Lei antifumo e não adianta reclamar

Os fumantes se mobilizaram da noite de ontem para esta manhã e enviaram uma centena de mensagens a jornalistas – para este que lhe escreve, inclusive – criticando a lei anti-fumo que entrou em vigor, nesta sexta-feira. A caixa de correio de ‘milton@cbn.com.br’ acordou cheia de reclamações de ouvintes-internautas-fumantes contra o que consideram ser “brutalidade” do Estado, entre outras expressões que surgiram por aqui.

A discussão é válida, a polêmica existe e há argumentos em favor de todos os lados. Mas a reclamação chega tarde, deveria ter ocorrido durante a votação do projeto de lei do Executivo na Assembleia Legislativa. O governador José Serra, patrocinador da ideia, enviou o projeto para lá, as comissões trataram do assunto e aprovaram, foi para o plenário da Casa e os deputados estaduais, após duas votações, aceitaram. No Palácio dos Bandeirantes, a lei foi sancionada, é lógico.

Apesar de todo este trâmite poucos cidadãos se mobilizaram para debater o tema na Assembleia Legislativa. O lobby dos fumantes ficou por conta dos donos de bares e restaurantes que temem prejuízo com a perda de clientes – coisa que não acredito que aconteça, como não aconteceu em cidades como Nova York.

Que sirva de lição para todos nós. Se queremos discutir os temas que podem mexer nos nossos hábitos ou na nossa qualidade de vida, que estejamos mobilizados na hora e no local certos.

Pelo cigarro, “guerrilha” prepara ataque em São Paulo

O Governo de São Paulo diz estar pronto para a “guerrilha jurídica” armada por entidades que defendem a liberdade aos fumantes que se organizam para combater a lei antifumo sancionada ontem, mas que entra em vigor apenas em agosto, no Estado.

A persistirem os sintomas, ninguém poderá mais fumar dentro de bares, restautantes, empresas, clubes e condomínios. Mas lá no escritório tem fumódromo !? Não vai ter mais de acordo com a lei aprovada em São Paulo. O governador José Serra (PSDB) exagerou e ameaça punir até bituca de cigarro ou cinzeiro sobre a mesa.

O secretário de Negócios Jurídicos dele, Luiz Antonio Marrey, parece disposto a conter o ímpeto de Serra na cruzada contra o cigarro. Disse ao CBN SP que haverá muita conversa antes da punição se iniciar, e comedimento por parte dos fiscais. Foi duro, porém, ao responder ao jurista Ives Granda que falou na CBN que a lei é inconstitucional.

Será o constitucionalista Granda um dos terroristas ?

Ouça as duas entrevistas e dê a sua opinião:

Comece com o jurista Ives Gandra que é contra lei

E agora, preste atenção no que diz o secretário Luiz Antonio Marrey