Postes da Light abandonados

 

celsogarciaxDeu no Blog São Paulo Abandonada & Antiga, escrito por Douglas Nascimento:

Quem transita pela região central de São Paulo não deixa de notá-los. Belos, altos e charmosos os antigos postes de energia da Light começaram a ser implementados na cidade de São Paulo em 1927, quando a companhia de energia fechou um contrato com prefeitura e governo do Estado para reformular a iluminação pública no município.

Com o novo contrato a cidade dava um passo rumo a modernidade, deixando para trás a já antiquada iluminação feita por óleo de mamona, de baleia ou lampiões a gás. Alguns postes antigos foram adaptados a esta nova tecnologia, outros passaram a ser produzidos nas oficinas da Light para atender a demanda de uma cidade em crescimento.

Com o tempo, os postes foram totalmente incorporados a bela paisagem da região central. Ao anoitecer, é impossível não notar a atmosfera elegante que seus pontos de luzes trazem para as ruas de nossa cidade, e os postes logo tornaram-se símbolos paulistanos.

A grande maioria destes ícones de ferro fundido ostentam ornamentos que glorificam a república brasileira, através do brasão de armas e outros, mais simples, mostram flores estilizadas em ferro.

Com o passar do tempo a Light não se fez mais presente na cidade de São Paulo, veio a estatal Eletropaulo e mais recentemente a AES Eletropaulo, já privatizada. Mas estas transformações não mudaram a rotina dos famosos postes de luz, que permanecem pelas ruas paulistanas.

Porém, estes símbolos da cidade estão em mau estado de conservação. Alvos de constantes atos de vandalismo e vítimas de uma manutenção pouco eficiente, é cada vez mais difícil encontrar um poste totalmente preservado.

Leia a reportagem completa no Blog São Paulo Abandonada & Antiga

Conte Sua História de SP: Ivaldo José de Anchieta

 

CB007_Ivaldo Vieira Ivaldo Roberto Vieira nasceu nos anos de 1950, há mais de 230 quilômetros da capital paulista, em São Carlos, mas carrega o orgulho de saber como poucos a história da fundação de São Paulo, em 1954. Por aqui, estudou a vida do padre José de Anchieta e, hoje, tem a responsabilidade de interpretá-lo em apresentações para turistas que vem conhecer a cidade.

Em depoimento ao Museu da Pessoa, durante festa de comemoração de aniversário de São Paulo, promovida pelo CBN SP, no Pátio do Colégio, Ivaldo contou como durante a noite, enquanto dormia em seu quarto, surgiram versos em homenagem a Anchieta:

Ouça o depoimento de Ivaldo Roberto Vieira sonorizado por Cláudio Antonio

Você participa do Conte Sua História de São Paulo gravando seu depoimento na sede do Museu da Pessoa. Agende uma entrevista pelo telefone 011 2144-7150 ou acesse o site do Museu. O programa Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP.

Conte Sua História de SP: Carnaval, não; dança de salão

 

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Foi no salão de festas da Igreja Nossa Senhora da Lapa, na zona oeste de São Paulo, que a paulistana Elisa Vicenza Imperatrice descobriu o quanto a música e a dança podem ser determinantes na nossa vida – “revigorante”, como ela própria descreve no depoimento gravado pelo Museu da Pessoa para o Conte Sua História de São Paulo. Antes de se apaixonar pelas valsas vienenses, Elisa também se divertia nos bailes de Carnaval, mas não passava de uma brincadeira de menina:

Ouça o depoimento de Elisa Vincenza Imperatrice com sonorização do Cláudio Antonio

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você também pode contar mais um capítulo da nossa cidade. Agende um depoimento na sede do Museu da Pessoa pelo telefone 011 2144-7150 ou pelo site www.museudapessoa.net.

Conte Sua História: A bicicleta que fez amigos

 

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Com um bicicleta, o menino Floriano Pesaro deixava as casas elegantes do bairro dos Jardins para pedalar entre os amigos que viviam na Vila Madalena. E foi assim que construiu amizades em sua infância, conforme depoimento que gravou com a equipe do Museu da Pessoa durante programa especial do CBN SP em homenagem aos 456 anos de São Paulo. Pesaro é vereador na capital paulista pelo PSDB e foi secretário municipal da Assistência Social durante a gestão de José Serra/Gilberto Kassab:

Ouça o texto gravado por Floriano Pesaro e sonorizado por Cláudio Antônio

Você pode participar do Conte Sua História de São Paulo gravando seu depoimento na sede do Museu da Pessoa. Agende uma entrevista pelo telefone 011 2144-7150 ou acesse o site do Museu. O programa Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP.

Conte Sua Historia de SP: O Bixiga de Alencar Burti

 

Alencar Burti

Nascido na Liberdade e crescido em um dos mais tradicionais bairros da cidade, o presidente da Associação Comercial de São Paulo Alencar Burti reconhece a importância de sua avó e dos amigos na sua formação. No depoimento que gravou no estúdio montado pelo Museu da Pessoa, no Pátio do Colégio, durante o CBN SP em comemoração aos 456 anos de São Paulo, ele voltou aos tempos de menino que acompanhava as dicussões esportivas dentro um clube de futebol fundado na parte mais baixa da casa de vovó Rosália, no bairro do Bixiga:

Ouça o depoimento de Alencar Burti com sonorização de Cláudio Antônio

Grave seu depoimento e participe do Conte Sua História de São Paulo. Para agendar sua entrevistan, ligue para o número 011 2144-7150, ou entre no site do Museu da Pessoa.

O caminho para um transporte melhor, em São Paulo

 

Um sistema rápido de transporte por ônibus, tecnologia avançada e limpa, serviço de embarque com maior agilidade, são os caminhos para melhorar o serviço aos passageiros. Na última série de reportagens em homenagem aos 456 anos de São Paulo, saiba para onde vão os ônibus

Foto de Ednei Lopes


Por Adamo Bazani

Para relacionar todos os fatos que marcaram a história do transporte coletivo na cidade de São Paulo seria necessário muito mais do que uma série de artigos como estes que escrevo desde segunda-feira. Sem contar que acontecimentos importantes não foram registrados.

Quando falo em fatos importantes não me refiro apenas aos de grande magnitude. Às vezes são pequenas alterações de itinerários, uma postura educada e cordial de motoristas e cobradores, um cuidado especial em relação a limpeza dos veículos para que os passageiros se sintam num ambiente melhor. Coisas simples, mas que deixam menos pesada a rotina de quem usa os transportes na cidade de São Paulo. Fatores que influenciam na qualidade de vida do passageiro que devido aos trajetos e trânsito complicados pode ficar mais tempo dentro do ônibus do que no próprio trabalho.

Apesar de ter melhorado em vários aspectos, numa análise fria e imparcial, o sistema de transportes por ônibus em São Paulo ainda deixa muito a desejar.

De acordo com a mais recente pesquisa Origem-Destino feita pelo Metrô de São Paulo, os principais problemas apontados pelos passageiros de ônibus são lotação, tempo das viagens, espera nos pontos, falta de locais de integração e preço das tarifas.

E um problema puxa o outro. O ônibus preso no congestionamento demora para passar, mais gente se acumula no ponto, a viagem é mais lenta e quando o ônibus chega lota rapidamente. A sensação de a tarifa ser cara (e realmente é elevada) aumenta pela deficiência do serviço prestado.

Boas referências encontramos em países que priorizam o transporte de passageiros, uma tendência que São Paulo deveria seguir se é que dentro de 20, 30 ou 40 anos pretenda ter a história dos ônibus lembrada pela evolução e não por um apanhado de problemas e retrocessos.

O Sistema BRT – Bus Rapid Transit – é aplicado em diversos países da Europa, América do Norte, Ásia e América do Sul. Há necessidade de se investir em corredores segregados de ônibus de verdade, como em Curitiba e no ABC Paulista pela Metra e EMTU, modelos que foram copiados na Colômbia, onde Bogotá melhorou a qualidade de vida dos cidadãos com o Transmilênio.

Busway, na França. Veículos com tecnologia limpa, corredor moderno e integração com o carro

O BRT de verdade não é um simples canteiro por onde passam ônibus ou um uma faixa pintada na rua, que provoca congestionamento e demora próximo dos pontos de parada. Há diferenciação física na via, estações de embarque, preferencialmente na altura do piso dos ônibus, pagamento antes da entrada no veículo e pontos de ultrapassagens para evitar o que ocorre, por exemplo, na Avenida Rebouças e Rua da Consolação.

A criação de um sistema rápido por corredores segregados chega a ser 10 vezes mais barata que a construção de uma linha de Metrô, além de a implementação ser mais rápida e interferir menos no cenário urbano.

Outra tendência que se aplica no mundo é a integração de modais, existente em São Paulo, mas ainda muito tímida. Ônibus deve complementar trem e metrô. Trem e metrô tem de rodar em parceria com o ônibus.

Alguns países vão muito mais além. É o caso do BusWay, na França. Lá, o corredor, com ônibus extremamente moderno, liga a região central de Nantes à zona sul da área metropolitana, em Verton. O corredor ainda integra ônibus e carro. Os passageiros vão com seus carros fora da tumultuada região central, deixam em estacionamentos próprios para os usuários e mais ao centro, onde há trânsito complicado, embarcam no BusWay. Quatro estações do sistema possuem o esquema “park-and-ride”, no quakl o motorista/passageiro deixa seu automóvel e segue a viagem de ônibus.

Isso poderia ser uma opção para São Paulo, se houvesse um sistema de ônibus que atraísse a classe média. O usuário sairia de um bairro mais distante de carro, o deixaria em local seguro com preço acessível e seguiria o trajeto de maneira mais rápida para área central ou bairros de negócios. Em Nantes, o “park and ride” ajudou na redução dos congestionamentos, principalmente em horário de pico.

As prefeituras que investiram no BRT priorizaram os recursos para os transportes públicos atraírem as diversas camadas sociais da população. O Transmilênio da Colômbia, por exemplo, é usado tanto pelo executivo da empresa, como pelo operário.

Facilidade de pagamento de passagens, eliminado o uso de dinheiro dentro do ônibus, também é uma tendência. Em São Paulo, há o Bilhete Único, um grande avanço. Mas ainda o passageiro tem de enfrentar filas nos postos de recarga ou em estabelecimentos comerciais. Em vários países, os cartões são recarregados pela internet, por débito bancário ou, simplesmente, usam o celular.

Veículos com tecnologia limpa estão na “moda”, tornam as cidades mais agradáveis, o ar menos poluído e ônibus menos barulhento. Na Europa o uso do diesel limpo, o biodiesel, já está numa fase bem mais avançada. Ônibus movido a etanol, com o álcool produzido no Brasil; motores a base de células de hidrogênio; e, claro os trólebus de rede aérea mais modernos do que os que conhecemos em São Paulo, onde começaram a rodar nos anos 1940. Lá foram andam nas vias segregadas, ao contrário daqui.

O metrô e o trem podem ser apresentados como melhor forma de transporte de massa. A verdade, porém, é que São Paulo vai de ônibus. E foi este tipo de transporte, o único capaz de acompanhar e contribuir para o desenvolvimento da cidade.

Adamo Bazani é repórter da CBN e busólogo

História do ônibus: Bilhete único e integração

 

Da década de 90 aos anos 2000, o sistema de ônibus funcionou com mais tecnologia, mas antigos problemas permaneceram com a superlotação e o atraso nas viagens. O bilhete único e o uso de combustível mais limpo foram avanços importantes no período, como você verá na quinta reportagem da série.

EM 1991, sistema foi municipalizado

Por Adamo Bazani

Em 1993, a Companhia Municipal de Transporte Coletivo não operava mais o sistema na cidade de São Paulo.

Empresas particulares e consórcios começaram a operar no lugar dos 2.700 ônibus da CMTC. Muitos eram da própria companhia, outros eram novos. Parte da frota que não foi usada pelas empresas ficaram estacionados em garagens e pátios. Muitos ainda hoje apodrecem ao ar livre quando poderiam ter sido leiloados para operar em outras cidades quanto ainda tinham condições de rodar.

Para se ter ideia de como a CMTC havia se transformado em ‘cabide de emprego’, quando foi privatizada tinha 27 mil funcionários. Com a entrada dos empresários, o sistema de gerenciamento caiu para 1.200 empregados.

Isso não significa que empresa pública de transportes é algo que não dá certo. A Carris de Porto Alegre, empresa municipal mais antiga do País, em operação desde o século XIX, presta serviços sem problemas. Se não fosse a CMTC, mesmo com as dificuldades ainda existentes no setor, a cidade estaria bem aquém do atual patamar. Isso porque, como empresa pública, a CMTC fez investimentos no sistema que as empresas particulares não queriam, não teriam condições nem obrigação de fazer.

Investimentos e pioneirismo custaram muito à CMTC, mas são unânimes os especialistas em transporte público ao dizerem que não foram estes os fatores que sucatearam a companhia. O erro estava na maneira pela qual foi administrada e abusada por diversas figuras públicas ao longo de sua história.

FOTO 9 - Protesto contra a privatização da CMTCUm ano após as mudanças, a CMTC era apenas gerenciadora do sistema de transporte e havia 47 empresas de ônibus transportando passageiros. Em 8 de março de 1994, a companhia foi rebatizada SPTrans – São Paulo Transportes – e novo enxugamento de pessoal ocorreu.

Os anos 1990 também tiveram avanços. Em fevereiro de 1991 entrou em operação o Corredor Vila Nova Cachoeirinha com a implantação de ideias que faziam parte de estudos mais antigos da Secretaria dos Transportes e da CMTC. Por exemplo, a viabilização de corredores em canteiros centrais, e embarques e desembarques pelos dois lados do ônibus, que ganhou portas na esquerda. Isto ofereceu mais agilidade para entrada e saída de passageiros e maior flexibilidade ao corredor – se o lado direito da via apresentasse dificuldades para a instalação do corredor, tudo bem, os ônibus operavam do lado esquerdo.

Em junho de 1991, se iniciou a operação com ônibus a gás natural e, no mesmo mês, para conter a evasão de receitas, os embarques começaram a ser feitos pela porta dianteira. A primeira linha a contar com a novidade foi a 805 A – Circular Avenidas.

Em 11 de setembro foi inaugurada a primeira linha de micro-ônibus de São Paulo. O serviço era diferenciado, os passageiros não poderiam viajar em pé e a tarifa era mais alta (15 cruzeiros na época). Os micros que faziam o itinerário circular pela região central eram movidos a álcool.

Em 1998, começou a cobrança automática de tarifas, com validadores eletrônicos dentro dos ônibus. No mesmo ano, também iniciou-se o Projeto VLP – Veículos Leves Sobre Pneus – , o Fura Fila, promessa da campanha eleitoral do prefeito Celso Pitta que até hoje não está concluído.

A facilidade do pagamento de passagens e a necessidade de integração foram marcas dos anos 2.000. Os estudos do Bilhete Único se iniciaram em 2001. O sistema permite até quatro viagens de ônibus pelo preço de uma passagem, em um período de três horas. Por uma tarifa um pouco maior é possível a integração com o metrô e trens da CPTM. Os primeiros testes foram feitos com o Bilhete Único do Idoso e a implantação compleeta em 2004.

Foi também em 2004 que houve a construção de quatro corredores de ônibus com faixas exclusivas à esquerda: Jardim Ângela-Guarapiranga-Santo Amaro; Capelinha-Ibirapuera-Santa Cruz; Parelheiros-Rio Bonito- Santo Amaro; e Campo Limpo-Rebouças- Centro. Cinco novos terminais também foram entregues: Grajaú, Guarapiranga, Jardim Britânia, Parelheiros e Varginha.

(Amanhã, as tendências para o transporte de passageiros são o tema do último artigo desta série)


Adamo Bazani é repórter da CBN e busólogo. Desde segunda-feira, escreve uma série de reportagens sobre a história dos ônibus em São Paulo, em homenagem aos 456 anos da capital paulista

A história dos ônibus na cidade de São Paulo

 

Em comemoração aos 456 anos da cidade de São Paulo, o Ponto de Ônibus do repórter Ádamo Bazani terá uma edição especial com reportagens diárias sobre a história do transporte público na capital paulista. Na primeira parte você acompanhará a migração dos passageiros de bonde para os ônibus.

FOTO 1 - ônibus Yellow Cocah da Light

Por Adamo Bazani

Quando se fala na cidade de São Paulo, se fala em ônibus. E isso não é papo de busólogo. Os números e a história de como se deu o desenvolvimento urbano da Capital mostram essa realidade. E nada melhor do que na época em que a cidade faz 456 anos, relembrar a fase que esse modal de transporte se consolidou na cidade, entre 1940 e 1950.

A SPTrans, responsável por gerenciar o transporte coletivo na cidade de São Paulo, as catracas dos ônibus foram rodadas 2 bilhões, 627 milhões, 234 mil e 312 vezes. Só de ônibus municipais, são 14 mil 935 veículos, que prestam serviços em 1.346 linhas. Os dados são de janeiro a novembro de 2009  e mostra por que São Paulo também é a maior capital da América Latina quando o assunto é ônibus.

Esta história começou nos anos 20, quando pequenos empreendedores e desbravadores urbanos entenderam que a cidade haveria de se transformar em metrópole. A maneira como a capital se desenvolveu e a crise de energia elétrica tornaram os ônibus o meio de transporte coletivo mais importante. Até então, os bondes é que transportavam passageiros.

A primeira linha de bonde elétrico que se tem registro na cidade de São Paulo é de 7 de maio de 1900, inaugurada pela Companhia Viação Paulista. Um ano depois, a empresa que ligava Barra Funda ao Largo São Bento faliu e  a Light & Power Co. assumiu o posto. A cidade tinha 240 mil habitantes e a população estava em pleno crescimento devido ao perfil industrial que atraia muitos trabalhadores

Inicialmente, as indústrias eram construídas na região atendida pela linha de trem da São Paulo Railway, que ligava Santos  a Jundiaí, passando pelo ABC Paulista e capital. Idealizada por Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, e engenheiros ingleses, a linha de trem foi inaugurada em 16 de fevereiro de 1867. Tornou-se o principal meio de escoamento da produção agrícola para Santos.

Com a São Paulo Railway, a cidade se tornava interessante para a indústria. Com a indústria, a cidade se tornava interessante para migrantes. E com a população maior, a cidade se tornava interessante para outros meios de transporte.

Os terrenos próximos do parque industrial ficavam mais caros e os bairros com características urbanas se afastaram das margens das estações de trem e do centro da cidade, tornando necessária a ligação por transporte coletivo entre as zonas residências e o local de trabalho. Nas duas primeiras décadas do século 20, os bondes davam conta da demanda, mas os trilhos tiveram de alcançar áreas cada vez mais distantes. A cidade crescia de forma desorganizada e em velocidade que superava a capacidade de implantação de mais trilhos. Eram locais distantes e, muitas vezes, om relevo que dificultavam a passagem dos bondes.

Ganharam espaço, assim, os auto-ônibus, modalidade mais flexível, que apesar de enfrentarem ruas estreitas e de terra tinham capacidade para chegar  onde os trens não alcançavam. Além disso, era mais barato colocar um ônibus a circular do que abrir caminho para os bondes.

Foi nesta época que o serviço de auto-ônibus se consolidou em São Paulo, mas este já existia antes dos anos 20. Em 1910, a indústria de carruagens Irmãos Grassi construiu para a Hospedaria dos Imigrantes uma carroceria de auto-ônibus sobre um chassi francês Dion Bouton, que levava os imigrantes recém chegados ao Brasil das estações de trem até a Hospedaria. Em 1911, foi inaugurada a primeira empresa de ônibus registrada na cidade de São Paulo que se tem conhecimento: a Companhia Transportes Auto Paulista que tinha um veículo de carroceria de madeira com mecânica Saurer. O pequeno ônibus transportava até 25 passageiros, sem itinerário e horário fixos. No mesmo ano, há o registro de um serviço de auto-ônibus que pela manhã transportava passageiros que utilizavam a Estação do Brás e, à tarde, realizava viagens para o Parque Antártica e Avenida Paulista. Havia apenas dois mil carros na cidade.

A maior parte das experiências de transporte por auto-ônibus antes dos anos 20 era tímida: as linhas curtas, os veículos bem primitivos e os serviços duravam pouco tempo.

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Ruth Rocha no Conte Sua História de São Paulo

 

CBN SPAs chácaras de flores da Vila Mariana e o cheiro dos jasmins estão nas lembranças da escritora Ruth Rocha gravadas no acervo do Museu da Pessoa que irão abrir a série especial em homenagem aos 456 anos da cidade do programa Conte Sua História de São Paulo, nesta segunda-feira, no CBN SP. Paulistana, ela descreve um bairro muito diferente deste que conhecemos atualmente. Havia pinguelas, chácaras e ruas que foram definidas por Ruth Rocha como “território das crianças”.

O Conte Sua História de São Paulo apresentará, diariamente, um capítulo da nossa cidade relatada por seus protagonistas. O material faz parte dos arquivos do Museu da Pessoa que, desde a semana passada, está aberto para gravar depoimentos de ouvintes-internautas que, além de passarem a integrar o acervo da instituição, irão ao ar durante o ano de 2010, no Conte Sua História.

Para agendar a entrevista, ligue para o número 011 2144-7150, ou entre no site do Museu da Pessoa.

Além do Conte Sua História, a rádio CBN produziu mais dois programas em homenagem à cidade: “Redescobrindo o Centro Velho” com Heródoto Barbeiro e “Viver Melhor em São Paulo” com Michelle Trombelli. E no dia 25 de janeiro, segunda, o CBN SP será apresentado ao vivo, no Pátio do Colégio.

Ouvintes começam a gravar depoimentos para a CBN

 

CBN SP
Em menos de uma semana, dez ouvintes-internautas já marcaram a data e hora para gravar sua participação na nova fase do Conte Sua História de São Paulo. Os depoimentos serão registrados em áudio e vídeo na sede do Museu da Pessoa, instituição especializada em resgatar e armazenar a memória do cidadão brasileiro.

Em lugar dos textos enviados por e-mail e interpretados por mim aos sábados, nesta etapa o Conte Sua História de São Paulo publicará as experiências dos moradores na capital paulista contadas por eles próprios. Além disso, o material passará a fazer parte do acervo do Museu da Pessoa, com possibilidade de acesso pela internet.

Na semana em homenagem aos 456 anos de São Paulo, que começa nessa segunda-feira (18.01), você terá oportunidade de ouvir alguns depoimentos que integram a memória digital do Museu. Foram selecionadas histórias de infância, lembranças de família, casos curiosos e inusitados que nos oferecerão um olhar sobre a diversidade da capital.

Para agendar sua entrevista, você deve ligar para 011 2144-7150, ou entrar no site do Museu da Pessoa.

Leia mais sobre o Conte Sua História de São Paulo especial e a programação da CBN no aniversário da cidade.