Duas alegrias ao escrever “É proibido calar!” que será lançado hoje em São Paulo

 

 

Duas das muitas alegrias que tive ao escrever “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Best Seller)  foram os textos escritos por Miriam Leitão e Mário Sérgio Cortella, para o prefácio e a orelha do livro, respectivamente. Os dois aceitaram o convite sem titubear e, claro, fizeram questão de ler os originais do livro — quando sequer tínhamos o nome decidido. Isso sempre é motivo de apreensão, pois são eles — além do editor responsável pela publicação — os primeiros leitores do seu livro. No caso, dois leitores altamente qualificados, haja vista a maneira como ambos dominam a arte da escrita. A palavra deles tinha enorme importância para a realização desse projeto, por isso a espera foi marcada por uma enorme ansiedade.

 

O  texto da Miriam chegou antes e confesso que me emocionei ao conhecer um pouco mais das histórias que ela vivenciou em família, desde a relação com o pai até a primeira neta. Mais ainda ao ver que, ao se referir ao meu livro, ela traduzia exatamente o que eu pretendia passar ao leitor quando contei momentos que eu tive com os meus pais, os meus avós, os meus filhos e a minha mulher; ou quando apresentei meus pensamentos em relação a temas centrais do livro como a paternidade, a política, a ética e a cidadania.

 

Ainda faltava o Cortella. O e-mail dele chegou em um sábado à noite. E foi uma festa. Também marcada pela emoção, pois era o aval final que eu precisava para ter a certeza de que o meu livro valeria ser lido pelos leitores. Quando escrevo, escrevo para ser lido — o que pode parecer óbvio. Mas digo isso, porque às vezes tem-se a impressão de que o escritor escreve apenas pelo desejo de escrever. No meu caso — e imagino que de muitos outros —, escrevo pelo desejo de ser lido e que a leitura seja transformadora para o leitor.

 

Cortella não apenas agregou conhecimento ao livro, como já era de se esperar — e você poderá conferir na orelha da publicação. Ele, também, sugeriu o nome “É proibido calar!” — chamativo, provocativo e matador. Sugestão aceita de imediato.

 

Com o “filho” batizado e dois padrinhos como a Miriam e o Cortella, só me restava apresentar o livro aos leitores, o que farei oficialmente hoje, em São Paulo, e, nos próximos dias em Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Vitória.

 

Espero você!

 

13.08 Convite - É proibido calar - SP

 

‘É proibido calar!” convida o cidadão a participar da política

 

 

Política não se faz apenas dentro de partidos, palácios e congressos. E se faz necessária para a vida — ao contrário do que muitas vezes tentam nos convencer. A política está no nosso cotidiano, na relação com os amigos, com os colegas de trabalho e na família. No livro “É proibido calar” defendo a ideia de que precisamos participar da política da nossa cidade se pretendemos transformar o ambiente em que vivemos:

 

Política é o caminho para tornar compatíveis os interesses e motivações de cada integrante da sociedade.

 

O livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Editora BestSeller) será lançado, nesta segunda-feira, dia 13 de agosto, na Livraria Saraiva, do Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Às 19 horas começa o talk show comandado pela Cássia Godoy e em seguida tem sessão de autógrafos.

Duas oportunidades para a gente conversar sobre “É proibido calar!”

 

 

Nesta sexta-feira, dia 10 de agosto, estarei na Bienal do Livro, em São Paulo, onde participarei de uma conversa, com o filósofo Luis Felipe Pondé, mediada pela colega de CBN Fabiola Cidral. O tema central será “Em tempos tão difíceis como os atuais, como a filosofia pode nos ajudar?”. O convite surgiu a partir do lançamento do livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Best Seller) sobre o qual conto algumas histórias em vídeos que publicarei aqui no blog, a partir de hoje. O encontro na Bienal será das 18h30 às 19h30, na Arena Cutural – M080. Se for até lá, será um prazer conversar com você.

 

Já antecipo que o lançamento oficial do livro será na segunda-feira, dia 13 de agosto, às 19 horas, na Livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera, em São Paulo. E lá eu terei ao meu lado a Cássia Godoy que aceitou o convite para conversar comigo sobre histórias e pensamentos que me levaram a escrever “É proibido calar!”. Logo depois do talk show, que será gravado para ser reproduzido na programação da CBN, teremos a sessão de autógrafos.

 

Nos próximos dias, também confirmo datas e locais de lançamento no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Vitória.

Educar para a vida é o nosso desafio de pai

 

Por Olga de Mello

 

Entrevista publicada no Blog da Editora Record

 

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Diante de um cenário econômico, social e político conturbado, pais e mães precisam trazer a discussão sobre valores para o âmbito do lar, acredita o jornalista Mílton Jung, autor de “É proibido calar – Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”. A base para esse primeiro de seus livros a não tratar de jornalismo ou de comunicação veio de duas missões pessoais: ser pai e ser cidadão, diz Mílton, que tem dois filhos. A preocupação com o crescimento de intenções de anulação de votos pelo desalento dos eleitores, que buscam se distanciar da política, o motivou a propor que se desenvolvam ações para a construção de uma sociedade justa e generosa. A principal dessas ações se fundamenta no diálogo – e no exemplo – entre os membros da família, como explica Mílton Jung nesta entrevista.

 

Ética se ensina ou se pratica?

 

A ética não é o que eu digo — ou apenas o que eu digo — é o que eu faço — especialmente o que eu faço. E é fazendo, a melhor maneira de ensinarmos os outros. Nosso comportamento está sendo observado em casa, no trabalho, na escola e em todos os grupos sociais — inclusive digitais — dos quais participamos. E nos transformamos em referência. A ideia do faça o que eu digo, não faça o que eu faço, faliu. Por isso, os pais têm de estar muito atento às decisões que tomam diante das diferentes situações que encaramos no cotidiano. Posso pedir para meu filho respeitar os professores ou seus colegas, mas se no trânsito jogo o carro sobre os pedestres, faço qualquer manobra para levar vantagem, meu pedido perde valor — ele precisa ser validado pelas minhas atitudes. Não existe esta história de ter um comportamento ético com meu filho, meio-ético com os amigos e ser um crápula nos negócios. Falar é preciso, fazer é essencial.

 

Transgredir é uma característica da adolescência. Como estabelecer o limite entre a transgressão “natural” e a que pode configurar um delito?

 

Educar seus filhos sob valores e princípios éticos muito bem estabelecidos, desenvolver nas crianças o senso de dever e de responsabilidade a partir de ensinamentos, conversas e tomadas de atitudes diante das mais diversas situações que enfrentamos no cotidiano, certamente oferecerá a eles um repertório mais sofisticado de escolhas — o que os fará tomar a decisão certa e compreender seus limites. Os pais , porém, não têm controle — nem devem se iludir nesse sentido — sobre o que acontecerá com seus filhos. O que está sob nosso controle são as ações que adotamos com determinadas finalidades. No caso da ética, a finalidade de alcançar o bem. No caso de sermos pais, a de oferecermos aos nossos filhos a educação que lhes permitirá fazerem as melhores escolhas.

 

Excesso de trabalho, cansaço e um certo comodismo têm sido apontados como causas para alguns pais em estabelecer limites para os filhos. A educação é uma tarefa/compromisso que se torna cada vez mais árdua?

 

Educar para a vida é o nosso desafio de pai — que assumimos no instante em que aceitamos ser o responsável pela criação de um filho. É um compromisso ético que temos com ele, com a família e com a própria sociedade. O distanciamento dos pais na formação dos filhos pelos mais diversos motivos tem levado muitos de nós a não contrariar as crianças. Assim, ensinamos que os filhos tudo podem e nada devem. E podem muito mesmo, cada vez mais. Porém, da mesma maneira têm de ter consciência de que seus deveres crescem na mesma proporção. Por mais restrito que seja o tempo que conseguimos ficar ao lado deles, é fundamental que se crie um ambiente baseado na ética e na confiança, no qual se entenda que o ‘não’ faz parte desta convivência.

 

Campanhas governamentais ajudam a modificar comportamentos, inibindo práticas como o bullying, a homofobia e o racismo? Qual é o papel da família diante dessas questões – lembrando que boa parte dos brasileiros vê na aceitação de diferenças um ataque às tradições?

 

Uma família intolerante e preconceituosa tende a formar filhos intolerantes e preconceituosos. Porém, apesar de casos de racismo, homofobia e sexismo que surgem, tenho uma visão otimista em relação a mudança de comportamento da sociedade. Nossos filhos nasceram em um novo mundo e o debate intenso sobre essas práticas ajuda na transformação de nossas atitudes. Creio que muitas famílias já são impactadas de maneira positiva pelo comportamento de seus jovens que enxergam as diferenças de maneira saudável. Em relação ao bullying, cito no livro estudo que mostra que crianças que presenciam atos de violência na escola costumam ser o principal antídoto para essa prática ao intervir e convencer colegas a mudarem de comportamento — são mais efetivos que pais e professores. O mesmo estudo mostra que para essa intervenção ocorrer, as crianças devem ser estimuladas pelos pais.

 

Há momentos em que os pais devem ser autoritários, sem qualquer explicação?

 

Entre o autoritarismo e a permissividade, existe a autoridade. Com autoritarismo se impõe o medo e se inspira a rebelião. Com autoridade se dialoga, se ensina e se convence. Não fazer, não deixar ou não aceitar — é parte da educação para a vida. Porém, não se engane: seu filho vai querer saber “por que não”. Esteja preparado para argumentar e contra-argumentar.

 

Como é a família nos dias de hoje? Instituição falida, o pilar da sociedade, um refúgio, a fonte de todas as neuroses?

 

A família não está perdida, sem rumo e sem regra — como muitos costumam falar. Entendo que está apenas diferente. Muito diferente. As relações evoluíram, novos direitos foram conquistados e oportunidades surgiram, há uma exigência maior de se viver em condições de igualdade — ainda bem.

Inspirações, pressões e sugestões que me levaram a escrever “É proibido calar!”

 

 

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A ideia do livro surgiu da editora. O nome, de um convidado. A coragem, de uma colega. O incentivo, de minha mulher e meus filhos. A solidariedade de uma figura que vai lhe parecer tão estranha quanto excepcional. Já as histórias surgiram dentro de casa — da minha, das dos meus avós, dos meus pais e de gente conhecida.
 

 

“É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, meu quarto e mais novo livro, começou em uma conversa de livraria, no café da Cultura, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em fevereiro, quando a editora Best Seller me procurou propondo que eu escrevesse sobre ética e política. Reticente, como costumo ser diante de desafios que considero grandes demais para mim, desconversei, puxei outros assuntos e imaginei que entre nós o café bem tomado já estaria de bom tamanho. Fui vítima de minha própria estratégia, pois ao ouvir minhas histórias de família e da relação com meus pais e meus filhos, a editora retomou o tema inicial, revelou sensibilidade e o adaptou para a minha realidade: vamos falar sobre ética e cidadania com nossos filhos! — disse-me entusiasmada.
 

 

Pedi algumas semanas para pensar —- tempo suficiente para arrumar uma desculpa e quem sabe deixar esse papo para lá. Ganhei apenas alguns dias de prazo. E não precisava muito mais mesmo: já estava convencido de que a proposta era tentadora e mexeria com os meus instintos mais profundos. Falar sobre a relação com meus pais e meus filhos em público era assustador tanto quanto emocionante — e nesse coquetel de emoções montei um projeto inicial, rabisquei um roteiro a ser seguido e comecei a escrever.
 

 

Escrever sempre foi motivo de sofrimento e prazer. Desde o primeiro livro, Jornalismo de Rádio, de 2004, passando pelo Conte Sua História de São Paulo, da mesma época, e do Comunicar para Liderar, de 2015, enfrentei as mesmas reações e embates: internos e externos.
 

 

Havia prazo para a entrega do livro, prazo para copidesque, prazo para observações, prazo para mudanças, prazo para o prefácio, para a orelha, para as colaborações, para a capa, para a diagramação, para a impressão e para o lançamento. Ao mesmo tempo que os prazos me pressionavam, me desafiavam e isso tende a me ajudar.
 

 

Na caminhada, além do apoio da editora, ganhei o incentivo em casa, apesar de eles por aqui não terem ideia das inconfidências que eu seria capaz de cometer.
 

 

Fui encorajado quando uma das mais respeitadas jornalistas que conheço, Miriam Leitão, aceitou, leu e escreveu o prefácio do livro — e que histórias incríveis compartilhou com os leitores:
 

 

“Por que estou contando tudo isso? Porque este livro que o leitor tem em mãos nos faz pensar profundamente sobre nós mesmos, nossas relações com os pais e com os filhos. No meu caso, também em relação com os netos”

 

 

E fiquei fortalecido ao ler o texto que o filósofo Mário Sérgio Cortella, de inteligência impar neste país. me enviou para publicar na orelha do livro:
 

 

“Mílton Jung recusa a falência da esperança e produz uma narrativa plena de beleza”.
 

 

Cortella não se conteve e sugeriu —- no que foi aceito imediatamente — o nome para o livro. “É proibido calar!” — nome preciso, matador e chamativo, como devem ser os títulos de livros:
 

 

“…(Mílton) decidiu agora nos falar sobre o que não podemos não falar com nossos filhos: ética e cidadania”.
 

 

Agradeço muito à Miriam e ao Cortella por terem aceitado participar deste projeto tanto quanto ao Walter Maierovitch, ao Oded Grajew e à Tabata Amaral que registraram o que pensam sobre ética e cidadania para os nossos filhos — em frases que estão publicadas na quarta capa do livro.
 

 

Minha gratidão à Abigail, ao Gregório, ao Lorenzo, aos meus pais e à minha família que me ajudaram a entender o verdadeiro papel dos pais nestes tempos modernos.
 

 

Meu muito obrigado à editora Best Seller por apostar na minha capacidade e me desafiar.
 

 

E — não posso deixar de registrar: valeu Bocelli, que me acompanhou durante toda esta aventura, fazendo questão de ficar junto de mim, às vezes sobre o próprio teclado do computador, enquanto eu me esforçava para cumprir minha tarefa. Você, como sempre, foi um baita companheiro!

Se é proibido calar, então vamos falar!

 

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Contextualizando pauta e roteiro do livro ontem anunciado pelo Mílton Jung, cabe ressaltar o raro e grave momento em que o nosso país precisa deste fio de esperança.

 

Mílton tem absoluta razão a registrar, a feliz oportunidade de discutir os males causados pelo incessante individualismo vigente, açodado pelo infeliz desrespeito ao bem público, em benefício ao próprio bolso. Em sua fase mais aguda. Num tempo em que ainda há chance de mudança.

 

E dentro desse cenário gostaria de sinalizar e aplaudir, que tanto os pontos referendados da ética e da cidadania levantados teriam mesmo que ser levados à nova geração. E, o começo pelos filhos é providencial e genial.

 

Não tenho dúvida e nem esperança que a velha ou a atual geração hoje no poder possa ser modificada.

 

O caminho é o indicado pelo autor de “É proibido calar!”. Precisamos pregar aos nossos filhos, a civilidade plena. Ética e moral. Não podemos calar. Vamos falar.

 

E votar.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Apresento a você meu novo livro: “É proibido calar!”

 

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“Sou apaixonado pelo que faço. E o que faço parte do público sabe por ouvir falar.
Sou jornalista e apresento um programa de rádio.
Falo muito, na crença de que os outros vão ouvir. E falo da vida dos outros, pois o jornalista conta histórias do cotidiano que interessam ou devem interessar às pessoas — de preferência para ajudá-las a construir seu próprio pensamento.

 

Falo de políticos e politiqueiros. De autoridades e autoritários. De pessoas sobre quem vale a pena falar. E de uma gente que não valeria uma nota de rodapé, mas acaba nas manchetes pelo cargo que ocupa e pelo mal que perpetua.
Falo para inspirar as boas ações e para incentivar transformações, mas também para denunciar aqueles que ocupam a vida pública em benefício privado, que desviam nosso dinheiro para o próprio bolso e que, com os tostões que nos levam, deixam o brasileiro sem hospital, sem escola, sem segurança e sem dignidade.

 

Mas não pense que eu só falo!

 

Tem outras coisas que faço, coisas que poucas pessoas conhecem, mesmo porque são da minha vida particular — e não deve ser interessantes para os outros. Essas coisas eu também faço por amor.

 

Este livro me provocou a falar sobre uma dessas coisas.
Sobre a coisa que eu mais amo fazer: ser pai.”

 

Assim inicio minha conversa com os leitores de “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” — publicado pela Best Seller do Grupo Editoral Record.

 

Antes desse já havia escrito “Jornalismo de Rádio”, “Conte Sua História de São Paulo” e “Comunicar para liderar”— em coautoria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos. Todos até aqui ligados, direta ou indiretamente, a profissão que escolhi exercer: o jornalismo.

 

Esta é a primeira vez que me atrevo a escrever sobre missões que escolhi para a vida: ser pai e ser cidadão. É a partir dessas duas perspectivas que compartilho com o leitor momentos que vivenciei dentro de casa, com meus pais, meus avós e meu filhos. Cometi algumas inconfidências, porque só sei escrever a partir de histórias que vivenciei.

 

Também escrevo sobre experiências com gente que “faz política de verdade, mesmo que a prática seja demonizava por boa parcela dos brasileiros devida aos maus exemplos que vemos todos os dias. Gente que faz política na cidade, na escola, no trabalho e na comunidade”. Uma turma que acreditou, há dez anos, na ideia de participar da rede Adote um Vereador.

 

A partir dessas escritas tento mostrar a crença que tenho no papel de pais, mães e toda pessoa que “aceitou o convite que a vida lhe fez de ser o responsável por assegurar a sobrevivência e o desenvolvimento pleno de uma criança”. Somos — e me incluo por ser pai de dois filhos — fundamentais na educação das nossas crianças que tem de estar baseada em princípios e valores éticos. Que não se constróem apenas por palavras, mas, e principalmente, por atos e ações — até porque a ideia do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” faliu. Somos referências e como tais temos de nos comportar.

 

O livro é lançado agora não por coincidência — sua publicação tem muito a ver com o processo político que estamos assistindo no Brasil às vésperas de uma importante e complexa campanha eleitoral. Indignados, milhares de brasileiros têm negado a política e revelado sua descrença com os acontecimentos registrados no país.

 

Minha proposta é que em vez de deixarmos o espaço público à disposição daqueles que há algum tempo já demonstraram estarem a serviço apenas de seus interesses privados e desistirmos do país, comecemos a desenvolver ações de mudança buscando influenciar aqueles que estão a nosso alcance: nossos amigos, nossos colegas, nossos parentes e nossos filhos — principalmente nossos filhos. É a partir deles que podemos ajudar a reconstruir uma sociedade justa e generosa. Portanto, temos de assumir a responsabilidade pela criação deles com base na ética, educando as crianças para a vida pública, transformando-as em cidadãos, com direito à felicidade — deles, de suas famílias e de seu país.

 

Nos próximos dias, estarei aqui no blog conversando mais sobre este projeto e contando algumas curiosidades da sua construção. O livro será lançado oficialmente em agosto, mas já pode ser encomendado pela internet.

 

Espero que você goste e também compartilhe a sua experiência e o seu desejo de transformar o país, começando pela sua própria mudança de comportamento diante dos desafios e dilemas que o cotidiano nos apresenta.

É hora de voltar, mas a gente lê cada coisa que dá vontade de pedir férias de novo

 

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Estou de volta. Faz pouco tempo que saí, mesmo que meus colegas de trabalho passem a segunda-feira insistindo no contrário. Verdade que quando entrei em férias ainda tínhamos Copa do Mundo e (alguma) esperança no hexa. Tínhamos também o drama dos 12 meninos e seu técnico de futebol, que estavam presos dentro de uma caverna na Tailândia. E sequer se conhecia um juiz chamado Favreto, que ganhou seu domingo de fama tentando libertar Lula, conseguiu dar ao ex-presidente destaque suficiente para mantê-lo nadando de braçada nas redes sociais e levou na onda os já famosos Moro e Gebran.

 

Agora, se tantas coisas acontecem em tão pouco tempo, a culpa não é minha. São as circunstâncias de um tempo que está sempre acelerado e os acontecimentos se sucedem em uma velocidade acima do suportável. Eu fiz minha parte — fiquei no meu canto, relaxei em cenários que são um encanto, contemplei meus momentos em família e ganhei alguns quilos a mais. Mais magra mesmo só minha carteira — viagens sempre nos reservam custos extras, apesar de seguir economizando na moedinha da Fontana di Trevi, em Roma.

 

Da mesma forma que foi um tempo de descanso, também foi um tempo de expectativa, porque um novo projeto estava em maturação durante esses dias de afastamento do rádio — um projeto que havia consumido boa parte das minhas energias nos últimos quatro meses, mas que pronto e editado será apresentado oficialmente nos próximos dias para você, caro e raro leitor deste blog.

 

Refiro-me ao meu novo livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, editado pela Best Seller, do Grupo Editoral Record, que já está em pré-venda e terá lançamento em algumas cidades brasileiras, em agosto. Nos próximos dias, conversarei mais com você sobre esse projeto que considero transformador para mim — e espero seja para os leitores, também.

 

Quando deixei o Brasil, o livro ainda não estava impresso. Por isso, fiquei de receber o primeiro exemplar na casa em que me hospedei na Itália — mas por essas coisas que os correios e serviços de remessa não explicam, até deixar o país a encomenda não chegou. Espero que caia em boas mãos e o seu leitor anônimo aproveite ao máximo.

 

Frustrado por não tê-lo em minha companhia nas férias ao menos fui surpreendido com outro exemplar à minha espera em casa, aqui em São Paulo. Foi um tremendo prazer tocá-lo, abri-lo, folheá-lo, ler e reler alguns trechos e curtir o resultado de mais este projeto. Ainda não está acabado — pois livros só se realizam quando nas mãos dos leitores e isso, espero, acontecerá em seguida.

 

Como disse, porém, do “É proibido calar!” escrevo mais nos próximos dias — assim como pretendo usar mais este espaço do blog para falar com você que me acompanha. E falar de tudo um pouco não necessariamente das coisas que são notícia, porque para essas já tenho o Jornal da CBN à disposição, para o qual retorno à apresentação nesta segunda-feira ao lado da Cássia Godoy. Ao Roberto Nonato meu muito obrigado pela participação sempre precisa nestes meus dias de férias. Assim como agradeço aos que me ajudaram a manter o blog ativo durante meu descanso — com as publicações do Mundo Corporativo, o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso e o Conte Sua História de São Paulo. Agradeço especialmente ao Carlos Magno Gibrail, que segue pautando a mídia, seja com suas análises do ambiente urbano seja escrevendo sobre o varejo.

 

Vamos em frente porque neste segundo semestre do ano muita coisa ainda está para acontecer, a começar pela campanha eleitoral que ganha corpo com as convenções dos últimos dias e as indefinições dos partidos e políticos. Uma eleição que, segundo Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, disse ao colunista de O Globo Bernardo Mello Franco, será a mais difícil da história. Difícil e assustadora, pois, Montenegro calcula que “pode ser que 70 milhões de brasileiros não votem para presidente”, pois o eleitor está “enojado”, “frio” e “desmotivado”. Motivos não faltam.

 

Se eu pedir férias de novo será que o pessoal reclama?

Autor fala dos desafios dos jovens que têm de amadurecer no século 21

 

 

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“Nascido nos anos de 1960 e iniciando-me profissionalmente duas décadas após, fui foca nas redações de jornalismo em tempos nos quais a figura do mentor era desconhecida. Contei com a ajuda de profissionais mais antigos que viram algum potencial naquele jovem de cabelo comprido, calça de abrigo costurada no joelho e chinelo de dedo.

 

 

Mesmo que exercendo a função por intuição, eles me ajudaram a pensar o jornalismo, a identificar minhas competências, a refletir sobre mudanças dentro da carreira e, claro, a me vestir de forma mais apropriada. Alguns foram além: deram-me a oportunidade de rever minha relação com as pessoas e a família. E agradeço ao esforço deles.

 

 

Os desafios profissionais de hoje e o cenário em que os novos jovens estão inseridos, no entanto, tornam a função do mentor essencial e exigem dos profissionais que aceitam exercer este papel cuidado extremo e muita sensibilidade.

 

 

Sidnei Oliveira de maneira simples, direta e objetiva – que considero a mais perfeita forma de se comunicar – torna essa caminhada mais segura ao compartilhar sua experiência no relacionamento com jovens e na formação de mentores. Um livro para nós que estamos maduros no mercado e podemos nos transformar em mentores, para o jovem que constrói sua maturidade e, creia em mim, para os pais deles, também”

 

 

O texto acima está publicado na contracapa do livro ‘Cicatrizes — os desafios de amadurecer no século 21’, escrito por Sidnei Oliveira, mentor e consultor que tem se dedicado a estudar o comportamento das novas gerações que chegam ao mercado de trabalho. O livro será lançado nesta terça-feira, dia 15 de maio, às 19 horas, na livraria Cultura do Shopping Iguatemi, quando terei a oportunidade de participar de um bate-papo com o autor.

Conte Sua História de São Paulo: o menino que ganhou um livro

 

Por Suely Schraner

 

 

No Conte Sua História de São Paulo, aproveitando que nesta semana comemoramos o Dia Mundial do Livro, trago o texto da ouvinte da CBN Suely Schraner, uma das principais colaboradoras deste quadro:

 

Brasileiro não tem o hábito de ler.
É o que dizem as pesquisas

 

Bibliotecas são sisudas. Quem chega lá, ou é para estudar ou para fazer pesquisas. Tudo por obrigação.
É o que dizem as pesquisas

 

Esmolas financiam o uso de drogas das crianças  em situação de rua.
É o que dizem as pesquisas

 

Crianças e adolescentes arriscam suas vidas com trabalho infantil e mendicância nas ruas. A ONU Brasil,  falou que são cinco milhões nessa condição. O IBGE não contou. Mistério.

 

Fogem de casa por conta de violência doméstica e o” escambau”.
Pequenos refugiados urbanos na cidade de São Paulo
É o que dizem as pesquisas

 

A mais cosmopolita de todas?
Cultural? Maior centro financeiro?
É o que dizem as pesquisas?

 

Daí que ele chegou e pediu um dinheiro.

 

Eu só tinha um livro
Ofereci
Ele pegou, olhou e sorriu

 

Saiu saltitante e gritando pros amigos debaixo do viaduto:
“ganhei um livro, ganhei um livro, ganhei um livro”!

 

Do desterro pra glória, da agonia para o êxtase

 

O que é mesmo que dizem as pesquisas?

 

Suely Schraner e os livros são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe você também: envie seu texto para milton@cbn.com.br.