Mundo Corporativo: estratégias para as empresas e organizações engajarem pessoas em causas públicas

 

 

“As empresas estão buscando se posicionar em relação as causas, mas quais causas? Aquelas que fazem sentido com seu propósito. Muitas vezes a empresa tem dificuldade de identificar o seu propósito ou seja é preciso que a causa nasça da essência da organização”. A sugestão é de Rodolfo Guttilla que participou com seu sócio Leandro Machado da entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, quando falaram de estratégias que as empresas, órgãos governamentais e instituições podem desenvolver, sempre de forma integrada, para engajar, conscientizar e mobilizar as pessoas em torno de de temas relevantes como educação, primeira infância, combate à miséria, entre outros. Gutilla e Leandro fundaram com Mônica Gregori a Cause, agência de comunicação especializada em causas e assuntos de interesse público.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br e o programa é reproduzido, aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Conrado Schlochauer da Affero Lab fala da importância da educação corporativa

 

 

Ao ouvir quatro mil jovens que assumiam pela primeira vez a função de liderança dentro de uma empresa, a consultoria Affero Lab identificou que 85% deles estavam despreparados para o cargo e para desenvolver seus liderados. Percebeu, também, que o autoconhecimento, fundamental para quem pretende comandar equipes não está entre os principais desafios considerados por esses novos líderes. O problema é que o autoconhecimento é a chave para você desenvolver todas as demais habilidades que permitirão seu crescimento profissional, ressalta Conrado Schlochauer, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Schlochauer apresenta estratégias de educação corporativa que vão ajudar trabalhadores a crescer na carreira e as empresas a apresentarem melhores resultados.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da rádio CBN (www.cbn.com.br) e o programa é reproduzido, aos sábados, no Jornal da CBN. A participação é do Paulo Rodolfo, Carlos Mesquita e Ernesto Foschi.

Mundo Corporativo: Rogério Boeira fala de aprendizado contínuo e desenvolvimento profissional

 

 

O aprendizado contínuo é a chave para o desenvolvimento profissional mas é preciso ter disponibilidade para aprender, não só de tempo; emocional e moral, também. Quem ensina é o professor Rogério Lodero Boeira, da Escola de Aprendizagem Contínua Cultman, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Para se criar estas condições, explica Lodero, é necessário “saber que você não sabe tudo e partir do princípio de que eu tenho de aprender sempre”.

 

O programa Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br Os ouvintes participam enviando e-mails para mundocorporativo@cbn.com.br ou para os Twitters @jornaldacbn e @miltonjung. O Mundo Corporativo é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Itamar Serpa, da Embelezze, fala de estratégias no setor de beleza

 

 

“Para montar um salão de beleza é preciso, além de ser um técnico, ter aptidão para agradar e encantar seus clientes”. A recomendação é do empresário Itamar Serpa, presidente da Embelleze, fabricante do setor de beleza pessoal, higiene e cosméticos, que também mantém instituto no qual prepara profissionais para o setor. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Serpa fala da experiência adquirida nos 45 anos em que atua nesse mercado e de quais são os códigos femininos que direcionam o segmento. “Mesmo em um momento de crise, as pessoas nunca deixam de investir em produtos de beleza, porque este é um componente ligado a vida”, lembra o empresário.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN, e você participa com perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br ou para o Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Fernando Jucá fala de educação corporativa e o processo de aprendizado

 

 

“Um grande perigo é o executivo assumir que está pronto porque ele fez determinado curso ou faculdade e a partir de agora vai apenas fornecer respostas e parar de perguntar, e parar de aprender”. Quem ensina é o consultor Fernando Jucá que fala sobre educação corporativa em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Jucá destaca que na maior parte das vezes, profissionais desperdiçam oportunidades para crescer na carreira ao não incluírem em suas atribuições o aprendizado constante. Sócio-diretor da Atingire – consultoria de educação corporativa, Jucá escreveu o livro “Expertise em Aprender – conheça o segredo dos melhores profissionais”, lançado pelo editora Papirus-Sete Mares.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido, ao vivo, no site http://www.cbn.com.br . As perguntas podem ser enviadas para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Participaram desta edição o Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Ernesto Foschi.​

A lei da palmada e a falta de disciplina

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Não sei se sou apenas um senhor idoso,um velho impertinente ou um sujeito demasiadamente exigente sem que isso tenha alguma ligação com os meus quase 78 anos. É possível também que eu não preencha nenhum dos três quesitos que expus na primeira frase do meu texto desta quinta-feira e, neste caso,esteja cheio de razão quando não concordo com uma lei aprovada pelo Senado e com uma ideia do Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul. Vou por partes.

 

O senadores aprovaram na início de junho a Lei da Palmada ou lei do menino Bernardo,esse vitimado por crime hediondo cometido na cidade gaúcha de Três Passos. A legislação altera o Estatuto da Criança e do Adolescente na medida em que os pais não podem castigar os seus filhos de maneira a lhes impor sofrimento ou lesões. Até aí,não há o que se discutir. Há pais desnaturados que continuarão,com lei ou sem lei,a tratar os filhos com violência e até abusar sexualmente deles. Esses têm de arcar com os rigores da lei. O Estado – pergunta-se – teria poder para interferir na educação das crianças. Há controvérsias.Estaria correto coibir a “palmada pedagógica”? Penso que não. Trata-se do que eu chamaria de santa palmada,que não machuca e ajuda a dar a entender às crianças que elas precisam se dar conta de que os seus pais é que mandam em casa. Afinal,todos nós,seja no jardim-da-infância e daí para a frente sempre teremos que aceitar comandos de todas as espécies e em todos os estágios de sua existência.

 

Sou pai de três filhos e avô de quatro netos. Lembro-me,apenas,de ter dado um tapa na bundinha do Mílton ao vê-lo,no dia em que o Inter inaugurava o seu estádio,passear pela calçada com uma bandeirinha do nosso tradicional adversário,que lhe foi dada por “banditismo”de um parente colorado. Foi um exagero que me doeu por muito tempo. Quando criança e adolescente,levei chineladas da minha mãe. E ela sempre tirava o chinelo com boas razões.

 

Já o Conselho Estadual de Educação está,a meu modesto ver,prevendo que as escolas gaúchas não reprimam a indisciplina com afastamento do aluno ou sua transferência. Estamos diante de mais uma medida,no mínimo,polêmica. Desde já tenho pena dos professores se a ideia do Conselho for posta em prática. Tenho uma filha que é professora de uma escola situada em uma vila de Porto Alegre. Seus alunos são crianças entre cinco e seis anos. E ela passa enorme trabalho para os manter com um pouco de disciplina. Imagino o que os seus alunozinhos farão quando forem adolescentes. Conheço inúmeros professores que desistiram da profissão por se sentirem incapazes de dar aulas a adolescentes e outros já marmanjos,eis que esses,por dá cá aquela palha,chegam ao ponto de ameaçá-los fisicamente. A presidente do Conselho Estadual de Educação,Cecília Farias, entende que a escola não pode ser punitiva,mas deve investir na solução dos problemas dos alunos para mantê-los nos colégios”. Será que ela,atualmente,trabalha em sala de aula? Já Osvino Toillier,vice-presidente do Sinepe/RS,diz que a pretensão do Conselho “vai tirar o último resquício de autoridade da escola”. E concluiu afirmando: ”Se você tem algum aluno que coloca outros em risco,perde a liberdade de definir o afastasmento”. Li essas duas posições na ZH do último dia 4 de agosto. Fico com a do professor Toillier.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele), que aprendeu bem a lição.

Mundo Corporativo: Bruno Caravati, da Fisk, fala de gestão de negócios

 

 

“Transparência, honestidade e olhar no olho da pessoa com a qual está trabalhando, sem isso você não consegue absolutamente nada, se você não tratar estas coisas com seriedade você não ganha credibilidade, portanto você pode esquecer. Por que se você sair dessa linha a possibilidade de você não conseguir sucesso é grande”. Essa é a estratégias para uma boa gestão na área de educação na opinicão de Bruno Caravati, CEO das Escolas de Inglês FISK, entrevistado pelo programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Com mais de 40 anos de carreira, Caravati falou dos desafios na administração de empresas e contou curiosidades sobre a história do grupo construído por Richard Fisk, no Brasil.

 

Você participa do programa Mundo Corporativo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, assistindo ao programa, ao vivo, pelo site da rádio CBN e enviando perguntas para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de SP: aulas no fusquinha 62

 

Por José Augusto da Silva Rocha
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

A vida de um professor é repleta de histórias e experiências, e comigo não é diferente. Iniciei a carreira em 1987 lecionando Ciências e Matemática na Escola Estadual Said Murad, na Zona Leste de São Paulo. Eu sempre gostei de Ciências e em minhas aulas procurava despertar o interesse dos alunos. A experiência que mais recordo foi a de 1989 quando os levei para conhecer a cozinha do McDonald’s, em um tempo em que não havia a prática do “visite nossa cozinha”. O objetivo foi trabalhar os micro-organismos e a saúde.

 

Já em 1992, na E.E. Jardim das Camélias, junto com os meus alunos, em especial o D’Ângelo, numa aula de física, criamos a primeira “Redação Móvel” transformando um fusquinha 1962 numa redação de jornal. Entre muitas outras experiências, a mais marcante, também em uma aula de física, na E.E. Professor Pedro Brasil Bandechicc, com os alunos, adaptamos uma bicicleta para atender as pessoas na rua como se fosse uma escola móvel, seguindo os passos do fusquinha 1962. Na aula, eu explicava aerodinâmica, Leis de Newton, inércia …, enfim, uma aula de física. Nesta época, estava estudando Filosofia, pois pretendia trabalhar com a matéria no Ensino Médio.

 

Em agosto de 2009, já lecionando Filosofia, e na mesma escola, em uma aula, explicando sobre a vida de Aristóteles, o aluno Wilson falou: “Professor Rocha, lembra da experiência da bicicleta na oitava série, vamos transformá-la num “Café Filosófico Móvel” onde o senhor poderia ensinar Filosofia na rua, como o Aristóteles fazia”. E, assim, iniciou-se mais uma história. Com o apoio dos alunos, começamos a desenvolver o projeto do café filosófico nas imediações da escola, como experiência e verificação da aceitação e participação do público. O envolvimento dos alunos foi 100%, incluindo outras turmas, pois eu ainda lecionava Ciências para o Ensino Fundamental. Após um semestre de trabalho, pude observar que o resultado foi positivo, pois aproximei os alunos e eles passaram a participar mais das aulas, tanto de Ciências como de Filosofia.

 

Em 2010, com a bicicleta totalmente readaptada, fomos para a rua desenvolver o café filosófico móvel, projeto que serviu como base, para outros, como o “A Educação como desenvolvimento local”, “Mediação Judicial” e o mais novo projeto que estamos realizando na E.E. Pedro Brasil Bandechicc com o objetivo, de despertar valores e respeito ao próximo, que se chama Justiça Restaurativa.

 

Hoje, ao comemorar 25 anos de magistério, só tenho que agradecer a todos os meus alunos, pois, com eles, aprendi mais do que ensinei. E a minha história não termina aqui, pois se educar é um atributo que Deus deu a todos e a alguns Ele chama de professor, sem perder a essência, hoje caminho em estradas paralelas. Em 2011, a convite de minha amiga, Dra. Margarete, fui fazer o Curso de Conciliação Judicial e descobrir ali a grande oportunidade de continuar contribuindo com a sociedade. Engajado neste caminho, o percurso da Justiça, em 2012, fui para a Faculdade de Direito, e posso me considerar um acadêmico de sorte, pois já iniciei o Curso com uma nova visão: o olhar,para a cultura da paz e não a cultura da sentença, que de certa forma, é ensinada nos Cursos de Direito. Neste ano, 2014, paralelo ao meu trabalho como professor, sou voluntário no CEJUSC Central, atuando como Conciliador e Mediador Judicial, iniciando assim mais uma história de minha vida, que mesmo, estando readaptada ainda pulsa em mim, o educador que nasci para ser. Muito obrigado a todos, por participarem direta ou indiretamente, de cada história, de nossa vida.

 


O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode participar enviando seu texto para Milton@cbn.com.br ou agendando entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net.​

Os videogamens e a influência sobre as crianças e adolescentes

 

 

O comentarista de tecnologia Ethevaldo Siqueira, do Mundo Digital, levou para o Jornal da CBN a discussão sobre a influência dos jogos eletrônicos para os adolescentes. O tema é extremamente atual a medida que em muitas casas ainda assistimos ao drama dos pais na tentativa de controlar o uso da tecnologia por entender que os excessos podem causar prejuízos, danos no desenvolvimento psicológico e perdas no desempenho escolar. Ethevaldo disse que o tema divide os educadores em quatro grupos: os radicais que são totalmente contra os games; os liberais que recomendam o acompanhamento dos pais; os que condenam os jogos violentos; e os que só aceitam os educativos.

 

Provocado pelo comentarista, contei minha experiência com os dois adolescentes de casa, ambos apaixonados pela internet e pelos videogames. Quando eram pequenos, jogávamos juntos; agora que cresceram, têm interesses próprios e o tempo em que compartilhamos os games diminuiu (mesmo porque passei a tomar surras históricas). Uma coisa não mudou: mantivemos o mesmo ambiente para acessarmos computadores e games. Uma mesa redonda no início, agora horizontal, onde estão nossos computadores, equipamentos que usamos para trabalhar, estudar e nos divertir. Eles fazem lição, conversam com os colegas pelo Skype, trocam mensagens e conhecimento. Também assistem aos seriados, graças a conta no Netflix, e aos seus Youtubers preferidos, onde encontram informação relevante. Jogam bastante em games que, atualmente, são capazes de atrair audiência maior do que boa parte dos jogos de futebol dos campeonatos estaduais aqui no Brasil. Ao lado deles, faço meu trabalho, escrevo textos (como agora), atendo a demandas de jornais e revistas, respondo e-mails, planejo o Jornal da CBN com o apoio dos produtores do programa e organizo minha vida. Em meio a tudo isso, conversamos muito.

 

Considero-me um liberal, pois sequer imponho tempo de uso dos videogames. Nunca precisei disso. Eles sempre foram capazes de perceber quando exageravam e cumpriram perfeitamente suas obrigações. Importante registrar que o desempenho escolar de ambos é exemplar. Pode ser que isto aconteça porque sou um pai de sorte, ou melhor, somos pais de sorte, afinal minha mulher tem tudo a ver com a educação que eles receberam. Creio, porém, que esse privilégio também está ligado ao diálogo que mantivemos durante todos esses anos, sem esconder nossos pensamentos sobre os diferentes comportamentos diante do computador. e da vida. Afinal, jamais pensamos em delegar para a televisão, para os games, para os amigos ou mesmo para a escola a formação que sempre desejamos para ambos. Provavelmente cometemos alguns erros nessa jornada, mas assumimos nossa responsabilidade.

 

Se há um erro que percebo em parte das famílias é a ideia de que a educação de nossos filhos tem de ser terceirizada. É comum ouvirmos pedidos para se encher a grade curricular com temas que poderiam ser muito bem resolvidos em casa: ética, religião, direitos humanos, cidadania, respeito ao meio ambiente, entre outros. São assuntos importantes, sem dúvida, e devem ser debatidos de forma interdisciplinar na escola, mas, principalmente, devem ser exercitados em casa, o que somente vai ocorrer se os pais estiverem presentes. Sei que a maioria de nós tem obrigações profissionais que nos impede de acompanhar os filhos 24 horas. Mas não é isso que se deve buscar, mesmo porque seria impossível. Precisamos valorizar o tempo em que estamos com eles e aproveitar para reforçar os laços de confiança que os fará procurá-lo sempre que surgirem dilemas. E muitos dilemas vão surgir na vida desses adolescentes.

 

Fiquei bastante satisfeito ao perceber que não estou sozinho nesse pensamento, pois a maior parte das mensagens que chegou à minha caixa de correio eletrônico, na rádio CBN, foi de pais que concordam com a ideia de que os videogames não são a fonte de todos os males que descaminham os jovens. Pais que entendem que a responsabilidade deles é muito maior na formação das crianças.

 

Ouça aqui o comentário do Ethevaldo Siqueira que motivou este artigo:

 

A falta de educação é mais violenta do que o MMA

 

 

O artigo publicado na quarta-feira, neste blog, assinado por Carlos Magno Gibrail, entra na discussão sobre o MMA, provocada pelo acidente com Anderson Silva. Para começo de conversa, deixo registrado que não me satisfaz assistir às lutas, assim como não gosto de acompanhar muitas outras modalidades esportivas, algumas, inclusive, olímpicas. Na madrugada do domingo, estava mais preocupado com a viagem de férias do que em ver aquela turma agindo com violência no ringue (que agora chamam de octógono). Somente soube da lesão de Anderson Silva quando já estava no aeroporto e a foto da perna redobrada foi suficiente para sentir dor e lamentar o acontecido. Não gosto do esporte, mas admiro Silva pelas conquistas e pela imagem serena que transmite, diferentemente de muitos brutamontes do MMA.

 

Em contrapartida, gostava de lutas de boxes, em especial quando Cassius Clay estava no ringue. Lembro que, ainda guri em Porto Alegre, tive a oportunidade de ver Éder Jofre treinando no ginásio que ficava quase no quintal da minha casa. Eu e meu irmão menor, o Christian, ganhamos do pai, pares de luva de boxe de brinquedo. Protagonizamos grandes embates sobre o tapete da sala de TV que delimitava o espaço do nosso ringue imaginário. Penso que não nos tornamos mais violentos nem alimentamos inimizades. Talvez um ou outro tenha jogado a toalha para reclamar com a mãe um golpe baixo. Desde o fenômeno Mike Tyson nunca mais tive motivação para assistir às lutas na TV. As luvas de brinquedo foram abandonadas.

 

É válida a discussão sobre os benefícios e limites do MMA, pois ganhamos sempre que o debate visa preservar a integridade física do ser humano, mas soa ridícula a tentativa de proibir a exibição dos eventos na TV sob a alegação de que as cenas geram violência. Não bastasse o fato de as lutas serem transmitidas tarde da noite em apenas um canal de TV aberta, portanto, tendo o cidadão o direito de escolher pelo programa que bem quiser. É a mesma lógica que move grupos a pedirem o fim de personagens sórdidos nas novelas e restrições à venda de vídeo game sob a alegação de que causam más influências. Tenta-se resolver os problemas complexos da vida em sociedade com pensamentos simplistas.

 

No Canadá, não muito distante de onde estou, as jogadas brutas e as agressões físicas fazem delirar os fanáticos do hóquei no gelo, nem por isso vivem em uma sociedade mais violenta do que a nossa. O que faz mesmo diferença é o fato de os canadenses estarem em sexto lugar no Pisa com escore 524, enquanto nós aparecemos em 53º lugar com 412, abaixo da média internacional que é 493. Ou seja, a solução não está na proibição do MMA, mas na educação.

 

N.B: A propósito, Carlos, inclua no seu cardápio esportivo hóquei na grama feminino: as meninas fazem frente à Sharapova.