Foto-ouvinte: Lixo descartado na avenida

 

Descarte no centro

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP
 

A cena mostra a necessidade de  mudança cultural profunda no hábito de sujar a cidade. Restos de  mudança (móveis,televisor e máquina de lavar roupas) foram deixados na Avenida Nove de Julho, na manhã de segunda – feira 11/10,em frente ao número 683. Se reciclado o que há no local , ajudaria a mobiliar uma casa. O Centro  é o  que mais sofre com esse tipo de agressão ambiental. A criação de novo modelo de ecoponto  poderia, e muito,  minimizar o problema.
 

Foto-ouvinte: Avenida descartada no lixo

 

Lixo interrompe avenida

Está cada vez mais complicado passar pela avenida Aldo Ribeiro Luz, em Pirituba, na zona norte da capital. E o problema não é o congestionamento de carro, mas de lixo. O ouvinte-internauta Glicério Rocha diz que o irônico da cena e saber que logo após o entulho tem o portão de entrada da Enterpa Engenharia, empresa que, entre outras funções, trabalha no setor de limpeza.

Agora o outro lado:

Resposta da Subprefeitura da Freguesia/Brasilândia

Em atenção à reclamação de ouvinte veiculada no programa CBN São Paulo, cuja fotografia foi publicada no blog do Milton Jung, sobre acúmulo de lixo na avenida Aldo Ribeiro Luz (continuação da Avenida Brasilina Vieira Simões), a Subprefeitura Freguesia/Brasilândia informa que trata-se de um ponto viciado e ali são realizadas constantes ações de limpeza.

Com o objetivo de acabar com o acúmulo e transformar o espaço, a empresa com sede no local entrou com um pedido de Termo de Cooperação para cuidar da área que na verdade é a calçada de sua edificação. O pedido está em andamento e em breve o local estará completamente diferente.

A Subprefeitura ressalta ainda que o depósito de lixo e entulho em via pública prevê multa de R$ 12 mil e apreensão do veículo utilizado para o transporte do material. Qualquer denúncia ou solicitação pode ser realizada pelo telefone 156, Praças de Atendimento da Subprefeitura ou pelo site

Foto-ouvinte: Foi-se o sofá, sobrou o lixo

 

Entulho no Capão

Recebi o seguinte recado, via Devanir Amâncio, do seu Antônio Ventura, que abrilhantou o blog ao discursar contra o despejo de entulho em uma das esquinas da Cohab Adventista, no Capão Redondo, zona sul:

Sabe aquele sofá que eu subi em cima pra falar umas verdades, a Prefeitura levou embora ,assim que falou na rádio. Levou só o sofá, o entulho ainda  tá lá … falei sobre isso até  com o pessoal de um vereador que  pinta  lâmpadas em muro, mas não adiantou nada.

Foto-ouvinte: kombi reciclável

 

kombi reciclagem

A cidade faz de conta que leva a coleta seletiva a sério enquanto uma rede paralela faz do material reciclável sua forma de vida. E usa dos recursos que tem em mãos para levar tudo aquilo que seria desperdiçado na lata de lixo do paulistano por falta de um serviço oficial capaz de atender a demanda existente na capital. A kombi acima, fotografada pelo ouvinte-internauta e colaborador deste blog Marcos Paulo Dias, passava pela rua Manuel Jorge Ribeiro, no bairro da Penha, zona leste. Capenga, assim como a estrutura montada por São Paulo na coleta seletiva, mas sobrevivente.

Foto-ouvinte: Discurso no entulho

 

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Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Antônio Ventura, de 77 anos, morador da COHAB Adventista, região do Capão Redondo, Zona Sul, subiu no sofá de um lixão – na esquina da rua Modelar com a Integrada – para pedir mais atenção da Prefeitura, e também fez um pedido ao povo: “É hora de reagir contra a politicagem, reagir contra si mesmo e parar com esse hábito feio de sujar o bairro”.
A redução dos recursos destinados à limpeza urbana está sendo danosa à cidade, e isso terá consequência maior assim que começar o período de chuvas. Tirar dinheiro de um serviço tão essencial como o da varrição (53,9%) é atentar contra a boa qualidade de vida da população e, além do mais, é uma grande demonstração de descaso com a cidade. A Prefeitura deveria colocar em prática a proposta de construir mais ecopontos e deixá-los abertos 24 horas, inclusive aos sábados e domingos, se assim quiser diminuir a quantidade de entulho na rua.

Prefeitura não investe na coleta seletiva, diz especialista

 

A cidade de São Paulo teria de ter ao menos uma cooperativa de reciclagem por subprefeitura, ou seja, 31, mas não foi capaz de colocar em funcionamento mais do que 17. E nenhuma foi aberta desde o início da gestão Serra/Kassab, há cinco anos e meio. Isto mostra que a atual administração não investe na coleta seletiva, avalia Ruth Takahashi que trabalha em projetos de reciclagem, desde 2000.

Na entrevista ao CBN SP, Ruth comentou que haveria ao menos 56 grupos capacitados para trabalhar em parceria com a prefeitura, mas não são criadas as condições para que o serviço se realize. Há, inclusive, verba federal para a construção de 10 galpões onde seria feita a seleção do material coletado, no entanto a administração municipal alega que não encontro locais para implantar o serviço.

Ouça a entrevista de Ruth Takahasshi, integrante da equipe do Projeto de Gestão Participativo e Sustentável de Resíduo Sólido

Na terça-feira, o CBN SP conversou com o secretário municipal de Serviços Dráusio Barreto a propósito da interrupção do serviço de coleta seletiva em vários pontos da cidade de São Paulo. Acompanhe aqui esta entrevista.

Prefeitura usará aterro sanitário para coleta seletiva

 

Sem ampliar o número de cooperativas que atuam na coleta seletiva, desde o início da administração Serra/Kassab, a prefeitura pretende usar os aterros sanitários que já estavam fechados para depositar material reciclável. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Serviços Dráusio Barreto durante entrevista ao CBN São Paulo, nesta manhã. Com esta medida emergencial, a administração pretende regularizar o serviço em até 30 dias.

Ouça a entrevista do secretário Dráusio Barreto, ao CBN SP

Há mais de três meses, as empresas Loga e Ecourbis deixaram de fazer a coleta seletiva em alguns bairros devido a falta de capacidade das 17 cooperativas que atuam na capital de receber este material. O secretário promete, ainda, autorizar mais seis cooperativas a atuarem no servico até o fim do ano. Os aterros sanitários eram explorados pelas concessionárias para depósito do lixo orgânico mas estão com sua capacidade esgotada.

A suspensão da coleta gerou reclamações de ouvintes-internautas como Silvana Dan, que mora no bairro do Jaçanã:

Acho inacreditável que isso esteja acontecendo, é falta de planejamento e compromisso da empresa e da prefeitura pois com certeza o valor deste contrato deve ser de milhões, o mínimo que se espera é que o serviço seja realizado, uma vez que somos nós quem pagamos esta conta.

Roberto Lage informa que há nove semanas o material reciclável não é recolhido no Butantã:

Prefeito Kassab na Prefeitura desde 2004 quando vice do ex-prefeito José Serra, tinha todas as condições para poder elaborar um planejamento a respeito para aquisição de novas áreas , contudo prefere transferir ao munícipe a responsabilidade das conseqüências da sua má gestão e falta de planejamento e finalmente a Prefeitura teve uma ótima oportunidade de profissionalizar estes Cooperados, como já esta sendo feito inclusive através de parceria com algumas ONGS em outras Capitais, seria um grande exemplo para todo o País.

Enquanto se aguarda a retomada da coleta seletiva e a necessária ampliação do serviço, a prefeitura de São Paulo anuncia aumento no valor da multa para quem despejar entulho em locais impróprios. A multa que era de R$ 500 passou para R$ 12 mil.

Coleta seletiva está prejudicada em São Paulo

 

As cooperativas que atuam na reciclagem estão com capacidade esgotada e isto tem atrapalhado o já restrito programa de coleta seletiva na cidade de São Paulo. Prefeitura e empresas negam que o serviço esteja suspenso, mas há problemas no recolhimento em vários pontos da cidade. Há duas semanas, temos recebido e-mails de ouvintes-internautas questionando o serviço porta a porta contratado pela prefeitura de duas concessionárias, Loga e Ecourbis. O material estaria ficando acumulado, principalmente nos condomínios onde o volume é maior.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) fala como se tudo isso fosse uma novidade para a administração municipal. Em entrevista a repórter Cátia Toffoletto, ele negou que haja falha no planejamento e disse que a prefeitura iria procurar saber se há algum problema no sistema de coleta, conforme noticiado na mídia. E, claro, jogou a responsabilidade para o Governo Federal. A cidade estaria aguardando autorização de Brasília para implantar centros de triangens em terrenos privados – o que não seria permitido por lei, segundo Kassab.

Acompanhe a entrevista do prefeito Gilberto Kassab

A Loga diz que pode estar havendo atraso na coleta, pois os caminhões precisam esperar para o transbordo do material reciclável nas cooperativas. Como o volume recolhido se mantém praticamente o mesmo nos últimos meses, a empresa culpa a falta de organização dessas cooperativas. O presidente da Loga, Luiz Gonzaga Alves Pereira, afirmou, ainda, que a prefeitura havia se comprometido a identificar cinco terrenos onde haveria autorização para a construção de novas centrais de triagem, mas que até agora isto não ocorreu.

Ouça o que disse o presidente da Loga, nop CBN São Paulo.

Nesse sábado, no CBN SP, havíamos conversado com a ONG Recicla Morumbi que promove a coleta seletiva em condomínios no bairro mas que tem encontrado dificuldade para recolher o material porque a prefeitura não autoriza a criação de uma cooperativa na favela de Paraisópolis.

Lixo da cidade

 

O lixo toma o espaço dos pedestres na rua Maria Branca, Vila Rosária, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, conforme registra o colaborador e ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias. “No local, proliferação de insetos e roedores”, relata.

Lixo na maria branca

Não muito diferente é a situação encontrada pelo repórter da CBN Juliano Dip que no sábado passou pelas margens do rio Tamanduateí, desde o Viaduto Grande São Paulo até a rua São Raimundo.

Lixo no Tamanduateí

Decisão é “irreal” diz prefeitura sobre reciclagem

 

A prefeitura de São Paulo tem um ano para implantar a coleta seletiva em toda a cidade, conforme decisão da justiça paulista. O secretário adjunto de Serviços César Mecchi Morales disse que a medida é irreal e a prefeitura vai recorrer. A coordenadora de Ambiente Urbano do Instituto Polis Elizabeth Grimberg , por sua vez, entende que a organização de parte das 200 cooperativas e entidades que atuam no setor seria possível.

No despacho, o juiz Luis Fernando Camargo de Barros Vidal, da Terceira Vara da Fazenda Pública, determinou que a prefeitura dê todo apoio jurídico, administrativo e operacional para a formação de cooperativas de catadores, instale centrais de traigem de lixo e contrate as próprias cooperativas para fazer o serviço de coleta e reciclagem.

Acompanhe esta discussão e entenda a decisão da justiça, nas entrevistas feitas pelo CBN SP

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