“É proibido calar!” estará no Paraná e Rio Grande do Sul nesta semana

 

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As semanas têm passado em alta velocidade devido a série de viagens pelo Brasil para o lançamento de “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Editora Best Seller). Terminei a semana passada no Rio de Janeiro após dois dias no Distrito Federal. Em um lugar e em outro, a conversa com os ouvintes e leitores foi revigorante. Além de reencontrar amigos e colegas de trabalho, tive contato com pessoas que acompanham o meu trabalho no rádio e esperam encontrar no livro uma parte daquilo que conheceram através dos meus comentários e entrevistas — minha torcida é que após lerem o livro preservem a imagem que tinham até então.

 

Nova semana se inicia e uma nova angústia aparece. Talvez nunca tenha dito isso a você, caro e raro leitor deste blog, mas a ansiedade em saber quem aceitou o convite de comparecer ao lançamento do livro consome o meu dia. Sempre tenho a impressão de que ninguém estará por lá — motivos não faltam, afinal todos nós temos uma quantidade gigantesca de compromissos na agenda. Ao mesmo tempo, fico com a esperança de que posso ser surpreendido com a presença de uma ou outra pessoa.

 

No Rio de Janeiro, quinta-feira passada, além de muita gente boa e generosa que esteve por lá, reencontrei um amigo de infância, que morava na mesma rua que a minha em Porto Alegre, foi meu aluno na escolinha de basquete do Grêmio, nos anos de 1980. “Sabe quem eu sou?”,  perguntou ele. Claro que minha memória não era capaz de voltar tanto tempo, até porque o cara, casado, com jeito de quem trabalhou duro na vida para montar sua rede de restaurantes, estava bem diferente daquele guri da Saldanha que eu conheci. “Sou o Ismael, irmão do Samuel” — frase que serviu de senha para liberar minhas lembranças e me emocionar. A imagem do guri da Saldanha voltou a mente e substituiu o cara, casado, com jeito de quem trabalhou duro na vida para montar sua rede de restaurantes. Passaram a ser a mesma pessoa.

 

Tomara seja capaz de encontrar velhos conhecidos em Curitiba, na terça-feira, dia 28, quando lançarei “‘É Proibido Calar!” na Livrarias Curitiba, no Shopping Palladium, às 19 horas. Ou quem sabe, encontre novos conhecidos, entusiasmados com a ideia do livro de que os pais, as mães e os adultos de referência das nossas crianças sejam responsáveis pela educação dos seus filhos — uma educação que precisa ser baseada em princípios e valores éticos.

 

Na sexta-feira, estarei em Porto Alegre. Na minha terra natal, serei o palestrante que encerrará o Congresso de Comunicação Legislativa para Câmara Municipais — convite que me fizeram pela participação que tenho no Adote um Vereador, um dos temas que tratei no “É proibido calar!”. Farei a palestra “Comunicar para liderar no legislativo”, baseada em meu livro anterior “Comunicar para liderar” que escrevi em parceria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos.

 

Seja em Curitiba seja em Porto Alegre, só tenho a dizer o que tenho dito em todos os lançamentos que fiz até agora de “É proíbido calar!”: não me deixem sós.

Avalanche Tricolor: é o preço da fama

 

 

Paraná 0x0 Grêmio
Brasileiro – Vila Capanema/Curitiba-PR

 

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Luan sofre na marcação em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

‘O Grêmio é o time a ser batido neste ano’ — ouvi de um dos jogadores do time adversário de hoje, na transmissão pela TV. A frase se repete jogo após jogo. Tem sido assim ao fim de todas as partidas do Grêmio independentemente da competição que e sstejamos disputando. É quase um mantra dos adversários. É como se jogassem uma competição à parte — tem o campeonato que estão disputando e tem o jogo contra o Grêmio.

 

O adversário abre mão de jogar bola e se satisfaz se conseguir impedir que o Grêmio jogue, mesmo que a bola esteja sob nosso domínio na maior parte do tempo — como aliás voltou a ocorrer hoje. É tão surreal o comportamento dos rivais que quando conseguem tomar a bola mal sabem o que fazer com ela — já havíamos assistido a algo semelhante quando disputamos o clássico na Arena, há uma semana.

 

Eles não tem culpa. Não adianta reclamar.

 

É o preço da fama e do futebol bem jogado que nos levou ao título do Gaúcho, da Copa do Brasil, da Libertadores, da Recopa Sul-Americana e do vice do Mundial. Da mesma maneira que Renato soube preparar a equipe para levantar todos esses troféus, terá de organizá-la para driblar essa situação que se repetirá rodada após rodada. Terá de encontrar no elenco — e fica a torcida que todos se recuperem em breve — soluções para mudar o cenário da partida sempre que deparar com essas circunstâncias.

 

O importante é ter paciência e saber que os pontos desperdiçados contra dois adversário da parte de baixo da tabela — ficamos apenas com dois pontos dos seis disputados contra equipes da Zona de Rebaixamento, nas duas últimas rodadas — por enquanto podem ser recuperados ao longo da competição. Especialmente quando estivermos diante dos adversários diretos — aqueles que entram no campeonato para vencer. 

 

E como temos um time mais propício aos grandes jogos que venha logo a quarta-feira quando teremos Libertadores.

Avalanche Tricolor: uma vitória para espantar o bode

 

 

Coritiba 0x1 Grêmio
Brasileiro – Couto Pereira-Curitiba/PR

 

 

RAMIRO

Ramiro comemora (reprodução SporTV)

 

 

Um domingo estranho esse que eu tive. Para descrevê-lo, a palavra que me vem a cabeça é marrento. O céu esteve nublado desde muito cedo, aqui em São Paulo. Havia um chuvisco sem graça e os termômetros mal chegavam aos 19 graus, depois de uma sequência de dias com temperaturas que bateram a casa dos 35. Pouco convidativo para passeios na cidade. Esconder-se dentro de casa era o que de melhor eu tinha para fazer.

 

 
Não bastasse isso, ainda era o domingo que marcava o início do famigerado horário de verão. Desculpe-me se você é daqueles que curte a mudança no relógio e tem chance de aproveitar o “dia mais comprido”. Eu odeio. Com compromissos profissionais diários que me obrigam a acordar às 4 da manhã, essa mudança costuma causar-me transtornos, especialmente na primeira semana. Por força da mente, desde o sábado já vinha curtindo um bode ao lembrar que na segunda teria de madrugar mais cedo do que de costume. Confesso que isso influenciou meu ânimo. E estragou boa parte do fim de semana. Um dia aprendo a curar essa preocupação.

 

 
Para deixar a coisa ainda mais estranha, o Grêmio somente entraria em campo no fim do domingo e fora de casa, coisa que neste segundo turno do Brasileiro não tem sido nada convidativo ao torcedor. Cheguei a me animar ao ver que Renato escalaria o time quase completo e imaginei um desempenho mais próximo daquilo que queremos ver na Libertadores, apesar da ausência de Luan. Lego engano.

 

 
Se o domingo começou chato, o jogo estava mais chato ainda, em Curitiba. O frio e a chuva também estavam lá para completar o cenário. No primeiro tempo, quase não conseguíamos ficar com a bola no pé. E se com ela no pé, nas últimas partidas, chegamos pouco ao gol, sem ela a distância parecia ainda maior. Exceção a alguns escanteios e a cabeçada de Geromel, tivemos pouco motivos para levantar do sofá.

 

 
Veio o segundo tempo e o desespero do adversário quase rebaixado fez aumentar a pressão. A bola rondava nossa área e a defesa despachava do jeito que dava. Ainda bem que o pouco que passou pelos nossos zagueiros ficava nas mãos de Marcelo Grohe. Do meio de campo para frente havia um esforço para trocar passes, recuperar o domínio do jogo e tentar chegar ao ataque. Nada muito inspirador, apesar de uma melhora aparente em relação ao primeiro tempo.

 

 
Renato fez as mudança de praxe. Trocou Arroyo por Everton; Barrios por Beto da Silva e, quando o empate parecia a melhor coisa que poderia acontecer neste domingo, colocou Jael em lugar de Fernandinho. E de onde menos se esperava foi que saiu a jogada para o gol redentor. Em uma contra-ataque liderado pelo atacante que acabara de entrar, aos trancos e barrancos, a bola sobrou livre para Ramiro, que em um chute forte e alto, marcou aos 46 minutos do segundo tempo.

 

 
Quase corri junto com Ramiro na comemoração do gol, pois aquele gol, naquele momento e com aquele sofrimento era a única coisa capaz de me tirar o bode deste domingo de primavera com cara de inverno e horário de verão. 

Avalanche Tricolor: vitória deixa o Grêmio na briga pelo título

 

Atlético(PR) 1×2 Grêmio
Brasileiro – Couto Pereira/Curitiba

 

Time comemora o gol da vitória em Curitiba (foto Portal Grêmio.net)

Time comemora o gol da vitória em Curitiba (foto Portal Grêmio.net)

 

Dos gremistas que andam por São Paulo, é o Sílvio quem compartilha comigo as percepções sobre o Grêmio com mais frequência. Praticamente toda a semana trocamos telefonema para falar de nosso time, em geral nos dias que antecedem a partida e, com certeza, no dia seguinte. Hoje não foi diferente, e quando o Sílvio me ligou querendo saber o que seria desta noite, em Curitiba, não tive dúvida em dizer que era o jogo definitivo.

 

Explico porque resposta tão drástica (ou definitiva): depois de duas partidas sem vitória, de vermos o líder do campeonato se distanciar e, principalmente, os demais concorrentes à vaga para Libertadores se aproximarem, teríamos pela frente duas disputas fora de casa. Vencer, hoje, poderia não nos deixar mais próximo do topo, mas nos manteria na briga do título, fora do alcance daqueles que vêm logo atrás e, fundamentalmente, dentro da Libertadores. Perder ou empatar, além de revelar uma fragilidade que ainda não havia se revelado desde a chegada de Roger, passaria a se ver ameaçado por uma quantidade grande de times que vêm reagindo nas últimas rodadas.

 

O que vimos no Couto Pereira foi a manutenção de um futebol que tem sido jogado desde que Roger assumiu o Grêmio. Até tivemos momentos de baixa produção neste campeonato, mas o tipo de jogo imposto pela nova gestão se manteve durante toda a competição: intensa troca de passe e movimentação de jogadores, além de marcação eficiente desde a área adversária. Isso se repetiu nesta noite, mesmo diante da forte pressão. Até poderíamos ter ficado mais tempo com a bola no pé, mas houve um ingrediente que me chamou atenção e agradou muito: privilegiamos o passe para frente em detrimento do recuo de bola. Isso faz com que o time se torne mais ofensivo ainda e fique mais perto do gol.

 

Os dois gols que assistimos foram resultado do mesmo tipo de jogo. Deslocamento de jogadores com troca de posição constante, confundindo a marcação, e passes precisos que deixaram nossos atacantes na cara do gol. Tudo isso se somou a categoria e a tranquilidade com que Douglas e Luan concluíram as duas jogadas fatais.

 

Em resumo: estamos na briga!

Avalanche Tricolor: quanto mais treina, mais sorte o Grêmio tem

 

Coritiba 0 x 1 Grêmio
Copa do Brasil – Couto Pereira (PR)

 

Marcelo Oliveira em imagem reproduzida da transmissão da SporTV

Marcelo Oliveira em imagem reproduzida da transmissão da SporTV

 

Ouve-se cada coisa no futebol. Algumas explicam bem o que acontece dentro de campo, outras se distanciam da realidade. A primeira história que lembro nesta Avalanche, aliás, sequer do futebol é, faz parte do folclore do esporte mundial. O protagonista teria sido Michael Jordan, astro do basquete americano, que, consta, falou, certa vez, que quanto mais treina, mais sorte tem no esporte. Teria dito assim – e falo no condicional porque nunca vi a afirmação de fonte oficial – para chamar a atenção para a importância de treinar exaustivamente arremessos à longa distância, o que o levava acertar bolas consideradas impossíveis. Lance de sorte, comentavam alguns. Muito treino, ensinava Jordan.

 

Outra história, bem mais antiga, que lembrei hoje, é de Neném Prancha, roupeiro, massagista e técnico de futebol, chamado pelo jornalista Armando Nogueira de o ‘Filósofo do Futebol” devido as suas frases engraçadas e definitivas. Uma delas surgiu quando tentava ensinar um jogador qualquer a tocar a bola para seus companheiros em lugar de despachá-la de qualquer maneira: “bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama”. Na verdade, há quem diga que a frase nunca foi proferida por ele, mas criada por jornalistas que o admiravam. Seja qual for a verdade, o certo é que entrou para a história como sendo de sua autoria.

 

E você, caro e raro leitor deste blog, deve estar me perguntando por que abro esta Avalanche com lembranças do passado se a ideia é falarmos sobre a presente vitória gremista em gramados da Copa do Brasil? Porque as duas histórias me vieram à lembrança enquanto assistia ao Grêmio vencer, fora de casa, a primeira partida das oitavas-de-final da competição.

 

Apesar de o mau desempenho, a dificuldade para nos encontrarmos em campo e a pressão do adversário desesperado atrás de um gol no primeiro tempo, tivemos a sorte de irmos para o intervalo com o empate em zero a zero.
Mais uma vez, foi lá no vestiário que Roger acertou os ponteiros do time, literalmente. Trocou Rocha por Fernandinho, jogadores que atuam como antigamente faziam os ponteiros esquerdos, esses que o tempo aboliu, disparando com dribles pelo lado do campo. E essa troca fez uma baita diferença (aliás, mais uma vez). Que sorte que o Roger fez a mudança, não?

 

Nossa sorte voltou a prevalecer no segundo tempo, assim como a lição de Neném Prancha, pois resolvemos colocar a bola no chão e fazê-la girar com velocidade e precisão, marca deste time armado por Roger. Foi em uma dessas trocas de passe, seguindo a risca o ensinamento do “Filósofo”, que Douglas encontrou Marcelo Oliveira chegando livre, sem marcação e com espaço para disparar um bomba, que resultou no primeiro, único e necessário gol da partida. Pegou bem no pé e colocou a bola distante do goleiro. Um lance de sorte, dirão alguns. Resultado de muito treino, lembrará Oliveira.

 

Por falar em coisas que ouvimos no futebol. Hoje, acompanhei o bate-papo de meus colegas de rádio CBN, Juca Kfouri e Roberto Nonato, no Jornal da CBN 2a. Edição. O primeiro apostou na vitória do Coritiba e o segundo, no empate. Ambos concordaram com a ideia de que o time paranaense teria mais chances por seu bom histórico na Copa do Brasil e a necessidade de se recuperar do fraco desempenho no Campeonato Brasileiro. Erraram os dois, talvez porque ainda não tenham percebido que o Grêmio não segue a lógica do futebol (como, aliás, já escrevi em Avalanches anteriores). Diríamos que o Grêmio é um time de sorte, principalmente quando entende que a “bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama”.

Charge do Jornal da CBN: vereador recebe R$ 15mil e acha pouco

 

 

O vereador de Curitiba Chico do Uberaba (PMN) está cansado de pagar para trabalhar. Foi à tribuna da Câmara Municipal da capital paranaense reclamar do salário que recebe para representar o povo. Todo mês é depositado na conta dele R$ 15mil, insuficientes, segundo o próprio, para exercer o cargo. Quer ter direito, no mínimo, ao décimo-terceiro – afinal, a vida não está fácil para ninguém.

 

Esqueceu de dizer que, além do salário, recebe R$ 55mil para contratar até sete funcionários, tem carro à disposição e pode gastar 200 litros de combustível, todo mês. Luz, água, telefone fixo e outras despesas também ficam por conta do dinheiro da Câmara que, registre-se, tem como origem o que pagamos de impostos.

 

O “chororô” do parlamentar nos inspirou e foi destaque na charge eletrônica que encerrou a edição do Jornal da CBN, nesta quinta-feira, dia 21 de maio.

 

Tô com medo que ele venha atrás da gente pedir uma ajudinha, afinal ouviu falar que nós somos adeptos do #AdoteUmVereador.

Avalanche Tricolor: que baita patacoada!

 

Coritiba 2 x 0 Grêmio
Brasileiro – Curitiba (PR)

 

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Patacoada! Perdão, mas foi a primeira palavra que retumbou na minha cabeça. Não tenho bem certeza quando a ouvi pela primeira vez. Mas tenho a impressão de que foi meu pai, que não exige apresentações neste Blog, que a usou em algum momento qualquer. Sei lá se disse isso por alguma traquinagem que eu tenha cometido quando criança ou adolescentes, afinal muitas delas mereciam mesmo serem chamadas assim. Talvez tenha sido em referência a bobagens que os governos da época ou colegas de trabalho tenham feito no seu cotidiano. Não lembro bem. Sei, também, muito pouco da origem da palavra. Alguns até arriscam relacioná-la com pataca, moeda de cobre usada em Portugal, no período das colônias. Ao hábito daquela gente que ostentava riqueza se dava o nome de patacoada. No costume caipira, sátiras, histórias de bichos e narrativas surrealistas também são chamadas de moda-de-patacoada. De onde tenha vindo, o certo é que desde que sou pequeno, ouço a palavra relacionada aos mais diversos sentidos, sempre negativos. Confesso que não sei exatamente como empregá-la de forma mais precisa, mas foi quase por instinto que patacoada ecoou na sala de casa, nesse sábado à noite.

 

E por que patacoada me veio a cabeça? Você, caro e raro leitor deste Blog, já deve imaginar. A cena que assistimos no segundo gol da partida foi uma baita patacoada! Você talvez prefira pixotada, expressão mais próxima das nossas origens rio-grandenses? Ambas sequer são sinônimos, mas todas parecem dar a dimensão de quanto ridículo foi o papel protagonizado por nossos defensores, aos 35 minutos do primeiro tempo, ao tentarem despachar a bola da área e um marcar o outro como não havíamos marcado nenhum atacante adversário até então. Foi significativo ver a bola explodir no peito de nosso zagueiro e ser desviada para encobrir nosso pobre goleiro. Naquele momento, solidarizei-me com Marcelo Grohe e seu sorriso amarelo enquanto, sustentado pelas redes, tentava entender o que seus colegas de área haviam cometido. Teriam pedido desculpas a ele? Deveriam. É o segundo jogo pelo Campeonato Brasileiro em que Marcelo faz o que pode para impedir que a bola entre e nossos defensores são incapazes de cumprir seu papel de afastá-la de dentro da área. Contra a Ponte Preta ficaram assistindo ao atacante chegar no rebote e ontem … bem, ontem foi aquilo que você viu. O Brasil inteiro viu!

 

Sejamos justos! Fossem só os defensores a errarem, talvez a coisa não tivesse ficado tão ruim assim. Lá na frente também fizemos das nossas patacoadas. Mais uma vez, nossos atacantes estiveram livres diante do goleiro e foram incapazes de marcar. Ao fim do primeiro tempo, Maicon fez excelente lançamento, que deixou Giuliano sozinho no caminho do gol, que vacilou no primeiro momento, que decidiu oferecer a chance do gol a Mamute, que, desajeitado, consagrou o goleiro adversário. Desde o Campeonato Gaúcho tem sido assim: boas tramas de ataque permitem a chegada de alguns dos nossos cara a cara com o goleiro, mas, no momento de definir, a bola teima em não entrar (e a culpa não é dela, ok?).

 

Sei que já tem gente fazendo terra arrasada, mas não vamos exagerar. Com a cabeça no lugar, conversa no vestiário, afinco no treino e aplicação nas partidas, temos alguns talentos que ainda podem nos ajudar nesta campanha. Agora, parem de fazer patacoada em campo!

 

A foto é do portal Gremio.net e de autoria de Jason Silva/Agencia Lancepress!

Curitiba terá alunos no Adote um Vereador

 

A participação de jovens na política pode ser o início de um processo de transformação e conscientização, por isso saber da iniciativa de uma escola em Curitiba, no Paraná, em lançar o projeto “Adote um Vereador”, envolvendo os alunos, me deixa bastante satisfeito. Para entender como vai funcionar, publico
o texto que encontramos no site Bonde:

 

A professora Sônia Regina Cordeiro Silva apresentou à Câmara Municipal de Curitiba, na sessão da última segunda-feira (1º), a campanha “Adote um vereador”. Implantada com alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual João Paulo II, a iniciativa integra o projeto “Manifestações políticas nas ruas e praças da cidade: um ato público de cidadania”, elaborado pelo Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) do governo estadual.

 

“A cidadania não nasce com a gente. Precisamos aprender a ser cidadãos, e a escola é espaço para isso”, destaca a docente, que participou da sessão a convite da vereadora Professora Josete (PT). “O projeto pretende motivar a reflexão crítica do papel do aluno como cidadão. Também envolve a participação política”, complementou. O trabalho desenvolvido por Sônia tem a orientação do professor Dennison Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e integra a disciplina de História do Colégio Estadual João Paulo II.

 

Os estudantes vão acompanhar, por meio da campanha “Adote um vereador”, o mandato de cada um dos 38 parlamentares da Casa. A atuação será avaliada com base em proposições protocoladas, assiduidade, entrevistas nos gabinetes, informações divulgadas no site da Câmara de Curitiba e notícias veiculadas pela imprensa, dentre outros critérios. Os dados coletados serão publicados em página criada na rede social Facebook, intitulada “Terceirão da cidadania”, e os alunos têm visita agendada ao Legislativo no próximo dia 10.

 

Clique aqui para acessar a página “Terceirão da cidadania”

Avalanche Tricolor: Eu acredito, e você ?

 

Grêmio 2 x 0 Coritiba
Brasileiro – Olímpico

O drible começou com a explosão muscular das pernas do colombiano Perea em direção a área adversária. Toda a força que impulsionou sua corrida não foi capaz de impedir um movimento brusco com o corpo que lhe fez fugir do marcador e lhe deixar ainda mais próximo do gol. Mas da maneira que partiu enxergava a goleira de lado, sem espaço para bola entrar, sem ângulo, como gritam os locutores de rádio. Precisaria arrancar a fórceps aquela muralha a sua frente e colocando o coração no peito do pé se ouviu nas arquibancadas do Olímpico Monumental mais uma explosão. Era a chuteira do atacante no encontro com a bola que disparou com uma velocidade que apenas as redes eram capazes de contê-la.

Gol de Perea. Desde sua volta após grave lesão, foi o primeiro com a cara do atacante que fez a torcida vibrar em fevereiro de 2008 quando chegou ao estádio Olímpico. Uma jogada que representa muito mais do que a abertura do placar de uma partida em que o Grêmio parecia inferior, mesmo estando em casa. É a esperança de que o colombiano e seu futebol estão de volta no momento em que mais precisaremos dele.

O goleador Jonas nos foi arrancado do campeonato com uma lesão definitiva para a temporada, semana passada. Assim como ele, Herrera está machucado. O guerreiro argentino Máxi também estará fora do time graças ao autoritarismo de um árbitro incapaz de enxergar a verdade diante do seu nariz. O mesmo árbitro e o mesmo lance que tiraram a alma do capitão Tcheco. Quando este foi substituído por Paulo Autuori já não estava mais em campo há algum tempo, desde aquele cartão amarelo. Era apenas carne e osso. E permanecerá do lado de fora no próximo confronto.

Se o gol de Perea não foi apenas um gol, o próximo jogo não será apenas um jogo. É uma partida que começa a ser disputada na segunda-feira desta que a imprensa gaúcha batiza de Semana Gre-Nal. A história será lembrada. O primeiro 10 a 0, a vitória tricolor no jogo do século e os gols que marcaram época. Ex-craques darão entrevista enquanto os atuais serão comparados. Pais de santos e adivinhos terão seus dias de glória fazendo previsões.

Para nós que cremos no Imortal, uma semana e tanto pois daqui até o fim do campeonato serão oito decisões, das quais cinco contra equipes que estão a nossa frente. Sem parte do time, desacreditados pelos demais e com a matemática conspirando contra nós. Ou seja, prontos para mais uma vez provarmos ao Brasil que nosso destino é driblar o improvável e dar um bico pra bem longe no impossível.