Entrevista: “Ou a Lava Jato vive dentro da lei ou está fora, vai perder, vai anular” , diz Luiz Flávio Gomes ao Jornal da CBN

 

 

A Lava Jato está na capa de mais um livro que chega às bancas. E este, literalmente, às bancas, pois a editora Astral Cultural distribui seus livros, de preferência, nas bancas de jornais da cidade, em lugar de deixá-los apenas nas livrarias. Nesse, em especial, a Lava Jato, que está no subtítulo, aparece com um complemento que explica boa parte do que pensa seu autor: “em favor da Lava Jato, dentro da lei”.

 

Dentro da lei, faz toda a diferença para o jurista Luiz Flávio Gomes que defende suas ideias no livro com a mesma contundência com que costuma se pronunciar em entrevistas, já que é fonte frequente nos programas de rádio e televisão. “Ou a Lava Jato vive dentro da lei ou está fora, vai perder, vai anular” disse durante a conversa que eu e Cássia Godoy tivemos com ele no estúdio do Jornal da CBN.

 

Um dos pontos considerados questionáveis pelo jurista é a forma como a condução coercitiva está sendo usada pela força-tarefa da Operação Lava Jato. Ele lembra que o STF está prestes a tomar decisão sobre o assunto e, conforme, a posição dos ministros, uma parte da investigação pode sofrer prejuízos. Gomes entende que o rigor a lei é necessário pois “diante dos poderosos no poder, qualquer deslize pode ser prejudicial”. Ele teme que por atingir políticos e empresários relevantes no país, os questionamentos a decisões aumentem e sirvam para desmantelar a Operação.

 

Para que não fique dúvidas sobre o que pensa, Gomes enfatiza que “estamos diante de uma cleptocracia, de um governo de ladrões”. E “a eliminação de corruptos tem que ser implacável. Só assim vamos abrir espaço para a reconstrução de um Brasil saudável, mais justo e menos desigual”.

 

 

Em “O Jogo Sujo da Corrupção – pela implosão do sistema político-empresarial perverso. Em favor da Lava Jato, dentro da lei, e pela reconstrução do Brasil” , o autor também reforça a importância do papel do cidadão brasileiro que deve varrer os políticos comprovadamente corruptos que não forem abatidos pela Operação através do que chama de “voto faxina da cidadania ativa”, respeitando a democracia e suas instituições.

Agência Lupa apura verdades e mentiras sobre julgamento da chapa Dilma-Temer

 

 

ação-dilma-temer-tse-500x263

  

 

No Jornal da CBN, desta segunda-feira, a Agência Lupa, nossa parceira na checagem de informações, tirou dúvidas sobre três frases que circulam na internet a propósito do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE, que deve se iniciar nessa terça-feira.

 

 

A diretora da Agência, Cristina Tardáglia, falou das seguintes afirmações:

  

 

“Dois anos com o processo na mão, e o TSE ainda pode ter pedido de vista”

 

 

RECORTES-POSTS-VERDADEIRO

 

 

“A ministra Luciana Lóssio pode antecipar voto no processo de cassação de Temer”
 

 

 

RECORTES-POSTS-VERDADEIRO-MAS
 

 

 

“Ministério Público Eleitoral recomendou que Temer seja cassado e que Dilma fique inelegível”

 

 

RECORTES-POSTS-DE-OLHO

 
 

 

Confira as informações levantadas pela Agência Lupa:

  

 

Justiça Eleitoral vai às ruas e ao Twitter incentivar o #VotoConsciente

 

urna_fotor

 

“O que você quer melhorar na sua cidade?”

 

“Você sabe quem pode resolver isso?”

 

O cidadão é convidado a responder essas duas perguntas em urnas eletrônicas que serão colocadas nas ruas de cinco capitais brasileiras, nessa quinta-feira, dia 29, em ação da Justiça Eleitoral.

 

Além disso, somos todos convidados a participar da campanha no Twitter usando #VotoConsciente para promover a importância da vigilância do cidadão e a necessidade de denunciar irregularidade que sejam identificadas, às vésperas da eleição.

 

“É fundamental conhecer o candidato, a vida pregressa e não se submeter à compra de votos”, diz a assessora-chefe de comunicação do TSE, Giselly Siqueira, no material de lançamento da campanha.

 

A campanha com tempo e dinheiro mais curtos deste ano deu menos visibilidade aos candidatos à vereador, e com pouca informação o risco de o eleitor escolher pessoas despreparadas para o cargo é enorme.

 

Geralmente, deixa-se para os últimos dias a decisão sobre o candidato a vereador e dependemos muito da indicação de algum conhecido ou parente. Às vezes, o nome aparece na memória do eleitor, pois o candidato é uma celebridade. A história já nos mostrou que o cara ou a cara pode ser bom na música, na dança ou na televisão, mas não tem qualquer aptidão para a política.

 

No Adote um Vereador, movimento que surgiu em 2008, convidamos as pessoas a acompanharem o trabalho dos parlamentares desde o início do mandato, o que ajuda a aumentar a quantidade de informação sobre a qualidade do trabalho dele (ou a falta de qualidade).

 

Nestes últimos meses temos publicado uma série de artigos em nosso site com o objetivo de ajudar o eleitor a entender melhor a função do vereador (assim como a do prefeito) e desenvolver critérios próprios para a escolha do vereador:

 

Aproveite essa quinta-feira, dia 29, para publicar no Twitter os links com acesso a esses textos e use a hashtag #VotoConsciente:

 

Como escolher o seu candidato?

http://bit.ly/2d7BriS  #VotoConsciente

 

O vereador não é um assistente social 

http://bit.ly/2cTJBbR  #VotoConsciente

 

Legislar é muito mais do que fazer leis 

http://bit.ly/2cTJBbR  #VotoConsciente

 

O vereador e o seu dever de fiscalizar

http://bit.ly/2diijvd  #VotoConsciente

 

O eleitorado cresceu, o tempo de propaganda reduziu e a campanha se tornou quase secreta 

http://bit.ly/2dxD2N0  #VotoConsciente

 

O vereador e a função de julgar as contas de governo

http://bit.ly/2d7B6wC #VotoConsciente

 

Para participar das ações dos Tribunais Regionais Eleitorais nas ruas de cinco capitais, anote aí onde as urnas estarão disponíveis:

 

TRE-BA
10h00 às 12h00 – Shopping Center Lapa (Rua Portão da Piedade, 155, Centro)
9h00 às 12h00 e 14h00 às 18h00 – Vitória da Conquista – SAC Centro

 

TRE-GO
10h00 às 17h00 – Araguaia Shopping (Rua 44, 399, Setor Central)

 

TRE-MG
7h00 às 13h30 – Rodoviária de Belo Horizonte (Praça Rio Branco, 100)

 

TRE-PR:
11h00 às 13h00 – Praça Rui Barbosa, Centro

 

TRE-TO
08h00 – Taquaralto – Av. Tocantins
12h00 – Palmas Shopping – Quadra 101 sul, rua NSA, conjunto 2, lote 10 – Plano Diretor Sul
17h00 – Feira Coberta – APM6, quadra 1.106 sul

Mundo Corporativo: juiz Marlos A. Melek dá dicas de como reduzir conflitos trabalhistas na sua empresa

 

 

“A tendência das empresas que passarem de dois anos, graças à Deus, é crescer. Daqui dois, três anos, daqui seis meses, talvez vocês não lembrem o que foi combinado lá atrás, aí começa a criar aquele conflito, aquela dúvida. O trabalhador diz: mas eu não fui contratado para isso, eu estou acumulando função. Então começa um grau de insatisfação,piora o clima organizacional da empresa e, por outro lado, começa a ter o conflito”. A afirmação é do juiz federal do trabalho Marlos Augusto Melek, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Melek faz inúmeros alertas sobre cuidados que empregados e empregadores devem adotar para que os problemas trabalhistas não contaminem o ambiente organizacional. Ele é autor do livro “Trabalhista. E agora?”, publicado pela EstudoImediato.com

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, no site cbn.com.br, às quartas-feiras, 11 horas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo Alessandra Dias, Carlos Mesquisa e Denis Willians Ferreira.

Fragmentos de (in)justiça no Brasil

 

Por Julio Tannus

 

Uma (in)justiça:

 

Há alguns dias, fui chamado, como síndico, para atender à portaria. De repente, me vejo frente a um oficial de justiça e duas viaturas da Polícia Militar. Para minha surpresa, após comprovar a identidade do oficial, leio despacho de um juiz de direito determinando a retirada de bens móveis de um de nossos condôminos.

 

Por mais incrível que possa parecer, como não havia ninguém no apartamento, foi acionado um chaveiro para possibilitar o acesso ao mesmo. Presenciei toda a situação, permanecendo envolto nesse contexto desde às 13:00 até às 23:50 horas, juntamente com o oficial de justiça, sua assistente e policiais militares. Foram retirados: geladeira, forno de micro-ondas, fogão, televisores, computadores, impressora, poltronas e sofás.

 

Fui informado que havia um débito do proprietário no valor original de R$ 15mil que, acrescidos de multa e outras variáveis, atingiu a casa dos R$ 68mil.

 

E aí me pergunto: como os bens móveis retirados, uma vez já usados por um bom tempo, podem resgatar o valor pretendido? Como ficam os inúmeros devedores nesse país afora, devedores por várias razões – por exemplo, perda de emprego – diante desse precedente?

 

Outra (in)justiça:

 

Passados sete anos em minha nova residência, dou-me conta que o valor do IPTU mais que dobrou no período. Resolvo consultar a Prefeitura de São Paulo sobre o porquê do aumento tão elevado, uma vez que sou proprietário do imóvel e não tenho nenhuma intenção de comercializá-lo.

 

A explicação que consegui apurar para esse fato é que os imóveis na região foram muito valorizados. E aí me pergunto porque um órgão público quer se beneficiar de sua valorização? Não seria o caso de obter vantagem sobre essa valorização apenas no caso de venda do imóvel?

 

E então desfiei meu descontentamento para o atendente da Prefeitura: o retorno obtido com esse elevado aumento do imposto é inexistente. Ou seja, continuamos com as vias públicas em péssimas condições, esburacadas, cheias de remendos mal feitos. A iluminação pública, no geral, é deficiente, propiciando todo tipo de insegurança aos cidadãos. A vegetação não tem o tratamento adequado. Sem falar em outras deficiências.

 

Diante desse quadro, em fevereiro de 2014, resolvi entrar com recurso na Prefeitura.

 

Resultado: indeferido.

 

Inconformado,dirigi-me à Câmara dos Vereadores da cidade de São Paulo.

 

Resultado: um dos vereadores sugere que só um movimento popular poderia eventualmente solucionar essa situação.

 

Para concluir: de 2005 a 2015, o valor do IPTU do meu imóvel sofreu acréscimo de 186%. Assim, pretendo voltar com essa situação nos poderes competentes, uma vez que os imóveis no meu bairro se desvalorizaram e pela lógica meu valor de IPTU deveria ser reduzido.

 

Será que vou conseguir uma redução?

 

Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier), autor do livro “Razão e Emoção” (Scortecci Editora)

Mundo Corporativo: Marcelo Mazzola explica como funciona a mediação na resolução de conflitos

 

 

O mediador não tem interesse na disputa e não decide nada, tampouco manifesta sua opinião. Nesse ambiente, as partes conseguem colocar as cartas na mesa, trazem suas emoções, expõem sentimentos e são convidadas a entender o que se passa pela cabeça do outro. A partir deste recurso, que estará previsto no Código de Processo Civil, empresas têm conseguido resultados positivos na conciliação de conflitos, reduzido custos e diminuído o número de demandas que chegam aos tribunais de justiça, segundo o advogado Marcelo Mazzola, entrevistado do programa Mundo Corporativo da rádio CBN. Coordenador da comissão de conflitos da OAB-RJ, Mazzola explica, também, quem pode atuar como mediador e em que situações este recurso pode ser acionado.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação de Paulo Rodolfo, Wagner Magalhães e Débora Gonçalves.

Minirreforma eleitoral, coisa nenhuma, é reforma, mesmo!

 

Por Antonio Augusto Mayer dos Santos

 

21601923018_3e7b501103_z

 

A modificação de mais de meia centena de dispositivos em três normas importantes não pode ser apelidada de minirreforma. Nem de brincadeira. Segundo o léxico, mini é aquilo que é pequeno ou menor. No caso, as recentíssimas alterações promovidas pelo Congresso Nacional às Leis Federais nºs 9.504/96 (Eleitoral), 9.096/95 (Partidária) e 4.737/65 (mais conhecida como Código Eleitoral) foram expressivas e refletirão imediatamente no pleito municipal de 2016.

 

Para melhor situar o contexto, convém recordar que mesmo tendo sido editada em 1997, portanto há pouco menos de duas décadas, a Lei Eleitoral brasileira já havia sido alterada três vezes. Em 2006, no vácuo da CPI do Mensalão, a Lei nº 11.300 proibiu a distribuição dos brindes de campanha, showmícios e outdoors. Três anos depois, a Lei nº 12.034 determinou que as cotas de gênero são obrigatórias e não mais facultativas. Também ficou estabelecida a exigência de apresentação pelos candidatos a presidente, governador e prefeito de suas propostas de campanha, a possibilidade de candidatos sem registro fazer campanha eleitoral em pé de igualdade com os demais, e uma série de aperfeiçoamentos técnico-jurídicos. Em dezembro de 2013, a Lei nº 12.891 (não aplicada no pleito de 2014) incrementou as exigências relativamente às pesquisas eleitorais, dilatou as possibilidades de pré-campanha, restringiu as pinturas e adesivos nos veículos e limitou as contratações de pessoal para campanhas, sobretudo de rua, entre outras providências.

 

Evidentemente que alterações em profusão ou larga escala impedem que entendimentos e estudos em torno de um determinado item ou conduta se estabilizem. Contudo, ajustes e adequações são inerentes numa matéria desta natureza, especialmente para oxigenar os textos legais, banir regras obsoletas e torná-las compatíveis à realidade.

 

Vejamos algumas mudanças que foram votadas.

 

Janela partidária – Por 323 votos a 115, o destaque do PSB ao Projeto de Lei nº 5.735/13 incluiu no texto da Lei Eleitoral a possibilidade de desfiliação, sem perda de mandato, numa janela de até 30 dias antes do fim do prazo de filiação exigido para as candidaturas. Esse permissivo, salvo a declaração de sua inconstitucionalidade, contempla todos os parlamentares em exercício (deputados e vereadores), já que titulares do Poder Executivo (presidente, governador, prefeito e vices) e senadores haviam sido acertadamente liberados pelo Supremo Tribunal Federal por meio de uma decisão tomada à unanimidade.

 

É importante que a legislação eleitoral de um país que se jacta democrático contemple um mecanismo como esse. Afinal, muitas vezes existe uma tensão insuperável entre filiado e partido, tenha aquele mandato ou não. Evidentemente que não se quer estimular o fisiologismo. Todavia, os partidos políticos muitas vezes tornam as situações de convivência insuportáveis, impedindo mandatários de exercer os seus mandatos. Nesse sentido, autorizar que o mandatário deixe a legenda a poucos meses de uma nova eleição é bastante razoável. O eleitor que julgue tal conduta. É assim em diversas outras legislações.

 

Prazo de filiação – Uma votação de 290 votos contra 157 reestabeleceu que a filiação partidária não mais será de um ano e sim de 6 meses, ou seja, a mesma que é aplicada para os magistrados que se filiam para concorrer após a aposentadoria. Essa regra vigorou anteriormente, sem maiores problemas.

 

Propaganda eleitoral – A propaganda eleitoral pelos candidatos e partidos somente será permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição. O prazo anterior referia 6 de julho. A intenção é baratear as campanhas eleitorais. O horário eleitoral de rádio e televisão passa a ser de 35 dias. Projetos preconizam sua redução para 15, o que seria o mais adequado diante dos escassos índices de audiência que apresentam.

 

Efeito suspensivo – Os candidatos cassados pela Justiça Eleitoral exercerão os seus mandatos eletivos até a decisão definitiva. Trata-se de uma importante inovação revogando o texto ilegítimo e superado do Código Eleitoral de 1965.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor dos livros “Prefeitos de Porto Alegre – Cotidiano e Administração da Capital Gaúcha entre 1889 e 2012” (Editora Verbo Jurídico), “Vereança e Câmaras Municipais – questões legais e constitucionais” (Editora Verbo Jurídico) e “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Escreve no Blog do Mílton Jung.

“É proibido proibir” ganha de goleada

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Caaras

 

O Brasil, sétima economia do mundo, é de extremos. Impedíamos a moderna história nacional proibindo a publicação de biografias não autorizadas, enquanto países desenvolvidos mantinham uma abertura absoluta, permitindo edições de toda espécie.

 

Há uma semana, o STF mudou tudo. “Cala a boca já morreu” disse a ministra Carmen Lúcia, relatora do processo que derrubou a exigência de autorização prévia para biografias. Nessa longa batalha, a vitória unânime não foi a única vantagem, pois vilões e heróis foram identificados.

 

“Roberto Carlos em detalhes” foi recolhido por ação do “Rei”, que alegava intromissão na sua vida e no seu bolso. Certamente mais no bolso porque o livro de Paulo Cesar de Araujo não apresenta nenhuma faceta negativa. É como se fora escrito por um fã.

 

Caetano Veloso, o autor de “É proibido proibir”, impediu a publicação de sua biografia após sete anos de elaboração. Além disso, deve ter sido consultor da ex-mulher para através do “Procure Saber”, após reunir Chico Buarque, autor de Cálice, Gil e o próprio Caetano, todos vítimas da censura e exilados durante o período ditatorial, saírem a público com Roberto Carlos em defesa da proibição às biografias não autorizadas.

 

A biografia de Mick Jagger na edição brasileira não contém a parte do canil, por exigência da apresentadora Luciana Gimenez.

 

Lily Safra conseguiu no Brasil o que não obteve na Europa. Proibiu a publicação de sua biografia.

 

Livros

 

Paulo Coelho, o mais bem sucedido escritor brasileiro de todos os tempos, talvez o mais criticado, e dono do melhor exemplo, pois abriu a Fernando Morais a sua vida, não gostou da biografia feita, mas liberou-a, se posicionou em relação aos 9×0 na Revista Época:

“Depois que Roberto Carlos conseguiu o que quis, largou o grupo. A culpa ficou com os chamados progressistas. Porque, do Roberto Carlos, todo mundo esperava uma atitude assim, mas ninguém esperava do Caetano, do Gil, do Chico. Os artistas que apoiaram o cantor na luta pela proibição de biografias não autorizadas caíram numa “armadilha de quinta categoria, como patinhos”

 

Será que é a credulidade apontada por Paulo Coelho que explica os “progressistas” ou seria a ganância?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O Rei está nu, e foi o Réu quem denunciou

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Roberto Carlos ficará para a história definitivamente como cantor e censor. Como Rei, estará mais para o personagem da fábula de Christian Andersen: um monarca que desfilava com traje imaginário e era aplaudido pelos súditos, que, coniventes, não viam a sua nudez.

 

Este maio de 2014 também ficará para a história do Brasil. As dezenas de biografias censuradas e outras tantas a se fazer, deverão estar em breve liberadas. No início do mês a Câmara Federal aprovou emenda que autoriza a publicação de biografias sem a aprovação do biografado. Sistema democrático que responsabiliza o escritor, mas o libera na busca de todos os aspectos que possam compor a trajetória da personalidade estudada.

 

Na metade do mês, Roberto Carlos entrou no STF Supremo Tribunal Federal com um pedido para participar da discussão das biografias. Através do Instituto Amigos, criado por ele para poder entrar como parte interessada.

 

Na terceira semana de maio, o escritor e réu do Rei no processo cível e criminal que Roberto Carlos lhe dirigiu pelo livro “Roberto Carlos em detalhes”, surpreendeu a todos. Lançou a sua própria biografia na relação com o Rei. O Réu e o Rei, Paulo C. Araujo, Companhia das Letras, R$ 34,90, 528 páginas.O livro escancara os absurdos que fama e poder podem interferir unilateralmente nos comportamentos, procedimentos e julgamentos. O seu autor, o jornalista e biógrafo Paulo Cesar de Araujo, fã desde os 11 anos, poupa o autor e cantor, mas não esconde a agressividade que Roberto Carlos como censor lhe dedicou. Disse em entrevista ao Jornal da CBN que “Roberto Carlos será o último censor do Brasil”. E, aí assume a criança da fábula, que sem medo, grita cruelmente: “O Rei está nu”.

 

Este é o verdadeiro Roberto Carlos!

 

Vale aqui colocar a advertência da VEJA sobre o livro O Réu e o Rei: “os advogados de Roberto Carlos estão lendo o livro. Por via das dúvidas, é melhor correr para garantir o seu exemplar”.

 

Ouça aqui a entrevista de Paulo C. Araujo, ao Jornal da CBN:

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Cuidado:motorista flagrado três vezes bêbado está livre

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Já faz algum tempo que não escrevo neste blog sobre um assunto que abordei inúmeras vezes neste espaço,ou seja,trânsito. Há 60 anos possuo carteira nacional de habilitação,já dirigi automóveis no exterior,jamais tive o documento habilitador apreendido,raríssimas vez fui multado e há muito,sempre que chega a hora de pagar o IPVA,ganho o desconto de bom motorista. Sou fanático por direção defensiva,algo cada vez mais fundamental se levarmos em conta que o número de veículos que circulam, tanto nas cidades quanto nas rodovias, é cada vez maior,isso graças aos financiamentos tentadores oferecidos pelas revendas. Lembro-me com saudade dos tempos em que eu me sentia feliz conduzindo um automóvel em Porto Alegre,minha cidade e,também,viajando pelo interior do Rio Grande do Sul e até por outros estados do Brasil a serviço da rádio em que então trabalhava cobrindo futebol. Hoje,confesso lisamente,tenho um certo medo de dirigir aqui ou ir,pela freeway, além de Tramandaí, balneário gaúcho onde temos casa de veraneio. Aliás,é a propósito do que ocorreu nessa rodovia que vou manifestar a minha opinião e a minha revolta.

 

“Motorista é preso ao dirigir bêbado e pela contramão”

 

A manchete é do jornal Zero Hora. Ao me deparar com ela na 27ª página do periódico,imaginei que não havia razão para sequer divulgar informação do tipo dessa,eis que motoristas dirigindo sob efeitos de álcool não têm nada de incomum. Bem pelo contrário:trata-se,hoje em dia, de fato corriqueiro. Ah,mas Zero Hora tinha sobradas razões para dar destaque à notícia. Se já se tornou um tanto comum para as polícias rodoviárias estaduais e federais pegar em flagrante caras que dirigem embriagados,prender o mesmo sujeito,na mesma rodovia – a freeway – conduzindo,etilizado, o seu automóvel,na contramão, no mínimo,chega a espantar. Lucio Mario Borba – relata a repórter Letícia Costa – foi flagrado pela terceira vez,na freeway, com “sinais de embriaguês ao volante. Antes disso,na mesma rodovia,Borba,agora com 41 anos,havia sido flagrado,em condições semelhantes. Os episódios etílicos de Borba aconteceram em 2012,2013 e culminaram com o do dia 13 de abril de 2014. Neste,dirigindo um Ônix por cerca de seis quilômetros,acabou colidindo com um Gol,que capotou.

 

Perguntem-me agora o que aconteceu com este contumaz infrator? Ah,já esteve no Presídio Central de Porto Alegre. E daí?O sujeito segue soltinho da silva.Não duvidem que voltará não apenas a dirigir,mas novamente na contramão e pondo em perigo a vida de motoristas bem comportados que se arriscam a vê-lo guiando impunemente,quando deveria ter a carteira de habilitação rasgada em pedacinhos. Justiça leniente não é justiça,mas quase perdão. Esta é a minha opinião.

 


Milton Ferretti Jung é radialista, jornalista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)