Foto-ouvinte: quem sabe uma ciclovia na Tiradentes?

 

Bicicleta na Avenida Tiradentes

 

De boas intenções, as gavetas do gabinete do prefeito estão cheias. Hoje, destaque nos jornais com citação e entrevista no Jornal da CBN, a pretensão de Fernando Haddad de construir dois corredores de ônibus, no sistema BRT, com segregação de faixa, embarque e desembarque rápido, pontos de ultrapassagem e maior velocidade nos transportes. Um no corredor Norte-Sul, passando pela 23 de Maio, e outro na avenida Bandeirantes. No papel, haverá, também, ciclovia do lado oposto dos ônibus nestas vias. Se apertar de um lado e apertar do outro, os motoristas de carro vão gritar, com certeza, e a pressão será enorme para impedir a construção dos corredores que podem ajudar muito os paulistanos que dependem do transporte público.

 

Já que o período para sonhar e pedir é mesmo no início de governo, e todos parecem estar sonhando alto no Edifício Matarazzo, não custa tentar: o Marcos Paulo Dias, colaborador do Blog e incentivador do Adote um Vereador, passou pela avenida Tiradentes e percebeu a dificuldade do ciclista para circular por ali. A sugestão dele é que a prefeitura crie uma faixa para as bicicletas. E os motoristas de carro, respeitem os ciclistas.

Imóveis, automóveis, e seus vendedores canastrões

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Do artigo de Walcyr Carrasco na Época sobre a conversa dos corretores de imóveis, e do livro Freakonomics de Levitt e Dubner relacionando a Ku Klux Khan, os vendedores de automóveis e os corretores de imóveis, chega-se a conclusão que comprar ou vender imóvel ou automóvel é tarefa das mais ingratas.

 

Carrasco ressalta a falsidade das informações, mesmo as evidentes, enquanto Levitt e Dubner enfatizam a sonegação das mesmas.

 

É perceptível que é a variação de preço que leva à falta de decoro. Em uma venda de R$ 1 milhão o corretor ganha R$ 60 mil e eventual 10% a mais faria aumentar seu ganho em R$ 6 mil, que é pouco para arriscar, mas o proprietário perde R$ 100 mil. Na compra, o processo é invertido mas o raciocínio é o mesmo.

 

O discurso de corretores e vendedores está mais próximo de políticos do que de especialistas em atendimento. Talvez até pela coincidência de pertencerem a setores que financiam campanhas políticas com o objetivo de receber vantagens.

 

Os casos pessoais citados por Carrasco estão reproduzidos em agradável leitura, igualmente às análises contidas no Freakonomics – ajudados pelo contexto bizarro que se apresenta o corretor na relação vendedor- comprador.

 

Considerando que o Superman da TV americana, alimentado por informações e senhas secretas de um espião, desmoronou a Ku Klux Khan ao apresentá-las aos telespectadores, os autores do Freakonomics apostam na internet para exibir dados de mercado capazes de municiar os consumidores. E foi na internet, nos sites de encontros, que perceberam que a exibição de dados é o caminho do sucesso, mas a omissão é o caminho do insucesso. O não envio de foto, por exemplo, reduz para 25% de respostas no caso dos homens e 16% no caso das mulheres.

 

A realidade é que não podemos deixar de lembrar que nem todos os corretores são canastrões, ao mesmo tempo em que também vemos a canastrice nas áreas políticas, comerciais e até mesmo pessoais. A internet realmente tem se encarregado de abrir este cenário.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung