Iniciativa Verde vê compensanção na Marginal

A cidade de São Paulo será recompensada pela perda de 1.534 árvores que serão retiradas do entorno do rio Tietê para a ampliação das pistas da Marginal, na opinião da ONG Iniciativa Verde que desenvolve ações para compensar emissões de gases do efeito estufa emitidos por atividades do homem. A opinião do presidente da Organização, Francisco de Aragão Maciel, vem em favor da obra que está sendo realizada em parceria pelo Estado e município de São Paulo.

Além do replantio, a cidade ganhará com a construção do  Parque Linear do Tietê, a plantação de um número ainda maior de árvores e a redução no nível de congestionamento na região, grande gerador de poluição na capital, conforme as palavras do dirigente entrevistado pelo CBN SP.

Ouça a entrevista de Francisco de Aragão Maciel

Foto-ouvinte: Museu da Árvore

Enterro simbólico das árvores da MarginalÁrvore cortada na Marginal Tietê

Imagens feitas por ouvintes-internautas do CBN São Paulo no local em que árvores estão sendo removidas ou, simplesmente, cortadas na Marginal do Rio Tietê com o objetivo de ampliar o espaço para a passagem de carros. Na primeira, homenagem feita às 17 árvores que foram retiradas daquele trecho, realizada durante esta madrugada por cicloativistas contrários a obra.

A ampliação no número de pista da Tietê é uma parceria do Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo. A derrubada da área verde é feita sob justificativa que a capital terá compensações ambientais.

Para ampliar, clique nas imagem; para ver outras fotos sobre o tema clique aqui.

Fretado questiona uso de combustível limpo em ônibus

A lei que trata das políticas de mudança climática prevê redução em 10%, a cada ano, do uso de combustíveis fósseis pela frota de ônibus do sistema de transporte públicos da capital paulista. Ou seja, até o fim de 2008, cerca de 1.500 ônibus deveriam estar circulando com combustível mais limpo.

Presidente do sindicato que reúne os ônibus de transporte fretado, Jorge Miguel dos Santos, questiona o cumprimento dessa meta pelas concessionárias que exploram o serviço em São Paulo. Entende que os fabricantes não terão condições de atender esta demanda.

Jorge Miguel falou sobre o assunto durante entrevista ao CBN SP quando perguntei a ele se o setor de fretados estaria disposto a assumir compromisso com a cidade de São Paulo e reduzir também o uso de combustíveis fósseis na frota que opera neste serviço.

Disposto, estaria. Mas duvida que haja condições de atender a lei aprovada no mês passado na capital paulista que, diga-se de passagem, na inclui os fretados, pois estes atuam na Região Metropolitana e não há lei estadual neste sentido.

Ouça a entrevista com Jorge Miguel dos Santos, da Transfretur

O impacto ambiental com as obras na Marginal Tietê

O Governo do Estado de São Paulo anunciou com a prefeitura a ampliação no número de pistas da Marginal Tietê, das mais importantes vias de tráfego na capital paulista. A mudança que terá participação, também, de concessionária de rodovias que chegam a cidade, causará impactos ambientais.

O arquiteto e urbanista Jorge Wilhein, ex-secretário de Planejamento, destacou que haverá prejuízos na impermeabilidade da várzea do rio Tietê, além da retirada de grande número de árvores. Hoje, o secretário em exercício do Verde e Meio Ambiente, Hélio Neves, defendeu a ampliação e mostrou como será feita a compensação devido a retirada de área verde.

Ouça a entrevista do arquiteto Jorge Wilhein

Agora o outro lado:

 Ouça a entrevista do secretário em exercício Hélio Neves

Cidade-vegetariana para melhorar o meio ambiente

Imagem da cidade de Ghent, Bélgica

Os produtores, frigoríficos e açougues não gostarão da ideia, mas imagine uma cidade inteira sem comer carne uma vez por semana. O projeto começou na bela e medieval Ghent, na Bélgica, para combater a obesidade e reduzir a emissão de gases estufa. Toda quinta-feira, os restaurantes serão obrigados a servir um prato vegetariano e os moradores são convidados a deixar seu hábito carnívoro de lado.

O dia sem carne não é obrigatório e não haverá fiscais invadindo os restaurantes com “carnômetros” em punho para medir o hálito dos frequentadores e provar que eles não aderiram a proposta. Os primeiros a se comprometerem a atender a recomendação foram os integrantes do conselho da cidade, espécie de Câmara de Vereadores.

Cálculos da ONU mostram que a produção e consumo de carne são responsáveis por 18% das emissões globais de gases estufa. Se os moradores de Ghent aderirem e deixarem de comer carne toda quinta, em um ano o efeito no meio ambiente será semelhante ao da retirada de 500 mil carros das ruas.

Quanto a valia dos números acima, não tenho como garantir, mas que reduzir o consumo de carne dá uma bela força à nossa saúde, não tenho dúvida.

Fonte: Ambiente Brasil

Mudança climática vai além de pedágio e fretado

O debate em torno do acesso dos ônibus fretado ao centro de São Paulo e a imposição do pedágio urbano ocupou boa parte do tempo da discussão sobre o projeto de lei do Executivo que prevê medidas para combater as mudanças climáticas, em São Paulo. O tema que pode ser votado nesta quarta-feira, pela Câmara Municipal, porém, é muito mais abrangente e importante para a cidade.

O pedágio foi descartado como forma de restringir o acesso do automóvel. E a discussão sobre os limites dos fretados, meio importante de transporte da população que mora na região Metropolitana e trabalha na capital, ainda necessita ajuste para que as partes se entendam. E. como diria minha vó, a emenda não fique pior do que o soneto.

Mas não podemos olhar apenas para estas questões, afinal o buraco é muito mais em cima e se não tomarmos medidas no ambiente urbano sofreremos com os prejuízos em breve. Alguns já sentimos no próprio nariz, nos pulmões, na saúde do cidadão. Vá conhecer a situação dos pacientes dos principais hospitais paulistanos que tratam de doenças respiratórias.

O Movimento Nossa São Paulo promoveu nos últimos dias abaixo assinado com o objetivo de mobilizar a Câmara Municipal a votar o projeto de lei. São mais de 600 assinaturas eletrônicas até agora. E, agora, convida a sociedade a acompanhar a votação no plenário da Câmara Municipal.

Em conversa por email que mantive com a organização do Movimento recebi alguns pontos do projeto de lei que vão muito além doaqueles que temos acompanhado na mídia.

– Redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa na cidade até 2012;
– Prefeitura só poderá contratar obras que empreguem uso de madeira certificada e legalizada.
– Redução dos combustíveis fósseis no transporte público em 10% por ano a partir de 2008 e a substituição integral em toda a frota a partir de 2017;
– Ampliação da oferta e estímulo ao uso de transporte público, principalmente os de menor potencial poluidor, priorizando a rede ferroviária, metroviária, de trólebus, e outros meios de transporte utilizadores de combustíveis renováveis; 
- Ampliação de infra-estrutura para o uso de bicicletas;
– Implantação de faixas exclusivas para veículos com dois ou mais ocupantes nas rodovias e vias principais ou expressas;
– A concessão de licenças ambientais para grandes empreendimentos condicionadas a medidas compensatórias ambientais;
– Prefeitura vai reduzir o custo da construção acima do limite para empreendimentos que usarem energias renováveis; 
- A instalação de 96 ecopontos (um por distrito);
– locais de entrega de entulho e material reciclável;
– que atualmente são em 32.;
– Condomínios, shoppings e outros conglomerados deverão instalar coleta seletiva;
– Prefeitura deverá implantar a coleta seletiva de resíduos em toda a cidade.

Se você considerar algum desses pontos importantes para a qualidade de vida na capital paulista, vá até o site da Câmara Municipal de São Paulo e mande um e-mail para o seu vereador pedindo o apoio dele ao projeto de combate às mudanças climáticas. Se você discordar de alguma dessas ações, não deixe também de participar com sua opinião e sugestão.

O que você pensa da lei municipal de mudanças climáticas ? (postado às 15:23)

A pergunta foi feita a três entrevistados no CBN SP, ouça o que cada um deles falou sobre o assunto:

José Police Neto, vereador do PSDB e líder do Governo na Câmara Municipal

Maurício Broinizi, coordenador do Movimento Nossa São Paulo

José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP

A bancada do PT na Câmara de Vereadores foi procurada pela produção do CBN SP, mas a alegação é que nãop havia vereador disponível para falar sobre o assunto.

Aterro sanitário melhor; lixo, pior

A qualidade dos aterros sanitários no Estado de São Paulo melhorou, segundo Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares 2009, divulgado nesta terça 26.05. O avanço pode ser constatado na comparação com o primeiro monitoramento feito em 1996 quando apenas 4 % dos locais destinados para depósito de lixo eram considerados adequados. Atualmente, 52% dos aterros receberam aprovação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Na capital paulista, os três aterros receberam nota alta, a partir de 8,9, mas a avaliação não leva em consideração o fato de que estes locais estão com sua capacidade esgotada. Uma realidade que muda pouco é a quantidade de lixo enviada aos aterros. Calcula-se que mais de 90% dos resíduos produzidos acabam nesses terrenos quando boa parte poderia ser reciclada ou reaproveitada.

Um dos aspectos apontados no Inventário é que de cada cinco aterros um não tem licença para operar, o que não quer dizer que não estejam em condições adequadas.

Ouça a entrevista com Aruntho Savastano Neto (Cetesb), coordenador do Inventário de Resíduos Sólidos

São Paulo terá primeiro ônibus a hidrogênio do Brasil

Modelo de ônibus a hidrogênio Começará a rodar, neste mês, o primeiro ônibus brasileiro com célula a combustível de hidrogênio, em São Paulo – é o que informa o Blog Energia Eficiente, do advogado com pós-graduação em direito e gestão ambiental Flávio Vieira.  A fonte dele é o gerente de planejamento da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), Carlos Zundt:

Em testes feitos em Caxias do Sul (RS), os testes indicaram que o ônibus tem capacidade para rodar 300km sem precisar reabastecer, já que carrega nove tanques de combustível com 5 kg de hidrogênio em cada tanque. O novo ônibus tem emissão zero de poluentes, liberando para a atmosfera apenas vapor d´água, além de não fazer nenhum barulho.

Leia mais no Blog Energia Eficiente

Inspeção veicular alerta a turma da última hora

O aumento na adesão ao programa de inspeção veicular em São Paulo é percebido pela Controlar, empresa contratada pela prefeitura para prestar este serviço, a partir do número de veículos com placa final 2 e 3 agendados, até agora. No entanto, a preocupação ainda é grande em relação aos proprietários  de carros com placa final 1 que tem até 30 de abril para passar por um dos centros de inspeção.

Mais da metade dos veículos fabricados a partir de 2003 que teriam de ser submetido ao teste não agendaram o serviço e podem ter problemas para encontrar data e local mais apropriados antes do fim do prazo. O diretor da Controlar Eduardo Rossin, entrevistado pelo CBN SP, não nega a possibilidade de haver ampliação no horário de atendimento, apesar de defender a ideia de que os centros trabalham abaixo de sua capacidade.

Neste mês de abril, além dos carros com placas final 1, podem fazer a inspeção os de final 2 e 3. O agendamento é feito na página da Controlar e o pedido de restituição da taxa paga pelo serviço deve ser feito no Portal da Prefeitura.

Ouça entrevista com Eduardo Rossin, da Controlar

Canto da Cátia: Árvore decepada, culpa de quem ?

Árvore decepada

“A senhora não vai multar, vai ?”. Esta era a preocupação do cidadão que decepou a árvore em frente a casa dele no bairro de Cangaíba, em São Paulo, ao ver a repórter Cátia Toffoletto se aproximando para registrar o caso.

O flagrante da Cátia abre espaço para um debate sobre o serviço de manutenção das árvores da capital pela prefeitura. O proprietário do imóvel disse que cortou a árvore porque esta estaria com os galhos caindo e já havia sido feita a solicitação que não foi atendida.