Afim de um programa no feriado?

 

Por Dora Estevam

 

O feriado prolongado, como este de Corpus Christi, é grande oportunidade para se assistir àqueles shows que nunca temos tempo. E muita gente gosta de aproveitar esta folga para se atualizar com as diversas opções culturais da cidade: teatro, cinema, exposições e música para todos os públicos. Por isso, passei os olhos na agenda e destaco para você algumas das sugestões que mais me agradaram, em São Paulo.

 

 

Vamos começar com música erudita. Alondra de la Parra, maestrina mexicana, comanda a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo na execução da Sinfonia nº7 em lá maior, opus 92, do compositor alemão Ludwig van Beethoven e o poema sinfônico Paraísos Artificiais, do português Luís maria da Costa de Freitas Branco. É na Sala São Paulo, praça Julio Prestes, 16 – Luz, domingo, 11 horas, entrada franca.

 

 

Tem, também, muita música popular. Laércio Ilhabela, violonista, compositor, arranjador e intérprete, se apresenta no Memorial da América Latina. O show Violão ao pôr do sol mescla ritmos como bossa nova, choro, caipira, flamenco espanhol e a música clássica – representando a musica de vanguarda brasileira. O violonista vem acompanhado do Quinteto de Cordas e no repertório algumas pérolas de composições consagradas como João Pernambuco, Som de Carrilhões; Paulinho Nogueira, Bachianinha nº1. É no dia 31, quinta-feira, às 21 horas, entrada franca.

 

 

No cinema, além dos filmes em circuito nacional, há opções atraentes também em lugares bem legais como o MIS – Museu da Imagem e do Som, que traz a Caixa de Cinema, uma invenção inspirada no encontro das antigas jukebox musicais com as cabines de foto 3×4. A ideia é fazer o público relembrar ou conhecer uma grande cena de cinema. O espectador escolhe uma cena, entra na cabine e a assiste como se estivesse numa pequena sala de cinema, semelhante às antigas salas francesas. Na programação o visitante poderá assistir ao O Mágico de Óz; A bela da tarde; A Ciência dos Sonhos e a atuação do incrível David Bowie em Labirinto, de 1986. Tudo de graça. O MIS fica na Avenida Europa, 158

 

 

Na Pinacoteca do Estado de São Paulo, a atração fica por conta da mostra Santa Fabíola, reconhecida como protetora das mulheres com casamentos infelizes. O artista belga Francis Alÿs conta a história de uma mulher romana, canonizada no ano 547 em razão de seu trabalho de caridade aos doentes e pobres, tendo fundado em Roma o primeiro hospital cristão, público e gratuito em todo o Ocidente. A mostra apresenta uma série de imagens de uma mulher coberta por um véu vermelho, expostas parecem ser todas iguais, mas o público se surpreende ao chegar perto. Os trabalhos foram confeccionados com materiais bordados, esmaltes, sementes e grãos de feijão. A Pinacoteca está na Praça da Luz, 2. Vá lá conferir!

 

Desculpe-me se falei apenas de São Paulo, mas é por aqui que estarei neste feriado. Uma busca nas agendas culturais da sua cidade certamente oferecerá excelentes opções para o feriado.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, no Blog do Mílton Jung.

Conte Sua História de SP: Que bela cidade preguiçosa

 

Por Marcel Crespin
Ouvinte-internauta

 

Ouça este texto que foi sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

Hoje a cidade acordou preguiçosa

 

Hoje, dois de janeiro de dois mil e treze, a cidade acordou preguiçosa. Nem o sol ousou levantar. O céu cinzento, desde cedo, anunciava um dia lento em São Paulo. Acostumada ao trânsito que consome horas do cotidiano paulistano, a cidade estava lenta, o trânsito não. Quase não havia carros na rua. O trajeto que levo, em média, mais de uma hora para percorrer, não levou sequer 20 minutos para ser percorrido.

 

Quem dera fosse esse o ritmo da cidade. Não o da produção das indústrias ou o da intelectual, não o dos espetáculos culturais, nem o do comércio pungente, não o da educação ou o das feiras livres, nem tampouco o dos anunciantes ou o das agências de propaganda, mas da vida, que muitas vezes deixamos de saborear como deveria ser feito, por conta da correria insana do dia a dia.

 

A lassidão do primeiro dia útil do ano podia ser notada em tudo o que se via por aí. As poucas pessoas que andavam a passos lentos pelas ruas, bocejavam preguiçosamente e se espreguiçavam como quem acaba de levantar da cama. As faixas de pedestres surpreendentemente vazias das ruas e avenidas mais movimentadas da cidade, ilustravam que de útil o dia só tinha o nome. Ou quase isso.

 

Ao entrar na garagem, as inúmeras vagas disponíveis antecipavam o movimento praticamente inexistente de pessoas no luxuoso edifício da marginal Pinheiros. Subi sozinho no elevador que me conduziu ao térreo, onde fiz a baldeação para o outro elevador que me levaria até meu destino final.

 

Normalmente coalhado de pessoas indo e vindo, o andar térreo do edifício dessa vez estava completamente vazio. Nem mesmo o balcão da recepção tinha todas as moças que tradicionalmente atendem as intermináveis filas de visitantes. Ao invés de várias, apenas uma estava lá, lixando entediada e cuidadosamente as unhas. Passei pela catraca estranhamente sem fazer fila e lá estavam todos os elevadores me esperando para um confortável passeio até o décimo segundo andar.

 

Ao ter as portas do elevador fechadas, notei que uma televisão dava notícias exclusivamente para mim. Aquela televisão, presença cada vez mais comum nos elevadores, que via de regra traz as últimas notícias e anuncia de forma masoquista a quilometragem caótica do trânsito paulistano, hoje trazia as primeiras notícias do ano e anunciava os inacreditáveis oito quilômetros de congestionamento em toda a cidade.

 

Ao ver as portas do elevador se abrindo novamente, sem fazer sequer uma escala em outro andar, pude ver muito pouco. O corredor do décimo segundo andar era todo meu. Nem uma pessoa dividia aquele espaço comigo. Pude ouvir meus passos me conduzindo, apenas intercalados pelo som da minha própria respiração. Pelo caminho, as luzes apagadas dos escritórios vizinhos, tradicionalmente acesas até tarde da noite, manchavam de escuro o piso claro do corredor que iluminava nada, nem ninguém.

 

Ao chegar, me senti aliviado por encontrar vida alheia. Poucas, bem poucas, mas lá estavam alguns heróis da resistência.

 

Como sempre faço ao chegar de manhã, fui à minha sala, me ajeitei na cadeira e abri meu computador para checar meus emails. Apenas para desencargo de consciência, uma vez que já havia checado inúmeras vezes antes de sair de casa e pelo caminho, dessa vez percorrido muito rapidamente, se comparado a um dia normal.

 

Com a preguiça de um domingo de manhã, minha caixa de entrada me ajudou a perceber logo que a letargia das ruas não havia invadido apenas esse edifício da marginal Pinheiros, mas muito provavelmente tantos outros dessa cidade, que em plena quarta-feira nos dava a nítida certeza de que o mundo não havia acabado, conforme anunciado, mas que também o ano ainda não havia começado.

 

Participe do Conte Sua História de São Paulo, envie seu texto para milton@cbn.com.br ou marque uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net

Leis de trânsito tem de ser ensinadas na escola

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Fazia já algum tempo que eu não tratava, nesta coluna, das mazelas do trânsito. Nesses últimos dias, no entanto, notícias acerca do assunto chamaram-me a atenção, não por serem auspiciosas, bem pelo contrário, porque mostravam números assustadores. Zero Hora, jornal gaúcho, em matéria divulgada sábado, dia 30 de março, referindo-se ao feriado prolongado de Páscoa, então recém iniciado, acentuou, em manchete, que na largada dele, feriadão (detesto,no caso,o aumentativo),as infrações cresceram 83,7%. Referia-se às primeiras 24 horas da Operação Viagem Segura. Lembro que aqui no Rio Grande do Sul milhares de pessoas aproveitam a Páscoa para retornar às praias do litoral gaúcho, a exemplo do que ocorre com os paulistanos em relação a Santos e a outras cidades de São Paulo situadas à beira do mar. Polícia Rodoviária Federal, a Brigada Militar, Polícia Civil e demais órgãos ligados ao trânsito, entre a zero hora de quinta-feira e a zero hora de sexta, fiscalizaram 20.541 veículos. O número dos que sopraram o bafômetro aumentou 539,3% em relação ao ano passado.

 

As infrações de trânsito, porém, cresceram 83,7%,repito. Isso demonstra que os nossos motoristas, mesmo que o número dos que dirigem sob efeito alcoólico,tenha diminuído, está distante de fazer o que se poderia considerar pilotagem sem mácula. É grande a quantidade de ovelhas negras, pessoas que desafiam leis que são, de certa forma, ainda muito brandas. Concordo com o chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal gaúcha, Alessandro Castro. Ele entende que os valores atuais não servem para conter a sanha dos maus condutores. A possibilidade de recorrer das multas aplicadas, acrescenta Alessandro, amplia a possibilidade de o infrator ficar impune. Para que não tenhamos de ficar horrorizados com episódios funestos no qual se envolveu, por exemplo, Hélio Claudio De Camillis, 73 anos. Na noite do último domingo, ele atropelou duas pessoas que – e isso também tende a ser erro fatal – atravessavam a BR-290, em local não adequado para cruzar a pista de alta velocidade da freeway, na qual a velocidade máxima permitida é de 110 km/h. Suas vítimas sofreram morte instantânea. O atropelador não se feriu. Para não me estender, escreverei apenas que esse ex-vereador de Tramandaí, cometeu, pelo menos, 76 infrações de trânsito, 62 delas por excesso de velocidade.

 

Enquanto nossas escolas, a partir do ensino primário, não possuírem entre as suas matérias, aulas de trânsito, o seu currículo estará incompleto. Talvez me considerem exagerado, mas essa matéria não perde em importância para nenhuma outra.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Neste feriado, lembre-se: devagar se vai ao longe

 

Por Milton Ferretti Jung

 

O feriado do dia 7 de Setembro é daqueles que se prolongam por bem mais que 24 horas, razão pela qual são chamados, talvez por influência da mídia, de feriadões. Não gosto desse superlativo.Prefiro que sejam identificados, apenas, como feriados prolongados. O nome deles, porém, não tem a menor importância. Todos, em geral, começam, como o de amanhã, numa sexta-feira e se estendem até o domingo. Cada um aproveita os longos feriados da maneira que mais lhe apraz. Há quem adore assistir ao tradicional desfile comemorativo da Data Magna da nossa independência, existe quem prefira aproveitar o fim de semana comprido para descansar ou, então, para viajar, elegendo, como destino, praia, serra ou mesmo uma visita a parentes que moram em outras cidades. Quem fica ou quem sai, torce para que o tempo seja bom, coisa que nem sempre acontece.

 

Preocupa-me, no caso dos que optam por viajar, seja qual for o tipo de veículo escolhido para tal, com o que ocorre, principalmente, quando os feriados começam em sextas-feiras. Refiro-me às tragédias provocadas por acidentes de trânsito. No último fim de semana – nem era de feriadão – morreram, nas estradas gaúchas, 11 pessoas. Dessas, apenas duas foram vitimadas na Região Metropolitana. Para tentar evitar quaisquer acidentes, a Polícia Rodoviária Federal, em parceria com a Brigada Militar e Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), vão reforçar os efetivos, montar barreiras e por em ação radares. Isso, com toda a certeza, ajuda. Entretanto, não basta. Os motoristas precisam se conscientizar que não podem transformar os veículos que dirigem em armas letais, o que acontece quando fazem ultrapassagens em locais indevidos, em velocidade superior aos limites ou empunham a direção embriagados. Gosto de velhos ditados. No caso, lembro aquele que diz: “devagar se vai ao longe”.

Por decreto: proibido ficar doente no feriado

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Não sei como as autoridades lidam com a saúde da população de baixa renda em São Paulo, mas imagino que o tratamento em todas ou, pelo menos, na maioria das cidades brasileiras seja semelhante. Faço questão de lembrar, volta e meia, que os textos que o Mílton publica nas quintas-feiras são enviados por mim de Porto Alegre, razão pela qual o que abordo neles geralmente se refere ao que ocorre no Rio Grande do Sul. No de hoje, apenas a introdução é da minha lavra. Mesmo sem ter pedido licença ao responsável por este blog, vou deixar que um médico, o Dr.Luís Schneider, ocupe o meu espaço com o seu desabafo. Esclareço que, como profissional de medicina, ele tem mais condições do que eu de criticar com conhecimento de causa, o ponto facultativo concedido pelo prefeito da capital gaúcha aos funcionários municipais, por ocasião do feriado de Corpus Christi. O título do seu texto é “Desrespeito por decreto”:

 

Assim é que o aviltamento do ser humano ganhou, definitivamente, o reconhecimento oficial. A autoridade constituída decretou que não há mais a menor necessidade de ser respeitada a condição de humanidade do cidadãos porto-alegrenses. Aliás, dos cidadãos pobres. Sim, porque, para os bem aquinhoados, que têm condições de manter planos de saúde para si e para seus familiares ou aqueles raros afortunados que dispõem de recursos financeiros para suprir, sempre que necessário, as despesas com a saúde. Esses não encontram dificuldades para obter consultas, exames e outros procedimentos médicos. Aqui, o canetaço suplantou a enfermidade ao determinar que o pobre não pode adoecer no feriado. E os postos de atendimento fecharam, como se não bastasse cerrarem as portas nos fins de semana. Tornou-se obrigatório, com isso, que não ocorram crises asmáticas, febres de quaisquer etiologias, infecções respiratórias, acidentes vasculares cerebrais ou outras patologias. A saúde é condicionada pela caneta do prefeito. Azar de quem agendou consultas, de quem veio de um município pequeno, gente que esperou meses ou até anos pelo dia marcado para ser examinado. Azar delas se perderam tempo e dinheiro em deslocamentos até as unidades de saúde fechadas em função do ponto facultativo. Azar que se sintam frustradas, humilhadas, pisoteadas. Quem se preocupa com esses pobres seres humanos? Como podem as mesmas autoridades que solicitam sejam os postos de saúde procurados a fim de que não fiquem sobrecarregadas as emergências dos hospitais, manter fechadas as unidades básicas aos sábados, domingos e feriados? Como a vida ser desrespeitada oficialmente, e por decreto.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Tem graça feriado com estrada congestionada ?

 

Por Milton Ferretti Jung

 

É cada vez maior – e isto que me refiro apenas ao Rio Grande do Sul – o número de veículos, especialmente automóveis, caminhonetes e utilitários, que transportam as pessoas que, principalmente nos feriados prolongados de verão, dirigem-se, visando a fugir do calor, às praias não só deste estado, mas da vizinha Santa Catarina. Fico a me perguntar qual a graça que encontram em se atrever a pegar estradas congestionadas e, portanto, perigosas, para passar alguns dias no litoral. Será que vale a pena o sacrifício? Elas devem achar que vale, caso contrário, não iriam. Levam vantagem, principalmente as que permanecem em Porto Alegre. A razão é simples: a metrópole, pode-se dizer sem exagero, com tanta gente motorizada saindo dela, esvazia-se como num passe de mágica. Sei que isso também acontece, proporcionalmente, claro, em São Paulo.

 

Talvez aí (quando digito aí, se trata de São Paulo|), seja até pior do que aqui, porque duvido que essa cidade, somente por força de um feriadão ou outro, ficará, em matéria de veículos nas ruas, tão vazia quanto minha Porto Alegre. Observem estes números: nos dias 17 e 18 deste mês, nas principais rodovias do Rio Grande do Sul – BR-101, Estrada do Mar,Free-Way e ERS-040 – registraram-se congestionamentos monumentais. Pela Free-Way e pela Viamão-Cidreira, 185 mil veículos partiram rumo às praias. É mole? Esse número superou todas as expectativas. Quem quis ir até Santa Catarina, sofreu muito mais: gastou 12 horas para cumprir o percurso Porto Alegre-Florianópolis. Normalmente, leva-se a metade desse tempo para viajar até a capital catarinense. Sei de quem tirou uma bela soneca antes que os veículos andassem.

 

Podem me chamar de saudosista, mas morro de saudade dos tempos em que havia duas estradas para as praias gaúchas: uma por São Sebastião do Caí, outra, por Viamão. Quem buscava as praias do norte, ia por uma; quem queria ir às do sul,pela outra. Houve até, durante alguns anos, uma prova automobilística que começava em Gravataí e terminava nas areias de Capão da Canoa. Durante uma época, a velocidade nas duas estradas era controlada, por um cartão que se recebia ao sair e tinha de ser mostrado, na chegada, à Polícia Rodoviária Estadual. Os apressadinhos eram multados porque chegavam ao fim fora do tempo que o cartão marcava.

Estou concluindo este texto antes da volta do feriado prolongado. Fico, porém, imaginando como estarão as rodovias no retorno.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Nos feriados, a violência nas estradas

 

Os feriados, tanto o do Natal quanto o do ano-novo, tratando-se de trânsito, são altamente preocupantes. É a época em que mais ocorrem desastres em nossas estradas. Não lembro de ter ouvido ou lido notícia, como a do dia Quinze de Novembro, por exemplo, data na qual as Polícias Federal e Estadual esforçaram-se, com aumento de seus efetivos e uso de radares, visando a evitar o excesso de velocidade nas rodovias sob suas jurisdições. Motoristas irresponsáveis, quando tomam conhecimento de que as autoridades estarão mais atentas do que normalmente e prometendo punir os infratores, tendem a respeitar um pouco mais, pelo menos, as leis de trânsito. Não sei se a ausência de noticiário acerca do assunto pode ter influenciado na transformação do feriado natalino deste ano no mais violento desde 2001. O jornal gaúcho Zero Hora contabilizou, do meio-dia da última sexta-feira até o meio-dia de ontem, 24 mortes, oito por dia, em rodovias e vias urbanas. O acidente mais grave foi o que vitimou cinco pessoas de nacionalidade argentina que viajavam, de férias, para Santa Catarina.

Outro feriado vem aí e o número de carros nas rodovias que levam às praias e à Serra tende a ser bem mais alentado do que em 2010, tantos foram os veículos vendidos pelas concessionárias em razão do crédito fácil que proporcionou a muitas pessoas trocarem os seus usados por novinho em folha ou adquirirem o seu primeiro carro. Esses últimos, em geral recém saídos de auto-escolas, mas que se acham “os caras”, são os mais propensos a abusar da velocidade. Tirei minha primeira carteira de motorista com 18 anos – estou com 76 – mesmo assim procuro ser cada vez mais cuidadoso. Não gostei que a nossa “Free Way” tenha sido liberada para que se dirija a 110 quilômetros por hora. Nem todos os que vão pegar a estrada nesta passagem de ano estão com condições de pilotar nesta velocidade. Seja lá como for, sugiro que os motoristas, mesmo os mais experientes, passe os olhos nos jornais dessa semana e prestem muita atenção nas fotos que estampam como ficou a van da família argentina depois do choque com um ônibus.

Aula de jornalismo, por Pasquale Neto

 

A coluna do professor Pasquale Cipro Neto, na Folha, desta quarta-feira, tem alertas importantes para nós jornalistas – e para o consumidor de notícias, também.

Começa lembrando a falta de coerência entre o que se escreve e o que se mostra, a partir de exemplo encontrado em portal da internet, e a imprecisão de informações, com base em reportagens sobre a neve nos Estados Unidos. E conclui com crítica a uma daquelas muitas expressões que teimamos em usar na cobertura diária.

Reproduzo o último trecho do texto escrito por Pasquale:

Já que falamos de praia e de aeroportos, o que nos lembra viagens, convém lembrar outro caso do gênero. Chega o fim de semana prolongado e o litoral paulista fica cheio de gente de fora. No fim do feriadão, o rádio e a TV informam: “Acompanhamos o retorno do paulistano. Ainda faltam subir X veículos…”. Primeiro, não “faltam subir X veículos”; “falta subirem X veículos” (o que falta é X veículos subirem). Depois, quem disse que, se “desceram X veículos, necessariamente vão subir X veículos”? E o povo que fica por lá, que vai para o litoral sul e volta pela Régis etc.?
Por fim, quem disse que todos os carros que descem a serra são de paulistanos? O pessoal de Guarulhos é paulistano? E o de Osasco, o de Santo André, o de Jundiaí?

Pena a coluna dele não estar disponível na internet, mas vale esticar o olho no jornal do vizinho ou da redação para que erros como estes não se repitam em respeito ao público.

Canto da Cátia: Porta na cara

 

Dia do Servidor Público

O paulistano foi surpreendido nesta manhã com as sedes da burocracia do Estado fechadas devido a antecipação do feriado do Dia do Servidor Público, que se comemora na quarta, dia 28, mas que prejudica o atendimento hoje. A Cátia Toffoletto esteve no posto do Poupa Tempo, no centro de São Paulo, e conversou com pessoas que precisavam usar o serviço, não estavam informadas do feriado e deram com a cara na porta.

O feriado para o funcionalismo é um privilégio que deveria acabar ?

Aviso aos navegantes e carnavalescos, também

Terça-feira de Carnaval não é feriado oficial. Não quer dizer que você terá de se apresentar no escritório de terno e gravata. Mesmo porque se o fizer talvez dê de cara na porta. Mas se for convocado para trabalhar, será obrigado a tirar a fantasia e não vai receber o dia trabalhado em dobro. Quem afirma é Ana Palmira Arruda Camargo, chefe da fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo.