As imagens da enchente em São Paulo

 

Moto alagada na Tietê (Cátia Toffoletto)

O motoqueiro tentou cruzar a pista da Marginal Tietê alagada e não teve sucesso. Assim como ele, milhares de paulistanos sofreram nesta manhã devido as enchentes provocadas pelo transbordamento do rio Tietê. Todos os investimentos feitos para rebaixar a calha do rio desde 2002 até aqui não foram suficientes para a quantidade de chuva que se iniciou às sete da noite de segunda-feira. Para as autoridades, é muita água e nenhuma cidade seria capaz de resolver este problema. O dinheiro aplicado amenizou a situação, poderia ter sido muito pior e bla-bla-bla. Para o cidadão, resta enfrentar o que você vê nesta sequência de fotos produzidas pelos repórteres da CBN e por ouvintes-internautas.

Caminhão e motorista 'afogados' na Tietê (Cátia Toffoletto)

Caminhão e motorista ‘afogados’ na Marginal Tietê, na ponte das Bandeirais. O motorista saiu da cidade de Salto e seguia para Guarulhos, mas já estava há mais cinco horas parado no local.

Deslizamento em Sapopemba 3

Uma pessoa morreu em deslizamento de terra no parque Santa Madalena, em Sapopemba, zona leste de São Paulo. Veja mais imagens da capital e região metropolitana.

Alagamento na Presidente Wilson (Cátia Toffoletto)Alagamento na Mooca (Cátia Toffoletto)Desabamento em SapopembaRua Estados Unidos alagadaAlagamento em Mairipora (Rodrigo Amaral)Rua Havre próximo da Casa Verde (Pétria Chaves)Alagamento em São Paulo 1 (Cátia Toffoletto)Deslizamento em Sapopemba

“Cidade está preparada para chuva”, insiste secretário

 

Trânsito na av. Santo Amaro durante temporal em São Paulo (Foto: Armando Italo)

Trânsito na av. Santo Amaro durante temporal em São Paulo (Foto: Armando Italo)

A morte de pessoas, o alagamento de casas e carros, os enormes congestionamentos provocados pelo temporal de quinta-feira, em São Paulo, não foram suficientes para a prefeitura admitir que a cidade não tem infraestrutura para enfrentar esta situação. O secretário da Coordenação das Subprefeituras Ronaldo Camargo disse que as ações necessárias para impedir enchentes e deslizamentos na capital tem sido adotadas.

Em entrevista de pouco mais de 15 minutos, enquanto fazia vistoria em uma das áreas atingidas na capital paulista, Ronaldo Carmago não aceitou a ideia de que a falta de limpeza das bocas de lobo teria impedido o escoamento da água da chuva provocando enchentes em pontos que há muito tempo não passavam por este problema. Lembrou que a cidade tem investido em piscinões e realizado operações pontuais para combater as enchentes.

Chamou-me atenção de que ao menos três vezes, o secretário agradeceu à Deus pelos estragos não terem sido maiores nem o número de pessoas mortas.

Ouça as justificativas do secretário Ronaldo Camargo, das Subprefeituras

Canto da Cátia II: Sem saída

 

Rua da Cantareira

A chuva mal havia começado no meio da manhã, nesta segunda-feira, e a repórter Cátia Toffoletto já se deparava com alagamento da rua da Cantareira, próximo do Mercado Municipal de São Paulo. Sujeira nas calçadas e bocas de lobo entupidas davam sinais de que seguimos despreparados para os temporais na capital paulista.

São Paulo testa asfalto anti-enchente

 

A cidade de São Paulo começou os testes com um asfalto que absorve a água da chuva e pode ajudar a combater as enchentes na cidade. Engenheiros que acompanham o trabalho afirmam que o piso usa material poroso e teria capacidade de “enxugar” até 1 litro de água em 26 segundos. Ao CBN SP, porém, o superintendente da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras da prefeitura Pedro Algodoal foi mais cauteloso. Não falou em número e apresentou algumas dificuldades para implantação do projeto.

O novo tipo de pavimento precisará, também, de um solo permeável para absorver a água sob o risco dela se acumular no asfalto. O exemplo que Algodoal usou para explicar o problema: o gramado absorve a água, mas dependendo a quantidade de chuva e qualidade da drenagem logo o alagamento se forma. Portanto, não bastará usar o piso é preciso mudar o solo, também.

O asfalto anti-enchente é mais caro, custaria em torno de R$ 230 por m2 contra os R$ 195 gastos com o asfalto comum usado na cidade. Será necessário, também, adaptar as usinas da prefeitura e melhorar – e melhorar muito – a qualidade do serviço de pavimento. O projeto avaliado em R$ 400 mil, desenvolvido pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica, somente terá resolvidos mais concretos no ano que vem.

Canto da Cátia: Correndo da chuva

 

 

Chuva interlagos

O temporal pegou muitos torcedores da Fórmula 1 a caminho do autódromo de Interlagos, no meio da manhã. A Cátia Toffoletto que acompanha a chegada do público, o movimento do trânsito, a ação dos fiscais e dos vendedores ambulantes também foi surpreendida. Nem a capinha de plástico, vendida a R$ 5, salvou a turma que teve de pisar fundo e correr para as áreas com abrigo.

Canto da Cátia: A terra que cai

 

Deslizamento em Osasco

A chuva forte, a terra deslizando, os barracos caindo e famílias mortas são cenas que ainda fazem parte do cenário brasileiro, onde as contruções irregulares e muitas vezes incentivadas por políticas públicas de habitação capengas e por homens públicos inconsequentes ainda persistem. Osasco, na região metropolitana de São Paulo, foi o último caso, mas outros mais estarão no noticiário nos próximos temporais aqui ou em qualquer região do Brasil. Durante toda a manhã, a repórter Cátia Toffoletto acompanhou o trabalho na busca dos corpos de três das crianças que estavam em um das casas que despencaram durante a terça, 09.09.


Acesse aqui outras imagens feitas pela Cátia, em Osasco, e fotos enviadas por ouvintes-internautas das consequências do temporal na capital paulista.

Foto-ouvinte: Boa Noite, São Paulo !

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Noite na tarde de São Paulo Eram quatro e 55 da tarde quando o ouvinte-internauta e colaborador do Blog, Armando Italo, fez esta foto na zona sul de São Paulo. Pela manhã, a Patrícia Madeira, da Climatempo, havia anunciado que o tempo iria fechar. E fechou mesmo. Aliás, anoiteceu bem mais cedo, caiu aquele pé de água e mais uma vez os alagamentos voltaram a brotar por todos os cantos.

Faltam funcionários para Tapa-Buraco, diz subprefeitura

 

Problemas na licitação prejudicam o serviço Tapa-Buraco na região do Butantã, zona oeste de São Paulo, segundo justificativa da subprefeitura em resposta às reclamações feitas por ouvintes-internautas na série de reportagens sobre “Os Buracos na Cidade”. O excesso de chuva é outro ponto destacado na nota que explica a buraqueira encontrada nos bairros atendidos pelo órgão.

Reproduzo aqui as informações passadas, por e-mail, à CBN pela Subprefeitura de Butantã:

“Devido ao grande número de reclamações que a Subprefeitura do Butantã tem recebido a respeito dos buracos na região esclarecemos que existem dois fatores relevantes que estão dificultando o serviço de tapa-buracos.

1- Estamos numa época de chuvas atípicas que causam mais deterioração no asfalto, atrasam o serviço de tapa-buracos e criam impossibilidade de realização de diversos trabalhos.

2- Estamos com problema administrativo na contratação de equipes de tapa-buracos. A Subprefeitura Butantã não tem hoje equipe própria devido a problemas na ultima licitação em realização pela Secretaria de Coordenação de Subprefeituras, pois empresas licitantes entraram com recursos e estamos com impedimento de contratação em caráter de emergência.

A SPUA (Superintendência das Usinas de Asfalto) tem nos ajudado na medida do possível com equipes e material, embora não sendo suficiente para suprir toda região do Butantã.

Quanto aos buracos da Avenida Eliseu de Almeida, uma das vias mais reclamadas, vale ressaltar que é uma local onde está sendo executada a obra de canalização do córrego Pirajussara tendo assim um grande tráfego de caminhões pesados e escavadeiras, e ainda é uma via que tem muita infiltração de água. Ao final desta obra, que irá melhorar as enchentes que antes eram freqüentes no local, já está programado o recapeamento de toda a extensão desta avenida não sendo possível fazer agora por causa do ritmo da obra que é executada durante o dia e a noite”