Olá,
Gabriela, Gabi, Gabiroba, Gabiruta da minha vida; minha sobrinha querida.
Sexta-feira foi o dia do teu aniversário e, como o tempo não para e não dá trégua a ninguém, aí está você; linda, sensível, desabrochando a mulher.
Nunca fui uma tia convencional, mas você sabe o amor que tenho por você, não sabe? Pois bem, eu poderia dizer o que vai no meu coração, ao pé do teu ouvido, segurando a tua mão; transformando em solene uma corriqueira situação.
No entanto, vou dizer aqui as coisas que brotam em mim quando penso em você assim. Você tem noção da joia preciosa que é? Tem noção de quanto e de quanta gente te ama e o bem enorme que te quer?
Quero que o mundo inteiro veja a artista que você é.
Teus pais se orgulham disso,
mas filha do meu irmão, minha filha também é.
Ando poeta, ultimamente. Sensível a tal ponto,
que muitas vezes fico sem palavras; sem ação.
Se você me visse agora, não iria acreditar, porque não sou mais só tua tia;
sou um imenso coração.
Ainda temos muito tempo para eu te falar de amor, de loucura, de paixão,
mas sugiro que o façamos, bem longe do meu irmão.
Enquanto esse momento não chega, pra gente falar com calma,
lembra que o teu corpo é o templo da tua alma.
Quando quiserem contar a você os segredos do coração,
atenta, não acredite em tudo pois a maior parte é pura convenção.
Cada um tem seu caminho, meu anjo. O de ninguém é o mesmo que o teu.
Não o do teu pai, não o da tua mãe, e muito menos o meu.
Amo você, pequena. Nunca se esqueça disso.
A hora que precisar me liga ou venha cá,
pra gente fazer pipoca, rir muito, e conversar.
Beijo da tia malu
Maria Lucia Solla é terapeura e professora de língua estrangeira. Toda domingo está aqui no Blog do Milton Jung a se revelar.





