Por Abigail Costa
Já escrevi aqui mesmo. Ninguém é perfeito. Muito menos eu. E preparem os ouvidos. Aqui vai um desabafo. Falo na primeira pessoa.
Ouço isso desde criança: “Olha como você fala !”.
Para mim normal. Nos ouvidos dos outros, agressivo, de forma destorcida.
O que eu imagino ser tranquilo, mais tarde compreendo muitas vezes pela cara feia, pela tristeza dos outros que magoei. Fui fundo demais.
Aí numa terapia de mim pra mim mesma, busco respostas para algumas perguntas.
Será que sou tão grossa assim?
Será que quando eu disse, lá no fundo, a pessoa não tinha um problema e resolveu inverter o jogo?
Será que terei que repensar o que devo dizer? Ou o melhor é ficar de boca fechada?
Meu Deus, a vida é um estalo! Como se pode perder tempo com isso? Não foram palavras de acusação. Na maioria das vezes uma constatação.
Para encurtar o assunto.
Eu prometo.
De hoje em diante vou pensar, analisar, e depois dizer ou não. Eu prometo idas mais constantes ao terapeuta. Prometo reforçar a dose do antidepressivo.
Só não prometo ser eu mesma, se isso servir para não magoar as pessoas que mais amo.
Abigail Costa é jornalista e às quintas-feira faz do blog uma espécie de BBB da própria alma.
