Avalanche Tricolor: Dá-lhe, Bertoglio !

 

Grêmio 2 x 0 Fortaleza
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

 

Mais um passo. Este antecipado com a vitória na primeira partida. Faltam três adversários e seis jogos para a Libertadores. E o argentino é quem tem feito diferença. Bertoglio colocou o time embaixo do braço e resolveu a partida. Escrevo pouco porque vi pouco, seja pelo desempenho seja pelo horário. Assim, deixo o vídeo com os gols gremistas para curtirmos juntos.

Avalanche Tricolor: Deu para sorrir

 

Fortaleza 0 x 2 Grêmio
Copa do Brasil – Fortaleza (CE)

 

 

Sabe quando você está naqueles dias em que nada dá certo? Uns falam em inferno astral, outros em onda de azar. É a fase, comenta o amigo. Vai passar, consola o colega. Tudo bobagem da sua cabeça, ouço em tom de reprimenda. Seja como for, quando se está nessa é sempre bom procurar uma boa notícia ou um fato que possa ser animador. Quem sabe dar um cavalo de pau na história que nos ajude a enxergar um novo horizonte. A vitória do Grêmio nessa noite de quarta-feira tem um pouco esse efeito. Quando você vê que aquela bola que tinha tudo para explodir nas arquibancadas lá atrás do gol se transformar em um golaço, abre-se uma perspectiva diferente. Refiro-me ao lance protagonizado por Marco Antonio, um meio-campo que ainda não se firmou na equipe, mesmo tendo chegado com boas recomendações após o futebol que apresentou na Portuguesa. Pegou de voleio ou de sem-pulo, acho que é assim que chamam aquele tipo de chute, na entrada da área e enfiou no ângulo. Se você ainda não viu a jogada, vale procurar na internet (ou clique aqui). Eu vi, revi e voltei a ver mais algumas vezes. Era de um lance assim que estava precisando para levantar o astral. Não que o futebol seja capaz de mudar a nossa vida, mas quando estamos a procura da alegria confiscada o prazer de uma vitória é sempre bem-vindo. Sendo assim, obrigado Grêmio – e Marco Antonio e Marcelo Moreno – pelo sorriso no rosto.

Avalanche Tricolor: Copa do Brasil ou será da Argentina?

 

 

Grêmio 3 x 0 Ipatinga
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

 

 

 

É muito legal assistir aos jogos do Grêmio pela Copa do Brasil e não escrevo isto pensando no futebol talentoso e forte que poderíamos desenvolver – e, registre-se, não temos feito isso nas últimas partidas, seja na Copa seja no Gaúcho. Digo de quanto é bacana acompanhar esta competição porque os locutores, comentaristas e repórteres de campo da televisão não se cansam em repetir que somos o primeiro campeão da história da Copa, estivemos em sete finais, vencemos quatro, estamos sem perder há sete anos dentro do estádio Olímpico – mesmo que isto não signifique mais de nove jogos – e tantas outras daquelas coisas que tratam do passado (e dizem pouco sobre o presente). Eles não se cansam de falar e eu não me canso de ouvir, mesmo que o jogo esteja cansativo.

 

 

Quanto a partida de ontem, é bem verdade, estivemos mais para Copa da Argentina do que para Copa do Brasil, haja vista a relevância dos hermanos no ataque gremista. Bertoglio e Miralles fizeram a diferença na classificação à próxima fase e deixaram a esperança de que poderão desequilibrar com seu futebol surpreendente nas seis partidas que nos separam da conquista do penta.

Avalanche Tricolor: Vale a pena ver


Santos 3 x 1 Grêmio

Copa do Brasil – Vila Belmiro


Vi Pelé jogar, ao vivo, uma única vez, no fim dos anos 60. Não tinha mais do que cinco anos de idade e fui ao estádio grudado na mão de meu pai, ansioso para assistir ao maior jogador de futebol do mundo. Da minha casa ao Olímpico, o caminho era curto e precisava passar por uma ruela de areia, com esgoto correndo dos dois lados.

Lembro pouca coisa daquele dia. O estádio cheio, um alambrado dividindo as arquibancadas da pista que circunda o gramado e eu driblando o corpo das muitas pessoas que estavam em pé na minha frente para enxergar Pelé. Arrisco dizer que minha memória guarda a imagem dele conduzindo a bola no meio de campo. Mais não sei dizer.

Mas eu vi Pelé jogar. E ninguém será igual a ele.

Hoje à noite, meu Grêmio enfrentou um grande adversário. Que não tem mais Pelé, mas tem Ganso, um craque que por seu equilíbrio é capaz de desequilibrar qualquer partida. E o fez no único momento em que sua marcação esteve desatenta. Assim são os jogadores excepcionais.

O futebol jogado pelo Grêmio, em especial no primeiro tempo, esteve a altura do que se esperava para esta partida. E encheu os olhos do torcedor. Demonstrou segurança e maturidade, foi eficiente na marcação, não deixou o adversário jogar,  fez a bola passar de pé em pé com velocidade e chegou várias vezes ao gol.

Cada roubada de bola e saída para o ataque me davam orgulho de torcer por um time como este. Faziam aumentar minha esperança em uma temporada que apenas se inicia. Abria meus olhos para o jogo de qualidade que somos capazes de executar, e para o quanto podemos evoluir ainda este ano.

Porém, o Santos tinha Ganso e isto faz diferença.

Ganso não é nem nunca será Pelé.  Mas é um atleta que vale a pena assistir em campo, mesmo quando enfrenta nosso time do coração.

Avalanche Tricolor: Carta ao meu filho

 

Grêmio 4 x 3 Santos
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

bandeira-gremio-imortal-tricolor

 


Meu filho,

 

Ter nascido em São Paulo te fez ficar distante do Rio Grande. Em teus 13 anos de vida, poucas vezes estivemos juntos naquela terra. Quando estamos lá, preferimos a tranquilidade da casa do tio, o bate-papo ao lado da churrasqueira, uma tímida roda de chimarrão – aquela erva que tu não gostas de tomar por amargo que é.

 

Já ouviste o pai cantarolando desafinado o refrão do Hino Riograndense: ‘Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra’. Até já falamos sobre a Guerra Farroupilha quando sentamos juntos para estudar história do Brasil. Mesmo assim, não deves ter compreendido bem o que a letra pretendia celebrar. Isto é algo que está enraizado nas conquistas e derrotas daquela gente. Creio que só mesmo tendo nascido ali nas redondezas para compreender por completo o que move os gaúchos.

 

Hoje, quando tu vistes o pai reclamando sozinho de um jogador que perdia a dividida, do outro que era lento no momento de distribuir a bola e daqueles todos que preferiram por algum tempo assistir ao adversário jogar futebol, tudo isso acontecendo enquanto o placar mostrava ampla desvantagem, deves ter ficado incomodado comigo. Preferistes dormir sob a justificativa de que “amanhã tenho aula cedo” quando na verdade não querias ver o pai sofrendo diante da televisão nem amargando uma derrota clamorosa como muitos anunciavam na transmissão, e nas mensagens enviadas pelo Twitter, também.

 

Tu não sabes o que estavas perdendo. Não chegou a ser aquela façanha da 2a. Divisão quando tu me vistes chorando (que a mãe não leia isso aqui), mas foi divino mais uma vez. O Grêmio, time pelo qual teu pai resolveu se apaixonar, mostrou que não é apenas forte, aguerrido e bravo. É veloz, talentoso e heróico.

 

Tu perdestes a chance de ver nossa defesa e meio de campo marcando cada bola que se aproximava da área como se fosse a última, além da rapidez com que nossos jogadores trocavam passe em direção ao ataque. Não vistes, também, os três gols do Borges, que deu até cambalhota, e o golaço do Jonas. Nem mesmo o que fez o Silas que, novamente, mudou o time no intervalo, na conversa, e festejou cada conquista como um novo torcedor a beira do gramado.

 


Teu pai vibrou em silêncio pra não acordar ninguém em casa. Comemorou com os punhos cerrados repetindo o gesto de Vitor a cada gol marcado. Queria, porém, estar ao teu lado, pulando e te abraçando, compartilhando a alegria e o orgulho de ser gremista. Mas longe de mim querer te contaminar com esta coisa do futebol, és bem mais inteligente do que eu e sabes que tens coisas mais importantes para construir na tua vida.

 

Queria, porém, que tu soubesses que este Grêmio, pelo qual escolhi torcer, não é chamado de Imortal Tricolor porque nunca perde. Fomos e seremos derrotados pois assim é o futebol. Talvez até mesmo na próxima semana, quem vai saber?  Desta vez temos um adversário à altura. São estas intempéries que forjam nosso caráter.

 

Nossa imortalidade existe porque, por mais respeito que tenhamos por quem nos enfrenta, jamais nos daremos por vencidos e lutaremos sempre até o fim.

 

Do pai

Avalanche Tricolor: A gente só quer ser campeão

 

Grêmio 2 x 0 Fluminense
Copa do Brasil – Olímpico

Hugo

Futebol de resultado dizem alguns. Futebol limitado provocam outros. Futebol aguerrido dizemos nós. Mas o que o Grêmio tem feito em campo mesmo é futebol de verdade. Marcação séria, responsável, sem violência mas com a firmeza que o esporte exige. Troca de passe, boa movimentação e velocidade no ataque.

Vou me ater ao primeiro gol. A escapada de Neuton pelo lado esquerdo – como joga este guri -, a forma como ele driblou os adversários que se atreviam a impedir sua passagem e a bola entregue para Jonas; o atacante – nosso goleador – entendeu que Hugo estava mais bem posicionado, chegava velozmente no meio da área e, assim como chegou, com um chute potente explodiu a rede adversária. Um golaço que marca o futebol moderno, não acrobático, apenas moderno.

A classificação veio com duas vitórias maiúsculas, a primeira delas no Maracanã com um jogador a menos em campo na maior parte do jogo; e a segunda, com a cabeça no lugar e o comando do jogo mesmo quando ainda estava empatado.

Não me venham com esta conversa de final antecipada. O que temos pela frente é somente mais uma semifinal na caminhada de um time que quer apenas ser campeão, nada mais do que isso. No caso da Copa, pentacampeão.

Avalanche Tricolor: Além do próprio Grêmio

 

Fluminense 2 x 3 Grêmio
Copa do Brasil – Maracanã

Jonas surgiu rápido dentro da área, driblou um, driblou dois e cortou três de uma só vez. Jonas disparou para receber fora do alcance dos dois zagueiros, parou, sapateou, olhou e deslocou o goleiro. Douglas correu na diagonal, em direção à área, ignorou a água no gramado, passou por um, passou por dois e limpou a jogada.

Em um lance e noutro – e no outro, também -, a bola foi parar dentro do gol adversário, em uma noite em que o Grêmio foi muito além do próprio Grêmio. O Brasil acostumado ao lugar-comum do time guerreiro, de raça e lutador, talvez tenha tido dificuldade para entender o que levou o Imortal à vitória no Maracanã.

Vencermos com um a menos, não nos surpreende mais. Mesmo que este “a menos” seja o Patrão da Área, Rodrigo, o zagueiro que dá consistência à nossa defesa. Convenhamos, para quem já venceu um campeonato com apenas sete….

Foi a categoria de um time que vem sendo construído pouco a pouco, o talento de jogadores habilidosos e experientes, a personalidade de jovens que não se intimidam com o grito de uma torcida inteira no maior estádio do mundo (nem a cara feia de um técnico mal-humorado ao lado do campo). Todos estes elementos se somaram a mística que faz parte da nossa história.

Em noite de inspiração, Silas deu seu drible ao manter dois atacantes quando nos faltava um defensor e mostrou que pode ser ousado. Termina a primeira metade das quartas-de-final com o melhor desempenho de todos os oito participantes.

Jogamos com personalidade, inteligência e, sim, muita garra, pois este sentimento está impregnado em nossa camisa, nosso Manto Tricolor.

E pensar que domingo tem Gre-Nal !

Avalanche Tricolor: Cor e coração

 

Avai 4 (3) x 5 (2) Grêmio
Copa do Brasil – Florianópolis (SC)
Camisa Branca

Uma camisa branca com alguns riscos azuis cruzando na horizontal. Muitas marcas de empresas poluindo o ambiente e competindo com o emblema tricolor. De frente da TV, com a câmera à distância, dava para desconfiar que não era o Grêmio em campo, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Foram necessários 45 minutos, ou melhor, foi necessário começar o 2º tempo para ver que aquele time alvo tinha brio, tinha coração.

Houve um gol de Jonas na conclusão de uma bola que parecia não querer entrar, que amorteceu no seu peito e estufou a rede. Houve até mesmo um gol de falta de Fábio Rochemback em um chute que vazou a barreira e só foi contido quando a bola estava presa no ‘fundo do poço’ – como tenho saudade de ouvir esta expressão. Nem um nem outro, porém, foram suficientemente significativos para que eu tivesse identificado o meu Grêmio naquele time que vestia branco.

Foi o carrinho de William Magrão impedindo que o adversário partisse de seu campo, comemorado com os punhos cerrados. Foi uma despachada de bola pela lateral evitando o cruzamento perigoso, festejado por Rodrigo com um soco no ar. Foram chutes sem direção, mas com a intenção de salvar uma história na Copa do Brasil. Foi a classificação com o goleiro fazendo milagres, três volantes em campo, um só atacante na frente e o placar no limite. Foi tudo isso que me deu a certeza de que ali estava o time pelo qual torço. E sofro.

E como sofro.

Avalanche Tricolor: Sofrer na internet

Grêmio 3 x 1 Avaí
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

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São cerca de 300 canais à disposição e passei um por um em busca das imagens do Grêmio. Havia nove emissoras transmitindo quatro jogos diferentes: da Libertadores, da Copa do Brasil e mais um VT de times que não guardei o nome. Nenhum acompanhando o time quatro vezes campeão e que mais finais fez na competição.

Que os canais abertos estivessem mais atentos às partidas de São Paulo, não há o que discutir. São emissoras comerciais, sobrevivem graças a audiência e não faria o menor sentido se não estivessem com os clubes paulistas na tela. Mas a TV fechada teria de ser a opção. Poderia muito bem oferecer esta oportunidade aos torcedores. Preferiram disputar público com eles próprios, inclusive abrindo os canais de PPV para partidas que estavam na concorrente.

Foi-se, porém, o tempo em que na falta da televisão, me obrigava a levantar a antena de um rádio Transglobe que ficava escondido no armário durante a semana e de lá somente era retirado para sintonizar as emissoras de Porto Alegre em dias de jogos do Grêmio. Deixava-o escondido, pois temia algum boicote da família incomodada com a chiadeira emitida nos 90 minutos de partida. Às vezes, não conseguia entender direito o nome do autor do gol, mas a força do grito do narrador sinalizava ao menos se era o time da casa que havia marcado.

Com a internet, o “radião de pilha” ficou abandonado. Transferi minhas emoções para a tela do computador, onde após três, quatro, cinco tentativas se encontra algum link com capacidade de trazer até você cada segundo de esforço dos seus craques, de estratégia do seu técnico e vibração da sua torcida que lota as arquibancadas – isso quando o time em campo e os torcedores no estádio lhe oferecem tudo isso, é lógico.

Hoje, a torcida me transmitiu esta energia cantando, nos fones de ouvido de meu computador, desde seus gritos de guerra até seu hino de paixão que, no caso do Imortal Tricolor pode ser tanto o criado por Lupicínio Rodrigues, conhecido mundialmente pelo refrão “Até a pé nós iremos”, ou o Rio-Grandense, uma marca dos gaúchos nos campos de futebol.

O Grêmio também fez a sua parte com Jonas e Borges mostrando que formam dos melhores ataques do Brasil e Vítor, indiscutivelmente, defendendo o título de melhor goleiro. Muito mais do que isso não fizemos e parece que o time não irá fazer mesmo, apesar de esboçar boas jogadas e trocas de passe.

É uma sina que nos persegue na TV, no rádio, na internet ou em pé na “geral”: sofrer acreditando na vitória quando estamos em desvantagem no placar e temer pelo pior mesmo quando a diferença de gols nos é favorável.

Vá entender este coração tricolor !

Avalanche Tricolor: Tem de rebolar

 

Votoraty 0 x 1 Grêmio
Copa do Brasil – Votorantim (SP)

Jonas é dos mais desengonçados atacantes que conheço. Ensaia belos dribles que nem sempre se completam, inventa chutes que na maioria das vezes acaba atrás da goleira e em campo carrega um olhar que me causa estranheza. Quando sofre falta joga-se no chão agarrado ao tornozelo e rola como artista de baixa qualidade, tenha sido atingido ou não. Chega a ser engraçado.

Mais graça ainda tem quando alcança seu objetivo: o gol. Nem tanto pelo gol em si – o que, convenhamos, já seria suficiente para me levar as gargalhadas -, mas pela dança desajeitada diante das câmeras. Hoje, acompanhado por alguns colegas, saracoteou na linha de fundo após fulminar a rede adversária com uma cabeçada, aos seis minutos do segundo tempo. Rebolou, mexeu as pernas, balançou os braços. Ao fim, confessou que a ideia foi de Douglas que ensaiou com ele no vestiário, antes da partida.

As coreografias de Jonas são conhecidas no estádio Olímpico desde que voltou a jogar pelo Grêmio. Faz a coisa tão mal que a mãe dele pediu para que deixasse a dança de lado, no ano passado. Foi atender o desejo materno, se machucou e ficou fora do time na parte final da temporada. Por isso, prefiro vê-lo faceiro a comemorar gols em vitórias necessárias como a desta tarde na pequena Votorantim, pela Copa do Brasil.

Necessárias porque a diferença entre os dois times é evidente e vai muito além do placar conquistado. Porém, dadas as condições impostas ao Grêmio para a prática do futebol foi de bom tamanho. O campo de jogo não merecia este nome. Era um enorme retalho de grama e buraco colocando em risco a integridade de jogadores profissionais. Aqui em São Paulo, encontra-se na várzea gramados melhores e dimensões maiores, inclusive com iluminação o que não ocorre no Domênico Paolo Metidieri, assim batizado em homenagem ao ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, comendador Alfredo Metidieri – será motivo de orgulho para a família ?

Vítor, nosso goleiro e capitão, sério de mais para comemorar os gols com remelexos, comentou de maneira precisa, como suas defesas: – Ganhamos de dois adversários, o Votoraty e o gramado. E o Grêmio teve de rebolar muito para esta dupla conquista.