Sua Marca: ética e bom senso devem ser a marca da publicidade para as crianças

Reprodução da primeira versão do Sítio do Picapau Amarelo

“Nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar”

Da frase que abre esta conversa temos uma certeza: preservar características da infância pode nos ajudar muito no crescimento e desenvolvimento como ser humano. Falo dessa certeza, porque do seu autor, não sei bem. Na internet —- ah, essa internet —-, aparece entre aspas para Bernard Shaw, Oliver Holmes e Benjamin Franklin. Como geralmente se descobre quando se vai a fundo na pesquisa, é provável que nenhum deles tenha dito a coisa propriamente dita. Vamos valorizá-la então pelo que tem a nos ensinar, mesmo porque o tema principal desse nosso bate-papo não é o “saber brincar”, mas o saber se comunicar no Dia das Crianças.

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo aproveitaram a proximidade da data para relembrar regras que precisam ser respeitadas, por lei ou por bom senso, quando se pretende vender produtos para crianças. É preciso considerar que elas são vulneráveis e compreendem o mundo de forma diferente dos adultos.

No Brasil, a publicidade voltada às crianças é controlada por normas que buscam limitar ou direcionar o conteúdo para um tom mais educativo do que comercial. A Associação Brasileira de Licenciamento de Marcas e Personagens publica uma cartilha, disponível na internet —- ah, a internet —-, em que se destacam três regras:

  1. Não use termos imperativos que induzam ao consumo. Expressões como compre, peça e colecione não podem sair da boca de crianças. Ao contrário, a comunicação deve favorecer a moderação, a aceitação espontânea, a reflexão;
  2. A publicidade não pode representar atitudes que proporcionem superioridade pelo uso do item anunciado, ou inferioridade por aqueles que não o usam. 
  3. A criança jamais deve ser a portadora da mensagem de consumo. Essa mensagem deve ser sempre dirigida aos pais, nunca às crianças, de forma direta ou indireta.

Saiba mais acessando a cartilha “O caminho para a publicidade responsável de produtos destinados às crianças”, da Abral

“Se a ética já é relevante para adultos, para crianças deve ser sempre o primeiro critério” 

Cecília Russo

Jaime Troiano, que não envelheceu porque ainda sabe brincar, especialmente com as palavras, aproveitou que estávamos falando de crianças na publicidade para chamar atenção para algo que o incomoda bastante: o uso das crianças para vender produto aos adultos. É comum assistirmos a comerciais na televisão —- ah, essa televisão —- em que o filho ou a filha revela desejo de que o pai compre um modelo de automóvel ou a mãe tenha um determinado plano de saúde, apenas para ficar em alguns exemplos.  

“Fala-se muito pouco disso. O que se busca nesses casos é sensibilizar os pais e adultos através do olhar ingênuo e fofinho das crianças. Ou seja, também é uma forma de manipulação que envolve crianças. Mesmo que não sejam elas o público-alvo dessa comunicação, elas também são impactadas”.

Jaime Troiano

Dito isso, voltemos as boas práticas do mercado.

Jaime e Cecília destacaram algumas marcas e produtos que souberam, ao longo do tempo, falar com as crianças de forma inteligente, prudente e ética. Na lista, aparecem a Disney e a Turma da Mônica que “sempre foram bastante responsáveis e ativas na busca de propostas que ajudassem pais a educarem seus filhos”. Tem, também, Lego e Playmobil, que na essência de suas propostas promovem práticas educativas, incentivando o crescimento, o raciocínio e a motricidade. E, ainda, o Castelo Rá-Tim-Bum e o Sítio do Picapau Amarelo, que marcaram suas trajetórias pelo desenvolvimento de produtos editoriais que sempre se preocuparam com a qualidade do conteúdo e incentivo as boas práticas.

“A primeira (lição) é termos bom senso quando estivermos lidando com marcas que se relacionam com crianças: todo cuidado é pouco. A segunda é de que o melhor ainda é aproveitar esse dia de feriado para estar junto das crianças”. 

Cecília Russo

Independentemente da idade, aproveite o Dia das Crianças para exercitar a sua capacidade de brincar, afinal como aprendemos “nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar”, disse Jaime Troiano (ou teria sido Shaw, ou Holmes, ou Franklin).

Sei lá, só brinque!

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso com Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é do Paschoal Júnior:

Multicanais de vendas crescem, e os de comunicação decrescem

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os multicanais reforçados pela intensidade do e-commerce vêm se alastrando dentro do setor comercial como um todo. As organizações começam a despertar para atender os clientes de todas as maneiras possíveis, em todos os momentos.

 

Ao mesmo tempo, o varejo físico, seu mais antigo membro, tem se especializado e moldado à altura das diferenciações exigidas pela concorrência dos outros canais. Está focando na experiência de compra ao vivo.

 

Enquanto isso, nos multicanais de comunicação os formatos antigos como o atendimento telefônico pessoal, tem piorado ou sido substituído por mensagens digitadas.

 

A situação se agrava ao constatarmos que mesmo nos setores que atendem diretamente compradores potenciais aos seus serviços e produtos também existem empresas onde a indiferença ou a dificuldade para um contato com pessoas é bloqueada. Quer através de telefone ou até mesmo um chat.

 

Nos remanescentes canais que ainda usam o telefone, cresce uma tendência reversa. Você procura uma pessoa, que conforme a empresa estará 80% ou mais do tempo em reunião, e quem o atende pedirá para que ligue depois. Não se dispõe a anotar recado e muito menos a ligar assim que o procurado se liberar.

 

Provavelmente não é este o sistema padrão da empresa, mas o fruto de um funcionário pertencente a uma organização que desconhece a premissa de Walt Disney:

 

“Trate seu funcionário como você quer que ele trate seu cliente”.

 

Ou uma empresa que deixou de considerar a importância do cliente e do funcionário, como lembra Tom Peters:

 

“O cliente vem em segundo lugar. Se você quiser realmente colocar os clientes em primeiro lugar, coloque os funcionários mais acima”.

De qualquer forma é ignorar a importância da linha de frente da organização, composta das pessoas que atendem os clientes no primeiro momento.

 

Por isso, o mesmo Tom Peters, o autor americano de “Best Sellers” sobre as organizações, em palestra aqui, lembrou a todos a insuperável experiência de ligar para a própria empresa e procurar por si mesmo. Além de afirmar que os executivos deveriam ser mais acessíveis, como boa parte daqueles bem sucedidos. E, a seguir pega o telefone e chama Fred, o dono da Fedex, que o atende de pronto e sem intermediários.

 

É a experiência física da comunicação.

 

Em extinção? Esperamos que não!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Pela preservação dos jornais de bairro

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Se estou errado,me corrijam,mas não creio que todas as zonas de Porto Alegre possam se gabar de possuir um jornal. Algumas,é verdade, contam com um jornalzinho. Já onde moro,porém, circula um jornal com tiragem de 10 mil exemplares e matérias variadas e interessantes. Trata-se do Jornal Comunidade Zona Sul. Logo abaixo do título lê-se este slogan:Mais informação,cultura e lazer. Na edição que chegou às minhas mãos, gratuita por sinal,posta à disposição dos clientes de um dos supermercado da região,chamou minha atenção a manchete de capa do jornal da comunidade,que noticia a implantação de um binário formado pelas Avenidas Borges de Medeiros e Praia de Belas,obra que visa a melhorar o trânsito que está cada vez mais complicado no setor. Acerca de trânsito,podemos ler no Jornal da Comunidade uma notícia alviçareira. Reza a manchete da últimas página: Morte por atropelamento de ônibus diminuem 46,15% na Capital do Rio Grande do Sul. Lembro que a EPTC preocupa-se também com acidentes fatais envolvendo pedestres e motociclistas.

 

Não há,no entanto, jornal que vá em frente sem contar com comerciais. Afinal,a propaganda é a alma do negócio e, quando essa se faz presente em todas as páginas do Jornal da Comunidade Zona Sul,estamos diante de um veículo aprovado pelo comércio de uma vasta região da cidade.

 

Os raros leitores dos meus textos – se é que existem – devem estar se perguntando por que resolvi escrever sobre um jornal de Zona. Ocorre que fui comentarista de futebol e outros esportes,no Correio do Povo, na época em que o seu proprietário era o Dr.Breno Alcaraz Caldas,portanto,no auge desse jornal. As demissões de pessoal de todos os níveis, tornou-se uma obrigação. O periódico famoso entrou em crise e recordo como foi ficando difícil manter o Correio e a Folha da Tarde,que acabaram mudando de dono. Difícil deve ser também um veículo como o Comunidade Zona Sul,mesmo não se tratando de um jornal diário. Torço,por isso,para que os valentes irmãos Weirich,que imagino serem proprietários do veículo,sigam apoiados pelos comerciantes dos bairros que compõem a Zona Sul de Porto Alegre.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seu texto no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Carro elétrico não precisa muito para seduzir

 

 

Fiquei com inveja da moça no saguão do aeroporto de Congonhas, nesta semana. Ela era elegante e tinha um ar de intocável como todas estas modelos contratadas para fazer pose ao lado de um carro. Minha inveja, porém, não se centrava nestes quesitos. Era pelo fato dela ter a oportunidade de se sentir um pouco dona daquele carro chamativo que estava em exposição: um Nissan com motor elétrico. O modelo ainda não está à venda no Brasil, lamentavelmente. Se o tivesse, eu entraria na fila com certeza.

Por coincidência, nesta mesma semana encontrei post no Blog Marketing Now, da Madiamundomarketing, que destacava anúncio de lançamento do carro elétrico da Renault, na Europa. A ideia dos criadores do comercial de TV foi questionar o cidadão sobre seu comportamento em relação ao uso do automóvel, altamente poluidor, comparando com outros hábitos que fazem parte de nosso cotidiano.