CPI das Enchentes não começa mas provoca discussão

 

Foi parar no plenário da Câmara, a discussão que ocorreu nos bastidores da CPI das Enchentes que não teve quórum na primeira reunião marcada para esta terça-feira. Apenas dois vereadores compareceram: o presidente, Adílson Amadeu (PTB) e Toninho Paiva (PR).  O líder do Governo José Police Neto (PSDB) chegou a assinar a lista de presenças, mas a assinatura não foi considerada pelo presidente da comissão (clique na imagem ao lado). O governista estava participando da CPI da Covisa – Coordenação de Vigilância em Saúde – que se realizava no mesmo horário.

lista presença CPI 001

De acordo com informações publicadas pelo Blog da CPI das Enchentes, durante reunião ordinária, Police Neto explicou que ao perceber a ausência de quórum preferiu participar da outra comissão, da qual também é integrante. Não convenceu o colega de parlamento, Adílson Amadeu.

A ausência dos vereadores do DEM e do PSDB na CPI das Enchentes colocou em dúvida a palavra do prefeito Gilberto Kassab que, ao mesmo tempo em que a reunião da comissão era suspensa, afirmava em entrevista que foi ao ar no CBN SP que o governo daria todo o apoio necessário para as investigações.

Chamou atenção, também, o sumiço dos dois vereadores do PT – Franciscos Chagas e José Américo – que deveriam ter interesse em investigar os motivos que causaram as enchentes na capital. À tarde, o partido anunciou que substituiria os parlamentares integrantes da comissão.

Anote o nome dos integrantes da CPI das Enchentes que volta a se reunir (ao menos vai tentar) quarta-feira, dia 24:

Adilson Amadeu (PTB)
Italo Cardoso (PT)
Alfredinho (PT)
Abou Anni (PV)
José Police Neto (PSDB)
Souza Santos (PSDB)
Wadih Mutran (PP)
Toninho Paiva (PR)
Milton Leite (DEM)

Em tempo: a CPI da Covisa se reuniu com a participação de todos os integrantes e decidiu convocar funcionários da vigilância.

Seguradoras negam uso de peças de segunda mão em conserto

As seguradoras não tem interesse em enganar o cliente obrigando oficinas a usar peças não-originais ou recondicionadas pois estaria colocando em risco seu próprio negócio ao permitir o aumento do risco de acidentes de carros. Quem diz é o diretor executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais Neival Freitas em resposta a denúncia do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do estado de São Paulo feita no CBN São Paulo desta segunda 06.04.

A Fenseg também diz não haver lógica as seguradoras tomarem medidas que estimulem o roubo de carros, pois isto reverteria contra as empresas, que teriam gastos maiores em indenizações.

O dirigente da Federação, no entanto, não foi claro ao explicar como o consumidor pode ter a garantia de que a peça usada no reparo do carro seja original.

A Assembleia Legislativa tem investigado o mercado na CPI das Seguradoras.

Ouça a entrevista do diretor executivo da Fenseg Neival Freitas

Funilarias denunciam seguradoras, em CPI

A pressão das seguradoras sobre as oficinais de funilaria e pintura para que usem peças não-originais e recondicionadas foi denunciada na CPI das Seguradoras, realizada pela Assembleia Legislativa de São Paulo. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo, Ângelo Coelho, as companhias desrespeitam o Código de Defesa do Consumidor e interferem na segurança dos automóveis e dos motoristas.

Ângelo foi além e acusou as seguradoras de colaborarem com o crime organizado ao negociarem veículos retirados do mercado por terem apresentado perda total.

Ouça a entrevista com ângelo Coelho, do Sindifupi

O CBN São Paulo pretende conversar com outros setores envolvidos no tema durante a semana. Se você tiver alguma reclamação envolvendo seguradoras registre neste blog.

Denúncia faz prefeitura cancelar contrato de merenda, em SP

A denúncia de irregularidades no serviço de merenda escolar na cidade de São Paulo e a pressão do Ministério Público Estadual, levaram a prefeitura a suspender os contratos com as empresas suspeitas de formação de cartel para roubar dinheiro público. O anúncio oficial foi feito no início da noite desta terça-feira, depois de a administração municipal ter passado o dia analisando o caso do ponto de vista político e jurídico.

Com a medida, além de atender recomendação do Ministério Público, a prefeitura tenta conter o movimento que há dentro da Câmara Municipal para a instalação da CPI da Merenda Escolar. Hoje, na reunião de líderes no parlamento, os governistas conseguiram adiar a decisão sobre quais comissões parlamentares seriam votadas em plenário. A oposição quer investigar as empresas terceirizadas na merenda escolar e o requerimento pedindo a instalação desta CPI conta, inclusive, com a assinatura de vereadores do PSDB.
Ao empurrar a decisão sobre as comissões para semana que vem, o governo municipal pretende ganhar fôlego para negociar com os vereadores  e usará o cancelamento dos contratos como argumento para mostrar que não há necessidade de investigação pois todas as medidas estariam sendo adotadas.

A pressão na Câmara aumentou, também, por parte de vereadores interessados em garantir presença na Comissão de Política Urbana que discutirá a revisão do Plano Diretor Estratégico. Uma vaguinha nesta comissão, boa de mídia e de negócio, tem sido motivo de desentendimentos internos nos partidos, principalmente os de maior bancada.

De volta a merenda, segundo nota da Secretaria Municipal de Educação, “o edital para os novos contratos deve ser publicado em um prazo máximo de 45 dias no Diário Oficial do Município”.

Abre-se oportunidade, agora, para se debater o processo de terceirização da merenda escolar que já atinge 80% da rede municipal. Na denúncia do Ministério Público Estadual, o custo da merenda servida pelas empresas é 3,7 vezes maior do que o fornecido pela própria prefeitura. E a qualidade do alimento é ruim.

Vereadores discutem CPI da Merenda no CBN SP

Cinco dos líderes dos partidos e do Governo na Câmara Municipal participaram do programa CBN SP, desta terça-feira, antecipando debate que terão nesta tarde, no qual decidirão quais os pedidos de CPIs serão levados a frente, neste ano. Só existe a possibilidade de duas comissões parlamentares de inquérito funcionarem simultâneamente e a discussão está em torno do interesse da oposição e alguns vereadores da base do governo de emplacarem a comissão que investigará a merenda escolar, depois das denúncias de cartel das empresas terceirizadas, da semana passada.

O governo municipal se esforça para convencer os demais líderes de partidos a deixarem esta discussão para o Ministério Público Estadual sob a alegação de o tema já foi investigado pela Cãmara Municipal, conforme informado em post neste blog.

Ouça o que pensam os líderes de alguns dos partidos na Câmara:

José Police Neto (PSDB), líder do Governo

João Antonio, líder do PT

Cláudio Fonseca, líder do PPS

Cláudio Prado, líder do PDT

Relatório da Câmara questionou terceirização da merenda escolar

A denúncia de cartel das empresas que fornecem merenda escolar na cidade de São Paulo chamou atenção para o sistema de terceirização implantado na administração Marta Suplicy (PT) e expandido pelos governos José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). No ano passado, a Câmara de Vereadores já havia analisado o serviço prestado nas escolas municipais através de subcomissão da Comissão de Finanças e Orçamento.

Do relatório final saíram algumas propostas, a começar pela necessidade de haver uma avaliação sobre a conveniência de se manter o serviço de terceirização da merenda. Outras sugestões:

– Banir os alimentos enlatados e pré-cozidos industrialmente nas merendas direta e terceirizada;

– Realizar o acompanhamento nas escolas da preparação da merenda direta por nutricionista da Prefeitura Municipal;

– Investir na melhoria da qualidade dos produtos perecíveis que compõem a merenda escolar;

A merenda escolar também foi alvo de comissão parlamentar de inquérito que investigou o desrespeito aos direitos de crianças,  adolescentes, idosos e pessoas portadoras de deficiência, na capital. No relatório final havia o pedido para que o texto foi enviado ao Tribunal de Contas do Município para que este verifique os processos de terceirização da merenda escolar, “uma vez que várias empresas vencedoras desse processo licitatório são alvo de investigações de superfaturamento, corrupção e outras irregularidades”.

CPI das Igrejas causa discussão na Câmara de São Paulo

A morte de nove pessoas no desabamento do telhado da Igreja Renascer motivou o deputado “adotado” Adilson Amadeu (PTB)  a pedir a abertura de CPI para investigar a segurança nas sedes de igrejas, na capital paulista. A bancada evangélica se rebelou e disse que não há motivos para esta comissão.

O vereador Carlos Apolinário (DEM) pergunta por que investigar as igrejas se apenas duas até hoje tiveram algum tipo de problema, e ao mesmo tempo questiona a falta de investigação de outros estabelecimentos comerciais como os shoppings.

Antecipando-se a discussão que haverá na Câmara Municipal de São Paulo, o CBN SP promoveu, hoje, debate entre os dois vereadores. Ouça aqui o que eles pensam sobre a CPI das Igrejas. E dê sua opinião, também, enviando mensagem para o vereador ou registrando aqui seu comentário.