Pauta do dia no #cbnsp

 

Buraco na Marginal

Próximo da Ponte das Bandeiras, na pista local da Marginal Tietê que vai em direção a rodovia Castello Branco, em São Paulo. Este é local da cratera aberta nesta madrugada que engoliu dois carros. Os dois foram tirados com “vida” do local, mas um teve a suspensão quebrada. A causa do incidente seria a “idade” da Marginal, segundo técnicos que estavam no local. Construído na várzea do rio, o terreno aos poucos é levado pela água e surge o solapamento. Resultado: 14 quilômetros de congestionamento na Marginal.

Outros assuntos do CBN SP:

Transparência – Apenas oito das 31 subprefeituras cumprem a Lei da Transparência, em vigor desde 2005, em São Paulo, que obriga a publicação do Orçamento no saguão do órgão. A Câmara Municipal também cumpre a lei. Acompanhe a entrevista com o coordenador do Movimento Nossa São Paulo Oded Grajew

Lei do Barulho – A fiscalização do silêncio urbano ficará prejudicada mas a prefeitura ainda não decidiu se pretende encaminhar a nova lei para a Câmara Municipal, após a aprovação da lei do barulho. A informação é do secretário das Subprefeituras Ronaldo Camargo que anunciou, ainda, que todos os subprefeitos serão cobrados para cumprir a Lei da Transparência. Ouça a entrevista.

Cidade Limpa – O prefeito Emídio de Souza, de Osasco, acredita que até o meio do ano a Lei Cidade Limpa será aprovada na cidade. A restrição aos outdoors será apenas na região central de Osasco, na Região Metropolitana. O prefeito Emídio de Souza (PT) explica como quer implantar a lei Cidade Limpa na cidade.

Esquina do Esporte – O São Paulo mostrou maturidade na vitória por 3 a 0 contra o Nacional do Paraguai. A definição das quartas-de-final da Copa dos Campeões na Europa e do Paulista, no fim de semana, também foram assuntos na conversa com Marcelo Gomens que você ouve aqui

Noite Paulistana – B.B.King e Paulinho da Viola são atrações na agenda cultural de São Paulo. Acompanhe as indicações de Janaína Barros.

Pauta do dia no #cbnsp

 

CBN SPDos ouvintes-internautas surgiram a dúvida sobre a necessidade de declarar os créditos e prêmios obtidos na Nota Fiscal Paulista e a bronca contra a lei do barulho aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo. E para atender esta demanda fomos em busca de respostas que estão nos destaques desta quinta-feira, no CBN SP:

Lei do barulho – O Ministério Público diz que o PSIU já não era capaz de combater os barulhos da cidade, antes mesmo da lei aprovada pelos vereadores. E recomenda que as reclamações sejam enviadas para pjmac@mp.sp.gov.br. Ouça a entrevista com o promotor de Justiça do Meio Ambiente da Capital Darci Ribeiro.

Imposto de Renda – Os créditos e prêmios obtidos na emissão da Nota Fiscal Paulista devem ser declarados no Imposto de Renda. Saiba como na entrevista com o secretário Adjunto da Fazenda do Estado de São Paulo, George Tormin.

Esquina do Esporte – O Corinthians fez o que tinha de fazer e já está na próxima fase da Libertadores na opinião do comentarista Victor Birner e do narrador Deva Pascovicci. Ouça a conversa com eles na Esquina do Esporte.

Época SP na CBN – As dicas do Rodrigo Pereira para hoje e para o fim de semana que estão na agenda cultural da cidade você acompanha aqui.

José Mindlin, o eterno doador de livros

 

Por Suely Aparecida Schraner
Ouvinte-internauta

jose mindlinUma viagem ao mundo dos sentidos. Era 1962. Festa de natal dos funcionários da Metal Leve, em Santo Amaro. Farejou o aroma dos comes e bebes. Pais e filharada tudo junto. O pai, faxineiro e oito filhos. Bom ‘salário-família’, na época. Somados todos os filhos, salário fixo mais que dobrava.

Ela vibrava com os sons da alegria que chegavam aos seus ouvidos, anunciando presentes nem sequer sonhados.

Saboreou os sanduíches fartos e sucos que não eram Tubaína nem Grapette. Gostou dos doces que não eram Neuza nem Paçoquinha .E tinha maçã do amor.

Tateou seu pacote e sentiu o coração acelerar. Tinha brinquedo e tinha um livro: Uma Folha na Tempestade, de Lin Yutang. Seu primeiro livro novo.

Deslumbrou uma nova viagem literária. O prazer de ler que sua vista alcançava, era: revistas velhas ‘Sétimo Céu’, a revista Detetive e X-9. Também qualquer outra sobra que encontrava. Até bula de remédios.

José Mindlin, maior bibliófilo do país, advogado, empresário, conselheiro, entre outras coisas. Não tinha dificuldade em conciliar os múltiplos interesses. Os livros, um fio condutor de uma vida inteira. Percorrendo diversos caminhos ao longo dos seus 95 anos, foi um divisor de águas na vida daquela menina. Plantando sementes, gerando novos leitores.

Sempre viu a empresa como uma instituição de progresso coletivo, com obrigações sociais incluindo a cultura. Sentindo-se um peixe dentro d’água na imersão nos livros e na responsabilidade social. O interesse cultural desde sempre.

Passados mais de quarenta anos, ela lhe escreveu contando sobre o quanto a atitude em dar livros de presente na cesta de natal, foi importante em sua vida.

Dias depois, uma resposta amável e outro livro de presente: ‘Uma Vida entre Livros’de José Mindlin. Um eterno doador de livros a despertar ternura e saudades.

Admiração para sempre.

Tem biblioteca e biblioteca, assim como laranja e banana

 

Bibliotecas de São Paulo e Mario de Andrade

O sucesso da Biblioteca São Paulo, no Parque da Juventude, ex-Carandiru, alerta para a situação dos demais equipamentos públicos que prestam serviço semelhante. São 62 sob responsabilidade do município, na capital paulista, além da Mário de Andrade, fechada há três anos para reforma, a segunda maior do País. Para Quartim de Moraes o modelo de gestão da nova biblioteca estadual, uso de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, é um dos motivos que levam a qualidade da iniciativa: “comprovou a agilidade e eficiência de um modelo de gestão que permitiu a sua instalação completa e sua inauguração em prazo inacreditavelmente curto para uma obra pública desse porte”, escreveu no Estadão de terça (leia tudo aqui) e repetiu no CBN SP de hoje.

Jornalista e editor associado da Global Editora, Quartim fez contraponto ao citar a demora para reconstrução da Biblioteca Mário de Andrade, na avenida Consolação, que está “à espera de que a burocracia oficial se entenda sobre objetivos, custos e prazos de uma reforma há décadas reclamada, já muito bem concebida e planejada, mas que ninguém ousa prever quando será finalmente completada”.

Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura, ousa: em março ou abril será entregue a biblioteca circulante – área pública – e até o fim do ano todas os demais setores. Nega, porém, que a demora esteja relacionada ao modelo de gestão da instituição. Esta teria ocorrido pela complexidade do trabalho e surpresas que foram encontradas na reforma: desde quadrilha que roubava livros a bichos que consumiam livros. Para ele, comparar a biblioteca São Paulo com a Mário de Andrade é misturar “laranja com banana”.

Ouça a entrevista de Quartim de Moraes ao CBN SP

Ouça o que disse o secretário Carlos Augusto Calil ao CBN SP

Pra fechar: depois da promoção em relação a inauguração da Biblioteca São Paulo muita gente foi surpreendida ao dar de nariz na porta, na segunda-feira de Carnaval, único dia da semana em que o equipamento fica fechado. Esperavam que por ser um feriado prolongado e a biblioteca uma atração, estivesse aberta. Talvez seja de repensar a escala de trabalho para atender a demanda nestes dias em que o cidadão tem oportunidade de andar pela cidade e visitar os locais mais interessantes.

Foto-ouvinte: Releitura de Abelardo da Hora

 

Obras de Abelardo da Hora

As caixas de madeira ainda estavam sendo abertas e as esculturas de Abelardo da Hora já atraiam os olhares no vão livre do Masp. Ao chegar lá no momento em que a instalação não havia sido concluída, o colaborador do blog Marcos Paulo Dias registrou imagens curiosas a medida que as fitas protetoras e a própria madeira dos caixotes se transformavam em uma intervenção capaz de mudar a mensagem original de cada peça.

Ele também conversou com o filho do escultor que acompanhava o desembalar das 25 toneladas de obras. Abelardo da Hora Filho contou que a retrospectiva celebra os 60 anos da primeira exposição do artista com trabalhos feitos em concreto polido e bronze que trazem para o coração paulistano a realidade do sertão, a cultura pernambucana e o apelo social que sempre inspirou o pai dele. O nu feminino que demonstra a admiração de Abelardo pelas mulheres completa a mostra “Amor e Solidariedade” que ficará na capital paulista até fevereiro de 2010.

Nicomedes e Sérgio são personagens da nossa cidade

 

Sérgio Vaz na Época

Uma dupla satisfação neste fim de semana. Duas das pessoas que admiro pela forma como encaram a vida e pelo tanto que influenciam a dos outros (para o bem) foram destaque na mídia. Sérgio Vaz que teve seu nome apresentado na seleção dos 100 brasileiros mais influentes em 2009, pela revista Época. E Sebastião Nicomedes que conta a reconstrução de sua história na revista Mente Aberta.

De Vaz, criador e criatura da Cooperifa, lembro que aqui esteve inúmeras vezes com seus textos e provocações. Na Época, foi apresentado pela escritora e professora da faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro Heloísa Buarque de Holanda:

Sergio nasceu, foi criado e vive em Taboão da Serra, na Zona Sul de São Paulo, onde bem cedo descobriu o potencial político da palavra. poeta e leitor apaixonado, ele viu que, além de prazeroso, o trabalho com a poesia poderia ser um fator de transformação social. Sérgio pôs mãos à obra e criou a Cooperifa, um dos mais fascinantes laboratórios de tecnologia social de que temos notícia”.

Em meio ao entusiasmo que dá o tom na Cooperifa, descobre-se a palavra como poder, o livro como carta de alforria, o sarau como quilombo. Não se volta para casa incólume quando se assiste a um sarau na Cooperifa. Isso é Sérgio Vaz.

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De Tião, que morou na rua, tive o prazer de conhecer em entrevistas ao CBN São Paulo, primeiro, e com textos que encaminhava por e-mail para publicação no Blog, depois. Em Mentes Abertas, o jornalista Paulo Gratão, traça a caminhada dele desde que nasceu em Assis, a queda de um prédio em obras que o levou ao abandono, a fome que teve de enfrentar e a forma como se ergueu na arte e no aprendizado:

Entramos em uma sala, onde algumas pessoas manuseavam tinta, papel, latas e outros objetos descartados pela sociedade. Tião nos recebeu e pediu que aguardássemos, com uma seriedade de professor, enquanto mantinha a atenção voltada a um brinquedo que era construído por um de seus alunos. Todas as obras surgiram das mãos que víamos ao nosso redor. Mãos calejadas que todos os dias matam leões de fome, miséria e preconceito. Mãos que abatem as lágrimas que rolam quando a necessidade grita. Mãos que constroem a miniatura do Pátio do Colégio com jornais velhos.

Tião nos olhou com um largo sorriso e chamou-nos para o salão vazio à frente, com uma janela de fundo que vez ou outra mostrava o trem e seu evidente barulho, interrompendo a conversa, mas contribuindo para revelar muita coisa que era dita no silêncio

Tião e Sérgio são daquelas pessoas que nos ajudam sempre a acreditar que vale a pena investir no ser humano.

Foto-ouvinte: Espetáculo de plástico

 

Gêmeos no Anhangabau

Os bonecos de plástico fizeram a plateia vibrar no palco que se transformou o Vale do Anhangabau, na noite de sexta-feira, em São Paulo. O espetáculo O Estrangeiro teve a presença do grupo francês Palsticiens Volants e da dupla brasileira Os Gêmeos, em uma das atividades de encerramento do Ano França-Brasil. O colaborador do blog Marcos Paulo Dias explica que o grupo de teatro faz coreografia com plásticos que inflam e criam formas de animais, manipulados por atores pelo alto ou pelo chão, combinando música, voz e acrobacia.

A cultura da periferia em alta

 

Cooperifa no CEU Campo Limpo
“O povo só consome coisa ruim porque é servido coisa ruim, mas que fique bem claro que ele gosta é de coisa boa”, escreveu Sérgio Vaz, entusiasmado com o resultado da Mostra Cooperifa, na zona sul de São Paulo. No CEU Campo Limpo e CEU Casablanca, atividades artísticas e culturais marcaram estes últimos dias de festa e reflexão,

No Casablanca, mais de 500 crianças assistiram ao espetáculo da Cia Babalina da Espanha e a intepretação mágica de bonecos. “Cada riso, cada grito, cada olhinho brilhando era a prova que todo o trabalho e luta para levar arte e cultura para a periferia, está valendo à pena”, disse Sérgio.

No Campo Limpo, atividade em dois tempos. De dia, houve debate sobre cultura e ativismo na periferia: “Foi puro alimento para a alma”, descreveu. À noite, as pessoas lotaram o teatro para assistirem às apresentações de dança dos grupos Cia Sansacroma (Rascunho de Solano) e o Balé Capão Cidadão. “A platéia foi ao delírio e o teatro quase veio a baixo. Muitos aplausos, sorriso e lágrimas de alegria. Catarse !”

Banca do Choro no Mercadão

 

Banca do Choro no Mercadão

Desde a Virada Cultural, o Mercadão ganhou mais um espaço para a cultura musical da cidade, aos domingos. A Banca do Choro que já reuniu dos mais importantes nomes da arte paulistana está aberta, do meio-dia às duas da tarde, na praça de Alimentação, no andar térreo. O colaborador do Blog, Luis Fernnado Gallo esteve por lá semana passada, gostou do que viu e ouviu e convida a todos para que voltem amanhã. Na banca, em que o som do cavaquinho e do violão de sete cordas grita mais alto, já estiveram Paulo Vanzolini e Dona Inah. Neste domingo, é a vez do grupo Levando a Sério, com os irmãos Luiz Macambira e José Carlos Macambira, mais João Gilberto Macambira, Áries e Marcelo.

Cooperifa promove Chuva de Livros com 500 títulos

 

 

O Sarau da Cooperifa se encerrará, na noite desta quarta-feira, com uma “chuva de livros” a serem distribuídos, de graça, a todos que participarem do encontro que se consagra como uma das principais marcas da cultura paulistana, na Chácara Santana, zona sul da capital. “A ideia do projeto é que as pessoas tenham seu próprio livro, façam o que quiserem com ele, mas que, de preferência, leiam, a qualquer hora, em qualquer lugar”, diz Sérvio Vaz, criador e criatura da Cooperifa.

Esta é a segunda edição do “Chuva de Livros” que terá à disposição dos convidados romance, conto, poesia, prosa, clássicos, infantis e autores que vão de Drummond a Jorge Amado. Os poetas da periferia, muitos dos quais assíduos participantes dos encontros de quarta à noite, no Bar do Zé do Batidão, também terão seus trabalhos distribuídos. O encontro será a partir das nove da noite, no bar que fica na rua Bartolomeu dos Santos, 797.