henrique Cardoso sobre cassação da chapa Dilma-Temer

 

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Fernando Henrique em foto de Wilson Dias/Ag Brasil, no site da CBN

 

A criação de  cláusula de barreiras e a proibição das coligações são duas das medidas que precisam ser aprovadas já para a próxima eleição, antes de se pensar em mudar o sistema eleitoral para “listas fechadas”. A opinião é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao Jornal da CBN, na qual também falou sobre combate a corrupção, o futuro do presidente Michel Temer e a sucessão presidencial no PSDB.

 

Em relação as denúncias da Operação Lava Jato e o envolvimento de políticos de diferentes partidos, inclusive o PSDB, FHC disse que, assim como ele transformou a economia brasileira com a criação do Plano Real, precisamos de um Plano Moral que mude o comportamento da política no País: “está mais do que na hora”.

 

Sobre o julgamento da chapa Dilma-Temer, que se inicia nessa terça-feia (dia 4/4), no TSE,em ação impetrada pelo PSDB, em dezembro de 2014, FHC disse que a “emenda pode ser pior do que o soneto”. Para ele, a cassação de Michel Temer é um risco para o Brasil, mas explica que nada mais pode ser feito: a decisão agora é só da Justiça. Fernando Henrique diz que pelas informações que foram vazadas das delações premiadas, que fazem parte do processo no TSE, os delatores não teriam incriminado Temer.

 

Ele também comentou as críticas que vem recebendo devido a histórias publicadas no terceiro livro da série Diários da Presidência, nos quais descreve “anotações” gravadas durante seus dois mandatos. Neste volume, as histórias se referem ao período de 1999-2000 quando seu governo enfrentou forte crise cambial com repercussões políticas.

 

Na época, FHC teve de encarar, também, a reação do então governador de Minas Itamar Franco que ameaçou não pagar US$ 108 milhões da dívida externa do Estado, o que reforçou a crise de confiança em relação a economia brasileira. No livro, Fernando Henrique revela seu descontentamento com o governador mineiro e diz que serviu de  “ama seca” dele na época em que Itamar foi presidente da República. Escreveu, ainda, que Itamar jamais entendeu o Plano Real.

 

Semana passada, amigos do ex-presidente saíram de Itamar Franco, já falecido, e consideraram as anotações de FHC desrespeitosas com a imagem do político mineiro.

 

A entrevista completa de Fernando Henrique Cardoso você acompanha a seguir:

 

Conte Sua História de SP: dormi no ponto enquanto sonhava dirigir o ônibus

 

Por Jucélio Coyado Silva

 

 

No Conte Sua História de SP o texto do ouvinte-internauta Jucélio Coyado Silva:

 

Eu estava com cinco de idade, quando, em 1979, fui com meu pai a Igreja em São Miguel Paulista, zona leste da cidade.

 

Pegamos o ônibus 2059 Circular Guaianazes, na Avenida Nordestina – esse ônibus saía da estação São Miguel Paulista, passava pela Avenida Nordestina até Guaianazes e de lá pegava a estrada do Lajeado e a estrada Dom João Nery até o Itaim Paulista, e retornava a São Miguel pela Marechal Tito.

 

Minha aventura era ficar no banco da frente simulando os movimentos que o motorista fazia ao dirigir o ônibus. Naquele dia não foi diferente: entramos no ponto de partida, passei por baixo da catraca e fui cumprir meu ritual. Meu pai estava mais atrás conversando com seus amigos. Com o passar do tempo, dormi no banco da frente e, no desembarque, meu pai, distraído, desceu e me deixou lá.

 

Ele chegou em casa, trocou de roupa, colocou o pijama e foi dormir. Antes, minha mãe que cuidava de meus irmãos comentou: “estranho, o Jucélio chegou nem comeu nada e já foi dormir!” Ao entrar no meu quarto, estava vazio.

 

Foi então que a luz acendeu: “deixei ele no ônibus”, disse meu pai para desespero da mamãe.

 

Enquanto isso, só acordei quatro quilômetros depois do ponto em que deveria ter descido. Já estava no Itaim Paulista. Olhei pra trás e não encontrei meu pai. Apesar de perceber que estava perdido, não me apavorei. Deixei passar umas seis paradas e pedi para o motorista descer mais à frente. Ele quis saber onde estava meu pai e eu disse que ele havia desembarcado lá na padaria do Jardim Nazaré.

 

Diante do receio do motorista, expliquei que se ele me deixasse dois pontos pra frente eu iria para a casa da minha na rua Inhabatã, 308. Desci e fui correndo até a última casa, pulei o muro, entrei no quintal e bati na porta. Meu tio João, assustado, atendeu e gritou para a vó: “é o Jucélio da Cida!”.

 

Em época na qual telefone fixo era raridade, assim como orelhão, meu tio me pegou pela mão e foi até a estação de trem de São Miguel, onde imaginava encontrar meu pai.

 

Lá em casa, a mãe estava apavorada. O pai, mais calmo, orou a Deus e pediu proteção, antes de sair a minha procura.

 

Sem ônibus para levar-me em casa, tio João pegou um táxi. Já devia ser um ou duas da madrugada. O farol do táxi iluminou as ruas escuras do meu bairro. Nisso vi minha mãe andando de um lado para o outro, desesperada. Mais calma, coube ao tio João seguir sua busca: agora era preciso encontrar papai que estava atrás de mim em algum lugar qualquer da região.

 

Jucélio Coyado Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também outros capítulos da nossa cidade: envie seu texto para milton@cbn.com.br