Voluntários tornam hospitais mais humanos

 

Mais da metade dos voluntários (57%) que trabalham em hospitais estão há mais de dois anos desenvolvendo o serviço, e a maior parte desses (27%) já está por lá de cinco a 10 anos. Apesar de a maioria ser pessoas em boas condições financeiras, há um número considerado de voluntários de baixa renda que se dedicam à função, também. Estes são apenas alguns dos resultados da pesquisa “Humanização e voluntariado: um estudo em hospitais públicos estaduais da Grande São Paulo”, desenvolvido pela pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, Maria Cezira Nogueira Martins.

Na entrevista ao CBN SP, ela traçou o perfil dos voluntários que colaboram para a humanização dos hospitais:

Ouça a entrevisa da professora Maria Cezira Nogueira Martins

A repórter Michelle Trombelli – autora da foto que você vê neste post – realizou, recentemente, uma série de reportagens sobre a humanização nos hospitais (ouça aqui).

IRBEM prorroga entrega de questionário

 

A primeira etapa para construção dos Indicadores de Referência de Bem-Estar foi prorrogada por mais uma semana. Com 28 mil questionários entregues até agora e uma demanda que segue crescendo, o Movimento Nossa São Paulo ampliou o prazo para 7 de outubro, quarta-feira. Oportunidade que você terá para responder “O que é importante para a sua qualidade de vida, para o seu bem-estar ?” em 24 temas propostas que vão de educação a meio-ambiente.

Oded Grajew, do Nossa São Paulo, disse que a participação de empresas e das escolas tem sido importante nesta primeira etapa de onde sairá a base para pesquisa que será realizada uma vez por mês para identificar o nível de satisfação do paulistano com a sua cidade.

Ouça a entrevista de Oded Grajew, do Nossa São Paulo

Voto Consciente faz 3 anos em Jundiaí

 

Por Diogo Parra

Já se disse que as verdades mais evidentes são as mais facilmente ignoradas. Delas nos afastamos, seguindo um caminho marginal, de soluções e respostas secundárias, ineficazes para atacar a essências dos problemas. Por exemplo, contra a violência, construímos muros cada vez mais altos, clamamos pelo aumento do contingente policial nas ruas. Do que nos esquecemos nesse caso? De que a violência é sempre conseqüência; da falta de educação, de condições mínimas de subsistência, da garantia da dignidade humana.

Reclamamos diariamente de nossa classe política, da corrupção que contaminou suas estruturas, da falta de respeito pela coisa pública. E o que se pede ao povo, comumente, é a atenção ao voto, em quem se vota. Mas nos esquecemos de que eles, os políticos, serão sempre nós, independentemente de quem sejam. A classe política é o reflexo do povo, suas características e comportamentos estarão umbilicalmente ligados a como nós conduzimos nossas próprias vidas. Votamos, a cada eleição, e retornamos a nossas casas com a rasa consciência do dever cumprido.

Como, então, exigir dos eleitos um compromisso diário conosco? Como exigir a permanente prestação de contas? Eles também considerarão que seu dever foi cumprido: convenceram-nos a confiramos-lhes o voto e terão quatro anos para fazer o que bem entenderem. De quem é a culpa, então? Nossa, por considerarmos nosso dever, nossa participação, encerrada ao teclarmos um punhado de números que levamos anotados, ou guardados na cabeça. Nosso dever deve continuar, estender-se ao longo de tudo o mandato, desdobrar-se em um permanente acompanhamento das atividades desempenhados por nossos vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidente.

A ONG Voto Consciente tem justamente essa missão: mostrar aos homens seus deveres na democracia, quais sejam, o de votar, cobrar e participar.

Desde 2006, em Jundiaí, a ONG Voto Consciente vem buscando entrelaçar sociedade e aqueles que governam nosso Município, construindo canais sólidos e efetivos de participação e controle. Exemplos reais desses objetivos são o acompanhamento das sessões da Câmara de Vereadores, diagnosticando-se a atividade legislativa e tornando-a pública por meio da internet; a organização de debates entre representados e representantes, cidadãos e políticos, palcos de compromissos e acordos. Jundiaí é agora uma cidade em que seus vereadores são adotados, seja por cidadãos comuns, escolas ou entidades, criando-se, assim, um diálogo constante e uma cobrança diária. Caminhamos também para uma “cidade democrática” em que todos podem participar de discussões, apontar problemas e propor soluções, gerando mobilização e orientando os gestores públicos.

Todos esses exemplos remetem a um dos principais fundamentos de existência da ONG Voto Consciente, que se confunde com sua essência e objetivo: a busca por voluntários dispostos a participar, da forma e da maneira que lhes for possível, seja acompanhando as sessões, adotando um vereador ou propondo uma cidade melhor.Assim, trilha-se o caminho para transformar o momento que vivemos, de quatro em quatro anos, no início de uma jornada conjunta de cidadãos e políticos. Participe e assuma também a sua responsabilidade!

Mais informações:
www.votoconsciente-jundiai.blogspot.com
www.twitter.com/votojundiai

Shopping aplica “multa moral” em motorista malandro

 

Cartao do IdosoA ocupação irregular de vagas reservadas para pessoas com deficiência, idosos e gestantes está sendo combatida com uma “multa moral” aplicada pelo Shopping Cidade Jardim, zona sul de São Paulo. Ao constatar veículos estacionadas irregularmente, os seguranças deixam no parabrisa um recadinho para o motorista distraído ou metido a malandro. Desde o início do mês, a administração do centro de compras de luxo na Marginal Pinheiros tem dado atenção para as vagas de pessoas com deficiência. Sempre que um carro é flagrado sem o adesivo de identificação, recebe o alerta. Na próxima semana, a campanha se intensificará contra os que ocuparem de forma ilegal as áreas para idosos e gestantes. O shopping informa que teria conseguido reduzir em 50% o uso indevido dos espaços reservados para pessoas com dificuldade de locomoção.

Há um mês, o Ministério Público fechou acordo com uma série de shoppings da cidade de São Paulo que se comprometeram a fechar parte dessas vagas com o uso de barreiras (cones ou correntes), somente as liberando quando solicitado pelo motorista habilitado a usá-las. O acordo do Ministério Público e outras ações isoladas de shoppings centeres e supermercados se fazem necessários pois a Polícia Militar e os fiscais de trânsito – aqui em São Paulo, os marronzinhos – não tem poder para multar motoristas que estacionam de maneira irregular dentro de áreas privadas.

Manifesto do Dia Mundial Sem Carro

 

Manifesto divulgado pelo coletivo de Mobilização do Dia Mundial Sem Carro, a ser comemorado nessa terça, 22 de setembro:

“São Paulo precisa e pode ter um trânsito melhor, um transporte público eficiente e de ótima qualidade, muito mais ciclovias e ciclofaixas, um ar mais limpo e respirável e melhor qualidade de vida para todos que aqui vivem e trabalham!!!

O trânsito de São Paulo ocupa um tempo precioso de todos os que vivem, estudam e trabalham na cidade. Tempo precioso de nossas vidas, tempo que deixamos de fazer inúmeras outras atividades ligadas à cultura, ao lazer, aos estudos, à família e aos amigos, além do tempo que perdemos de sono e descanso.

Não bastasse todo este tempo perdido, ainda ficamos expostos a um trânsito totalmente poluído, respirando gases nocivos que causam inúmeras doenças respiratórias e cardiovasculares, além de tumores e abortamentos, entre outras. Estudos da Faculdade de Medicina da USP apontam que morrem na cidade, em média, 12 pessoas por dia devido à poluição, encurtando a vida media dos paulistanos entre um ano e um ano e meio. Além do custo em vidas, os impactos operacionais e financeiros no sistema de saúde, causados pela poluição, são imensos. No mesmo sentido, é importante lembrar que o setor de transportes é responsável por 15% dos gases que causam o aquecimento global e a mudança climática. O diesel e a gasolina consumidos no Brasil estão entre os piores do mundo e a indústria automobilística fabrica motores menos poluentes em vários outros países e no Brasil apenas para exportação. A inspeção veicular, obrigação dos governos estaduais e dos grandes municípios, ainda está muito longe de cumprir seu papel.

No caso dos acidentes de trânsito, morrem cerca de 4 pessoas por dia na cidade – 44% pedestres, 18% motociclistas, 9% passageiros ou motoristas de autos e 3% ciclistas. Parece mentira, mas a grande vítima dos acidentes de trânsito são aqueles que estão se locomovendo a pé, o que demonstra a lógica perversa das cidades que priorizam seus espaços e fluxos para os automóveis. Estudo da Fundação Getúlio Vargas calcula que a cidade deixa de gerar R$ 26,8 bilhões por ano devido à perda de tempo nos congestionamentos e aos custos totais ligados aos acidentes e doenças derivadas do trânsito.

Muitos fatores alimentam todos estes números sinistros, mas vale lembrar os principais. Nosso modelo de desenvolvimento urbano promove uma enorme desigualdade social que obriga milhões de pessoas a se locomover por grandes distâncias para ter acesso ao trabalho e aos serviços e equipamentos públicos. Vivemos, cada vez mais, um modelo de mobilidade e transporte que oferece todos os incentivos possíveis para a locomoção por meio do automóvel. Enquanto isso os investimentos em transporte público coletivo continuam se arrastando lentamente, ocorrendo, em 2009, redução da frota de ônibus em circulação na cidade – segundo o Detran-SP, a frota de ônibus caiu de 41.876 (jan/09) para 41.628 (jun/09). Bilhões de reais que poderiam melhorar imediatamente o transporte público serão gastos em túneis, novas pistas e avenidas – e ampliação de antigas – que em pouco tempo estarão entupidas (800 novos carros entram por dia nas ruas de São Paulo!).

Precisamos romper esta lógica perversa: enquanto o Governo Federal promove incentivos fiscais e creditícios para a indústria automobilística, inclusive sem nenhuma contrapartida em termos de motores menos poluentes e uma matriz energética mais limpa, os governos estaduais e municipais vão rasgando túneis e avenidas com recursos públicos! Se não reagirmos, todos estaremos cada vez mais estressados, doentes, presos em novos congestionamentos e muito distantes de termos um transporte público coletivo decente, saudável e eficiente, como todas as principais cidades do mundo já o possuem há muito tempo.

Diante dessa realidade que pode ser mudada, propomos:

– Aceleração e prioridade absoluta para o metrô, trens e os corredores de ônibus;
– Ampliação substantiva da frota de ônibus da cidade com serviço de alta qualidade;
– Reativação e fortalecimento do Sistema Trólebus;
– Priorização de ações da CET para aumentar o fluxo do transporte coletivo;
– Definição de ações e metas para reduzir significativamente os congestionamentos;
– Cumprimento da lei que prevê ciclovias em novas avenidas e construção de todas as ciclovias e ciclofaixas já projetadas;
– Cumprimento da Resolução 315 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para melhorar a qualidade do diesel;
– Início imediato da substituição do diesel e gasolina por combustíveis mais limpos;
– Comercialização no Brasil de automóveis, ônibus e caminhões com a mesma tecnologia menos poluente que a indústria automobilística utiliza nos países europeus e nos Estados Unidos;
– Segurança para o pedestre, calçadas de boa qualidade, acessibilidade universal para os deficientes físicos, rigor nas leis de trânsito e educação cidadã para termos uma cidade que garanta uma mobilidade digna, inclusiva e segura;
– Inspeção veicular em toda a frota automobilística;
– Redimensionamento dos investimentos públicos para diminuir a desigualdade social e regional na oferta de trabalho e no acesso a equipamentos e serviços públicos;
– Construção de um Plano Municipal de Mobilidade e Transporte Sustentáveis, com ampla participação da sociedade para decidir pelos investimentos públicos na área;
– Basta de desperdício de dinheiro público em projetos atrasados, ineficientes e insustentáveis!”

Adote um Vereador em nova fase, em Jundiaí

 

Por Henrique Carlos Parra Parra Filho
ONG Voto Consciente Jundiaí

Sábado de tarde realizamos o Segundo Encontro de Adotadores de Jundiaí, no Café Donuts. O evento foi aberto, tendo sido divulgado no blog da Ong Voto Consciente e no do adotador Nikolas.

QUEM ESTAVA PRESENTE? Os adotadores Eduardo Peres, Felipe Furlan, Felipe Romano, Juliana Maria e Nikolas! Além dos cinco, André Lux justificou a ausência. Alberto, Henrique e Patricia participaram pelo Voto Consciente.

Conversamos bastante sobre os principais problemas e desafios desse trabalho. Dificuldade em manter os blogues atualizados, poucas visitas e comentários e outros foram apontados.

De tudo isso, FICOU DECIDIDO QUE:

1. Os adotadores tentarão atualizar mais os blogues e comentarão mais no de outros adotadores.
2. Farão mudanças nos blogues para torná-los mais acessíveis e organizados (Criação de marcadores; barra de busca; espaç para receber sugestões por email; links para jornais, site da Câmara etc; seguir outros blogues; resumir posts)
3. Cada adotador divulgará mais seus blogues quando fizer alguma modificação (Mandar emails para contatos; avisar jornalistas)
4. Haverá mudanças na dinâmica de postagem: 1.Os adotadores postarão menos perguntas de cada vez, fragmentando questionários para fazer posts menores is fáceis de ler. 2.Haverá mais cobranças para os vereadores que não respondem (primeiro mandando uma nova tentatva e depois fazendo posts sobre a demora)
5. Apresentamos o Cidade Democrática e todos gostaram da ferramenta, prometendo se cadastrarem e usarem as discussões para fazerem questionamentos aos vereadores e divulgarem seus blogues.

De tudo isso, ficou a certeza de que o “Adote um Vereador” ganhará novo gás!

Acompanhe os blogues dos adotadores (em Juandiaí)

www.votoconsciente-jundiai.blogspot.com
www.twitter.com/votojundiai

Buracos da Cidade: Morador Tapa-Buraco

 

Morador tapa-buraco

Cansado de esperar a prefeitura, Renato Cordeiro passa a mão na pá e sai a tapar os buracos na rua Cerqueira Leite, no bairro de Santana, próximo da rodoviária do Tietê. A situação é tão ruim que costumam ocorrer com frequência tombos de motoqueiros, além de carros pararem para trocar o pneu.

O colaborador do blog Marcos Paulo Dias conversou que o morador e soube que ele registrou vários protocolos pelo telefone 156. O último foi com o número 8632 390. Nada foi resolvido. Nos próximos dias, vai providenciar concreto para melhorar o serviço dele.

Jovens discutem índices de bem-estar

 

Cerca de 350 jovens do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, vão ajudar a cidade a construir os índices de referência de bem-estar proposto pelo Movimento Nossa São Paulo. Eles estarão reunidos na nona edição do Seminário Jovens Construindo o futuro – Arte e Cultura além dos Muros, promovido pela Sociedade Santos Martíres. Nas palestras que serão realizadas durante o encontro, a juventude buscará inspiração para discutir os temas que fazem parte do questionário que pode ser acessado pela internet até o dia 30 de setembro.

Ouça a entrevista com Sérgio Bosco, da Sociedade Santos Mártires

Site Cidade Democrática recebe broncas e ideias

 

O buraco na rua, o alagamento na avenida, a falta de organização no trânsito e todos os demais problemas que atrapalham a sua vida podem ser registrados e discutidos no site Cidade Democrática. Dentro do conceito de rede social, o serviço virtual abre espaço para que o cidadão apresente soluções e compartilhe com outros moradores estas ideias. A discussão pode ser feita dentro do bairro, não apenas na cidade.

Rodrigo Bandeira, idealizador do Cidade Democrática, espera que o site passe a ser explorado também por agentes públicos e empresas para que as soluções em debate pautem as ações no município. Na lista de inscritos, além de cidadãos, já é possível ver o registro de organizações não-governamentais e vereadores.

Ouça a entrevista com Rodrigo Bandeira do site Cidade Democrática

Tá fedendo: cocô de cachorro e saco plástico

 

Uma montoeira de sacos plásticos guardando cocô de cachorro para a eternidade. Escatológica e real esta cena, se levarmos em consideração hábito comum nas cidades. Os donos passeiam com seus cães, recolhem as fezes deles em saquinhos, destes que temos nos supermercados, fecham e jogam na lata do lixo. Eles vão se acumular nos aterros sanitários e levar uma centena de anos para se decompor.

Este foi um dos assuntos que levaram os ouvintes-internautas a enviarem mensagens para o CBN São Paulo, provocados pela reclamação de uma moradora do bairro do Morumbi, Soraya Lesjak, contra os donos de cães que usam a Praça Vinícius de Morais como banheiro público para seus bichinhos de estimação.

Claro que deixar o dejeto no meio do caminho é nojento e falta de respeito. Assim como recolher no saquinho plástico e jogá-lo embaixo da primeira árvore que aparecer, como foi descrito pela ouvinte-internauta, a Joana, que mora na Vila Mariana. Mas está na hora de darmos um passo a frente nesta história e abandonar o saco plástico.

Marcos Valenti, que por sinal frequenta a Vinicius de Morais e diz que a maioria das pessoas respeita o local, disse que ao sair para passear com seu cão leva sacos de papel, destes usados em padaria. Mesma tática da Tate Vieira.

Ricardo Ushida, dono do Tião, um dog alemão de 70 quilos, e do Elvis, um sheepdog de 36 quilos, depois de se dar conta que gastava três sacos plásticos por dia, mudou a estratégia: “Saio de casa com quatro folhas duplas de jornal, cada uma dobro no meio e depois dobro mais duas vezes, suficiente para ficar do tamanho do bolso. Quando os cães fazem suas necessidades, abro o jornal e recolho as fezes jogando na lixeira mais próxima.

A mudança de comportamento e o zelo pelo espaço público dependerão muito mais da consciência cidadã do que a força da lei. O Cláudio Vieira, do Adote um Vereador, alertou que a lei 13.131/2001, que disciplia a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos na cidade de São Paulo, determina, multa de apenas R$ 10 para quem desrespeitar o artigo 16: “O condutor de um animal fica obrigado a recolher os dejetos fecais eliminados pelo mesmo em vias e logradouros públicos”

A charge deste post é colaboração do cartunista Fausto Bergocce.