Meu primeiro dia de aula

 

Por Abigail Costa

Neste momento, meus meninos tentam pegar no sono.

O dia deles não foi agitado pela falta de dinheiro para pagar o aluguel, pelo fora da namorada, muito menos pelo temporal na cidade. Isso penso que até estão habituados.

A falta de sono, a ansiedade, tudo tem um nome: recomeço.

Eles voltam às aulas. Tudo novo.

Estavam preparando as mochilas. Cadernos, lápis, canetas. Cheiro de recomeço.

Em meio ao “me ajuda aqui mamãe?”, “gosta disso?” … Um riso nervoso.

O legal é que ninguém tenta esconder nada. Nem daria. Já passei por isso quantas vezes na escola? E na faculdade? Nem fui na primeira semana!

Meu primeiro trabalho. Antes de chegar ao 13º andar atropelei a acessorista e enfiei o dedão no botão número 10. Nem dei tempo para ela falar. A porta se abriu e eu com um pé dentro e o outro no meio do corredor desconhecido, gritei:

– Moça onde é o banheiro?

Só me lembro que tinha tantas esquerdas e direitas que fiquei meio tonta.

De volta a porta do elevador, me desculpei, agradeci.

Dona Rosa, uma senhora negra de blusa bem engomada, unhas grandes e vermelhas me abriu um largo e generoso sorriso.

– É o seu primeiro serviço, fia?

Nem precisava responder, mas ela merecia.
A minha voz não saía direito, pensando que cara deveria ter o meu chefe.

– Começo hoje, tô preocupada.
– Fica não meu anjo! É normal. Todo mundo passa por isso, depois acaba.

De volta aos materiais escolares, olhei para meus filhos e me lembrei da Dona Rosa. É normal.

Aquela senhora me levou pela mão até a recepção. Um gesto do tipo você não está sozinha.

Não com a mesma experiência de Dona Rosa, mas com o carinho de mãe, coloquei meus anjos pra dormir.

“Boa noite, mamãe. Te amo”
“Também amo vocês”

Eles entenderam o recado.
É normal, é novo, a ansiedade vai passar.
Eu estou aqui.

Abigail Costa é jornalista e escreve às quintas no Blog do Mílton Jung. Para ela, todo dia é um recomeço

Conte Sua História de São Paulo: Minha primeira escola

 

Por Dalila Suannes
Ouvinte-internauta do CBN SP

Ouça o texto “Minha Primeira Escola” sonorizado por Cláudio Antônio

 


Assim que o sol nasceu em um dia qualquer do 1946, seu pai a pegou pela mão e foram caminhando até o colégio alemão próximo de sua casa.

Lá, o pai foi recebido com o respeito que seu fardamento impunha, e encaminhados para uma sala de aulas, aos cuidados de Dona Helga.

Ao se ver sozinha no meio de crianças estranhas, louras, se pôs a chorar, lavando, literalmente a carteira.

Tinha a sensação de que nunca mais veria sua mãe, seus irmãos, ou os amiguinhos de pega-pega, de mocinho e bandido.

Sua vida mudara.

Todos os dias, lá ia ela com a lancheira, livros e cadernos. Era a mais nova estudante da região.

Aos poucos foi se integrando, e, como era muito expansiva, alegre, tagarela, não negando a origem italiana de sua mãe, conquistou seu lugar entre os pares.

Àquela época, foi lançada uma coleção de figurinhas com foto de artistas, e, nasceria daí sua paixão pelo cinema.

Sentia-se superior às demais colecionadoras da classe, de origem germânica, por não conseguirem pronunciar o nome da diva da época, Ana Magnani.

Sentia respeito e admiração pelo diretor da escola e se encantava quando havia passeio ao Horto Florestal, no lugar das aulas.

Era o tipo de educação européia, baseada no conhecimento vivo da natureza.

Nesta ocasião saboreou, pela primeira vez, uma bebida com gosto estranho, que mais tarde soube chamar-se Coca-Cola.

Fez seu “debut” em festas infantis ao comparecer ao aniversário de uma holandesa, de sua idade, que costumava usar tranças muito loiras.

Ficou maravilhada e muito feliz ao receber uma lembrancinha da data, já que a família estava retornando para sua terra natal.

Nunca tinha visto nada igual já que para ela o grande acontecimento de reunião entre amigas era “batizado das bonecas”.

Outra colega que lá estudava, havia nascido, juntamente com seus familiares, na antiga Tchecoslováquia.

Nas festas de seu aniversário, os adultos jantavam em uma extensa mesa da sala de jantar, observado por nós, através de um janelão de vidro, já que ficávamos confinados ao quintal e de lá não poderíamos passar.

Relembrou esta cena, ao assistir o filme Amarcord.

Estas experiências marcaram sua vida.

Uma, porém, mais forte que todas.

Entre os estudantes, havia um grupo de meninos e meninas, que se vestia mais singelamente e traziam suas merendas, de pão com banha, em um saquinho de pano.

Chegavam e partiam juntos por morarem todos em uma (única) casa longe de nossa escola.

Eles eram originários dos países dos demais alunos do colégio, porem, ao contrário destes, tinham perdido tudo o que um ser humano precisa para viver, simplesmente por serem judeus.

Ela ficava mortificada com esta situação, e tinha-lhes um carinho especial, principalmente por uma garota alta, chamada Josefa.

Um dia, quando todos os alunos se enfileiravam para adentrar o prédio, e cantavam o Hino Nacional Brasileiro, não se sabe o que fez um dos meninos deste grupo, Schultz.

O fato é que Dona Helga deu-lhe uma bofetada no rosto tão forte, que ela a sentiu em sua face.

Foi para casa chorando e contou o sucedido para sua mãe que ficou muito nervosa, mas nada explicou. Talvez ela mesma não soubesse o que dizer.

A pequena teve por várias noites dificuldade em dormir.

A cena a fez acordar para a vida e entender que as pessoas não são consideradas iguais, e que no mundo existe intolerância, violência, incompreensão.

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você pode participar enviando seu texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br

Estudantes adotaram dois vereadores de São Paulo

 

Os alunos da Escola Estadual Martim Francisco adotaram dois vereadores da capital paulista, dentro de projeto pedagógico que tem a intenção de incentivar a participação da sociedade no legislativo. O grupo de alunos, capitaneado pelo professor Eugênio Carvalho, esteve na Câmara, semana passada, e ouviu os vereadores Roberto Tripolli (PV) e Eliseu Gabriel (PSB), escolhidos para serem monitorados nesta etapa do trabalho.

Para chegar até aqui, eles pesquisaram os problemas que a cidade enfrenta em sete áreas: Saúde, Educação, Meio Ambiente, Criança e Adolescente, Transporte, Habitação e Direitos Humanos. Divididos por temas, selecionaram asinformações mais relevantes e se prepararam para questionar os parlamentares. De acordo com o professor Eugênio, em breve outros vereadores serão incluídos na lista dos estudantes da rede pública e será divulgado um boletim informativo para que a população tenha acesso ao comportamento dos parlamentares.

A Martim Francisco é escola que teve sua sede na Vila Nova Conceição ameaçada de ser derrubada, em 1997, mas que se manteve em pé devido a mobilização da sociedade, em especial moradores da região e comunidade escolar. 

Leia mais sobre o projeto acessando aqui

Conheça e participe do Adote um vereador 

Canto da Cátia: Gripe suína vai a escola

 

alunos voltam às aulas

Lavar as mãos foi a primeira lição na volta as aulas no fim das férias prolongadas devido a gripe suína. Nesta segunda-feira, o que deveria fazer parte dos nossos hábitos diários se transformou em atração com os equipamentos com sabão e álcool-gel distribuídos nas escolas. Nesta manhã, a Cátia Toffoletto esteve na Escola Municipal de Educação Infantil João de Deus Cardoso de Mello, na Capela do Socorro, na zona sul de São Paulo e, além da curiosidade das crianças, encontrou cartazes espalhados nas salas e áreas comuns para lembrá-las da necessidade de manter hábitos de higiene.

Alunos da Martim Francisco vão adotar vereador, em São Paulo

Adote um VereadorA Escola Estadual Martim Francisco, na Vila Nova Conceição, foi cenário de uma batalha social e jurídica desde que, em 2004, foi feito o anúncio de que seria fechada, os alunos transferidos para um prédio ao lado e o terreno ficaria com uma construtora em troca de área cedida à prefeitura de São Paulo. Houve protestos, muita gritaria e a garantia da permanência no local veio após decisão da Justiça em 2007.

Os alunos da Martim Francisco terão mais uma oportunidade de exercer sua  cidadania, desta vez acompanhando o trabalho dos vereadores de São Paulo. A iniciativa é do professor Eugênio Carvalho, inspirado na campanha Adote um Vereador, que repassou, por e-mail, o roteiro que os estudantes da rede pública estadual terão de cumprir:

1- Foram definidos sete temas para pesquisa. São eles: Saúde, Educação, Meio Ambiente, Criança e Adolescente, Transporte, Habitação e Direitos Humanos.

2- As classes foram divididas em grupos por tema.

3- Cada grupo ficou responsável por levantar todas as informações sobre o tema escolhido. ( o foco de interesse é a cidade de São Paulo)

4- Os alunos deverão utilizar como fonte de pesquisa: Caderno Metrópole do  Jornal Estado de São Paulo, Cotidiano da Folha de São Paulo. Sites: Voto Consciente, Inst. Ágora, Transparência Brasil, Instituto Sócio Ambiental, Nossa São Paulo, Seade e Câmara dos Veradores.

5- Será montado um mural com todas as informações recolhidas, além disso os alunos farão duas questões sobre o tema pesquisado.

6- Na segunda quinzena, os alunos farão visita monitorada à Câmara Municipal. Nesse mesmo dia, estaremos entregando um ofício em cada gabinete comunicando sobre o projeto.

7- A partir do segundo semestre todas as informações  sobre projetos e votações  serão afixadas no mural da escola.

8- É objetivo também elaborar um informativo.

Minha sugestão ao professor Eugênio e sua turma de “adotadores”  é que criem um blog para a divulgação de todas estas informações, permitindo que cidadãos que não façam parte da comunidade escolar também tenham acesso aos dados que, certamente, serão muito úteis para que se tenha uma ideia melhor sobre o desempenho dos vereadores e o trabalho realizado na Câmara Municipal de São Paulo.

Os alunos da Martim Francisco estão de parabéns pela iniciativa.

Da Móoca ao Morumbi, nunca mais ?

Por Carlos Magno Gibrail

Cena do curtametragem Escola de Meninos (Andre Cherri/Flickr)

A escola da Móoca que o Governador José Serra estudou foi para o noticiário policial; as escolas de São Paulo estão em posições surpreendentemente desfavoráveis nos rankings nacionais; professores de universidades de ponta detectam queda no nível dos alunos.

Não se educa mais como antigamente? Ou não se estuda mais como antigamente? As crianças e os jovens não são mais bem informados e espertos do que no passado ?

Acredito que a resposta “sim” vale para todas as questões acima, acrescentando que a abertura do ensino e a falta de um método cientifico de avaliação explicam a “inexplicável” situação da educação no Brasil.

Professor da FEA USP, Nelson Barrizzelli atesta o primeiro “sim”:

“Como professor universitário de uma das escolas mais conceituadas deste país, vejo com tristeza que a cada ano o nível dos alunos que chegam à Faculdade é pior do que os que chegaram nos anos anteriores. Isto é uma demonstração cabal de que estamos falhando nos níveis elementares e intermediários”.

Indagado a respeito de uma solução, pondera:

“Acredito que a educação no Brasil só atingirá níveis compatíveis com nossa necessidade de futuro, quando o ensino fundamental e o ensino médio voltarem a ter a qualidade que tinham anos atrás. Há 30 ou 40 anos um aluno que deixava a escola após o científico ou clássico tinha nível de conhecimento adequado para o seu desenvolvimento, mesmo sem acesso à Universidade”.

E dá um recado:

“Não esqueça de que tudo isso pode ser mudado se o voto se tornar facultativo. Precisamos sensibilizar a imprensa a respeito. O Milton poderia começar esse movimento no programa dele.”

A psicóloga Ceres Alves de Araújo declarou à VEJA:

“São Paulo foi a primeira cidade do Brasil a entrar na onda das escolas liberais e construtivistas. O professor perdeu a autoridade e os caminhos individuais para a aquisição de conhecimento forjaram alunos autônomos , porém indisciplinados”.

O que é ruim para desafios de concursos e provas, ao contrário do perfil dos colégios campeões.

Do MEC, há três semanas, saíram  sugestões entre as quais a  expansão da carga horária e a interdisciplinaridade de leitura  e de arte e cultura. Certamente melhorarão o cenário atual. Entretanto para melhor entender o momento  é preciso levar em conta a expansão  quantitativa de alunos e o crescimento  da classe C neste contexto. Principalmente em  São Paulo  onde ela representa 55% da população. E, dos 493 colégios da cidade, 182 cobram menos de 500 reais de mensalidade. E “mensalidade é um indicador de qualidade” como lembra o Prof. Arthur Fonseca Filho do Conselho Estadual de Educação.

Daí a prova do ENEM fica distorcida e escancara uma falha gritante de avaliação. Exatamente na educação, ignora-se a técnica. Quando foi usada, em 2001 a Marplan elegeu o Colégio Porto Seguro no Morumbi o melhor da cidade, agora o 452º do ranking do ENEM.

Até mesmo um especialista, o economista Gustavo Ioschpe e colunista da VEJA fica confuso:

“É um mistério que os colégios da elite paulistana não se saíam bem no ENEM”.

O mistério é por que até agora não se aplicou a técnica usada nas eleições ou nas pesquisas de produtos, onde se respeita a amostra de mercado e a segmentação dos consumidores.

É hora de chamarmos os especialistas. Os pesquisadores de mercado, os pedagogos e os psicólogos.  Inclusive para os problemas de violência, principalmente se a intenção for reabrir a rota Móoca-Morumbi.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda as quartas escreve no Blog do Milton Jung

Veja mais imagens no álbum de Andre Cherri, no Flickr

Canto da Cátia: Prefeitura não tem prazo para zerar vagas na educação

A decisão da Justiça pedindo a abertura de 619 vagas em creches municipais no bairro da Penha, na zona leste da capital, não será suficiente para a prefeitura atender a reivindicação de mães e pais que moram nesta região da capital paulista. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que o esforço da administração municipal tem sido enorme com a criação de cerca de 60 mil vagas em creches e 12 mil vagas em escolas de educação infantil.

A Cátia Toffoletto entrevistou o prefeito durante cerimônia de entrega de uniforme escolar em São Miguel Paulista, também na zona leste, insistiu para que ele falasse sobre prazos para “zerar”  esta carência que tem causado transtorno a famílias que moram na capital, mas Kassab fez o que pode para não se comprometer.

Na campanha eleitoral, ele assumiu o compromisso de que não haveria crianças sem creche até o fim do mandato dele, em 2012.

Ouça a entrevista de Gilberto Kassab (DEM) para a Cátia Toffoletto

Alunos usam bicicleta para ir a escola

Bogotá tem sido exemplo para a melhoria do espaço urbano desde que a cidade assumiu o compromisso de melhorar a qualidade de vida dos seus moradores. A presença de entidades civis cobrando do poder público medidas coerentes e sustentáveis fez, por exemplo, que por lá se desenvolvesse projeto que incentiva o uso da bicicleta para as crianças irem a escola.

A ideia foi apresentada a diretoria do Colégio Véritas, em Sorocaba, pelo ativista André Pasqualini, um dos organizadores da Bicicletada, que ocorre toda última sexta-feira do mês, na avenida Paulista. Soube pelo Blog FelizCidadeFeliz, do ouvinte-internauta Roberto Neumann que, nesta semana, o programa foi lançado na cidade que fica próxima da região metropolitana de São Paulo:

Hoje, o colégio Véritas, em Sorocaba, provou isto ao lançar o projeto “Caminho para a Escola”. Agora, os alunos têm a opção de ir para a escola pedalando, acompanhado por monitores que fazem um itinerário – como as vans – e vão encontrando com os alunos e suas bikes pelo caminho. Na hora de ir embora é a mesma coisa: um itinerário, um monitor e a crianças com suas magrelas percorrendo o trajeto até a porta de casa. Para os pais mais corujas e superprotetores é possível acompanhar o filhote. Pedalando, claro! (trecho reproduzido do blog FelizCidadeFeliz)

As peruas da fila dupla

Com o retorno da garotada às aulas, o trânsito se complica na cidade. Muito mais carros deixando suas casas mais cedo e ao mesmo tempo. Nas ruas próximas das escolas a movimentação é intensa. E o desrespeito, também. A jornalista Paula Calloni Do Blog Jabuticaba Brasil descreve a experiência de uma mãe que leva os filhos no colégio de carro e quer cumprir a lei. Reproduzo o texto aqui no blog e o convido a visitar o trabalho da Paula lá no Jabuticaba Brasil que tem um “olhar atendo as pequenos detalhes da vida”:

Começa mais um ano escolar e com ele, entram em cena novamente as peruas da fila dupla.

Explico: todos os dias busco meus filhos na escola onde estudam, em Moema. Há anos cumpro essa rotina, mas ainda não me conformei com a falta de sensatez e civilidade de certos pais, que pagam por uma educação particular, mas na frente dos próprios filhos, dão péssimos exemplos de cidadania e civilidade.
A escola deles provê um esquema de fila de carros, autorizada pela CET e que dá a volta na quadra. Seguranças se comunicam por rádio. Anunciamos os nomes das crianças e a saída deles é autorizada, assim que nos aproximamos do portão principal.
Isto não significa que eu deva parar EM FRENTE ao tal portão, porque meus filhos são capazes de andar um metro e meio ou dois pra chegar ao carro. Mas alguns pais, mães, principalmente, não pensam assim. Muitas vezes os filhos já são marmanjos de pernas peludas, adolescentes, mas os pais insistem em parar seus carrões último tipo em frente ao portão, geralmente em fila dupla, atravancando todo o trânsito já complicado de Moema. Grosseiramente berram o nome do filho, não sem antes arremessar suas bitucas de cigarro na calçada.

São as “peruas” da filha dupla: cabelo tingido, blusa de oncinha, brincos dourados enormes, óculos escuros idem. O carro quase sempre importado. Nada contra a ostentação…não é problema meu. Mas parece que a falta de educação tem sempre a mesma imagem peruesca, comprovando a tese de que educação nem sempre tem a ver com classe social.

Sou turrona: na minha frente, ninguém fura fila. Não deixo mesmo. Não acho justo.

A CET não dá refresco. Mas já que não pode ajudar mais, poderia ao menos não atrapalhar. No segundo semestre de 2008, ampliou as áreas onde é proibido estacionar e nós, pais que agimos direito, ficamos sem alternativa. E dá-lhe fila.

Tenho sugerido à escola que chame estes tipos de pais para uma conversa. Afinal, civilidade vem de berço, como dizia a minha avó. Se as tais “peruas” continuam assim, certamente seus “peruzinhos” seguirão o mesmo caminho.

Conselho de Alimentação já havia denunciado problema na merenda escolar

Com visitas às escolas da rede municipal, o Conselho de Alimentação Escolar já havia constatado problemas na qualidade da merenda escolar servida pelas empresas contratadas pela prefeitura de São Paulo, no ano passado. Na época, teria sido demonstrado que as escolas que mantinha serviço de merenda próprio ofereciam alimentação melhor aos alunos. Além disso, as merendeiras nas escolas onde o atendimento é terceirizado eram incentivadas a economizar na comida e ganhavam um bônus das empresas. Segundo o vice-presidente do conselho, José Ghiotto Neto, o que surpreendeu agora foram as denuncias de fraude feitas pelo Ministério Público do Estado.

Ghiotto, que representa os professores no órgão, lembra que o levantamento feito em 2008 foi levado à Câmara Municipal mas os vereadores não deram importância aos dados coletados. Ele reclama, também, da falta de estrutura e participação no Conselho de Alimentação Escolar.

Ouça a entrevista de  José Ghiotto