Emagreça com Michele Obama

 

Por Dora Estevam

Animada, bem humorada e à vontade, a primeira dama dos EUA Michele Obama mostrou que não tem problema em aliar trabalho com descontração – vestida no melhor estilo primaveril. Calça azul e blusa amarela, um cinto fino para dar um toque feminino e sandália prata, combinando, Michele dançou ao som de Beyonce.

Michele Obama, de surpresa, visitou o Deal Alice Middle School, em Washington, com propósito de divulgar a campanha Let’s Move! – campanha de combate à obesidade infantil.

Num cenário super animador, cheio de jovens, a primeira dama não resistiu e rebolou com as meninas. A ideia não era aprender a dançar, mas, depois que acabou o ensaio, ela pediu para tocar de novo e se juntou as alunas.

Beyoncé é uma das minhas performers favoritas no mundo. Quando ela concordou em fazer a campanha, eu fiquei muito animada! Isso é sobre o que estamos falando, que se exercitar e se mover pode ser legal. É sobre dançar, é sobre se movimentar (Michelle Obama)

É claro que não é todo dia que vimos cenas como estas. Ser a primeira dama dos EUA sempre significou algo intocável e sempre nos transmitiu uma imagem de austeridade misturada com elegância ao extremo.

O fato de a primeira dama cair na dança com pessoas comuns significa uma mudança radical no comportamento da sociedade americana. Fruto do novo Governo.

No Brasil, nos últimos anos, também pudemos ver um comportamento diferente de presidente para presidente. Lula praticamente se divertiu em todos os encontros políticos. Sempre que tinha uma chance brincava com os convidados.

A presidente Dilma Roussef também já teve um encontro diferente no Planalto. Entusiasmada com a campanha social do governo brasileiro, a cantora colombiana Shakira pediu um encontro com Dilma em busca de ajuda para o projeto de erradicação da pobreza. Em uma agenda descontraída, a cantora deu até um violão de presente para a presidente.

Esta é uma tendência de governar para atrair mais apoio popular e, principalmente, manter aquele conquistado até aqui. O eleitor sente que o político está mais próximo da realidade dele ao mostrar que sabe fazer o que ele faz.

Pelo visto a forma “não perturbe” está fora de moda na política.

Aproveite o fim de semana e movie your body, este nunca sai de moda.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

O tempo virou, vista esta camisa

 

Por Dora Estevam

A virada de temperatura traz sempre aquela preocupação de escolher uma roupa adequada para sair de casa. Pode tanto esfriar como fazer calor num mesmo dia, sem contar a chuva sempre disposta a cair em locais isolados.

De qualquer forma não é porque o tempo virou que vamos correr por ai gastando com roupas novas. Tudo bem, se você quiser – a escolha é sua.

Como estamos em uma estação mais fresca, manhãs e noites mais geladinhas, o que precisamos é de algo prático para ficar bem o dia todo.

Pensando nisso me lembrei das camisetas. São boas companheiras para qualquer virada de estação. E hoje há uma grande variedade delas com estampas super engraçadas que ficam bem com calças, saias, bermudas, botas, casacos … é so usar a imaginação.

Vejas algumas combinações:

 

Acho que já da para fazer algumas produções – todo mundo tem uma camiseta no armário – basta ver de que forma você vai usá-la.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Uma viagem ao casamento real

 

Um sonho para muitos, futilidade para outros. Inegável, porém, é o quanto atrativo à mídia e ao mundo será o casamento real. Responsável por este espaço, Dora Estevam decidiu ajudar aqueles que querem ter um dia de rainha (ou de princesa) e reuniu neste post uma série de vídeos e informações sobre a festa e o feito que tomarão o noticiário no fim deste mês, em Londres. Aproveite e curta esta prévia:

Por Dora Estevam

 
O caminho já está traçado:


 
O vídeo em 3d mostra toda a cidade, a capital britânica,  na qual acontecerá o casamento mais comentado do século. E mais aproveitado pelo marketing.São milhares de produtos com a carinha dos noivos.


 
William & Kate se casam no dia 29 de abril, data que, certamente, entrará para a história, como outros casamentos reais, relembre alguns:

 
 
Uma verdadeira história de amor.
Um verdadeiro luxo.
O jardim, a decoração, as roupas, o bolo.
A catedral, tudo o que há de diferente.
Mas com um toque moderno dos noivos.
O vestido mantido em segredo, mas já dá para imaginar…


 
 
E é claro que uma princesa tão bonita só pode ser copiada por muitas mulheres. Tudo o que ela usa vira objeto de desejo. O noivado realmente está fazendo a economia do país turbinar.

 
 
Nesta entrevista o príncipe fala do amor pela sua noiva e sobre o anel de noivado que ele deu a Kate, anel que foi da mãe dele.


 
O casamento será transmitido via streaming, será o primeiro a dar origem ao aplicativo para celular, e a trilha do casamento estará no itunes horas após o sim. Uma data tão importante para a economia, para as tvs e para os plebeus que se divertirão e se emocionarão com cerimônia tão agitada, mesmo que momentaneamente.
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Maquiagem, faça você mesmo

 

Por Dora Estevam

Até há pouco tempo para uma boa maquiagem era preciso ir ao salão de beleza ou chamar um profissional em casa. Raramente alguém sabia fazer a sua, em alguns casos era necessário até a ajuda da tia mais velha que já tinha experiência dos anos 60, nos quais as moças andavam bem maquiadas. A informação se multiplicou com os profissionais publicando livros, com desenhos e dicas, que ajudaram as pessoas a fazer em casa e aprender a função.

Agora, basta um clique na internet e a quantidade de vídeos sobre maquiagens é incrível. São muitas opções, e de carona as “professoras” ensinam, também, a montar cabelos de celebridades, muitos dos quais fazem sucesso e as meninas querem. Tipo o cabelo da Byonce, da Gisele, Fernanda Lima, o coque rosquinha, por exemplo. São muitos.

De tudo que eu vi, gostei muito das dicas da  Julia Petit que faz isso com extrema graça e bom senso. Outro dia passei a tarde empolgada com as informações dela. Adorei. Óbvio que não posso por tudo aqui, mas pelos menos dois deles eu quero que você assista comigo.

Num ensina a fazer o cabelo da Gisele:

Neste outro, fique atenta para a bela maquiagem marrom:

Gostei também do trabalho de uma amiga, a Cris Tamer, ela é editora do blog The Betty, com a Sofia Alckmin. A Cris participou do lançamento de uma marca de produtos para maquiagem e aproveitou para fazer um vídeo sobre o assunto. Na produção, ela chegou sem maquiagem, com o rosto lavado e fez um make suave próprio para o dia. Detalhe: tudo sem pincel, somente com os dedos. Isso mesmo, dedos para blush, gloss e sombra. Veja que legal.

Tem também um editorial de beleza da revista The Gentlewoman que traz seis maneiras de passar blush, cada um com efeito diferente, dependendo do ângulo do rosto é notável a diferença. Verdadeira obra de arte. O responsável é Peter Philips, o mestre dos pincéis da Chanel. A modelo é a Abbey Lee, fantástica.

Agora é com você. Que seja mais uma motivação para sair de casa toda bonita, mais do que você já é. Inspire-se !

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Coroas chics


Por Dora Estevam


 
Seja em SP, Milão, Florença, Londres, Paris ou qualquer outro lugar, não importa. O que importa é se mostrar ao mundo da melhor maneira possível. Se possível da maneira que agrada aos olhos de quem os vê. E, principalmente, de quem os veste.

São os coroas chiquérrimos que encontrei nas imagens de fotógrafos espertos e antenados pelo mundo e pelas pessoas. Gente normal, que circula pelas ruas livremente como cidadão comum.

Nas clicadas, o que se nota é a opção de se vestir da maneira mais clássica e chic possíveis. É aparentar a idade através da roupa e do comportamento, sem precisar esconder nada (deles próprios ou de ninguém).
 
A verdade é mostrada a olho nu. As rugas, o cabelo branco, a pele envelhecida, que num toque de classe fica maravilhoso e agradável aos olhos.
 
Veja esta foto da brasileira Costanza Pascolato, editora da Revista Vogue Brasil, na qual surge toda sorridente e muito feliz. Ela foi fotografada pelo Sartorialist. Simplesmente um dos melhores do mundo da moda pela internet.


 
A foto poderia ter vindo sozinha, mas ganhou ainda um comentário do fotógrafo: “Costanza é ótimo exemplo de como a mistura de estilo e moda funcionam, ela tem um jeito incrível de manter um estilo consistente e pessoal, e está sempre se atualizando com itens da moda.”
 
É maravilhoso encontrar pessoas que transmitem este sentimento. Ainda mais representando o Brasil.
  
Ela estava abençoada no dia da foto: a boca estava linda; os olhos, maravilhosos; o brinco, super discreto; o cabelo arrumado elegantemente; a pele envolta do pescoço no ponto certo; nem mais, nem menos. Resumindo, uma expressão fantástica captada pelo fotógrafo.

 
 
Acho que todos têm a oportunidade e a liberdade de envelhecer como quiserem, se cuidando ou não, mas quando nos deparamos com fotos de pessoas que se preparam para viver melhor os últimos anos da vida é muito empolgante.
 
Não gosto do estilo extravagante, mas o estilo mundano me desagrada. E isto vale para ambos os sexos.
 
Já sei da preferência de homens pelos jeans e camisetas, não é esta a questão, é o controle do seu jeito de se vestir, é a maneira com que você encara a terceira, a quarta idade ou mais. Vai desistir ou vai enfrentar. Os problemas chegam com a idade, mas a ideia é enfrentá-los e seguir adiante.
 
Já imaginou como seria tudo sem graça: sem a adrenalina correndo no sangue; sem o trânsito; sem ter que buscar filho na escola; sem ter que chegar atrasado (inevitável); sem ter que pegar filas enormes no cinema? Seria chato, né?
 
Então enfrente com estilo, continue tocando a vida livremente e não se preocupe em esconder a idade. Seja você mesmo e verá que tudo fluirá melhor.
 
Faça seus exercícios regularmente, cuide a sua alimentação, vá à igreja e seja alegre e simpático (a) com os seus amigos e parentes.
 
Não queira mudar algo que nem você acredita, esta não é a hora de mudar de estilo, é a hora de aprimorar o que está feito.
 
 


 
 
 
 
 
 
Esta não é a primeira vez que falo dos idosos aqui neste blog, eu gosto da ideia de envelhecer naturalmente. Mas gosto também da ideia de ser graciosa de viver longe dos produtos químicos e cirurgias. Gosto da beleza natural.
 
Lembre-se, porém, a beleza vem da sua experiência de vida e não do que você veste. Vem de dentro para o rosto. As imagens que nós vimos aqui, dão certamente força para saber que a vida pode ser interessante e que é possivel viver sempre com entusiamo. Deixe a vida acontecer.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Poderosas da moda

 

 

Por Dora Estevam
 
Elas existem e não são muitas; são poucas e poderosas. Falo das editoras das revistas mais importantes do planeta da moda. As responsáveis pelo sucesso de modelos e estilistas de todo o mundo. Ou não.
 
Todos os estilistas passam por estas mulheres e acenam como se fossem deusas. Elas são imitadas, invejadas e disputadas. Mas não estão imunes a críticas. O profissionalismo funciona como em todas as áreas: se não der certo, rua. Pode ser a melhor, errou está fora.
 
Além das redações das revistas, o palco perfeito para elas agirem são as semanas de moda de Paris, Nova Iorque e Milão. Locais em que as construtoras de celebridades vão buscar as novidades para os mais famosos editoriais.
  
Junto delas uma legião de profissionais que acompanham a jornada, nada mole. Pois não pense que a vida destas editoras é apenas glamour, não.

Um dos trabalhos mais esperados nos últimos meses foi o da editora da Vogue francesa, Emmanuelle Alt, a editora que substituiu a ex-poderosa Carine Roitfeld, despedida após desagradar os anunciantes da revista com um editorial no qual meninas de 15 anos usavam roupas e acessórios de mulheres adultas em poses de adultas.
 
O cargo ficou livre por alguns dias até que a escolhida foi Emmanuelle. Ela já trabalhava na empresa e sempre foi forte candidata a vaga. Com muita experiência, brilhante profissional e total prestígio,  a nova editora mostrou que sabe das coisas. Não quis arriscar tentando emplacar uma cara nova  e escolheu a modelo conhecida universalmente para a primeira capa: Gisele Bündchen, toda de branco, com vestido Dolce em renda transparente, mais linda do que nunca.


 
Emmanuelle Alt é uma pessoa mais discreta e demostra isso no trabalho, também.

Não podemos dizer o mesmo de Anna Dello Russo, editora da Vogue Nippon. Você já deve ter visto fotos dela por aqui. É uma fashionista conhecida pelas mais extremas combinações de roupas e sapatos. O excêntrico modo dela se vestir apareceu a primeira vez no site do Sartorialist, em 2006, e de lá para cá só impulsionou a moça através da internet.
 
Hoje, Anna tem um blog, usa twitter e responde a dezenas de entrevistas por mês. Ano passado, lançou perfume e soma a este estilo empreendedor uma personalidade super divertida, contam os que a conhecem pessoalmente.

Anna Dello Russo gosta tanto de ser celebridade que se diverte com o público: troca de roupa três vezes por dia e faz poses para satisfazer sua ambiciosa plateia. Quem adora a moça são os fotógrafos de ‘streetstyle’. Estão sempre atentos para seu show particular.

Outra editora da qual gosto muito é Christine Centenera, da Harper’s Bazaar. Eu não sei se é o meu olhar mas ela tem uma carinha de mulher brasileira e se veste muito parecida com nosso estilo. Gosto muito.


 
As roupas são mais discretas: nas cores e modelos. O estilo é despojado mas não extravagante. Por acaso nesta foto, ela aparece com calça estampada e mais solta, mas, normalmente, Christine evita estampas.

 
E para finalizar, eu vou falar da mais poderosa editora de todas elas, madame Suzy Menkes. Ah, esta mulher é capaz de chamar mais atenção do que a Lady Gaga. Com renome mundial, ela é jornalista e trabalha no Internacional Herald Tribune.  É o tipo da mulher que derruba ou coloca no pedestal da fama. Todos os estilistas e produtores de moda se derretem aos pés dela. É o próprio poder. E já está confirmada a presença de Susy nos desfiles do SPFW brasileiro em junho.

O trabalho destas editoras é primordial para a moda. Delas dependem as vendas dos produtos, sejam caros ou baratos. O sucesso ou a derrota, a contratação ou não, a ascensão de uma modelo ou o esquecimento. É incrível pensar que basta uma letra e pronto.
 
Da para imaginar o poder destas mulheres?

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

 

As mulheres e o vinho

 


Por Dora Estevam

Quem pensa que as mulheres têm visão diferente da dos homens com relação aos vinhos está enganado. Hoje, mulheres e homens competem de igual para igual em vários setores e no vinho não é diferente.

É o que diz o Diretor de Degustação da Associação Brasileira de Sommeliers de SP, prof. Nelson Luiz Pereira. “Aliás, você pode ofender uma mulher oferecendo um vinho doce ou um moscato d’asti tentando agradá-la”, alerta.

Não existe uma fórmula pronta para a mulher começar a apreciar o vinho. O contato pode ser familiar, entre amigos ou em encontros corporativos. No geral, elas costumam ter preferência por sapato, marca de cosmético, de produto em supermercado. E com o vinho não fica distante.

Para o prof. Nelson, existem vinhos de estilo que eles chamam de “feminino”, elaborados com uvas Pinot Noir ou Merlot, por exemplo. Mas as preferências de um modo geral são bem ecléticas. Com isso, mulheres podem se agradar de vinhos com aromas florais e de frutas bem maduras. Sem generalizar, não costumam gostar de vinhos tânicos (aquele que amarra a boca, sensação de banana verde) nem muito alcoólicos.

Na apuração de gosto para vinhos, Nelson enfatiza que não há distinção entre homens e mulheres. Elas costumam ser mais detalhista, porém emocionalmente são mais instáveis, ou seja, adoram um vinho hoje, e não gostam tanto assim dele amanhã.

Como todo mercado intitulado masculino, no vinho não é diferente. Às vezes, o degustador tenta direcionar vinhos espumantes, champagnes e tintos mais leves para as mulheres – o que para Nelson é uma bobagem: a mulher pode tomar um vinho encorpado, sim.

E se falamos em bobagens, vamos a outra:

Garrafa masculina e garrafa feminina. A França ainda hoje dita regras de vinho para o mercado, e as garrafas borda lesas (mais estreitas e ombros mais retos) são chamadas de masculinas, pois o Bordeaux é um vinho mais viril. Já a Borgonha costuma fazer vinhos delicados e suas garrafas são largas na base com ombros mais suaves, explica Nelson.

Então, amiga, nem se preocupe se você nunca escolheu uma garrafa considerada feminina – nada disso revelará tendências. Comigo sempre acontece isso e prefiro as mais viris.

O brasileiro consome per capita mais de dois litros de vinho por ano. Não é muito. Nesta conta entram as mulheres que não ultrapassam um quarto deste volume. De qualquer forma já fazemos parte deste crescimento no país.

Geralmente, em uma saída a um restaurante quem escolhe o vinho são os homens. Só que isso, hoje em dia, está bem fora de moda. As mulheres estão mandando bem e, portanto, devem dividir a carta com o companheiro.

Acerte nos pratos e nos vinhos. O jantar ficará muito mais agradável e a conversa poderá girar em torno da carta de vinhos e da experiência de cada um.

Para as mulheres que estão começando a apurar vinho hoje, o diretor da ABS-SP, dá dicas importantes. Inicie-se pelos mais simples para depois provar os de sabores mais complexos – geralmente mais caros. Participe de degustações e faça um curso básico para aproveitar melhor este mundo fascinante (o da Associação Brasileira de Sommeliers é o mais completo do Brasil).

Se você tiver um grupo de amigas e amigos com o mesmo espírito, monte uma confraria sugere Nelson. As reuniões podem ser mensais, quinzenais ou semanais.

Agora, mulheres, a parte mais gostosa da história. Nosso amigo passou uma relação incrível e deliciosa de vinhos para comprarmos e consumi-los nos próximos dias. E uma excelente oportunidade e começar agora no Dia Internacional da Mulher, em oito de março.

Anote na agenda, são dicas das principais uvas facilmente encontradas em nosso mercado:

• Um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia (vinho branco muito aromático)

• Um Chardonnay chileno da região de Casablanca (vinho branco encorpado)

• Um Pinot Noir da Nova Zelândia (vinho tinto delicado)

• Um Cabernet Sauvignon chileno da região do Maipo (vinho tinto encorpado)

Além destes, para aquelas que não dispensam um espumante, podem partir para os brasileiros, são muito confiáveis – diz Nelson.

Não deixe de conhecer o Blog Vinho Sem Segredo, do Diretor de Degustação da Associação Brasileira de Sommeliers Nelson Luiz Pereira, você pode encontrar muitas outras dicas legais. E se quiser conhecê-lo pessoalmente, Nelson é sommelier do restaurante La Cucina Piemontese em Alphaville.

Amei todas as dicas e já estou morrendo de vontade de tomar uma boa taça de vinho.

Dora Estevam é jornalista e, aos sábados, escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

A foto que abre este post é da galeria de Ale J. Ven, no Flickr (veja mais aqui)

Por dentro da moda: acessório masculino

 

Por Dora Estevam

Tão antenados como as mulheres, os homens não deixam nada a dever em termos de moda e tendência e, principalmente, quando se trata de moda de rua.

O street style masculino tem mostrado que eles não estão mais preocupados com o formalismo na hora de preencher uma vaga ou fechar contrato de trabalho.

Cool é o que se pode dizer dos homens de hoje. A preocupação em colocar uma bolsa grande, um guarda-chuva, um adereço na alça da mala, um tênis colorido, uma camisa social com detalhe no peito, tudo isso e muito mais são detalhes antes reservados às mulheres. Eles aprenderam e estão arrasando nas ruas de todo o mundo.

Seja dia ou noite a ordem é descontração e conforto. O colorido também se encaixa nesta nova temporada, tendência fortíssima para o inverno e já usada por eles.

Sem dúvida, a indústria da moda está mais voltada para este público que descobriu um novo estilo de se vestir.

Então, reinvente o seu estilo nesta temporada, e depois me conte qual o seu look favorito. Alguns dos visuais que eu amo estão nas fotos deste post. Ou aproveite a apresentação que preparei para você, a seguir:

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

O cigarro do Ronaldo

 

Por Dora Estevam


 
O cigarro é mesmo o vilão. Digo isso porque foi só o jogador Ronaldo se despedir do futebol e pronto – o agora-eu-posso falou mais alto. Ele e o amigo Roberto Carlos caíram num cigarrinho. E, a se notar na foto, estava bem gostoso.
 
Confesso que fiquei desapontada com os moços tragando e conversando numa boa. Não quero me meter na vida deles, mas não combina. Não cai bem para jogadores experientes como os dois.

Sabe-se agora que eles fumam há bastante tempo e o tema teria sido assunto interno da seleção brasileira na Copa de 2006. A imagem feita pelo repórter fotográfico José Mariano, da Agência Estado, apenas escancarou o hábito.

Conhece aquele ditado: “o que os olhos não veem o coração não sente”

É por aí.
 
Pelas notícias já soubemos de muitos envolvimentos dos garotão com mulheres, travecas, baladas … mas com cigarro? Ainda se fosse um astro de Hollywood poderia dizer que começou a fumar porque fez um personagem que pedia esse comportamento. Mas creio que não é o caso.


 
Mesmo em Holly agora a onda é usar o cigarro eletrônico. Johnny Depp usou um no filme “O Turista”. A cena aparece logo no inicio do filme. Dá para ver bem como funciona. Para atores que não fumam  o cigarro eletrônico aparece até na versão sem nicotina.
 
O aparelhinho é todo equipado com um inalador, um cartucho, um atomizador ou chip e uma bateria recarregável. Ele acende na ponta simulando um cigarro de verdade. Até a fumaça sai da mesma forma.
 
Calma, calma, antes que digam e “daí esta fumaça …”! Ele vaporiza a nicotina, ou seja, a fumaça é apenas um vapor. Dizem que é mais saudável por só possuir nicotina, e que tem menos substâncias tóxicas que as 4 mil que um cigarro comum possui. Para quem quer parar de fumar, eles são vendidos com menos nicotina ou até sem.


 
O uso do cigarro eletrônico já virou febre em todo o mundo, mas no Brasil nem pensar. A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária reprova o aparelho. Desde 2009 a importação do dispositivo eletrônico está proibida. É que a Anvisa não sabe até que ponto o seu uso pode prejudicar a saúde.

De volta a dupla RR. Se ao menos os dois estivessem fumando um desses sem nicotina, quem sabe abrandaria a decepção.
 
Mas é isso, o cigarro é um vício e tem muita gente que recorre a ele. Poderia ser na bebida, nas drogas, na comida ou sexo. Existem milhões de pessoas que tentam parar mas não conseguem. É muito difícil mesmo, por isso é um vício.
 
E o vício agora declarado também é do Ronaldo e do Roberto Carlos.
 
Que pena!
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

A moda gay

 

 


Por Dora Estevam

Tenho visto muita moda masculina nos últimos tempos. Algumas fotos e vídeos de desfiles compartilhados aqui com você internauta. Muitas produções, looks e shapes que estão pipocando nas passarelas que certamente irão para as lojas para tentar vender. Só que também percebi que muito do que é mostrado não é exatamente a moda que um heterossexual usaria.

A moda masculina tem mostrado  modelos de roupas que os gays gostam de usar. Os cortes são mais ousados, as cores mais alegres. Não que todo gay saia por ai todo colorido, não é isso. Mas é fato que os gays se vestem super bem.

Tem muito gay discreto que respeita antes a profissão. Eu diria que é como um executivo ou um parlamentar que no exercício da função precisa usar costume, mas no fim de semana relaxa e veste bermuda e sandália para ficar a vontade. Normal. Como também tem gay danoninho, que se veste com regata, shorts e chinelinho.

Vamos relembrar alguns fatos do processo da moda masculina-gay.

Que o gay tem uma personalidade singular não se discute. Ele passeia pelo lado masculino e feminino com a maior facilidade. No passado, precisou se vestir de maneira mais viril para esconder a homossexualidade, mas para liberar o lado gay teria que assumir o jeito sem ser marginalizado, vestindo os coloridos e os acessórios da moda. Daí veio a onda “ eu sou gay e demonstro através do meu comportamento e pela minha roupa”. Foi uma verdadeira farra, reccorreram às roupas masculinas por falta de opção, valia de tudo para contrapor: brinco e tamancos.

Só para você se situar estamos falando da década de 70.

Com o surgimento da Aids as coisas tomaram outro rumo. Ser gay, magrinho, fininho, queimadinho do sol virou sinônimo de doença. Então os moços começaram a recorrer para as academias: a regra era tornar o corpo mais fortinho, comer mais e ficar com cara de mais saudável. Magreza e cara branquinha, pálidos, estavam fora das características de fragilidade que já estavam sendo confundidas com o aspecto de doença.

Mas a mudança se estendeu até a forma de se vestir, muitos preocupados com os comentários voltaram a se vestir com roupas masculinas, com isso a caricatura de mulher estava descartada.

Já nos anos 80 ninguém mais falava do gay mulherzinha, afeminado, ficou totalmente fora de moda.

Com os corpos definidos e a pele bronzeada, o visual ficou com cara de macho. Só que os amigos criativos deram um jeitinho de não serem tão durões assim. Na prática os tecidos eram estampados e listrados, na cartela de cores prevaleceram os tons sur tons.

Um estilo mais andrógino que para completar os nossos amigos passaram a usar bigodes.

Apesar de tudo isso temos que lembrar que os melhores estilistas nacionais e internacionais de moda são gays, eles tem um papel fundamental na moda. Com isso passaram a divulgar a moda gay em bairros como Village, ao Norte de Nova York. Daí para frente a moda homossexual foi se expandindo até virar em centenas de lojas que não só atendiam ao público gay mas também aos simpatizantes.

Ainda nesta década não posso deixar de relembrar que o gay começou a usar aquelas roupas de couro, lenços no pescoço, adereços como brincos…emfim tudo para se distanciar daquele gay dos anos 70.

Hoje mesmo o “rapaz alegre” procura se vestir de maneira mais simples: jeans e camiseta. Mas não dá para negar que a moda masculina hoje é sugerida para o homem gay.

O fato é que o gay vai sempre se diferenciar, seja num echarpe jogado no pescoço ou um brinco bacana.

Não que o brinco seja um adereço gay, mas uma forma de o homem brincar com a moda masculina.

Por fim, hoje até a publicidade é feita com casais gays, em situações rotineiras como comer um salgadinho a beira da piscina com seu amor.

Curtam o clip.


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung