A experiência de viajar de avião: mais trabalho e menos incômodo

 

IMG_4453

 

Mau humor de viajante à parte, é bem melhor viajar de avião agora do que no passado,  muito mais pelo avanço proporcionado pelas empresas aéreas do que pelo investimento feito pela Infraero, nos aeroportos. Os “privatizados” até que têm conseguido oferecer espaços mais confortáveis, tais como o Internacional de Guarulhos. Nos que estão nas mãos da estatal, contudo, as reformas andam a passos lentos.

 

Acabo de sair do aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, de instalações acanhadas, espaço de embarque reduzido, áreas de prestação de serviço semi-abandonadas, goteiras nos aparelhos de ar-condicionado, que parecem desafiar a força da gravidade para se manterem pendurados na parede, e banheiros precários.

 

Dizem os capixabas que há anos ouvem promessas de que o aeroporto, sob a responsabilidade da Infraero, será reformado. Tem até projeto para mudar o sentido da pista e ampliar suas instalações. Uma rede hoteleira construiu seu empreendimento onde deveria ser o desembarque do “novo” aeroporto, contando com o fluxo de passageiros. O hotel já está pronto enquanto do outro lado da rua tem cerca, mato e uma placa anunciando que é área restrita da Infraero – ninguém pode entrar (nem gente competente?).

 

O dinheiro teria sido liberado no pré-Copa, mas se perdeu em algum lugar qualquer.

 

O último a fazer a promessa de melhorias, Eliseu Padilha, já pegou mala e cuia e desembarcou do governo Dilma, na sexta-feira última. Aliás, boa oportunidade para a presidente acabar com mais este ministério e entregar tudo para a pasta dos transportes, o que acho que não deve ocorrer, por isso, em breve, será nomeado mais um “fazedor” de promessas.

 

A verdade é que viajar ficou mais fácil se compararmos com as décadas anteriores. A tecnologia tornou as viagens de avião acessíveis e mais simples – mesmo que muitas vezes ainda tenhamos de sofrer pelo mal atendimento e atrasos sem justificativa. Quem lembra como eram as passagens antigamente? Blocos de papeis intercalados com carbono, escritos à mão, com letras ilegíveis e sempre prontos para serem perdidos pelo viajante. Às empresas cabia armazenar aquela documentação analógica e acumular despesas apenas para mantê-la em segurança.

 

Hoje, imprimimos a passagem em casa por força do hábito, é verdade, pois bastaria dedilhar seu CPF e mais um sem-número de números e letras para o bilhete sair impresso no totem. Os mais avançadinhos o fazem no próprio celular – apenas não consegui entender até agora por que no momento do embarque, quem preferiu economizar papel, perde mais tempo na fila a espera da máquina que lê o código de barras na tela do smartphone. Será que ninguém pensou em colocar um equipamento remoto?

 

A eliminação do check-in foi outra dádiva. No passado – e há quem ainda prefira desta forma – éramos obrigados a encarar enorme fila. Primeiro, com o pessoal da bagagem e dos sem-bagagem misturados. Depois, criaram a fila dos sem-bagagem, mas ainda com exigência de passar tudo por um atendente. Havia um tempo em que era solicitado que, mesmo com a passagem comprada, se telefonasse para a companhia aérea e confirmasse que viajaríamos. Agora, faço check-in em casa ou no smartphone e posso entrar direto na sala de embarque dos aeroportos. Ganhamos tempo!

 

O curioso neste novo procedimento é que as empresas diminuíram seus gastos com material, armazenamento e atendentes, e repassaram aos passageiros o serviço que realizavam antes. E nós achamos bom. Pode ser um paradoxo, mas apesar de termos mais trabalho a fazer, temos menos incômodo para viajar.

 

O dia em que os aeroportos brasileiros avançarem seus serviço  talvez viajar de avião seja tão simples quanto pegar o carro na sua garagem.

O que empresas de massa têm a aprender com a Gestão de Luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

14609918417_8fc052445a_z

 

No mercado do luxo, sabemos que a excelência na qualidade dos produtos e serviços é imprescindível, tanto quanto no atendimento, o que proporcionará a sensação mais importante nesta relação com o cliente: o encantamento. A busca dessa qualificação é necessária também em empresas que não atuam no segmento de luxo. Mas, por estarem em um mercado de massa, os produtos e serviços oferecidos por essas empresas poucas vezes atingirão o mesmo nível. Independentemente disso, com o mundo globalizado e o mercado competitivo, todos precisam estar antenados na arte de encantar – lição aprendida em livro assinado por Guy Kawasaki.

 

Recentemente, observei essa preocupação em um caso envolvendo um casal de idosos e a companhia aérea TAM. Os dois passageiros receberam atendimento de altíssima qualidade nos aeroportos de Guarulhos e de Miami. Um deles, prestes a embarcar em São Paulo, com bilhete em classe econômica, emitido a partir do programa de milhagem, com saúde frágil, sentiu-e mal ao chegar ao aeroporto internacional. No momento do check-in, foi pedido à TAM uma cadeira de rodas para que ele pudesse se locomover. Em menos de 5 minutos, a companhia forneceu não apenas a cadeira, como deixou um funcionário à disposição do passageiro, tendo-o guiado por todo o percurso, desde a passagem pela casa de câmbio, Sala VIP, portão de embarque até entrar na aeronave. Em Miami, no desembarque, o atendimento se repetiu, com o passageiro sendo transportado até a loja de aluguel de carro. O retorno para o Brasil, desde Miami, foi acompanhado da mesma atenção.

 

4296907847_b1a2837b11_z

 

As companhias aéreas são geralmente alvo de reclamação no Brasil e têm razão os que as criticam, pois pecam muito em seus serviços, principalmente em terra, por diversos motivos. Nesse caso, porém, é justo elogiar a excelência do atendimento prestado que encantou o passageiro mesmo ele não sendo um cliente da primeira classe ou executiva.

 

A experiência vivenciada pelo cliente é hoje algo percebido não apenas por consumidores de alto poder aquisitivo. Clientes de empresas que não são de luxo nem atuam no mercado premium também têm – e merecem – seu nível de exigência e a expectativa de um bom atendimento. Muitas companhias, de diversos setores, deveriam atentar-se a contribuição que o conhecimento de Gestão do Luxo oferece aos seus negócios, produtos, serviços e marcas, mesmo que atuando em setores mais populares, e aprender como encantar seu cliente, favorecendo a fidelização.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Conte Sua História de SP: a encomenda do japonês

 

Por Marco Antonio Alcantara Fernandes

 

 

Entre os anos de 2001 e 2003, eu já fazia transporte executivo. Tinha um Omega azul marinho, placa DEP3333. Eu de terno, óculos escuros, num  bom estilo.

 

Estava voltando do Aeroporto de Guarulhos pela Avenida Tiradentes quando um amigo, que também faz esse serviço, me liga perguntando se poderia ir até Guarulhos na casa de um cliente dele que esquecera uma encomenda e não poderia embarcar por Congonhas sem ela.

 

Era um japonês, Dei meia volta e fui correndo à casa dele. Uma japonesa já me aguardava na porta com um pacote retangular e me entregou em mãos. O que tinha no pacote? Pelo estilo, parecia dinheiro, dólar ou similar.

 

O VIP me ligava a todo instante e o trânsito não auxiliava. E com muita pressão, tomei uma decisão: comecei a parar as motos no corredor da Tiradentes para ver se o motociclista aceitava trocar comigo.

 

Após algumas tentativas e parecendo um doído com minha proposta – ele me emprestava a moto e levava meu carro até Congonhas por um R$50,00 – eis que surge um filho de Deus. O rapaz ainda tentou me explicar as manhas da moto, mas a adrenalina estava forte para concentrar naquele assunto. Troquei números de celular e estava saindo quando, 50 metros à frente, vi que havia esquecido o dito pacote em cima do banco  do carro. Voltei ainda no contra fluxo, peguei o pacote e ele voltou insistir, queria me instruir sobre freio, marcha e outras coisa.

 

A moto era muito pequena. As rodas não estavam alinhadas. Uma mais à esquerda, outra mais à direita. O capacete não entrava todo na cabeça. Mesmo assim, lá fui eu: 1 metro e 89 de altura, 120 quilos, terno e gravata, no comando daquela pequena e abençoada moto.

 

Foi difícil. Mas cheguei e entreguei a encomenda. O VIP nem percebeu o movimento, me deu um cheque de R$ 100 chorado … e eu fiquei mais uns 45 minutos aguardando a chegada do abençoado motoqueiro. Dei-lhe R$50,00 e seguimos nossos caminhos.

 

Marco Antônio Alcantara Fernandes é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode contar mais um capítulo da nossa cidade: mande seu texto para milton@cbn.com.br

Nova sala VIP em NY, velhos problemas em Guarulhos

 

Por Ricardo Ojeda Marins 

 

Centurion-lounge-LGA_Fotor_Collage

 

Já falamos em alguns de nossos artigos aqui no Blog do Mílton Jung sobre cartões de crédito de luxo. Seletivos e cobiçados, esses cartões oferecem, entre seus principais benefícios, salas VIPs em aeroportos ao redor do mundo. Há apenas alguns dias, a American Express, que tem um dos cartões mais elitizados do mercado, abriu nova sala VIP no Aeroporto La Guardia, em Nova York.

 

A entrada para o Centurion Lounge, localizado no Terminal B, possui mais de 400 metros quadrados, elegantes e modernamente decorados, sendo cortesia aos associados The Platinum Card e Centurion Card, e seus familiares, ou até dois companheiros de viagem. Associados de outros cartões da bandeira American Express podem comprar o acesso ao lounge por um dia mediante o pagamento de USD 50. As comodidades incluem mimos como criações gastronômicas de Cédric Vongerichten – chef executivo no prestigioso restaurante Perry St, coquetéis e vinhos premium, espaço com acesso a internet, assessoria a clientes para reservas com restaurantes, companhias aéreas, hotéis e outros.

 

Impossível não compararmos o novo espaço com a sala vip da Amex no Aeroporto de Guarulhos (SP). Seja pelo que observei em minha últimas passagens pelo Centurion Lounge de GRU Airport seja pelo que leitores e amigos descrevem, é triste dizer que o serviço vem decaindo consideravelmente. Sala cheia, espaço Kids lotado de pessoas (adultas) sentadas no chão, demora na reposição dos alimentos, demora na limpeza das mesas;  enfim, nota-se que o serviço está muito longe da excelência que promete e distante do conceito que se busca: ser impecável. Para um cartão cuja anuidade é R$ 1.200, impecável é o mínimo que todo cliente espera de um atendimento. No Brasil, desde 2006, a marca American Express está sob os cuidados do Banco Bradesco.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Fora da Área: a perda de tempo para quem chega ao Brasil

 

 

A moça de ar desolado, pendurada na barra do ônibus e esmagada entre passageiros é a imagem escolhida pela The Economist para ilustrar o Brasil que recebe turistas estrangeiros na semana da Copa do Mundo. A reportagem que está na capa do site da revista inglesa tem o título “Traffic and tempers” (Tráfego e temperamentos) e se inicia com o lamento de um restaurateur americano, Blake Watkins: “no momento em que você aterrissa no Brasil começa a desperdiçar tempo” constatou ao chegar no país pelo aeroporto internacional de Guarulhos, na manhã de 9 de junho, quando São Paulo enfrentava mais um dia de greve no metrô. O primeiro desperdício, conta a reportagem, foram os 15 minutos para conseguir uma vaga para o desembarque dos passageiros, o que, convenhamos, está dentro dos padrões brasileiros. Para tirar a paciência, mesmo dos mais mal-acostumados entre os nossos, foram as duas horas e meia esperando os táxis para a capital, que não chegavam por estarem bloqueados nos congestionamentos. O repórter estranhou que táxis que traziam passageiros retornavam vazios e descobriu que mais importante do que atender as pessoas era respeitar o monopólio que impede que motoristas sem licença da empresa que explora o serviço no aeroporto trabalhem. Não seria tão estranho se houvesse sistema de transporte público à disposição, mas a reportagem lembra que foram concluídos apenas cinco dos 35 projetos de mobilidade previstos para a Copa do Mundo. Se não me falha a memória, mesmo que fossem entregues, o inglês permaneceria na fila pois Guarulhos não seria contemplado. Após receber essas boas-vindas no Brasil, a reportagem do The Economist entendeu melhor a pesquisa do Pew Research Center que identificou haver 72% dos brasileiros insatisfeitos com a forma como as coisas estão indo no Brasil e, também, a ausência do “ouro, verde e azul” nas ruas. Ao mesmo tempo, tem consciência que o mau humor aparente possa sumir assim que o torneio se iniciar, e se a seleção de Luis Felipe Scolari tiver bons resultados em campo a alegria, considerada uma marca do povo brasileiro, será retomada, mesmo diante do grande afluxo de turistas, greves e ocasionais protestos.

 


A reportagem completa da The Economist você lê aqui

GRU Airport: estão tirando o bode

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

A piada da sala caótica que recebe um bode para manipular piora e melhora, pode não ser engraçada, mas convenhamos, é explicativa e aplicativa. Se não, vejamos.

 

Um dos temas mais em evidência, desde que fomos escolhidos para sediar a Copa 14, é sobre nossos aeroportos. Principalmente porque episódios desagradáveis já tinham sido registrados inúmeras vezes, gerando brigas e confusões com passageiros. Inesquecíveis por sinal. Marta Suplicy que o diga. E tais fatos não geraram medidas para evitá-los, ao contrário. Os voos foram aumentados devido ao crescimento da demanda.

 

Sábado, a nova empresa criada em função da mudança na legislação, para dirigir o aeroporto de Cumbica, informou através da imprensa que já estão sendo executadas medidas para melhoria do atendimento. A GRU Airport que é constituída pela Invepar, conglomerado que tem a participação da Previ, Petros, Funcef, OAS, e da sul africana ACSA, possui 51% do capital, e assume a direção neste mês, entregue pela Infraero, dona de 49%, deste que é o maior aeroporto brasileiro.

 

Com ouvidos atentos, pois a FOLHA trouxe matéria sobre inovações no sistema de som, na segunda feira fui embarcar para Teresina no recém-batizado GRU Airport. A casa estava cheia, gente apressada, gente calma, gente que não desgruda do celular, gente que carrega volumes enormes como bagagem de mão. Cenário habitual para o maior aeroporto do país, que detém mais de 60% do movimento aeroportuário. A novidade, conforme a matéria dizia, era o som. Despoluição. De fato o que a cidade de São Paulo conseguiu fazer na despoluição visual, a GRU Airport fez no som. Permaneci mais de uma hora no saguão principal e o som não se manifestou. O fantástico é que o efeito é impressionante. O caos da circulação e dos espaços fica bem mais ameno com o silêncio dos alto falantes. Restrito aos portões de embarque. Melhorando ainda quando se entra nos novos sanitários. Limpos e sem chamadas irritantes.

 

Esta pequena medida, bem que poderia incentivar as companhias aéreas e a ANAC, a reduzir a fala dentro dos aviões. Ou, ao menos em inglês, se é que é inglês aquilo que muitas vezes se ouve.

 

Se ainda não dá para tirar o bode totalmente, pelo menos o berro já resolve.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Câmara de Guarulhos tem vendedor ambulante

 

A presença de vendedor ambulante nas cidades não chega a ser algo inusitado. Estão por todos os lados, principalmente nas regiões centrais onde o movimento de pessoas é mais intenso. Dentro de Câmara Municipal sei de poucos casos, por isso chamou atenção o fato de um vendedor de comidas que trabalha com tranquilidade dentro do legislativo de Guarulhos, na Grande São Paulo.

É no isopor que fica bem posicionado em uma mesa de escritório, que os vereadores matam a fome durante o expediente. Os parlamentares nem precisam se distanciar do plenário, porque o “restaurante informal” está atrás da tribuna, quase na porta do banheiro feminino e da Copa.

O dono da banquinha que funciona dentro da Câmara não tem alvará e a comida que fornece não passa pela vigilância sanitária. Há quem diga que mesmo assim o lanche enche a barriga e agrada o paladar dos vereadores guarulhenses.

Vereadores usavam notas falsas em Guarulhos, diz MP

 

adote“Formação de quadrilha”. Foi a expressão usada pelo promotor Marcelo Oliveira, do Ministério Público de Guarulhos, para identificar a atuação de um grupo de vereador da segunda maior cidade do Estado de São Paulo. Hoje foi feita busca e apreensão de documentos nas dependências da Câmara Municipal de Guarulhos com o objetivo de reunir mais provas contra 12 vereadores – inclusive o presidente da Casa -, 2 secretários municipais e quatro ex-vereadores que teriam desviado dinheiro público, entre 2005 e 2006.

O golpe que está sendo investigado não chega a ser uma novidade em termos de legislativo municipal e está relacionado ao uso da verba indenizatória – dinheiro que é usado para manutenção do gabinete e ressarcido através da apresentação de nota fiscal que comprove a compra.

Em Guarulhos, os vereadores tinham direito a gastar até R$ 5 mil por mês. O Ministério Público desconfiou dos documentos fiscais apresentados por eles e na investigação descobriu que um homem era o responsável pela emissão de todas as notas e recibos emitidos pela agência dos Correios e por uma papelaria. Calcula-se que tenham side desviados cerca de R$ 500 mil no período.

O repórter João Vito Cinquepalmi acompanhou o caso desde hoje cedo, no CBN SP. Ouça aqui mais algumas informações.

Esta é a lista de vereadores e secretários que estão sob suspeita, em Guarulhos:

Allan Neto, presidente da Câmara PSC
Paulo Roberto Cecchinato, PP
Wagner Freitas, PR
Toninho Magalhães, PTC
Edmilson Americano, PHS
Eraldo Souza, PSB
Gileno, PSL
Marcelo Albuquerque, PRB
Otávia Tenório, PRP
Ricardo Rui, PPS
Silvana Mesquita, PV
Unaldo Santos, PSB

Eram vereadores e são secretários:

Edivaldo Moreira Barros, secretário de Esportes
Ulisses Correia, secretário de Assistência Social

Ao menos três dos investigados são candidatos a deputado estadual ou federal: Alan Neto, Gileno e Unalso Santos.

Pelo visto, a cidade de Guarulhos está precisando de um Adote um Vereador para que haja mais controle sobre o comportamento dos parlamentares.

Blogs são fórum de pequenas e importantes causas

 

O uso dos blogs para defender o cidadão, proteger praças, reivindicar melhorias para ruas e preservar áreas históricas é cada vez mais frequente. Pequenas, mas importantes causas são expostas na blogosfera aproveitando a facilidade para publicação destes temas e transformando este espaço em fóruns de discussão com capacidade de mobilizar comunidades.

Todo dia, recebo ao menos uma sugestão de leitura de blog por parte de ouvintes-internautas. De maneira inteligente e criativa, às vezes simples e sincera, estes cidadãos esperam com isso dar maior dimensão a suas ideias.

Falei do tema na quinta-feira, no CBN São Paulo, e decidi publicar aqui alguns exemplos de trabalhos que estão sendo realizados por blogueiros em favor da cidadania.

Na campanha promovida pelo programa em “adote um vereador”, você diversas vezes indicou como fazer como fazer esta “adoção”, e fundamentou a importância da atitude a ser tomada. Suas palavras me levaram sim a adoção, mas não de um vereador e sim do bairro em que resido, o Jardim Álamo, localizado no município de Guarulhos, que se encontra totalmente abandonado, não desfrutando de segurança pública e serviços essenciais.

Assim escreveu Júlio César, do Blog Jardim Alamo que já foi procurado por vereadores da região desde que uma nota sobre o trabalho dele foi publicado em jornal local.

Com fotos organizadas em seu álbum no Flickr e o Blog Obervatório Meu lugar: São Paulo, Robson Leandro da Silva tem a intenção de destacar a necessidade de se preservar ícones da história paulista. Em uma de suas iniciativas tratou do painel que você vê abaixo, criado por Clóvis Graciano, considerado dos melhores pintores do Brasil. Este trabalho está em uma das paredes do Sebo José de Alencar,na rua Quintino Bocaiúva, 285, no centro.

4541379855_101575b7a4

Thiago Donnini foca seu olhar para o entorno da Praça da Árvore, no Bairro da Saúde, na capital. Não apenas para alertar as autoridades, mas para conscientizar moradores e comerciantes, ele escreve o Blog Praça Com Saúde :

Com a intenção de mobilizar a comunidade e órgãos públicos, dei início a um blog que pretende aglutinar iniciativas (simples, individuais, familiares ou de grupos do bairro) que traduzam uma outra forma de habitar a região da Praça da Árvore (Avenidas Jabaquara, Bosque da Saúde etc). Nessa região, infelizmente, o comércio e a sujeira andam juntos.

Um blog dedicado a uma ciclovia é o que fez o ouvinte-internauta Luis Barretto. Para o Cadê a Ciclovia do Sumaré ele também se inspirou na ideia do Adote um Vereador. Defensor da preservação da região conseguiu, inclusive, levar sua reclamação para portais de notícias:

O Governo e Prefeitura de São Paulo estão fazendo e prometendo novas ciclovias mas talvez esqueçam o quão importante é conservar as já existentes. Fiz uma reportagem falando sobre esse descaso com a ciclovia da Sumaré em 2008 para o VC Repórter do portal Terra e então foi prometido para o final daquele ano uma reforma. Inútil dizer o resultado.

O Nelson Cuca Rodoveri Jr aproveita seu site Cuca Têxtil para mostrar o trabalho que desenvolve para pessoas com deficiência.

Estou cego a  6  anos e  sentimos o quanto fazemos parte de uma população quase invisível, por conta desse fato sempre tive consciência que poderia continuar minhas atividades como empreendedor…apenas necessitei de algumas adaptações e  isso graças a  tecnologia tudo se acertou perfeitamente, sinto-me perfeito em  meu mundo que é  o  mesmo das pessoas ditas normais.

11[6]

A Flavia Serafim e o Gladstone Barreto são velhos guerreiros na blogosfera. Com o Blog São Paulo Urgente conseguiram levar a frente uma série de temas que consideram importantes para a preservação da cidade. Encontram espaço, ainda, para registrar perigos urbanos como o trabalho do “pintor-aranha” que encontraram na Marquês de Itu, região central

Vereadores arquivam cassação de prefeito de Guarulhos

 

CBN SPPizza em Guarulhos – Comissão especial da Câmara Municipal de Guarulhos decidiu pelo arquivamento do pedido de cassação do prefeito Sebastião Almeida (PT), suspeito de ter usado verba pública para beneficiar a ONG Água e Vida. O relatório será votado provavelmente até sexta-feira e a tendência é que os parlamentares mantenham o arquivamento já que apenas quatro dos 34 vereadores que integram a casa não fazem parte da base governista. Desde ontem, manifestantes estão acorrentados nas dependências internas da Câmara para agilizar o processo de cassação. O repórter João Vito Cinquepalmi acompanhou a votação.

Acompanhe outros destaques da pauta #cbnsp de 28.04.2010:

Cães ameaçados – O canil da USP que mantém cerca de 100 cães abandonados está ameaçado de ser fechado por decisão da coordenadoria da Cidade Universitária, a mesma que tenta impedir uso de bicicleta e quer cadastrar as pessoas que entram e saem deste local que já foi público e área de lazer na cidade. A denúncia foi feita por um dos professores-voluntários que atuam no cuidado e adoção destes animais, Tibor Raboczkay. Apesar de atuar há cerca de 10 anos no local, ele reclama que a medida está para ser anunciada pela USP sem que tenha havido qualquer conversa prévia com os coordenadores do canil.

Bibliotecas de Paraisópolis – Uma das maiores favelas de São Paulo com cerca de 100 mil moradores já tem 15 bibliotecas – cinco delas fora do ambiente escolar, espalhadas pela comunidade e mantidas por ela. Para incentivar os moradores a frequentarem estes locais, se inicia hoje a III Semana Cultural das Bibliotecas de Paraisópolis com uma série de atividades. O presidente da Associação de Moradores de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, falou sobre a iniciativa.

Urbanismo no STJ – O esqueleto de um prédio embargado em 1996 no bairro City Lapa pode mudar a história do urbanismo de São Paulo. A associação de moradores da região e o Defenda São Paulo foram à justiça para pedir que a construção seja derrubada, pois está acima da altura permitida nas escrituras iniciais da Cia City que loteou o bairro na década de 1950. A construtora alega ter autorização da prefeitura. O caso está para ser decidido pelo STJ e se a conclusão do prédio for permitida promoverá forte pressão do mercado imobiliário em bairros protegidos como Pacaembu e Jardins, alertou o professor das Faculdades de Arqutitetura e Urbanismo da USP e da Universidade Mackenzie João Sette Whitaker.

Época SP na CBN – A francesa Laetitia Sadier é o principal destaque musical desta terça-feira, em São Paulo. Tem também um grupo curitibano que faz sucesso cantando em inglês e uma boa dica de restaurante na cidade. Acompanhe a conversa com Rodrigo Pereira.

Esquina do Esporte – As chances de Corinthians e São Paulo na Libertadores na noite desta quarta-feira, foi o tema da conversa com Marcelo Gomes, que está em Lima, no Peru, e Jesse Nascimento, no Rio de Janeiro.