Cruzeiro 0 x 3 Grêmio
Brasileiro – Mineirão (MG)

A bola voltou a bater no poste e por três, quatro vezes foi espantada para fora pelo goleiro adversário depois de chutes que buscavam o canto do gol. Foram os lances que restaram ao Grêmio nesta partida em que fomos apenas coadjuvantes, já que todas as atenções se voltavam ao Cruzeiro, muito próximo de conquistar o título brasileiro. Completamos sete jogos sem vitória e seis sem marcar gols, levando em conta as duas competições que disputamos (Brasileiro e Copa do Brasil), cenário que poderia ser considerado desesperador não tivéssemos tido desempenho positivo na maior parte do campeonato quando chegamos a brigar pela liderança e nos mantivemos em segundo lugar por um bom tempo. Bem verdade que essa situação já nos tirou da disputa de um título, semana passada, e nos impõe, agora, maior responsabilidade nas cinco rodadas finais do Campeonato, pois estamos com a terceira vaga e pressionados por ao menos três adversários dispostos a chegar à Liberadores como nós. A propósito, não devemos perder essa perspectiva, lembrada pelo técnico Renato em entrevista antes de o jogo se iniciar: o Grêmio desde as primeiras rodadas briga pelo G-4. Em nenhum momento estivemos distante dessa possibilidade e menos ainda com perigo de rebaixamento como muita gente grande ainda o esta nesta altura do campeonato.
Neste momento estamos correndo riscos, mais do que corremos na maior parte do Brasileiro, mas temos todas as condições de entrarmos no prumo e, nas cinco rodadas finais, garantirmos presença na Libertadores. Serão três jogos em casa – dois deles seguidos, quarta e domingo próximos – e dois fora. Renato, porém, terá de resgatar a confiança que a torcida tinha nele, contaminar o elenco com sua dedicação e mexer com os brios de alguns de seus jogadores. Mais do que perder a partida, resultado que poderia ser considerado normal diante do embalo do adversário de hoje, e desperdiçar as poucas chances de gols que construiu, o que me incomodou foi a apatia. O time parecia resignado ao papel de coadjuvante, o que não podemos jamais aceitar. Os jogadores, com as exceções de praxe, não esboçavam nenhuma reação diante dos desafios impostos. O drible era infantil; o passe, sem destino; a marcação, frágil; e a saída de bola, débil. Isto tem de mudar.
Renato precisa trazer de volta o espírito de superação que sempre foi nossa marca.







