Aterro sanitário melhor; lixo, pior

A qualidade dos aterros sanitários no Estado de São Paulo melhorou, segundo Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares 2009, divulgado nesta terça 26.05. O avanço pode ser constatado na comparação com o primeiro monitoramento feito em 1996 quando apenas 4 % dos locais destinados para depósito de lixo eram considerados adequados. Atualmente, 52% dos aterros receberam aprovação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Na capital paulista, os três aterros receberam nota alta, a partir de 8,9, mas a avaliação não leva em consideração o fato de que estes locais estão com sua capacidade esgotada. Uma realidade que muda pouco é a quantidade de lixo enviada aos aterros. Calcula-se que mais de 90% dos resíduos produzidos acabam nesses terrenos quando boa parte poderia ser reciclada ou reaproveitada.

Um dos aspectos apontados no Inventário é que de cada cinco aterros um não tem licença para operar, o que não quer dizer que não estejam em condições adequadas.

Ouça a entrevista com Aruntho Savastano Neto (Cetesb), coordenador do Inventário de Resíduos Sólidos

São Paulo terá primeiro ônibus a hidrogênio do Brasil

Modelo de ônibus a hidrogênio Começará a rodar, neste mês, o primeiro ônibus brasileiro com célula a combustível de hidrogênio, em São Paulo – é o que informa o Blog Energia Eficiente, do advogado com pós-graduação em direito e gestão ambiental Flávio Vieira.  A fonte dele é o gerente de planejamento da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), Carlos Zundt:

Em testes feitos em Caxias do Sul (RS), os testes indicaram que o ônibus tem capacidade para rodar 300km sem precisar reabastecer, já que carrega nove tanques de combustível com 5 kg de hidrogênio em cada tanque. O novo ônibus tem emissão zero de poluentes, liberando para a atmosfera apenas vapor d´água, além de não fazer nenhum barulho.

Leia mais no Blog Energia Eficiente

Inspeção veicular alerta a turma da última hora

O aumento na adesão ao programa de inspeção veicular em São Paulo é percebido pela Controlar, empresa contratada pela prefeitura para prestar este serviço, a partir do número de veículos com placa final 2 e 3 agendados, até agora. No entanto, a preocupação ainda é grande em relação aos proprietários  de carros com placa final 1 que tem até 30 de abril para passar por um dos centros de inspeção.

Mais da metade dos veículos fabricados a partir de 2003 que teriam de ser submetido ao teste não agendaram o serviço e podem ter problemas para encontrar data e local mais apropriados antes do fim do prazo. O diretor da Controlar Eduardo Rossin, entrevistado pelo CBN SP, não nega a possibilidade de haver ampliação no horário de atendimento, apesar de defender a ideia de que os centros trabalham abaixo de sua capacidade.

Neste mês de abril, além dos carros com placas final 1, podem fazer a inspeção os de final 2 e 3. O agendamento é feito na página da Controlar e o pedido de restituição da taxa paga pelo serviço deve ser feito no Portal da Prefeitura.

Ouça entrevista com Eduardo Rossin, da Controlar

Canto da Cátia: Árvore decepada, culpa de quem ?

Árvore decepada

“A senhora não vai multar, vai ?”. Esta era a preocupação do cidadão que decepou a árvore em frente a casa dele no bairro de Cangaíba, em São Paulo, ao ver a repórter Cátia Toffoletto se aproximando para registrar o caso.

O flagrante da Cátia abre espaço para um debate sobre o serviço de manutenção das árvores da capital pela prefeitura. O proprietário do imóvel disse que cortou a árvore porque esta estaria com os galhos caindo e já havia sido feita a solicitação que não foi atendida.

Cidade tem de estar comprometida com mudanças

“Por favor, preciso de cinco minutos para tomar banho” A frase dita assim no momento em que chega a uma reunião no escritório, virou um clássico dos executivos descolados na Suécia que decidiram trocar o carro  para vestir a calça de bicicleta. A rápida e significativa história foi contada na tarde desta terça-feira pelo assessor-executivo da Agência Sueca de Habitação, Construção e Planejamento Olov Schultz na abertura de uma das sessões de ideias do I Fórum de Sustentabilidade Suecia-São Paulo, realizado no Renaissance Hotel, nos Jardins.

Estocolmo tem características geográficas  diferentes de São Paulo. Mas não é isto que faz a diferença. É a consciência e o comprometimento do poder público e da esfera privada com o tema da sustentabilidade. Pois não se consegue impor a troca do carro pela bicicleta sem antes mudar o comportamento do cidadão e da cidade com as questões ambientais.  Mudança que se dá pelo investimento em tecnologia, por exemplo, tendo como objetivo o desenvolvimento do ambiente urbano.

São diferenças que podemos enxergar nos detalhes – ali onde mora o Diabo, como diria minha vó. No encontro, do qual participei como mediador, não deixei de prestar atenção que Stefan Andersson do Ministério de Empreendimento, Energia e Comunicação  falou em oferecer ao cidadão sueco acesso aos meios de transportes e não esqueceu de complementar: de boa qualidade.

Em São Paulo, um incrível mapa que reunia todas as linhas de ônibus, lotação, trem e metrô na capital foi apresentado por Laurindo Junqueira da Secretaria Municipal de Transportes. Toda a capital com transporte à disposição. Disse ele que os ônibus carregam por dia a cidade de Estocolmo inteirinha. Em cinco anos, dobrou a população que usa o sistema. No metrô são 8,5 passageiros por metro quadrado, na hora de pico. Quanto a qualidade do serviço prestado, é outra história.

Sem contar que o diesel ainda é o combustível que move a nossa frota. Segundo Simão Saura Neto, da Secretaria Municipal dos Transportes, os 14 mil e 500 ônibus da capital rodam 87 milhões de quilômetros por mês e queimam 38 milhões de litros de diesel. Gás natural, motor híbrido, álcool e biodiesel ainda aparecem na tela do que podemos ter no futuro. Para ter ideia, os suecos já são transportados por ônibus a biodiesel desde os anos 80. (saiba mais no post abaixo).

Houve renovação na frota. Com 6.500 ônibus novos em três anos deixou-se de jogar no ar 3.320 toneladas de poluentes. Aumentou o controle da emissão de gases no transporte coletivo e individual. Volf Steinbaum da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente destacou a inspeção veicular que levou dez anos para ser implantada, em São Paulo. Na Suécia, dois anos de debate, votação e implementação fizeram com que o pedágio urbano se transformasse em realidade.

Pedágio ? Steinbaum não tem duvida que São Paulo terá de aplicar a ideia do poluidor/pagador, mas sabe, também, da falta de coragem das administrações municipais em financiar este debate na capital.

Prá encerrar, perguntei a Steinbaum se ainda há esperança. Pediu licença a Barack Obama e fechou a conversa: “We can change”. Precisamos mesmo, digo eu, para em seguida pegar um táxi e levar uma hora e meia no trânsito para chegar até minha casa.

Canto da Cátia: Árvores sufocadas

Árvores fotografas pela Cátia Toffoletto, em São Paulo

Os casos de maus tratos às árvores tem aumentado, na cidade de São Paulo. Podas mal-feitas, cortes de raízes e troncos sufocados pelo concreto são vistos em vários pontos da capital como registrou a repórter Cátia Toffoletto. Na reportagem que foi ao ar no CBN SP, a Cátia relata situações de crime ambiental, ouve especialistas e mostra como você deve agir quando se deparar com situações como essas.

Ouça a reportagem de Cátia Toffoletto sobre os maus tratos das árvores

Video-ouvinte: Um riacho que passou em minha vida

Lourivaldo Delfino é criativo. Basta acessar o blog que mantém para você se dar conta disto. Tem sempre uma forma interessante para chamar atenção para a bandeira que carrega: a do Riacho dos Machados. Você talvez nunca tenha ouvido falar do tal riacho, mas se morasse no Jardim Tietê, em São Paulo, jamais o esqueceria. Basta vir a chuva e o riacho mostra sua cara, se atravessa nas ruas próximas, estraga as casas de seus vizinhos e atiça a criatividade do Lourivaldo. É por isso que volto a postar aqui o vídeo produzido por ele. Quem sabe um dia alguém leve a sério a ironia deste ouvinte-internauta do CBN SP

Estudantes levam proposta ambiental para vereadores

Alunos do Colégio Dante Alighieri, no Jardim Paulista, entregam à Câmara Municipal de São Paulo documento com propostas na área ambiental que passam pela ampliação das ciclovias na cidade, incentivo ao uso de troleibus no transporte público, uso consciente de sacolas plásticas e instalação de sensores de luz nas repartições públicas para reduzir o consumo de energia. O material será recebido pelo vereador “adotado” Gabriel Chalita (PSDB-SP) que convidou cerca de 120 estudantes a conhecer o trabalho desenvolvido no legislativo municipal.

Para muitos dos alunos escolhidos para o encontro será a primeira vez que entrarão na sede da Câmara Municipal, por isso pede-se  aos vereadores que entendam a reivindicação destes jovens que tem o apoio de sete mil pessoas que assinaram a proposta elaborada por eles dentro da escola. Ver suas sugestões encampadas pelos parlamentares será, sem dúvida, um excelente incentivo à participação popular no Legislativo.

O trabalho é resultado de pesquisa que se iniciou no ano passado com alunos de 13 a 15 anos, no projeto Embaixadores do Clima.

Ouça a entrevista da coordenadora de Ciências da Natureza do Colégio Dante Alighieri ao CBN SP

Imposto menor na troca de caminhão velho para combater poluição, sugere deputado de São Paulo

Amplio a discussão sobre a poluição veicular, em São Paulo, puxando para este post comentário deixado no blog pelo deputado estadual Donisete Braga (PT -SP), que organizou na quarta-feira seminário sobre o tema, na Assembléia Legislativa:

Prezado Milton

Tenho informações que o jeitinho brasileiro está sendo aplicado por quem teve o veículo reprovado na inspeção da Capital. Em vez de regularizá-lo, o proprietário do veículo está licenciando-o em outras cidades da Região Metropolitana, mas continua circulando na Capital. Falta consciência ambiental.

No Seminário que realizamos nesta semana, houve um jogo de empurra-empurra entre a ANP, a Petrobrás e os fabricantes de veículos, no caso representados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). Ninguém quis assumir a responsabilidade pelo não cumprimento da resolução do CONAMA.

Não cabe agora buscar bodes expiatórios. O mais importante é trabalharmos para reduzir os níveis da poluição veicular.

Muitas sugestões surgiram no seminário. Minha assessoria técnica está estudando como transformar as sugestões em propostas de lei.

No caso, aqui de São Paulo, o governo do Estado poderia contribuir em muito para reduzir a poluição veicular. A começar pelo incentivo da renovação de frota de caminhões.

Hoje, no Brasil, a idade média da frota de caminhões e de 17 anos. Dos 1,4 milhão de caminhões que circulam no país, 480 mil têm mais de 20 anos.

O governo do Estado poderia incentivar a redução da frota com três medidas: 1) Isenção de ICMS na troca de veículos antigos; 2) IPVA progressivo e 3) incentivo a veículos novos em pedágios de rodovias estaduais.

Outra medida será estender a inspeção veicular para todo o Estado de São Paulo e para veículos mais antigos. Hoje, a inspeção é feita somente na Capital para veículos fabricados a partir de 2002, ou seja veículos praticamente novos.

Donisete Braga

MP quer mais rigidez no controle à poluição veicular

Os índices de poluição usados para avaliar os carros que passam pela inspeção veicular ambiental são da década de 90. Com isso, o programa desenvolvido na cidade de São Paulo não seria eficiente para combater os problemas ambientais provocados pela maior frota de veículos do país. A opinião é do promotor do meio ambiente do Ministério Público de São Paulo José Eduaardo Lutti que promoveu audiência pública para discutir o tema, nesta semana.

Para Lutti, a partir do próximo ano, a prefeitura tem de exigir índices atuais, compatíveis com a qualidade dos motores produzidos, para impedir que os carros continuem a provocar os altos índices de poluição registrados nos últimos anos na capital paulista. Além disso, o Ministério Público pretende forçar o Governo do Estado a aderir ao programa, implantando o serviço de inspeção veicular em todo o Estado.

Um dos motivos que mais causaram indignação nos participantes da audiência pública foi o critério usado pela prefeitura para definir a frota de veículos obrigada a passar pela inspeção, apenas os fabricados a partir de 2003. No entanto, Lutti concorda com a justificativa da administração municipal.

Na conversa de hoje, o promotor José Eduardo Lutti também explicou a ação civil pública exigindo que a Petrobrás distribuida o diesel S-50, menos poluente, em todo o Estado de São Paulo.

Ouça a entrevista com o promotor José Eduardo Lutti, do Ministério Público de São Paulo