Saga brasileira

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Entrada do Mappin
A foto do antigo Mappin, em SP, faz parte do álbum em homenagem ao aniversário da cidade

 

Ao terminar a leitura do livro “Saga brasileira, a longa história de um povo por sua moeda” de Miriam Leitão, recomendei-o a muitas pessoas. E com o mesmo entusiasmo que senti pela forma e conteúdo da obra. A linguagem jornalística enriquece a narrativa e facilita o leitor. Confirma o propósito da autora de contar uma história que se passa no governo, mas também na casa das pessoas. E não sendo economista nem historiadora procurou ser uma jornalista relatando e analisando a luta de 30 anos dos brasileiros por uma moeda confiável. Deu certo. O livro se manteve em primeiro lugar em vendas por muitas semanas e no fim do ano veio a consagração pelo “Livro do Ano”, título outorgado pelo Prêmio Jabuti.

 

Neste início de 2013, quando se refazem expectativas, principalmente na área econômica, é uma boa experiência rever fatos e análises da obra de Miriam Leitão, que relata o passado, mas não é extemporânea. O período de 30 anos que é a referência, efetivamente merecia o foco jornalístico embasado nos fatos econômicos, políticos e sociais. Foram 6 planos econômicos, 5 moedas, 9 zeros cortados, divisão por 2.750, 16 ministros da fazenda, 18 presidentes do banco central, 2 calotes internacionais e 1 calote nacional.

 

Dentre os fatos mais significativos, a questão da conta movimento, o grande ralo dos gastos, é muito bem dissertada, até chegarmos à Lei da Responsabilidade Fiscal. Entremeado do diálogo de Maílson, recém-chegado como Secretário Geral do Ministério da Fazenda, nordestino por exigência de Sarney, Presidente, com o Bresser, Ministro da Fazenda.

 

-Precisamos de alguma coisa dura na área fiscal, pediu Bresser.
-Minha proposta, ministro, é que o senhor perca poder.
-Mas, por quê?
-Porque se o senhor tiver o poder de gastar, o senhor não vai aguentar a pressão dos políticos.

 

A força dos números foi respeitada, mas possibilitou que o livro contivesse fotos de pessoas ao invés de fórmulas ou gráficos econômicos. E, as imagens conseguem refletir a seriedade da matemática econômica. Que foi exorbitante. Da maxi desvalorização em 1979 de Delfim ao Plano Real em 1994 de Fernando Henrique foram 15 anos com 13,3% trilhões de inflação. Os seguintes 15 anos, de 1994 a 2009, apresentaram 196,8 % de inflação.

 

O sucesso do Plano Real de FHC e o desastre do Plano Collor podem ser reflexos não só da bagagem de cada um, mas também resultante de suas personalidades.

 

Domingo agora na Folha, em matéria sobre o cerimonial do Palácio do Planalto, Laudemir Filippin conta que ao errar a pronúncia apresentando Francisco Grow ao invés de Gros, Collor parou a cerimônia e mandou corrigir, constrangendo todos, principalmente Gros e Laudemir. Fernando Henrique por sua vez, ao ouvi-lo trocar Ronaldo Sardenberg por Rolando caiu na gargalhada. Sardenberg aproveitou e brincou “Ainda bem que não ficou como Rolando Lero”. Laudemir ainda ouviu que se preparasse para permanecer 8 anos com FHC.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Mundo Corporativo: você é o que você compartilha

 

O mundo corporativo ainda está na infância da era digital e precisa entender a importância da economia colaborativa e do conhecimento coletivo, pois estão desperdiçando valores. A opinião é do professor de cultura digital Gil Giardelli, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN., que escreveu o livro “Você é o que você compartilha – como aproveitar as oportunidades de vida e trabalho na sociedade em rede” (Editora Gente). Giardelli conta que “jovens talentos têm deixado os empregos porque descobrem que o seu celular é mais conectado do que a sua empresa”.

 

 


Veja abaixo os links e serviços citados pelo Gil Giardelli, no Mundo Corporativo

 

O professor de cultura digital Gil Giardelli citou algumas ferramentas que podem ser exploradas pelos ouvintes para diferentes ações na internet, desde o compartilhamento de ideias até o acesso ao conhecimento. Alguns desses endereços relaciono a seguir, começando com o próprio blog do Gil, onde é possível encontrar enorme quantidade de informações. No livro que ele lançou, “Você é o que você compartilha”, há várias referências que podem ser úteis para o seu trabalho.

 

Pesquise, conheça e compartilhe:

 

Blog do Giardelli
www.gilgiardelli.com.br

MIT estimula estudantes de países emergentes a estudar
www.ocw.mit.edu

 

Aulas da universidade da Nasa por meio do Google
http://singularityu.org

 

TED E DO TEDX
www.ted.com

 

TEdx Sudeste, TEDx PortoAlegre, TEDx Amazonia
http://gil.gd/LnSNQG

 

TED-Ed
http://ed.ted.com

 

Rede social dos internet boomers
www.takingitglobal.org

 

Portal de estatísticas em redes sociais
www.socialbakers.com

 

Linkedin – rede profissional
www.linkedin.com/mundocorporativodacbn

 

Ning
www.ning.com

 

The Next Web
http://thenextweb.com/

 

Nextdoor – rede social
https://nextdoor.com/

 

Mural.ly
http://beta.mural.ly/

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, quartas-feiras, às 11 horas, apenas no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN.

Os números e as oportunidades, faça bom proveito

 

Por Abigail Costa

 

Nos últimos dias, por conta de alguns estudos, tenho me debruçado sobre números. O objetivo a ser atingido? Traçar expectativas para os próximos  anos no cenário econômico mundial. Pelo que diz meu professor e doutor no assunto Tharcisio  Bierrenbach nosso Brasil terá céu de brigadeiro … tudo azul … visão panorâmica de 180 graus. Sem falar nos outros com o vento soprando a favor como Rússia, China e Índia. Mas, aqui, não vou cruzar o oceano.  Vou ficar no nosso “mundinho”. Só ele dá pano pra manga! São números expressivos, que, sério, se dissessem isto lá atrás eu duvidaria. Agora, não tem como não acreditar. Estamos vivendo este momento.

 

Pesquisa de consultorias nacionais e internacionais apontam que até 2020 os brasileiros vão gastar R$ 1,3 trilhão  (sempre que escrevo um número assim fico imaginando a quantidade de zeros ou qualquer coisa que me desse a dimensão exata,  assim de forma enfileirada). Este cenário vai elevar o país para a condição de quinto maior do mundo. Imagine nós consumindo mais macarrão do que os italianos? Deixaremos os alemães de copos vazios, pois o consumo de cerveja por aqui será três vezes maior do que lá. Vamos comer, beber mais e melhor. E, também, vamos nos irritar muito mais no trânsito. Seremos o terceiro maior mercado de carros do mundo (quantos deles estarão assim de forma enfileirada, como os zeros do trilhão, no meu caminho, é melhor nem pensar). Outro setor que tem motivos para escancarar um sorriso é o mercado de cosméticos. O valor das vendas dos produtos para os cabelos só na cidade de São Paulo vai crescer o dobro do que na França. E os números seguem soprando a nosso favor de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Principalmente no Nordeste.

 

Então, é sentar e esperar pelo próximos anos? Não, não é bem assim. Quem quiser fazer parte dessa turma, vai precisar arregaçar as mangas, ter criatividade e ser diferente para se destacar no mercado. Ouvi semana passada frase da diretora de Recursos Humanos de multinacional do setor químico que me chamou a atenção: “a empresa não escolhe mais seus funcionários, hoje eles escolhem a empresa”. Mesmo assim, me contou ela, na companhia em que trabalha, há meses, 350 vagas estão a espera de candidatos. Falta é mão de obra especializada.

 

Como os números acima falam de previsão para daqui cinco, oito, dez anos, sinal de que ainda dá tempo de fazer parte desse time.

 

Aproveite a oportunidade!

 

Abigail Costa é jornalista e escreve no Blog do Mílton Jung aos domingos.

A moda que não incomoda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

O comércio eletrônico de moda deveria incomodar o varejo “real”. Deveria, mas não incomoda. A venda de roupa pela internet no Brasil pulou de 2% para mais de 7% de participação no volume total de faturamento do setor. E a venda pela web cresceu 50%, com a marca de 3% ante 2% anteriores. Com a tendência de atingir em breve os 5% verificados em outros países. Os pequenos percentuais aliados à visão conservadora de que a compra de roupas e acessórios de moda precisam ser tocadas e provadas, além da miopia sobre a sinergia dos multicanais de venda, tem levado importantes “players” da área de moda a desconsiderar o comércio virtual. Embora em números absolutos os 3% do valor do varejo virtual, previsto para 2012, representem 25 bilhões de reais. Dados mais conservadores já colocam a moda comercializada na web em quinto lugar e os mais otimistas preveem o terceiro lugar para breve, baseados em seu ritmo de aumento.

 

Da área tecnológica e do setor financeiro surgiram as primeiras experiências da venda pela internet, ocupando até hoje o espaço deixado pelos varejistas e pela moda. Aquele pessoal, em contínua evolução, embora ainda com problemas de entrega e de confidencialidade, tem apresentado inovações abrindo espaço para a customização e para o lúdico. Ao mesmo tempo em que criam condições para eliminar questões como modelagem e tamanhos.

 

Este contexto leva ao ponto central do tema objeto desta análise, que é o momento em que o varejo “real” corre risco se mantiver a desatenção sobre a internet. Não para participar, mas para diferenciar e afinar seus recursos e características. Precisa se valorizar neste novo mercado. E, para isto a arquitetura da loja é o meio inicial.

 

Para chegar à otimização do atendimento através do encantamento do consumidor, é preciso antes ter uma arquitetura de loja que comunique plenamente a marca. É preciso expor um ambiente conceitual pertinente às características e ao posicionamento da marca, ao mesmo tempo em que venha a oferecer a rara oportunidade da experiência de compra. Tão apreciada e tão diferenciada do mundo virtual.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

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Caruaru beberá mais cerveja que a Alemanha

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Estamos numa fase de oportunidade única para o varejo brasileiro. Os próximos dez anos determinarão as marcas que dominarão as décadas seguintes. Os R$ 2,2 trilhões de consumo serão R$ 3,5 trilhões até 2020, que corresponderá a 65% do PIB. Mesmo com a tributação altíssima que vivemos, além do represamento do capital para o trabalho na esfera pública, quando o talento está nas empresas privadas.

 

Estas previsões fazem parte do mapa de consumo que a revista Exame traçou para 2020. Baseada em dados da consultoria McKinsey e da Escopo, empresa de Geomarketing.
Embora saibamos que o consumo em si não trará sustentabilidade ao crescimento, dois fatores, a renda per capita e o bônus demográfico, propiciarão as grandes chances de efetivarmos um salto na renda, e nos tornarmos o quinto maior mercado consumidor do mundo.

 

A história tem demonstrado que ao atingir a renda per capita entre US$ 12 mil dólares e US$ 17 mil os países geram as maiores taxas de consumo. Estamos com US$ 11 mil, a um passo de desencadear um significativo salto. De outro lado, os estudos demonstram que ao chegar com 60% da população economicamente ativa no mercado de trabalho, se obtêm o ápice do bônus demográfico. Este estágio será alcançado em 2022. Depois disso a relação entre ativos e inativos irá diminuir e o aumento de renda ficará à mercê da produtividade real.

 

É o que acredita Aldo Massachio, de Harvard, quando disse à Exame: “As empresas que se estabelecerem líderes no Brasil até 2020 deverão se perpetuar nessa posição nas décadas seguintes”.

 

Não é à toa que até 2013 serão abertos mais de 70 Shoppings Centers, e que grandes varejistas que consideravam apenas cidades com mais de 500 mil habitantes estão abrindo novas unidades em cidades de 150 mil habitantes.

 

Este panorama estabelece claramente a oportunidade ao mesmo tempo em que fixa 2022 como data limite da impunidade à má administração pública. Se não vierem as reformas tributárias, políticas e morais, adeus crescimento. Antes disso, segundo a Exame, Caruaru terá consumo médio de cerveja maior que o da Alemanha, e os brasileiros consumirão três vezes mais cerveja que os alemães. Saúde!

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

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O Nobel de Economia e o resultado nas Olimpíadas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

A repetição dos movimentos nos treinamentos, a competência na escolha das ações nas competições, o acúmulo de experiências vitoriosas sucessivas em competições esportivas, são premissas inquestionáveis para a manutenção de um campeão.

 

Cielo, Murer e Hypólito, detentores destes requisitos, atletas campeões consagrados internacionalmente, não fizeram jua à bagagem competitiva que levaram para Londres. As metas traçadas não alcançadas foram devidas certamente a decisões tomadas erroneamente.

 

Se o esperado ouro não veio, não deixa de ser de ouro o momento para se iniciar a preparação para a RIO 2016, que pode vir de um vencedor na academia da ciência.

 

Há uma semana o psicólogo Daniel Kahneman, Prêmio Nobel de Economia pelo seu trabalho na área de Economia Comportamental, lançou o livro “Rápido e Devagar”, que aborda os aspectos psicológicos das tomadas de decisões.

 

Kahneman divide o processo decisório em dois Sistemas:

 

1.Rápido, é automático e emotivo,

 

2.Devagar é o controlado e racional.

 

Da otimização na relação entre os dois é que resultará a melhor decisão. Mas, não é fácil. E, Daniel Kahneman explica: “Por que temos tanta dificuldade de pensar estatisticamente? Há uma limitação desconcertante de nossa mente: nossa confiança excessiva no que acreditamos saber, e nossa aparente incapacidade de admitir a verdadeira extensão da nossa ignorância e a incerteza do mundo em que vivemos. Somos obrigados a superestimar quanto compreendemos sobre o mundo e subestimar o papel do acaso nos eventos”.

 

Cesar Cielo repetiu os 100m e se deu mal. Fabiana Murer vivenciou o stress do sumiço anterior do seu equipamento com o forte vento de agora e desistiu. Daniel Hypolito renovou a mesma queda.

 

Se na Economia a tomada de decisões é crucial, como argumenta Kahneman, a ponto de poder quebrar um país se todos decidirem errado sobre investimentos e compras. Na área do esporte de alto rendimento, as decisões são tão importantes quanto. E, tanto na esfera preparatória quanto na fase de competição. O emocional, a estatística e a sorte, devem ser levados em consideração, com a ressalva de que a pessoa não consegue analisar a si própria. Precisa ser ajudada por outra para uma análise sem viés.

 

Agora, talvez o melhor mesmo seja mergulharmos nas questões levantadas por Daniel Kahneman em seu instigante trabalho sobre as decisões. Ou, procurar um psicólogo.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

Brasil potência econômica dá frutos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

D.O.M. é o quarto melhor restaurante do mundo. Façanha significativa para uma gastronomia jovem em comparação aos concorrentes, ícones da cozinha internacional com acervos seculares. Mérito de Atala, o combativo e criativo “Chef”, que tem apostado no país como potência cultural e econômica.

 

O reconhecimento internacional através dos mais variados rankings e premiações, embora discutíveis para alguns quanto a validade, são indiscutíveis quanto aos resultados mercadológicos que proporcionam. E, certamente, esta colocação obtida em Londres no The World’s 50 Best Restaurants seguirá a tendência, consolidando os “gritos, assobios e aplausos” descritos no Estadão de ontem, recebidos por Alex Atala ao subir ao palco.

 

Tudo indica que as marcas brasileiras começam a ganhar o desejado espaço perante o mundo civilizado em áreas até então inacessíveis. Setores diversos, produtivos e de serviços deverão usufruir desta força Brasil que ostenta um PIB entre as seis maiores potencias mundiais.

 

Foi assim em outras nações. O Japão foi respeitado culturalmente, pela gastronomia, pela moda, pelo cinema após o fortalecimento de sua economia. A Espanha também. A Zara é um dos exemplos, assim como a gastronomia espanhola passou a ser mais percebida e todos os demais setores culturais.

 

Chegou a nossa hora. O esforço que setores como o futebol, o musical, o agropecuário e marcas como H.Stern, Alpargatas e Natura tiveram que fazer para se transformar em respeitadas instituições brasileiras globalizadas poderão sinergizar o apelo Brasil de agora e preparar marcas nacionais potenciais para o desafio internacional.

 


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

A economia mundial entre otimistas e pessimistas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Gostaria de saber de que lado ficou o leitor da Folha no domingo, ao ler as colunas de Carlos Heitor Cony e Elio Gaspari. Ambas abordando a Economia e o futuro do mundo.

 

Em “Um mundo que acabou”, Cony, nas raias do pessimismo, culpa Breton Woods e tudo que veio depois pela má situação econômica internacional. ONU, Banco Mundial, FMI. E concluiu pela piora das condições econômicas e sociais atuais em relação ao passado. Pleiteia novas regras que se adaptem à evolução tecnológica.

 

Em “O homem dos BRIC está otimista”, Elio Gaspari comenta a onda de previsões negativas dos economistas em geral e comemora a ênfase de O’Neil no início do maior processo de transferência jamais ocorrido na história da riqueza dos países, reafirmando ainda que os BRICs terão papel fundamental.

 

O desalento de Cony nem pode ser atribuído, como ele próprio se conceitua, a um teimoso desinformado que apesar das críticas continua se metendo em temas que não lhe é familiar. Afinal de contas, uma série de “notáveis” economistas tem ganhado a vida anunciando tragédias. E todos sabem que a Economia também se faz das expectativas delineadas.

 

Até hoje a “marolinha” de Lula é lembrada sarcasticamente, enquanto efetivamente não foi nenhum “tsunami” como se previa.

 

Elio Gaspari lembra também que Lula ao encontrar O’Neil cumprimentou-o pela sorte do México não soar bem. MRICs é ruim. O B de Brasil foi providencial. Recebeu como resposta que na verdade o futebol brasileiro foi definitivo para ganhar a primeira letra.

 

Brincadeiras à parte, a transferência de capital é uma realidade que vemos interna e externamente. Além disso, houve uma evolução visível. Dentre os avanços ficou claro que não será através do comunismo que se resolverá a questão da transferência de recursos. Ontem na conversa com Mílton Jung a Miriam Leitão reportou que um jornalista de o Globo, Chico de Gois, identificou em Cuba a quota de uma lata de cerveja por fim de semana, o uso da praia exclusivamente para os turistas e outras restrições inacreditáveis para quem vive nestas terras de cá.

 


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Futebol brasileiro, um negócio mal feito

 

Futebol arteO futebol brasileiro deixa de faturar R$ 51 bilhões por ano graças a incapacidade de gestão dos clubes e a desorganização de seu calendário, demonstrou pesquisa coordenada pelo professor Pedro Trengrouse, da FGV, encomendada pelo Ministério dos Esportes. Atualmente, este negócio movimenta R$ 11 bilhões e emprega pouco mais de 371 mil pessoas, mas tem potencial para chegar a R$ 62 bilhões e oferecer mais de 2,1 milhões de empregos.

Os cartolas brasileiros, com as exceções de praxe, ainda comandam seus clubes como no século 19, quando o futebol se iniciou para agregar grupos sociais, atender as necessidades de diversão de amigos e conhecidos, e tinha caráter lúdico. Boa parte das equipes (83%) é formada para jogar apenas quatro meses ao ano, enquanto os grandes clubes muitas vezes se entopem de jogos com baixo retorno financeiro. Da bilheteria tiram 15% de seu faturamento e com a exploração dos seus estádios somente 4% – de onde clubes europeus, caso do inglês Arsenal, arrecadam até 50%. As 12 arenas que estão em construção para a Copa do Mundo colocam o Brasil em um outro patamar, aposta Tregrouse. Sem ilusão, porém. Os estádios somente se transformam em fonte de renda significativas se tiverem a prática de seu negócio principal: o futebol.

A televisão que transformou este esporte em um negócio midiático, nos anos de 1970, é quem banca a maior parte dos clubes – mais de 1/3 do dinheiro que entra nos seus cofres é referente a direito de imagem. A venda de jogadores é a segunda maior fonte de renda dos times brasileiros, 21%.

“Evoluções histórica, social e econômica não foram acompanhadas pelos clubes de futebol no Brasil”, disse Trengrouse em entrevista, hoje, ao Jornal da CBN, que você ouve aqui.

Mundo Corporativo: A economia da experiência

 

A Era da Convergência pede produtos multifuncionais e profissionais preparados para transitar bem por diferentes temas e áreas da organização. O consultor Carlos Hilsdorf explica que este é um momento de integração entre os modelos industriais – da velha economia – com a Era do Conhecimento – da nova economia. Em entrevista ao Mundo Corportivo, da rádio CBN, ele também alerta que para conquistar o novo consumidor é preciso praticar os fundamentos da economia da experiência na qual os produtos e serviços têm de sensibilizar seu público-alvo em todos os cinco sentidos: olfato, audição, paladar, tato e visão.

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN (www.cbn.com.br), com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN