Noel Rosa sabia mesmo das coisas

 

 

Os 80 anos da morte de Noel Rosa, lembrados em reportagem especial no Jornal da CBN, produzida pelo colega Gabriel Sabóia, desta quinta-feira (4/5), trouxeram à memória algumas das mais belas músicas produzidas pelo ‘Poeta da Vila’, que fez muito e fez bem, apesar de ter vivido pouco. Foram mais de 200 letras compostas com tom de poesia, em um dos maiores legados do samba brasileiro. A boemia e seus excessos, porém, deixaram-lhe doente, e de tuberculose Noel morreu aos 27 anos, no auge da carreira.

 

Gosto de uma música em especial, talvez sem a mesma fama de “Conversa de Botequim”, “Fita Amarela” e “Com Que Roupa?”, que levaram o samba para o rádio e até hoje tocam nas emissoras que dão preferência à qualidade. Gosto de “Seja Breve”, que teria sido gravada em 1932 e me foi apresentada por um ouvinte da CBN há cerca de cinco ou seis anos.

 

O ouvinte acabara de acompanhar uma entrevista que tentei fazer com um médico. Era coisa importante. O doutor havia publicado pesquisa em revista científica no exterior. Mestre da ciência, porém, exagerou nas explicações e em seis minutos de entrevista foi incapaz de descrever para mim e para o público o significado de seu trabalho. Era craque na saúde. Não tinha o mesmo desempenho na oratória.

 

Perdemos a oportunidade de esclarecer o assunto, mas ganhei um ‘causo’ para minhas palestras. Pelo Twitter, o caro ouvinte – lamentavelmente não guardei o nome dele – me sugeriu Noel Rosa e a letra a seguir:

 

Seja breve, seja breve
Não percebi porque você se atreve
A prolongar sua conversa mole
(E não adianta)
Seja breve (conversa de teso)
Não amole
Senão acabo perdendo o controle
E vou cobrar o tempo que você me deve

 

A letra reforça a genialidade de Noel. Lá nos anos de 1930, ele já nos ensinava como nos comunicarmos de maneira eficiente nos tempos de agora em que o excesso de mensagem deixa tudo nebuloso e sem relevância.

Mais uma tarde nos museus

 

 

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“ComCiência” de Piccinini, no CCBB/RJ

 

 

Ainda inspirado em  “Uma tarde no museu” do meu colega e colaborador de blog, Carlos Magno Gibrail, me deparei com a reportagem publicada pelo site de O Globo, na qual estão listadas as dez exposições mais populares de 2016. Curiosamente, quatro estão aqui no Brasil, três no Rio de Janeiro e apenas uma delas em São Paulo. Os dados são do site The Art Newspaper e o ranking leva em consideração o número médio de visitantes por dia.

 

 

Foi o Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio, que ocupou o topo da lista ao receber as três exposições mais populares do ano, segundo critérios do ranking: “O triunfo da cor: o pós-impressionismo”, teve 9,7 mil visitantes por dia; “ComCiência”, de Patricia Piccinini, 8,34 mil; e “Castelo Rá-Tim-Bum”, 8,28 mil. Todas as mostras são de graça no CCBB.

 

 

São Paulo aparece em sexto lugar com a exposição “Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas no México”, montada no Instituto Tomie Ohtake, com média de 6,5 mil espectadores por dia.

 

 

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Tabela reproduzida do The Art Newspaper

 

 

Os números chamam atenção e devem ser comemorados, mesmo que se tenha de levar em consideração o fato de outras mostras pelo mundo terem levado muito mais pessoas às suas dependências , porém como ficaram abertas por mais tempo tiveram a média diária empurrada para baixo.

 

 

Exemplo: “Picasso Sculpture”, no Museu de Arte Moderna de Nova York, foi a exposição que, conforme o próprio ranking, recebeu o maior número total de visitantes, com 851 mil pessoas, apesar de aparecer apenas em nono lugar no ranking com 5,8 mil visitantes por dia.

 

 

Outro exemplo:  a mostra do “Castelo Rá-Tim-Bum” teve 410 mil espectadores durante os seis meses no MIS, em São Paulo, e 38,2 mil, no CCBB no Rio. Só os números do museu carioca aparecem com destaque na lista.

 

 

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Frida Kahlo foi destaque positivo em SP (foto divulgação)

 

A presença de turistas para os Jogos Olímpicos e o fato de ser a mais conhecida cidade brasileira no exterior colaboraram para que o Rio de Janeiro se destacasse no ranking. O protagonismo do CCBB,  sua localização privilegiada e ingressos de graça, também.  De qualquer forma, é importante pensar sobre os motivos que deixam São Paulo mais atrás nessa classificação, mesmo tendo um número relevante de museus e rico acervo artístico.

 

 

O esvaziamento do MAC SP, citado por Gibrail em seu texto aqui no Blog, é perceptível em outros espaços.  O MASP, mesmo diante da riqueza de suas obras, tornou-se irrelevante.

 

 

Para meu colega de rádio José Godoy, a quem pedi ajuda para refletir sobre o tema, “São Paulo passa por uma crise importante em seus principais museus”.

 

 

As salas vazias possivelmente ecoam o abandono da gestão e a falência do Estado. O mal do MASP pode ser visto também no Museu de Arte Moderna e na OCA, que tiveram passado glorioso  na cidade, mas estão cambaleando. Assim como a Pinacoteca que após conquistar o coração do paulistano tornou-se secundária.

 

 

A acessibilidade desses espaços, seja pelo transporte seja pelo preço, é fundamental para que se redescubra a riqueza das obras nos acervos à disposição. São Paulo ganha na cultura, na educação e na renda se investir no setor.

 

 

O turismo cultural é importante para o desenvolvimento econômico e não pode ser negligenciado. Explorar todo e o seu melhor potencial é preciso.

O que se espera é que o Ministério da Cultura seja realmente de todos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

MinC

 

A reação dos artistas à incorporação do Ministério da Cultura ao da Educação teve  repercussão não prevista por Michel Temer e  equipe.

 

Além da primeira vitória ao conseguir o retorno como Ministério, os artistas obtiveram  posse diferenciada, pela extensa cobertura e concorrida solenidade do ato.

 

Marcelo Carelo ao assumir, ontem, o Ministério conseguiu holofotes de ponta à pasta da Cultura. E no ritmo de arte e festa, iniciado com citação à Aquarela do Brasil de Ary Barroso, prestou contas àqueles artistas que reagiram contra a medida inicial do novo governo, ao mesmo tempo que respondeu aos que os criticaram como aproveitadores:

 

“os artistas são trabalhadores que tecem os fios que desenvolvem a economia do País”.

 

É exatamente por esse caminho que gostaria de aproveitar e lembrar que como “trabalhadores” deveriam ser tanto eles, artistas, quanto as organizações, entidades e companhias que os empregam. E, consequentemente, seguir as regras de mercado.

 

No competitivo mundo das artes cênicas, plásticas, musicais, literárias etc é preciso ter competência técnica na essência do produto, mas também na operação. É preciso ter talento, mas também a qualificação organizacional, necessária quando se oferta serviços e produtos. É o que popularmente se diz: não basta inspiração; a transpiração é fundamental.

 

Não vejo por que um tratamento de espécime dependente. No passado, sem nenhum apoio governamental, tivemos gênios musicais, literários, teatrais etc … Não concordo com Caetano Veloso, que protestou veementemente contra a medida atual, pois ele teve seus grandes momentos artísticos quando havia repressão. Naquela época apoio e financiamento nem pensar.

 

Apenas acredito na razão de Caetano quando diz :

 

“O MinC é nosso. É uma conquista do estado brasileiro, não é de nenhum governo”

 

Não é de nenhum governo nem de nenhum grupo de artistas privilegiados.

 

É o que esperamos!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: Artur Bezerra, do Berlitz Brasil, fale de cultura e aprendizado de línguas estrangeiras

“( ….) antigamente o conteúdo era rei. Hoje, se diz que se o conteúdo é rei, o contexto é Deus. Você tem de entender o contexto onde o aluno está inserido, a corporação está inserida. Então, ele precisa do inglês porque é um executivo? Qual a área funcional dele – a área comercial? Como é que ele vai executar as funções do dia a dia? Negociar com quais culturas?”. A afirmação é de Artur Bezerra, presidente do Berlitz Brasil, ao defender a ideia de que para falar outras línguas, não basta conhecer o idioma. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, Bezerra tratou das estratégias na preparação de executivos e lideranças, atém de apontar as principais barreiras para o aprendizado de línguas estrangeiras.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. Os ouvintes-internautas participam com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Colaboraram com este quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de SP: o teatro de Maria Della Costa

 

Por Alberto Juan Martinez
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 


 

 

Estava me preparando para festejar os 461 anos de minha, nossa, querida cidade de São Paulo, quando o radinho da sala me fez saber que acabara de morrer Maria Della Costa. Meus 12×8 foram para limites que só Deus sabe.
 

 

A morte desse ícone do teatro brasileiro não podia passar em brancas nuvens para mim.
 

 

Aí, no 72 da Rua Paim, é que fiz a minha entrada pela porta grande como fotógrafo profissional, sendo assistente do empresário que divulgava eventos teatrais.
 

 

Página de ouro da dramaturgia paulista e nacional, a linda gauchita estava ensaiando para pôr em cena a “Prostituta Respeitosa” de Jean Paul Sartré. E eu documentando.
 

 

A peça foi a público com todo o êxito aguardado.
 

 

Outras peças foram ensaiadas e apresentadas: eu, fielmente, acompanhando e respirando todo o encantamento e sensibilidade da paixão teatral.
 

 

Mas todo esse encantamento foi truncado quando a criadora do Teatro Popular da Arte e, logo, do Teatro Maria Della Costa, se exilou em Parati, até seus últimos suspiros.

 

Do terraço do meu apartamento, vejo o Teatro Maria Della Costa, hoje APETEST, jorrando cultura para crianças, adolescentes e maduros todos os fins de semana.
 

 

E como diria Fellini: “ E la nave va”
 

 

Alberto Juan Martinez é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva você mais um capítulo da nossa cidade e envie para milton@cbn.com.br

São Paulo, centro da arte sul-americana

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A SP Arte 2015 realizada de 9 a 12, deu a São Paulo a condição que Londres, Paris e Nova York dispõem como centros econômicos da arte.

 

O jornal de economia e negócios italiano “Il Sole” considera a SP Arte como o centro do colecionismo latino-americano. Destacando a presença de galerias internacionais e nacionais de expressão, além de mencionar o mecanismo de redução de impostos.

 

“O jornalista Kolja Reichert do alemão “Die Welt” a define como a maior Feira do Hemisfério Sul pela qualidade e quantidade crescente de galerias, além de referir a cidade, como “a nova Miami” e o Brasil, como Stefan Zweig “o país do futuro”.

 

“El País” da Espanha através do jornalista Manuel Morales destaca a mostra como “a principal Feira latino-americana de arte” visitada em sua maioria por médicos, advogados, arquitetos na faixa etária de 25 a 43 anos.

 

O fato é que os três andares do prédio da Bienal expuseram mais de 4500 peças de 97 galerias nacionais e 57 estrangeiras. Receberam 22000 visitantes, dos quais se estima 5% de compradores efetuando venda de R$ 280 milhões. Estimulados pela isenção de ICMS para galeristas paulistas e internacionais, deixando R$17milhões de impostos mais R$ 15 milhões pelos produtos não isentos.

 

A mostra também deixa doações para museus, prêmios e residências para jovens artistas, oficinas profissionalizantes além de se transformar em programa cultural para a população em geral.

 

Marton

 

Estimula eventos e ações correlatas como o lançamento do Instituto José Marton de Arte Contemporânea, que terá como objetivo a pesquisa, o ensino, a profissionalização e a divulgação de arte, moda, arquitetura, cenografia e design. Renata Paula, colecionadora e apoiadora do autor comemorou em sua residência-galeria com poucos (160 colados em arte). A essência e a excelência da arte se despedindo do SP Arte e saudando o Instituto José Marton.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Rede de hotéis de luxo oferece roteiro de arte em avião exclusivo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A rede de hotéis de luxo Four Seasons, conhecida por seus hotéis em destinos como Paris, Londres, Maldivas, Seychelles e muitos outros, criou edição especial de seu produto “Volta ao mundo a bordo de um avião privativo”. O programa, que ocorre em edições limitadas, oferece viagem para destinos diversos a bordo de avião exclusivo para grupos reduzidos de pessoas, com hospedagem em hotéis da rede e serviços customizados, tanto a bordo como durante todo o roteiro da viagem.

 

Esta edição terá foco em artes com acesso exclusivo, por exemplo, à icônica Duomo de Milão e à apresentação no Estates Theatre em Praga. A intenção da rede Four Seasons é oferecer a seus clientes experiência única com imersão nas artes e cultura de diversos países.

 

Com previsão de saída em 20 de abril de 2015, os viajantes irão desfrutar de 16 dias de acesso privilegiado a experiências excitantes da Europa, em parceria com a La Fugue, de Paris, famosa por projetar itinerários sob medida nos setores de arte, música clássica e ópera. O roteiro inclui hospedagem em Lisboa, Milão, Istambul, São Petersburgo, Praga e Paris, além de todo o trajeto aéreo. Tudo isso a bordo de um private jet para até 52 passageiros. O preço? A partir de USD 69.000 por pessoa, baseado em ocupação dupla.

 

 

Acesso especial a coleções de arte, apresentações de musicais exclusivos, jantares privativos em restaurantes com estrela Michelin e apreciar – com um olhar muito apurado – algumas das preciosidades culturais da Europa, são algumas das experiências que os apaixonados por artes mais exigentes poderão vivenciar nesse roteiro.

 

Diferentemente do luxo no passado, o consumidor contemporâneo não busca torneiras de ouro ou lustres e decoração requintados. Para ele, o luxo está nas experiências de bem-estar que o hotel e o destino oferecem, adquirir conhecimento e, principalmente, o sentimento de sentir-se único ao receber tratamento personalizado, ter seus desejos realizados, e a sensação de encantamento.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: cruzando culturas sem ser atropelado

 

 

A cultura nacional pesa mais do que a cultura organizacinal, apesar de os donos das empresas não gostarem disso. E o fato de muitas vezes não entenderem essa relação é que leva a choques culturais que podem ser fatais para o destino de uma organização. A opinião é de Fernando Lanzer, consultor de empresas, que foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ele explica que as empresas passaram a perceber essas diferenças e a discutir o tema a partir das décadas de 70/80 quando surgiu o processo de globalização. Lanzer é autor do livro “Cruzando culturas sem ser atropelado – gestão transcultural para um mundo globalizado”, lançado pela editora Évora.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br, pelo Twitter @jornaldacbn ou com perguntas feitas no grupo de discussão Mundo Corporativo na CBN do Linkedin. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: estratégias para as mudanças culturais na empresa

 

 

Cultura organizacional é o “jeitão” de acontecer as coisas dentro da empresa, de acordo com a consultora Beth Zorzi, entrevistada do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Apesar de a explicação parecer simples, a estratégia para enfrentar as mudanças culturais necessárias na empresa é bastante complexa e exige planejamento por parte dos líderes. Beth Zorzi, autora do livro “Empresas em Movimento – mudança de cultura para novo patamar de resutado” (ed. Qualitymark), entende que transição cultural é uma trajetória coletiva, de disciplina e paixão. Nessa entrevista, apresenta alguns cuidados que devem ser adotados para momentos como fusão e aquisição, preparação para abertura de capital, crise de sobrevivência de empresas e sustentação da liderança de mercado.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da rádio CBN e você pode participar com perguntas enviadas ao e-mail mundocorporativo@cbn.com.br, pelo Twitter @jornaldacbn ou no grupo Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin. O programa é reproduzido, aos sábados, no Jornal da CBN.