Mundo Corporativo: “o melhor líder é o melhor ser humano”, diz a consultora Luciane Botto

“Um líder cada vez mais, além de pensar em resultado, tem de pensar nas pessoas. E conseguir fazer este equilíbrio entre o resultado, a técnica, a ferramenta, o processo, as pessoas … conseguir trazer o time junto é o que cada vez mais a gente precisa dentro das nossas organizações”

Luciane Botto, consultora

A alta competitividade dentro das organizações, a busca incessante de resultados e a insegurança quanto aos cenários que se desenham nesta pandemia potencializam os desafios impostos aos líderes. É preciso coragem e sensibilidade para as tomadas de decisão, além de consciência do impacto que seus atos terão sobre as pessoas com as quais tem relação. Para a consultora Luciane Botto, que se dedica ao desenvolvimento de lideranças e realiza consultoria organizacional, quanto mais nos desenvolvemos como seres humanos íntegros, responsáveis e autênticos, mais efeitos tendemos a nos tornar como líderes e mais plenamente seremos capazes de viver nossas vidas.

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN., Luciane falou da necessidade de os profissionais trabalharem com o conceito de liderança integral:

“Um líder cada vez mais, além de pensar em resultado, tem de pensar nas pessoas. E conseguir fazer este equilíbrio entre resultado, a técnica, a ferramenta, o processo, as pessoas, conseguir trazer o time junto é o que cada vez mais a gente precisa dentro das nossas organizações”.

Em “Liderança Integral — a evolução do ser humano e das organizações”(Editora Vozes), Luciane e seus colegas José Vicente Cordeiro e Paulo Cruz Filho, identificam cinco atitudes para quem pretende exercer na plenitude o seu papel de líder:

  • Propósito — “.. a razão pela qual algo é feito ou criado, ou para a qual algo existe.”
  • Accountability —  “… assumir sua responsabilidade pelos resultados produzidos em sua organização e na sua vida.”
  • Integridade — “… dar o máximo de nós mesmos pelas nossas causas, mas sem ir contra os nossos valores pessoais e os das organizações.”
  • Humildade — “reconhecer que aquilo que vemos lá fora não são fatos absolutos e, sim, nossas interpretações do que acontece no mundo”….portanto devemos “permanecer abertos às interpretações dos outros acerca do que está acontecendo.”
  • Veracidade  — “…ser sincero consigo mesmo e com os outros.”

O exercício dessas atitudes permite que se identifique forte conexão da equipe de trabalho e se melhore o ambiente da organização, mesmo com alguns setores da economia mantendo seus profissionais atuando à distância, desde o início da pandemia. Líderes incapazes de exercerem esse papel tendem a ser responsáveis pela criação de empresas tóxicas, segundo Luciane. Estudo da Harvard Business School com mais de 60 mil funcionários mostra que o ambiente ruim desanima as equipes e afetam os resultados. Quando o gestor é muito grosseiro, diz a consultora, 80% das pessoas se sentem descomprometidas, 38% reduzem a qualidade do trabalho e 25% transferem essa frustração ao cliente.

“Se o melhor líder é o melhor ser humano, ele tem de estar preocupado não só em ser um excelente gestor, mas também ser um colega que compartilha informação, que está disposto a ensinar, a aprender, a dar o seu melhor, a muitas vezes pedir ajuda, a ter humildade suficiente para falar que não tem todas as respostas, que não é o super-herói”

O programa Mundo Corporativo é apresentado pelo jornalista Mílton Jung, pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no Canal da CBN no Youtube e no Facebook, e é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. O Mundo Corporativo tem a colaboração de Débora Gonçalves, Juliana Prado, Bruno Teixeira e Rafael Teixeira.

Mundo Corporativo: Dante Mantovani diz como o líder deve se portar diante da pandemia e dos Millennials

 

“A tendência é que a gente cada vez mais tenha um ambiente multigeracional e cada um tenha seus valores diferentes, sua visão de mundo. E a convivência é um desafio. Ela é possível, mas a gente precisa entender e não julgar os valores dos outros”  — Dante Mantovani, consultor.

Que as transformações vinham ocorrendo em alta velocidade, sabíamos. Que a pandemia fez empresas pisarem fundo no acelerador tecnológico para se safarem da crise, sabemos. E como os líderes devem se portar nesse cenário pouco conhecido? Teremos de aprender. Especialmente se considerarmos que, além de estarem diante desse desafio inédito, ainda precisam comandar equipes multigeracionais, com suas diferenças e necessidades. Em busca de uma resposta para essa situação, entrevistamos no Mundo Corporativo, Dante Mantovani, engenheiro e consultor de desenvolvimento humano, mestre pela FEA com tese em que estudou o comportamento dos Millennials. 

Antes de continuar essa conversa, vale diferenciar: o Dante Mantovani que entrevistamos não tem nada a ver com o maestro, ex-presidente da Funarte e candidato frustrado à prefeitura de Paraguaçu Paulista, que já disse ser o rock coisa do capeta. Eles são apenas homônimos. E só.

De volta ao que importa: os Millennials que foram foco do estudo de Dante Mantovani são aqueles que nasceram depois de 1986, uma turma que tem entre 24 e 34 anos, que por aqui só conheceu o Brasil pós-Democracia e em um período de prosperidade. São jovens que buscam empregos que façam sentido para eles —- não apenas para pagar as contas —- e empresas que tenham propósitos claros. 

“O estudo de gerações não é para colocar dentro de uma caixinha e rotular; é para você entender uma característica comum de comportamento”

Dante lembra que foi estudar os Millennials para enxergar o papel dos líderes e a mudança de comportamento que essa relação exige das empresas. Somaram-se a isso as lições aprendidas na pandemia que exigiu forte adaptação no ambiente de trabalho e nos processos de produção. Para o consultor, o que vivemos hoje deixará sua marca na forma de se comandar equipes de trabalho:

“O modelo de líder do futuro vai ser um líder mais colaborativo, que sabe não ter todas as respostas, mas tudo bem: ele será capaz de entrar na sala e dar um norte e fazer com que as pessoas tenham uma disciplina de encontrar essa solução; e aí existem varias metodologias  para as pessoas construirem esse caminho juntos”

Já que falamos do capeta, agora há pouco, vale destacar o que nos disse Dante sobre a importância que o líder tem na dinâmica do trabalho e no desejo de as pessoas quererem ou não ficar em uma empresa. Para ele, a vida pode ser o céu ou o inferno dependendo o tipo de liderança que é exercida na organização:

“40% do comprometimento vem da ação do líder, outros 40% vem da própria pessoa e os 20% restantes são referentes a política da organização, ao clima organizacional benéfico e outros aspectos”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, em vídeo: no site, no Facebook e no canal da CBN no Youtube. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN e domingos, às 10 da noite, em horário alternativo Você também pode assinar o podcast do Mundo Corporativo.

Mundo Corporativo: ter negros na liderança é estratégico para empresas, diz Luana Genót do ID_BR

”A gente precisa entender que olhar para a população negra no Brasil não é favor, é estratégia de negócios, é ética e é também lei” — Luana Genót  ID_BR

O interesse de empresários brasileiros na promoção da igualdade racial aumentou de maio até agora, mesmo com a crise provocada pela pandemia do coronavírus. Quem observou essa mudança de comportamento foi Luana Genót, diretora-executiva do ID_BR Instituto Identidades do Brasil. O curioso é que, em um país onde a violência contra os negros se expressa no cotidiano e nas estatísticas, foi um fator externo que motivou essa reação.

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, a jornalista disse que a instituição, fundada por ela em 2016, passou a ser mais procurada por dirigentes empresariais, aqui no Brasil, desde o assassinato de George Floyd, por policiais do estado de Minessota, lá nos Estados Unidos.

Luana entende que o movimento seja resultado do forte impacto gerado pelo crime que levou pessoas às ruas em diferentes partes do Mundo e foi acompanhado de perto pela mídia internacional. Lamenta, porém, que a violência sofrida pela população negra no Brasil não provoque essa mesma indignação. De acordo com o Atlas da Violência 2020, os casos de homicídio de pessoas negras aumentaram 11,5% em uma década, enquanto os de não negros reduziram em 12,9%.

“Costumo dizer que a gente não precisa mais de pessoas negras morrendo para ter um posicionamento antirracista ao longo do ano e também não precisa ser só um caso que venha de fora”

O ID_BR atua com a ideia de acelerar o processo de igualdade racial no mercado de trabalho e ajuda as empresas a desenvolverem estratégias que incentivem a presença de negros em cargos de liderança. Segundo Luana, apesar de ter triplicado o número de negros com ensino superior completo, nos últimos dez anos, isso não se reflete nas corporações sobretudo no alto escalão. É preciso mudar a cultura, torná-la mais inclusiva.

“É uma pauta que tem de ser transversal; não é uma pauta só de recrutamento; é uma pauta de posicionamento; é uma pauta de comunicação; é uma pauta estratégica para toda a empresa que quer crescer para além de olhar só a metade da população do Brasil. Tem de olhar a população por inteiro”.

Na campanha ‘Sim à Igualdade Racial”, promovida pelo ID_BR, são identificados três estágios de atuação das empresas:

Compromisso —- as empresas são estimuladas a desenvolver durante um ano ações de sensibilização e letramento racial; fazem um diagnóstico de sua realidade e iniciam o desenho de suas metas e prazos de inclusão de profissionais negros  a serem atingidos. 

Engajamento — as empresas estão há, pelo menos, dois anos desenvolvendo as ações e já estão um pouco mais avançadas. Para além do desenho, nessa etapa, elas também implementam políticas de metas atreladas às áreas e prazos.

Influência —  as empresas estão há, pelo menos, três anos atuando na pauta, têm resultados tangíveis sobre a presença de pessoas negras em cargos de liderança e influenciam toda a cadeia produtiva e demais segmentos no seu entorno na busca pela igualdade racial.

As experiências de Luana, do instituto e das empresas engajadas na defesa da igualdade racial mostram que a sociedade ganha como um todo, a partir do momento que este tema passa a fazer parte da estratégia corporativa:

“Não olhar para isso de forma estratégica, não investir nesta temática é uma forma de simplesmente dizer: ‘ah, eu não sabia’. Mas agora a população está cada vez mais cobrando isso. Então, esse tem sido o nosso convite para as lideranças que ainda se veem surpresas diante desses cenários que no meu ver não deveria causar nenhuma surpresa”

O Mundo Corporativo é gravado às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido, ao vivo, no canal da CBN no You Tube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e fica disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscila Gubioti. 

Podcast: comunicação como fator de liderança

 

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No BaruCast, podcast da especialista em comunicação corporativa Erika Barusco, tive oportunidade de falar sobre a importância da comunicação como fator de liderança, baseado no que escrevi no livro “Comunicar para liderar”, ao lado da amiga e fonoaudióloga Leny Kyrillos:

 

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Mílton, para ir direto ao assunto, comunicar é um fator decisivo para liderar?

 

De todas as competências necessárias para liderar uma empresa, um grupo de trabalho ou a sua própria carreira, considero a comunicação a mais importante, porque sem esta corre-se o risco de as demais não se expressarem em todo o seu potencial. Sabe-se que ter equilíbrio e flexibilidade, por exemplo, são fundamentais para quem assume posto de comando — especialmente diante do cenário crítico que estamos vivendo hoje. Agilidade e empatia colaboram, sem dúvida. No entanto, estarão restritas em suas dimensões se o líder não souber como se expressar. Apenas para ilustrar o que digo: como querer que a minha equipe atue com a velocidade de adaptação que o momento atual nos exige, se eu não estiver capacitando a transmitir ao meu time nossas possibilidades, de maneira simples, direta e objetiva — o que defendo há bastante tempo ser o mantra da boa comunicação? Ser simples, direto e objetivo me ajudará a guiar a equipe ou a demonstrar para o meu time até onde podemos chegar.

 

E o que envolve exatamente as competências de uma comunicação de liderança?

 

Consciência do desafio que enfrenta; conhecimento sobre o tema que vai tratar; compreensão sobre seus próprios limites — humildade para saber que eles existem; é preciso ainda exercitar a escuta, abrindo não apenas seu ouvido mas a sua mente para absorver o pensamento do outro e identificar suas necessidades ou restrições; somente assim será possível encontrar pontos em comuns que façam da comunicação uma ponte de aproximação de interesses e desejos. O líder comunicador sabe criar vínculos para fortalecer uma relação.

 

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O bate-papo completo você ouve, no Barucast, clicando aqui

 

 

Mundo Corporativo: Daniel Motta, da BMI, fala da importância de a empresa ter cultura sólida e estratégia bem definida

 

“Existe uma ingenuidade talvez das organizações de acreditarem que elas conseguem moldar, forjar o contexto no qual elas atuam. Não é verdade. Na verdade, a força é sempre exógena, e cabe ao grupo de líderes entender isso e ter humildade para entender isso e desafiar suas próprias crenças e paradigmas, o que é bastante difícil” —- Daniel Motta, BMI

O processo de construção da cultura de uma empresa é coletivo e resultado da soma de como que as pessoas que fazem parte da organização pensam, agem, tomam decisões, gerenciam riscos e criam vínculos. Esse foi um dos temas do programa Mundo Corporativo, da CBN, que entrevistou Daniel Motta, CEO da BMI — Blue Management Institute, consultoria dedicada a estratégias e culturas de grandes corporações.

 

Ao longo da entrevista, o jornalista Mílton Jung também falou do resultado de pesquisa realizada pela BMI com 100 executivos que atuam em 71 empresas, no ano passado. Pela quinta edição seguida, o estudo avaliou a performance de CEOS e suas organizações.

 

Uma das constatações, destacada por Daniel Motta, se refere ao fato de esses líderes investirem a maior parte do seu tempo às questões internas da empresa: 52,3% da agenda do C-Levels são gastos com encontros gerais e tarefas operacionais e 22% com assuntos urgentes; somente 25,8% das tarefas estão dedicadas a ações com impacto no longo prazo. Além disso, passam quase dois terços da vida dentro do escritório.

 

Motta recomenda:

“Não olhar só para as questões internas, e a gente sabe que as agendas internas são bastante demandantes, mas se perguntar quanto do meu tempo — e aqui a gente fez uma pesquisa de alocação de tempo —- esta dedicado a algo diferente da minha rotina de gestão do dia a dia. Esse é um ponto fundamental que serve para qualquer tamanho de empresa, para qualquer tipo de controle”.

Mesmo tendo sido gravada antes do início da crise do coronavírus, a entrevista de Daniel Motta nos mostra que empresas com uma cultura sólida e diversificada, assim como com uma estratégia bem definida, tendem a enfrentar com maior firmeza momentos de enorme desafio como agora.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Gabriela Varella, Juliana Prado, Artur Ferreira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: para ser um líder inovador é preciso desapegar das velhas soluções, diz Eliana Dutra

 

“Você como líder, como investidor, como CEO, você tem que conhecer os seus vieses, os seus preconceitos para você não se deixar limitar, porque a inovação ela é sempre disruptiva, ela sempre vai lhe causar um desconforto”

As empresas estão constantemente em busca de inovação e têm sido impactadas pelas transformações que ocorrem nos diversos setores da economia. Para liderar essas empresas, há necessidade de uma forte capacidade de adaptação para a qual nem sempre os profissionais estão preparados. Eliana Dutra, CEO da Profit Coach, tem se dedicado a treinar esses líderes desde 1999 e foi com ela que nós conversamos no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Dutra sugere que o líder inovador seja desapegado de suas funções e de seus sucessos, porque só inovamos quando nos desapegamos das velhas soluções:

“… a inovação é sempre disruptiva, sempre vai causar um desconforto, então você tem de olhar este desconforto e perceber se ele é um desconforto só porque é inovação ou porque está anexado a algum preconceito”.

Eliana ressalta que o perfil do líder deixou de ser o do profissional autoritário, que manda o outro fazer as tarefas, para ser o líder com visão estratégica capaz de engajar os colaboradores da sua equipe:

“Eu costumo dizer que um líder sem seguidores é só um sujeito dando um passeio”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, pelo Twitter (@CBNoficial) e pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e domingo às 10 da noite em horário alternativo. Você pode ouvir o programa também em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves

Mundo Corporativo: empresas têm de criar espaço para a colaboração de seus profissionais, diz Alexandre Marins

 

“Eu quero uma carreira onde eu tenha um espaço onde eu possa exercer aquilo que eu acredito em conjunto com outras pessoas. Então as empresas tem de ter uma clareza de seu propósito para que as pessoas consigam ter um grau de identificação e engajamento” – Alexandre Marins, LHH

A chegada de novas tecnologias e de uma geração mais questionadora tem transformado o ambiente de trabalho e obrigado as empresas e seus líderes a mudarem comportamentos. Os profissionais querem ter voz, dar ideais e serem mais colaborativos, de acordo com Alexandre Marins, diretor de desenvolvimento de talentos da consultoria LHH.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, o consultor alertou para o fato de que as empresas falam muito em inovação mas ainda mantém algumas práticas que provocam sérios problemas na qualidade de vida de seus colaboradores:

“Essa questão do homem não poder falar da sua vulnerabilidade, traz uma angústia interna muito grande, uma solidão. Então, a gente vê que os cargos de alta liderança seguem sendo solitários e as pessoas não conseguem falar sobre isso, e pessoas se deprimindo porque elas olham para aquilo e não vêem uma saída, sabem a sensação de que amanhã vou ter de dar conta de novo”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter pelo perfil @CBNoficial e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Ricardo Correia, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: empresas buscam líderes adaptados à transformação digital

 

 

“É esperado que o executivo consiga decidir com velocidade e tomando riscos necessários, mesmo sem ter todas as respostas, mas também é esperado que esse executivo tenha ponderação e consiga analisar os dados para ver se aquela decisão vale a pena ou não” Flávia Leão, Russel Reynolds

 

As empresas têm novas demandas provocadas pela velocidade que a tecnologia impõe e seus gestores têm de estar preparados para essas transformações. Portanto, devem desenvolver uma liderança ágil e entender que áreas como recursos humanos e logística, por exemplo, não podem prescindir do conhecimento tecnológico. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corportivo, da CBN, a consultora Flávia Leão falou o que as empresas esperam dos líderes que assumem em meio a enorme transformação digital que vivemos:

 

“Não se espera que o executivo tenha um conhecimento técnico, mas sim que o executivo saiba reconhecer quais são as soluções que vão transformar o negócio dele e que consigam fazer uma análise crítica disso. E trazer para a empresa aquilo que funciona. Então você tem de estar muito próximo das tecnologias para saber o que vai me trazer mais eficiência, o que vai me trazer mais velocidade e não tem mais a possibilidade de deixar esse assunto para o profissional de TI”.

 

Leão é head de liderança e sucessão para a América Latina da Russel Reynolds, consultoria de recrutamento e desenvolvimento de altos executivos. Para ela, as pessoas mais flexíveis e curiosas devem ter maior facilidade em se adaptar nesse momento do que aquelas que têm perfil mais rígido e apegado aos seus conhecimentos técnicos:

 

“… não existe uma coisa que é “nasci líder”. Algumas pessoas têm características que facilitam e outras terão que trabalhar mais, mas mesmo assim elas podem fazer um papel tão bom quanto”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e na página do Facebook da CBN. A entrevista vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN ou domingo às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Debora Gonçalves, Bianca Vendramini e Guilherme Dogo.

Mais colaboradores, mais líderes e mais empresas realizam trabalho voluntário

 

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A crise econômica não foi suficiente para tirar o ânimo do pessoal que trabalha com voluntariado corporativo. É a impressão que se tem ao conversar com os gestores que atuam nesse segmento e ao se observar o resultado de pesquisa que está sendo divulgada nesta semana.

 

Você, caro e raro leitor deste blog, deve lembrar que há duas edições, no programa Mundo Corporativo, entrevistei Marcelo Nonoay, da MGN Consultoria, que falou de estratégias para a implantação de projetos de voluntariado nas empresas e de impactos gerados nas pessoas que participam dessas atividades —- sem contar o resultado que isso gera na vida daqueles que são beneficiados pelas ações desenvolvidas.

 

A empresa criada por Nonoay é responsável por organizar dentro das corporações atividades de voluntariado. Identifica o potencial existente, planeja os programas e engaja o pessoal —- muitas vezes se descobre que os profissionais já são voluntários por conta própria. Na entrevista, ele mostra que empresas investem nesses projetos porque percebem que ajudam a desenvolver competências nos colaboradores: “a pessoa não volta igual”.

 

Se não lembra ou não assistiu à conversa, é só clicar aqui e você encontra o vídeo e o resumo da entrevista.

 

O otimismo em relação ao voluntariado corporativo também se fez presente na pesquisa da Comunitas, organização que se dedica a inspirar as empresas a realizar investimentos sociais. Para Marcar o Dia do Voluntariado, que será em 28 de agosto, quinta-feira, a instituição vai publicar o resultado da pesquisa BISC 2019 — Benchmarking de Investimento Social Corporativo — com 256 grandes empresas e fundações empresariais.

 

Na 12a edição da pesquisa, alguns resultados que já são conhecidos e destaco a seguir:

O número de colaboradores envolvidos em programas de voluntariado em grandes empresas do país aumentou 15% em relação a edição anterior.

 

O número de empresas em que a maior parte dos líderes participa das atividades também subiu. E subiu muito: de 11% para 21%. Quanto mais os líderes atuam no voluntariado maior é a garantia de manutenção desses programas.

 

Tem mais dinheiro disponível também: foram investidos R$ 11,6 milhões, um aumento de 12 em relação ao levantamento anterior.

 

Outro aspecto interessante é que boa parte das empresas (44%) tem como meta engajar até 15% de seus colaboradores nesses projetos —- uma meta e tanto se levarmos em consideração que o número de voluntários ainda é baixo diante do número de total de colaboradores: 8%, segundo a pesquisa.

 

A professora Anna Maria Medeiros Peliano, que coordena a pesquisa, viu nos dados consolidados em 2018 e divulgados agora o reconhecimento das empresas em relação aos benefícios proporcionados pelos programas de voluntariado.

“Ganham as comunidades, pelo atendimento recebido; ganham os colaboradores, que se sentem gratificados pela oportunidade de contribuir para a sociedade e desenvolver competências úteis à carreira profissional; e ganham as empresas com a melhoria do ambiente interno de trabalho”

 

Assim que os dados completos da pesquisa estiverem divulgados, eu publico aqui para vocês, enquanto isso me responda:

 

Você realiza algum trabalho voluntário?

Mundo Corporativo: o líder espiritualizado humaniza a relação de trabalho, defende Adílson Souza

 

“A gente não pode trabalhar em qualquer empresa porque boa parte delas não conversa com a gente. E boa parte das empresas que são gigantes, que está no mercado há muito tempo, não estão mais atrativas para os novos líderes” — Adilson Souza, consultor

A necessidade de se construir uma nova forma de liderança, que não considere apenas a ideia de bater metas e alcançar resultados financeiros, tem levado profissionais de diferentes áreas a rediscutir processos e comportamentos dentro do ambiente de trabalho. O consultor Adilson Souza se dedica a desenvolver a visão de que as empresas e seus colaboradores têm de ser comandadas por profissionais que exercitem o que ele batizou de “liderança espiritualizada”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Souza falou desse tema:

“Você tem lá um executivo que bateu 30% além da meta que foi estabelecida, só que metade do time foi para a enfermaria e metade foi para o concorrente. A liderança mais espiritualizada é como eu potencializo meu time para alcançar o melhor dos resultados”

Autor do livro “Liderança e espiritualidade — humanizando as relações profissionais”, Souza convida os lideres, novos e antigos, a revisarem seus comportamento para criarem ambientes de trabalho mais saudáveis. Uma mudança que, segundo ele, exigirá, dos profissionais aprendizado constante:

“O líder que não está disposto a aprender, o modelo dele já não serve mais”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e pelo Facebook da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo e a qualquer momento em podcast, no site ou no APP da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.