enchente
Parque, árvore e calçada verde contra enchentes
A entrega de 100 parques até 2012 é uma das ações da prefeitura com o objetivo de reduzir o impacto das fortes chuvas, segundo o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge. Destes, 60 estariam concluídos aumentando 9 mil m2 a área de parques na cidade, em cinco anos.
Ouça o que o secretário do Verde e Meio Ambiente falou sobre os parques lineares
Na entrevista ao CBN SP, Eduardo Jorge listou uma série de outras ações que considera importantes para combater as enchentes: obrigação de obras terem maior área de permeabilidade, construção de calçadas verdes e arborização.
Neste trecho da entrevista, Eduardo Jorge explica estas ações contra enchente.
Lugares de São Paulo: Marginal Tietê

É a mais famosa via de São Paulo, superando em destaque a avenida Paulista que gostamos tanto. Por lá, cruza boa parte dos caminhões que rodam o Brasil. Aterrisam milhares de estrangeiros que visitam o País. É onde desembarcam também imigrantes que chegam no terminal de ônibus. E foi ela, a Marginal Tietê, que o ouvinte-internauta Sérgio Silva fotografou para a série em homenagem aos 456 anos da cidade. Homenagem e ironia, sem dúvida. Pois, Sérgio fez a foto no dia da última grande enchente e aproveitou para fazê-la do alto do Complexo Viário Anhaguera que custou R$ 156 milhões para a cidade. Um presente e tanto.
“Gosto muito de São Paulo e costumo fotografá-la constantemente, sempre, as coisas boas. Mas agora acabei sendo diferente com tamanha indignação que estou por causa de uma cidade desse tamanho, ter que parar por causa de “uma chuva”, escreveu.
Nesta segiunda-feira, você acompanhará um slideshow com os lugares de São Paulo sugeridos e fotografados pelos ouvintes-internautas do CBN SP.
Menino do Grajaú, a culpa não é da bananeira
Casas construídas em condições precárias nos barrancos desabam e matam famílias inteiras. Nesta quinta-feira, apenas um garoto de seis anos sobreviveu e logo saberá que a mãe, o pai e a irmã de nove anos foram soterrados no barraco em que viviam no Jardim Grajaú, extremo sul de São Paulo. Bem perto dali, quatro casas haviam sido interditadas pelo risco que havia de uma tragédia. A do garoto não tinha recebido aviso prévio mas veio a baixo assim mesmo.
Outra lição que o menino terá, em breve, é jamais plantar bananeira no terreno em que mora, pois este espécie de árvore só nasce em local com muita umidade e se estiver no morro é por que o lençol freático está ralo, aumentando o risco de escorregamento.
Antes, porém, que alguém ensine ao garoto recém-orfão de que a causa da tragédia foram as bananas que ele tanto gostava de pegar no pé, que saiba os motivos que levaram a família dele para o barranco. Que entenda a responsabilidade daqueles que tem o poder para definir políticas de habitação popular; daqueles que permitiram que a família dele fosse explorada e ocupasse áreas de risco; daqueles que deixaram de investir o dinheiro dos impostos em ações de combate as enchentes para fazer propaganda de si mesmo.
O menino sobrevivente do Grajau ainda tem muito a aprender, em São Paulo.
A metrópole alagada
“São Paulo tem só um ponto de alagamento, a cidade”. Foi do Liberdade de Expressão e de sua nova participante, a filósofa Viviane Mosé, que saiu a frase para definir a situação enfrentada pela capital paulista após uma noite inteira de chuva. A repórter Pétria Chaves sobrevoou áreas críticas como a Ceagesp, na zona oeste, e as marginais Pinheiro e Tietê e registrou imagens que mostram a dimensão do problema. Mas foi na zona leste que ela encontrou a foto mais ilustrativa da encrenca que a cidade enfrenta por ocupar as várzeas de córregos e rios: “Avenida do Estado ou Rio Aricanduva ?”, peguntou Pétria.
(Para ver mais imagens da enchente desta quarta-feira visite nosso álbum no Flickr)
“A natureza nunca é culpada de nada”, diz geólogo
O estado de São Paulo tem um mapa que identifica as áreas de risco e determina quais terrenos podem ser mais ou menos ocupados. Com base neste documento, a carta geotécnica, é que os municípios tem de traçar seu desenvolvimento. A explicação é do geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos que credita a este trabalho, entre outros, a redução no número de mortes provocadas por deslizamentos, na Serra do Mar.
Em entrevista ao CBN São Paulo, o ex-diretor do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – responsabilizou a forma de ocupação do espaço urbano pelas tragédias que tem sido registradas nesta virada de ano. “A natureza nunca é culpada de nada” disse ao explicar que as chuvas que ocorrem neste período com forte intensidade costumam se repetir a cada 10, 20 ou 30 anos.
Álvaro Rodrigues dos Santos disse que está otimista em relação as soluções técnicas para combater o problema, mas pessimista quanto as decisões políticas. Na conversa desta manhã, no CBN SP, o consultor de geotecnia descreveu algumas ações que ajudaram a impedir mais mortes no Estado de São Paulo:
Ouça a entrevista do geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos ao CBN SP
Canto da Cátia: Córrego, lixo e morte
O lixo é tamanho que o córrego Baquirivu parece entupido após a chuvarada desse domingo, na cidade de Guarulhos. Em outro córrego, na estrada do Bonsucesso, um homem morreu após o carro em que estava ter sido arrastado pela enxurrada à noite. A imagem do córrego e de outras ruas alagadas na segunda maior cidade do Estado de São Paulo foram feitas pela Cátia Toffoletto.
Enchente, taxa, esgoto e a mesma m…
A palavra ganhou destaque na mídia na boca do presidente Lula, semana passada, e se tornou apropriada para a situação vivida por moradores do extremo leste e região metropolitana de São Paulo. Haja vista o que ocorreu nesta quarta (16.12) em bairros de Osasco tomados pela lama e na terça retrasada (08.12) no Jardim Pantanal e áreas vizinhas, na capital, que ainda estão embaixo d’água.
Em três entrevistas, o CBN São Paulo falou sobre assuntos diferentes mas que migravam para o mesmo fato: a falta de estrutura das cidades para encarar os fenômenos do clima. Aliás, a própria Patrícia Madeira, da Climatempo, logo na abertura do programa, chamou atenção para o fato de apesar da quantidade de chuva ser muito grande, não há nada de excepcional neste mês de dezembro.
Ela disse que esta história de que “em duas horas choveu o equivalente a oito dias” é balela. Pois a chuva não cai em prestação, costuma despencar na cabeça do cidadão em pancadas como a que ocorreu nestas últimas semanas.
Mas vamos ao que disse cada um dos nossos entrevistados.
A cidade de São Paulo tem planos de construir 21 parques lineares até o fim do Governo Kassab. Dos 13 previstos para este ano, sete foram entregues. A maior aposta é com o Parque Linear da Várzea do Tietê que deve ter sua primeira etapa entregue em um ano:
A Sabesp, por sua vez, deixou de tratar boa parte do esgoto gerado na última semana na região de São Miguel Paulista, por defeito em seu equipamento. Sem contar que o esgoto coletado no Jardim Pantanal é todo despejado no rio Tietê.
Ouça a entrevista com o superintendente da Sabesp Paulo Nobre
E como tudo se deve a forma com que ocupamos o ambiente urbano, a professora de engenharia hidráulica da USP, Mônica Porto, defende medidas urgentes para melhorar a drenagem do solo e comentou sobre a necessidade de criação de uma taxa para combater enchentes, a taxa da drenagem:
Ouça a entrevista com a professora de Engenharia Hidráulica da USP Mônica Porto
Aos que não querem ouvir falar em taxa, uma notícia: apesar de a secretária estadual de Saneamento e Energia Dilma Pena ter se sensibilizado com o tema, e se declarou a favor da cobrança, o comentário dela não repercutiu bem no Palácio dos Bandeirantes e em Copenhagen, na Dimarca, onde está o governador de São Paulo José Serra (PSDB).
Fatos e fotos nas enchentes em São Paulo
Câmara vota Orçamento, uma questão de prioridade
Mulheres com colchões novos, doados pela prefeitura, retornam para suas casas que ainda estão tomadas pela água da chuva de uma semana atrás, no Jardim Pantanal. A cena demonstra como são frágeis os serviços de atendimento a população e parece não sensibilizar quem toma decisão em nome dela.
No Orçamento aprovado pelos vereadores de São Paulo, na tarde de terça-feira, estão destinados apenas R$ 25 milhões para as áreas de risco. Em contrapartida, R$ 126 milhões poderão ser gastos em publicidade da prefeitura. O total previsto para a ser investido pela prefeitura em 2010 é de R$ 27,8 bilhões.
Na votação, 42 vereadores foram favoráveis e 13 contrários ao projeto de lei que define como a cidade deve gastar o dinheiro arrecadado dos impostos e outras receitas.
A imagem é do Blog Notinhas de São Paulo, de Gilberto Travesso, enviada ao CBN São Paulo por e-mail






