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Mundo Corporativo: Álvaro Fernando fala da importância da persuasão

21 de abril de 201821 de abril de 2018 / miltonjung / Deixe um comentário

 

 

“Eu trato a persuasão como sinceridade, honestidade e transparência. Então, não tem a ver com manipulação e influencia de pessoas. É o oposto disto. É a comunicação no sentido aberto. Quando você conquista a confiança das pessoas, você se transforma em uma pessoa muito persuasiva”. A afirmação é de Álvaro Fernando, que após dedicar parte de sua carreira a produção de trilhas sonoras passou a trabalhar com o tema da comunicação interpessoal. Ele foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, quando falou sobre o livro “Comunicação e persuasão – o poder do diálogo (DVS editora).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, às 11 da manhã, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Siga os princípios de Grice e torne a conversa nas redes sociais mais saudável e colaborativa

16 de dezembro de 201515 de dezembro de 2015 / miltonjung / 5 Comentários

 

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Há um incômodo evidente com o que se lê nas redes sociais e demais espaços digitais, públicos e disponíveis para a expressão de ideias, pois a profusão desses ambientes deu dimensão demasiada àquelas conversas que se limitavam ao círculo de amigos e ao almoço de domingo com seus parentes — incluindo o tio com soluções para o mundo, o primo capaz de dizer uma asneira a cada afirmativa e o cunhado estraga-prazer que traz nos comentários suas frustrações.

 

A facilidade com que se propaga uma opinião e o “esconderijo” que o cenário virtual se transformou, nem tanto pela dificuldade para se encontrar o autor do ataque, muito mais pela covardia em dizer diante do outro o que se pensa, empoderou essa gente esquisita.

 

Sou otimista ao acreditar que estamos apenas vivendo uma evolução natural do ser digital e dentro de alguns anos, talvez décadas, saibamos nos comportar melhor — e isso inclui pensar com equilíbrio, bom senso e, especialmente, respeito.

 

Toda boa sugestão, portanto, é bem-vinda, e, por isso, recupero aqui alguns princípios que foram publicados pelo filósofo Paul Grice, no artigo “Logic and Conversation”, lá por meados dos anos de 1970, ou seja, muito antes de assistirmos a este diálogo sem propósito e sem noção, que tanto nos incomoda (ao menos a mim incomoda) nas redes sociais.

 

Naquela época, Grice já nos apresentava a necessidade de incentivarmos uma linguagem sem confronto, a partir de quatro máximas conversacionais que podem tornar esta “luta livre” travada no ambiente virtual em um embate saudável e colaborativo:

 

Quantidade: faça sua contribuição tão informativa quanto necessária; o autor, em seu texto original, é redundante ao incluir a ideia de que não se deve fazer contribuição mais informativa do que o pedido, pois se não vê aqui uma transgressão aos princípios cooperativos, identifica como sendo uma perda de tempo.

 

Qualidade: tente fazer uma contribuição verdadeira; esta supermáxima, como define o próprio autor, vem seguido de duas outras mais específicas: não diga o que você acredita ser falso e não diga nada sobre o que você não tenha provas suficientes.

 

Relação: seja relevante, sugere de forma concisa; faz questão, porém, em nome da clareza, de revelar a intenção que pode ficar escondida nesta máxima, pois sua proposta é que a contribuição seja pertinente ao tema em discussão.

 

Modo: seja claro, uma supermáxima que está relacionada não ao que é dito mas na forma como é dito, e aparece reforçada por evite expressões obscuras e a ambiguidade, seja breve (evite a prolixidade) e ordeiro.

 

Perceba que em nenhum momento há a intenção de cercear a opinião contrária, mas, sim, de torná-la produtiva para o diálogo.

 

Nas redes sociais, aplique as máximas de Grice e ganharemos todos; nos almoços de domingo, já que a visita é inevitável, peça para trazer um bom vinho na próxima vez.

 

A imagem que ilustra este post é do álbum de Alison Kurke no Flickr

Avalanche Tricolor: diálogos de um sofredor

3 de outubro de 2013 / miltonjung / 6 Comentários

 

Grêmio 1 x 0 Atlético PR
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

Hoje é decisão. Tem de ganhar.
Chegou a hora de mostrar que somos gente grande.
É jogo de seis pontos.
Esses caras não são fáceis. Fazem um monte de gol.

 

Olha lá, estão entrando pelos lados. Tem de marcar.
Mais uma bola na nossa área. Se bobear eles saem na frente.
Não pode perder gol assim. Eles jogam muito.
Estamos errando muito passe, assim não dá.
E o Zé Roberto no banco.

 

Estamos em cima deles,tem que tomar cuidado.
Daqui a pouco eles escapam e … não disse, não disse.
Desta vez tivemos sorte.
E o Elano no banco.

 

Pô, Ramiro, acerta no gol!
Pô, Kleber, só um pouquinho mais para o lado.
Vai, Barcos, vai. Boa!
O goleiro deles é bom, heim, cara! Segurou mais uma.
O Renato tem que mexer no time.

 

É agora, é agora! Gol, gol, goooooooooooool ! Grande Riveros.
Que baita sorte a nossa., cara!
Só falta eles empatarem no segundo tempo.
O Renato tem que mexer no time.

 

Eles tão chegando no ataque. Tira essa bola daí.
Não confio nessa defesa.
Xiii, escaparam. Já era.
Rodolfo, grande Rodolfo, salvador da Pátria!
O Renato tem que mexer no time.

 

Não deixa bater de fora. Grande Dida!
O juiz expulsou um deles. Cuidado porque eles vão se jogar pra cima.
Eu falei que o Vargas ia pra rua!
Não deixa cruzar, não deixa correr, não deixa passar.
Não deixa empatar.
O Renato tem que mexer no time.

 

Olha o goleiro deles na nossa área.
Pô, Pará, essa daí era para se consagrar.
Tem de matar o jogo. Eles vão acabar fazendo unzinho.

 

Segura a bola. Segura o cara. Segura a vitória.
Fim de jogo.
Vencemos mais uma. Somos vice-líder isolado.
Não tem pra ninguém.
O Renato sabe tudo de futebol.

 

Grande, Grêmio!

A chave

7 de janeiro de 2010 / miltonjung / 5 Comentários

 

Por Abigail Costa

Depois de uma discussão boba entre mãe e filho, alguém sempre diz uma besteira. E foi ela quem soltou essa:

– Olha que troco a fechadura e você não entra mais aqui.

O rapaz dá de ombros e sai para o  trabalho. Passa a noite com os amigos bebendo e volta pra casa na manhã seguinte. Enfia a chave na fechadura e a porta não abre. Tenta mais umas três vezes. Resolve tocar a campainha. Uma duas, cinco vezes.

– Tudo bem, não vai abrir? vou embora e não volto mais – diz pra ele mesmo.

E foi.

Alugou um pequeno apartamento no centro de São Paulo e convidou a namorada para morar juntos. Assim, dormindo lado a lado, não tardou para primeira gravidez. Ele na empresa, trabalhando. A mãe na casa dela. Entre eles, nenhum telefonema. Nenhuma explicação.

Veio a segunda filha. E o anos passando.

Um dia recebe uma notícia: A mãe está doente.

O moço, agora chefe de família, resolve levar as netas para conhecer a avó.
Entre uma conversa e outra ele faz a pergunta que ficou na garganta por mais de 10 anos:

– Mãe, por que você fez aquilo comigo?
– Aquilo o quê?
-Você trocou a fechadura.
-Eu? Não troquei nada!
-Não?
– Naquele dia a minha chave quebrou, e eu fui atrás de conserto.
-Por que você não me disse?
-Você nunca perguntou?

A história acima é verdadeira. Uma vida que poderia ser diferente por uma volta na fechadura. Coisa de segundos.

Uma falta de comunicação que mudou vidas, separou pessoas, causou infelicidade, remorso.
Quantos hoje estão separados por conta de uma volta mal dada na fechadura de casa?

Abigail Costa é jornalista, escreve no Blog do Mílton Jung e não dá voltas pra dizer o que pensa.

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