Demissões e corte na coleta seletiva no lixo de São Paulo

 

Cerca de 600 toneladas de lixo deixarão de ser recolhidas por dia nas zonas leste e sul de São Paulo devido ao corte de 10% no Orçamento previsto pela prefeitura para o setor de coleta na cidade. O cálculo é de um das empresas contratadas pelo município, a Ecourbis que já sabe onde fará a redução de custos para se adaptar ao corte: no número de funcionário – ou seja, com demissão – e na coleta seletiva – ou seja, prejuízo ambiental.

O presidente da Ecourbis, Ricardo Acar, disse que a prefeitura terá de decidir o que é prioridade no recolhimento de lixo, em quais regiões a coleta será reduzida. Ele lembrou que a empresa já tem tido prejuízos devido ao esgotamento do aterro sanitário São João. Em 20 dias não haverá mais espaço para colocar lixo no terreno e a operação ficará mais cara.

Ouça a entrevista com o presidente da Ecourbis Ricardo Acar

Veja a programação do Dia Mundial Sem Carro

 

Semana agitada para comemorarmos o Dia Mundial Sem Carro, que se realiza em 22 de setembro, chegada da Primavera. Debates, protestos e diversas manifestações estão prometidas para os próximos dias, a começar pela quinta-feira, com o Desafio Intermodal. Uma série de eventos está sendo organizada por um coletivo formado por dezenas de organizações e centenas de cidadãos.

O Movimento Nossa São Paulo diz que “mais do que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa durante um só dia, a idéia da campanha é marcar a luta por um transporte público eficiente, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, por uma melhor qualidade de vida para todos”.

Veja aqui a programação completa e participe com a gente.

Secretária Dilma diz que lixo provocou enchente

 

Sujeira e entulho no portão do piscinão do Jd. Alto da Boa Vista, em Mauá

Sujeira e entulho no portão do piscinão do Jd. Alto da Boa Vista, em Mauá

A Secretária do Estado de São Paulo de Saneamento e Energia Dilma Pena deixou claro que o lixo foi um dos motivos que causaram as enchentes da semana passada, na região da Marginal Tietê, na capital paulista. Em entrevista ao CBN SP, ela destacou, ainda, que a quantidade de chuva e o local onde ocorreu são fatores que devem ser levados em consideração na análise sobre o transtorno na cidade.

Dilma Pena disse que o plano de macrodrenagem que pode reduzir o impacto dos temporais da região metropolitana tem prazo de cinco anos para sua conclusão e a construção de piscinões está entre as ações que fazem parte desta estratégia. Ela disse que o Estado teve de assumir a função de limpeza dos piscinões pois as prefeituras não realizavam este trabalho e prejudicavam a retenção das águas da chuva.

Acima, um dos piscinões da região metropolitana, em Mauá, em foto enviada pelo ouvinte-internauta José Luiz Zago.

Ouça a entrevista da secretária Dilma Pena ao CBN SP

Seu Nicola e a economia de água

 

Seu Nicola preserva a naturezaSeu Nicola Bachini, 78 anos, não tem medo da chuva. Usufrui dela. Assim que o tempo fecha, começa uma operação que já se transformou rotina na casa dele em Vila Primavera, bairro de Sapopemba, em São Paulo. A água que escorre do telhado vai para uma bacia no pátio. Com a canequinha em uma mão e o funil em outra, transfere a água para garrafas PETs. Tudo que for armazenado será usado no dias secos para regar as plantas. No dia em que a foto foi feita, Nicola recolheu 60 litros de água.

A obsessão do seu Nicola pela economia de água não para por aí: com o que sobra da máquina de lavar, lava o quintal; e o chuveiro fica aberto apenas o suficiente para o banho diário.

Os filhos já pensam em construir uma cisterna para tornar o trabalho do pai mais produtivo e menos cansativo. O que não entendem é a desconfiança da Sabesp que, sem acreditar no cuidado dele com o consumo de água, insiste em trocar o hidrômetro já que a conta não vai além dos 10 mil litros por mês. Trocaram três até aqui, de acordo com Clécio Bachini: “Se fazem campanha para economizar, por que desconfiam da gente ?”

Nova Marginal e a enchente na cidade

Rua alagada em SP

A construção das novas pistas da Marginal Tietê vai provocar mais alagamentos na cidade de São Paulo na opinião do engenheiro da Politécnica Roberto Massaru Watanabe, ouvido pelo CBN SP. Especializado em hidráulica fluvial, ele entende que a enchente ocorrida nesta terça, 09.09, na capital é resultado de políticas públicas que permitiram a impermeabilização do ambiente urbano. Plantar mais árvores e rever o projeto da Marginal seriam caminhos para conter o problema provocado pelas chuvas na cidade.

A entrevista com o professor Watanabe provocou uma série de comentários enviados por e-mail ao CBN SP de ouvintes-internautas concordando com a opinião dele. Publicado duas dessas mensagens:

“Ouvi a sua entrevista com engenheiro especialista em hidráulica. Na verdade, ele só veio, confirmar o que realmente, vai acontecer com marginal Tiête em virtude dessa obra que o governador juntamente com o prefeito esta fazendo. O pior de tudo isso, é que ninguém faz nada, exceto a população dos que já estão ferrados fazem algum protesto por que o resto, fazem vista grossa” José Sinval Rocha da Silva

“Que beleza a clareza de respostas e de exposição de idéias deste sr, não? E ele não está em Harvard, Sorbonne, ou qq outra faculdade do exterior. Suas pesquisas são financiadas por nossa sociedade, ele trabalha na universidade do município, é quadro nosso. Já ouvi várias vezes os pesquisadores da USP defendendo idéias semelhantes, tanto que já aprendi, vc tb. Pq nossos administradores não conseguem aprender? Talvez devessem contratar fonoaudiólogos para ajudá-los com seus problemas de aprendizado. Será que eles sofrem de TDA (Transtorno de deficit de atenção)??” Cristiane Caldeira

Ouça a entrevista com o professor e engenheiro Roberto Watanabe e dê a sua opinião, também.

Foto-ouvinte: Amoras Leste com radial Silvestres

 

Pomar na Radial Leste

“Numa das minhas caminhadas pela região onde moro,nesse feriado da Independência me deparo com um genuíno pomar debruçado sobre a Radial Leste esquina com Álvaro Ramos, 100 metros do Metrô Belém. Ao lado das amoras silvestres , ameixas bem amarelinhas, porém fotografei só as vermelhinhas por causa do trocadilho. É impressionante a resistência da natureza,perante tantas fontes poluidoras”.

O texto, a foto e o título deste post é de autoria do diretor de fotografia e ouvinte-internauta do CBN SP, Luis Fernando Gallo

Prefeitura quer inspeção veicular mais rígida em 2010

 

Ao completar a marca de 1 milhão de carros, a prefeitura estuda a possibilide de tornar ainda mais rígidos os limites de emissão de CO2 para os carros mais novos (fabricados após 2003). Hoje, estes veículos podem emitir até 1% de gás carbônico apesar de os motores terem tecnologia para rodarem poluindo menos. A proposta da prefeitura, enviada ao Conselho Nacional do Meio Ambiente e ao Ministério do Meio Ambiente, é que seja publicada resolução restringe a emissão de CO2 a 0,3%.

E os carros mais velhos ? Aqueles que poluem mais ? Soltam fumaça preta ? E estão fora da inspeção veicular ?

Os veículos fabricados até 2003 serão obrigados a passar pela inspeção a partir do ano que vem, no entanto as restrições em relação a emissão de CO2 são menores pois os motores sairam de fábrica com tecnologia diferente, e não haveria como reduzir a emissão a menos de 6%.

A prefeitura não pretende fazer mudanças no sistema de devolução da taxa paga para a realização do serviço, apenas alerta aos proprietários de veículos que existem certas condições para que o dinheiro seja devolvido: não ter dívida com a prefeitura e ter pago o licenciamento.

A repórter Luciana Marinho entrevistou Márcio Schettino, responsável pela inspeção veicular na prefeitura. Segundo ele, a adesão ao serviço chega a quase 100% nos carros, 75% nos ônibus e apenas 35% nas motos. Em parceria com a Polícia Militar, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente tem realizado blitz para flagrar veículos que perderam o prazo da inspeção veicular.

Ouça a entrevista com Márcio Schettino ao CBN SP

Leia outros posts sobre a inspeção veicular e a devolução da taxa:

Fui aprovado na inspeção veicular

Controlar alerta para a turma da última hora


Devolução só com licenciamento pago

Tá fedendo: cocô de cachorro e saco plástico

 

Uma montoeira de sacos plásticos guardando cocô de cachorro para a eternidade. Escatológica e real esta cena, se levarmos em consideração hábito comum nas cidades. Os donos passeiam com seus cães, recolhem as fezes deles em saquinhos, destes que temos nos supermercados, fecham e jogam na lata do lixo. Eles vão se acumular nos aterros sanitários e levar uma centena de anos para se decompor.

Este foi um dos assuntos que levaram os ouvintes-internautas a enviarem mensagens para o CBN São Paulo, provocados pela reclamação de uma moradora do bairro do Morumbi, Soraya Lesjak, contra os donos de cães que usam a Praça Vinícius de Morais como banheiro público para seus bichinhos de estimação.

Claro que deixar o dejeto no meio do caminho é nojento e falta de respeito. Assim como recolher no saquinho plástico e jogá-lo embaixo da primeira árvore que aparecer, como foi descrito pela ouvinte-internauta, a Joana, que mora na Vila Mariana. Mas está na hora de darmos um passo a frente nesta história e abandonar o saco plástico.

Marcos Valenti, que por sinal frequenta a Vinicius de Morais e diz que a maioria das pessoas respeita o local, disse que ao sair para passear com seu cão leva sacos de papel, destes usados em padaria. Mesma tática da Tate Vieira.

Ricardo Ushida, dono do Tião, um dog alemão de 70 quilos, e do Elvis, um sheepdog de 36 quilos, depois de se dar conta que gastava três sacos plásticos por dia, mudou a estratégia: “Saio de casa com quatro folhas duplas de jornal, cada uma dobro no meio e depois dobro mais duas vezes, suficiente para ficar do tamanho do bolso. Quando os cães fazem suas necessidades, abro o jornal e recolho as fezes jogando na lixeira mais próxima.

A mudança de comportamento e o zelo pelo espaço público dependerão muito mais da consciência cidadã do que a força da lei. O Cláudio Vieira, do Adote um Vereador, alertou que a lei 13.131/2001, que disciplia a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos na cidade de São Paulo, determina, multa de apenas R$ 10 para quem desrespeitar o artigo 16: “O condutor de um animal fica obrigado a recolher os dejetos fecais eliminados pelo mesmo em vias e logradouros públicos”

A charge deste post é colaboração do cartunista Fausto Bergocce.

Coleta seletiva para quem ? E para quê ?

 

E-mail enviado pela ouvinte-internauta Denise Lara, moradora de São Paulo, que defende a coleta seletiva:

“Estou indignada com um fato ocorrido comigo, então resolvi expressar meus sentimentos e escrever este email.

No prédio onde eu moro não tem coleta seletiva, o que é um absurdo, sendo assim, eu resolvi tomar uma decisão e entrar em contato com a prefeitura para me informar sobre o dia e o horário que o caminhão da coleta seletiva passa em minha rua, pois assim eu deixaria separado o lixo e futuramente incentivaria os outros moradores a separar o lixo também.

Bom, em primeiro lugar liguei para o 156 e fiquei uns minutos na espera, mas foi relativamente rápido, dai veio uma atendente, um pouco atrapalhada, porém muito simpática, expliquei toda história e pedi a ela que me falasse o dia e o horário que o caminhão da coleta seletiva passava na minha rua para eu poder feixar separado, foi quando ela se atrapalhou bastante para me responder e demorou uns bons de uns 30 minutos até achar uma resposta, mas ainda bem que ela não me deu a clássica resposta que estava sem sistema, no entanto ela me deu um número de protocolo, pois eu deveria ligar dentro de dois dias novamente para o 156, passar o número de protocolo e dai eles teriam uma resposta sobre o dia e horário da coleta, pois a unica informação que ela tinha no momento era o nome da empresa de coleta, a loga.

Sinceramente eu não acreditei ou melhor, vindo de uma prefeitura como essa da nossa cidade eu acreditei bastante na situação. Então no dia seguinte, uma atendente da empresa loga entrou em contato comigo, confesso que fiquei feliz e surpresa pela rapidez no atendimento. Bom, eu moro na rua doutor cesario motta junior e segundo a atendente o caminhão da coleta passa na rua general jardim, na rua amaral gurgel, na rua da consolação, na rua maria antonia e exatamente na minha rua, não passa e foi então que me indignei total, porque ela me deu outro número de ocorrência e me informou que para o meu endereço ser incluso no roteiro do motorista do caminhão da coleta, levaria de 40 a 60 dias, pois caso o procedimento seja feito de outra maneira, a empresa leva uma multa da Prefeitura.

Olha só que novela, eu penso que quem deveria levar uma multa é a Prefeitura, que não consegue organizar uma ação de cidadania de cidade limpa de fato e quando algum cidadão pensa em fazer algo por si próprio se esbarra nessas burocracias que chegam a ser agressivas. Eu entrei em contato apenas para saber o dia e o horário da coleta seletiva e ganho um número de protocolo, um número de ocorrência, uma espera de 40 a 60 dias e nenhuma solução. Orgulho de políticos que tem no poder deste país, principalmente na cidade de São Paulo.

E o melhor, eu li uma matéria no jornal, no dia seguinte deste fato ocorrido, a notícia era sobre uma lei que “políticos-candidatos da próxima eleição” querem liberar espaços publicitários nos muros da cidade. Será que vai ser aprovada essa lei? Eu achei ótima essa Lei Cidade Limpa, apesar de que muita gente se prejudicou com essa, como empresas de sinalização, outdoor, faixas, banners, mas enfim, ficou bem melhor a paisagem urbana e porque agora pode ser aprovada uma lei como essa, só apra que esses políticos que só pensam em seus próprios bolsos se divulguem por ai? Mas, eles é que façam uma campanha criativa e sincera, porque já parte que se um candidato já tem essa idéia antes de se eleger, imagina depois que tiver no poder, não vai fazer nada mesmo, nem ao menos tirar o cartaz com o nome dele no muro do terreno abandonado.

Precisava me expressar, espero que tenha algum efeito este email e de qualquer maneira não pretendo desistir de ter uma coleta seletiva onde eu resido, o meu próximo passo é falar com o sindico do meu prédio, mas eu sempre saio muito ceod para trabalhar e volto tarde, mas dou um jeito, pois além de ser um direito de qualquer cidadão é também um dever separar o nosso lixo, imagina que só na quadra onde eu moro tem em média uns 10 bares, bem provável que ninguém recicle nada, se pelo menos eu conseguir inserir essa ação no meu prédio e depois na minha rua, a natureza já vai ter uma bela vantagem…

E o Kassab nunca sabe de nada, esse é nosso Prefeito, esse é nosso País, sendo assim, precisamos nos mexer para haver mudanças.

Att,

Denise Lara”

Árvores secam em Santo André

 

Árvore seca

A qualidade do serviço de recuperação de área verde na cidade de Santo André, ABC Paulista, é questionada pelo ouvinte-internauta José Carlos Vieira que registrou esta e outras imagens (veja no álbum do Flickr clicando na foto acima) de canteiro na avenida Prestes Maia, onde haviam sido plantadas árvores, recentemente. De acordo com ele, o solo estava mal-cuidado e a erosão se iniciou, além de boa parte das árvores estarem secas.

A resposta: (02.09.09, 19h07)

A prefeitura de Santo André foi procurada pela produção do CBN SP e enviou a seguinte justificativa após ver a nota no blog e as imagens no álbum do CBNSP no Flickr:

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (SOSP), informa:

As fotos abaixo são de lugares diferentes. As seis primeiras fotos são de um talude na Av. Prestes Maia, atrás da sede da Guarda Municipal, onde não existia qualquer tipo de vegetação a não ser capim. Neste talude o Departamento de Parque e Áreas Verdes (DEPAV) plantou 251 mudas de árvores nativas de mata atlântica, plantou também grama-amendoim, para evitar erosões, e outras plantas ornamentais.

As cinco fotos seguintes são do Parque Central, onde foram podadas duas árvores, sendo uma cássia-amendoim e um abacateiro (não é nativo), por estarem prejudicando a casa vizinha ao Parque. Foi removida também uma amoreira (não nativa) pelo seu estado fitosanitário estar comprometendo seu desenvolvimento e a integridade dos transeuntes, pois oferecia perigo de queda. Salientamos que foram elaboradas as autorizações de podas e remoção das mesmas. A Policia Militar Ambiental esteve no local e constou que estávamos agindo corretamente.

Para mais informações favor nos contatar.

Engº Agrº Valdemar Campião Junior
Diretor Assistente