Internet pressiona e SPFW adotará modelo “veja agora, compre agora”

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Moda

 

Na próxima SPFW, Paulo Borges introduzirá o sistema “see now, buy now“, seguindo os passos inovadores de marcas como Burberry, Diane Von Furstenberg, Tom Ford e Tommy Hilfiger.

 

Significa que estamos chegando ao fim de mais um ciclo da moda, que, ao romper , atende a nova geração de estilistas e consumidores, impulsionados pela comunicação “WWW”.

 

Deixamos para trás varias espirais da moda, do pós-guerra até hoje. A alta costura foi esmaecida pela industrialização, que por sua vez teve sua ruptura através da sistematização dos bureaux, encabeçados pela Promostyl, quando se estabeleceu um “prêt-à-porter” direcionado, que posteriormente foi colocado em segundo plano pela realidade do lifestyle.*

 

Voltamos agora à passarela para atender o desejo dos consumidores.

 

Através da contemporânea internet e das mídias sociais interativas que refletem o “I want what I want when I want”, ou seja, “eu quero o que eu quero quando eu quero”.

 

Em fevereiro de 2017, teremos o SPFW No. 42, sem relação com verão nem inverno, e as coleções desfiladas poderão ser vistas nos smarts e compradas na hora. E Paulo Borges poderá comemorar o pioneirismo, assim como, em 2001, a SPFW fez na transmissão ao vivo pela internet.

 

Não será tarefa fácil. E curioso é que a MODA que bem definimos como uma forma de comunicação se curve à comunicação e sua evolução, como que referendando Mc Luhan, ao ditar que “o meio é a mensagem”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

 

(quer saber mais, leia abaixo)

 

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A experiência de viajar de avião: mais trabalho e menos incômodo

 

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Mau humor de viajante à parte, é bem melhor viajar de avião agora do que no passado,  muito mais pelo avanço proporcionado pelas empresas aéreas do que pelo investimento feito pela Infraero, nos aeroportos. Os “privatizados” até que têm conseguido oferecer espaços mais confortáveis, tais como o Internacional de Guarulhos. Nos que estão nas mãos da estatal, contudo, as reformas andam a passos lentos.

 

Acabo de sair do aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, de instalações acanhadas, espaço de embarque reduzido, áreas de prestação de serviço semi-abandonadas, goteiras nos aparelhos de ar-condicionado, que parecem desafiar a força da gravidade para se manterem pendurados na parede, e banheiros precários.

 

Dizem os capixabas que há anos ouvem promessas de que o aeroporto, sob a responsabilidade da Infraero, será reformado. Tem até projeto para mudar o sentido da pista e ampliar suas instalações. Uma rede hoteleira construiu seu empreendimento onde deveria ser o desembarque do “novo” aeroporto, contando com o fluxo de passageiros. O hotel já está pronto enquanto do outro lado da rua tem cerca, mato e uma placa anunciando que é área restrita da Infraero – ninguém pode entrar (nem gente competente?).

 

O dinheiro teria sido liberado no pré-Copa, mas se perdeu em algum lugar qualquer.

 

O último a fazer a promessa de melhorias, Eliseu Padilha, já pegou mala e cuia e desembarcou do governo Dilma, na sexta-feira última. Aliás, boa oportunidade para a presidente acabar com mais este ministério e entregar tudo para a pasta dos transportes, o que acho que não deve ocorrer, por isso, em breve, será nomeado mais um “fazedor” de promessas.

 

A verdade é que viajar ficou mais fácil se compararmos com as décadas anteriores. A tecnologia tornou as viagens de avião acessíveis e mais simples – mesmo que muitas vezes ainda tenhamos de sofrer pelo mal atendimento e atrasos sem justificativa. Quem lembra como eram as passagens antigamente? Blocos de papeis intercalados com carbono, escritos à mão, com letras ilegíveis e sempre prontos para serem perdidos pelo viajante. Às empresas cabia armazenar aquela documentação analógica e acumular despesas apenas para mantê-la em segurança.

 

Hoje, imprimimos a passagem em casa por força do hábito, é verdade, pois bastaria dedilhar seu CPF e mais um sem-número de números e letras para o bilhete sair impresso no totem. Os mais avançadinhos o fazem no próprio celular – apenas não consegui entender até agora por que no momento do embarque, quem preferiu economizar papel, perde mais tempo na fila a espera da máquina que lê o código de barras na tela do smartphone. Será que ninguém pensou em colocar um equipamento remoto?

 

A eliminação do check-in foi outra dádiva. No passado – e há quem ainda prefira desta forma – éramos obrigados a encarar enorme fila. Primeiro, com o pessoal da bagagem e dos sem-bagagem misturados. Depois, criaram a fila dos sem-bagagem, mas ainda com exigência de passar tudo por um atendente. Havia um tempo em que era solicitado que, mesmo com a passagem comprada, se telefonasse para a companhia aérea e confirmasse que viajaríamos. Agora, faço check-in em casa ou no smartphone e posso entrar direto na sala de embarque dos aeroportos. Ganhamos tempo!

 

O curioso neste novo procedimento é que as empresas diminuíram seus gastos com material, armazenamento e atendentes, e repassaram aos passageiros o serviço que realizavam antes. E nós achamos bom. Pode ser um paradoxo, mas apesar de termos mais trabalho a fazer, temos menos incômodo para viajar.

 

O dia em que os aeroportos brasileiros avançarem seus serviço  talvez viajar de avião seja tão simples quanto pegar o carro na sua garagem.

Mundo Corporativo: João de Lima diz como alcançar os resultados na sua empresa

 

 

“Não é o lucro, o principal resultado. O principal resultado do negócio é a perpetuação. E para ter a perpetuação do negócio, ele tem que ter pessoas que se comprometam durante longo tempo com a empresa e acreditem na causa da empresa. Então, a função do líder é obter desempenho de um lado e comprometimento de outro” A sugestão é de João de Lima, consultor de empresas, em entrevista na qual falou sobre gestão de resultados, ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN. De Lima explica como os resultados podem acontecer em uma empresa a partir da implantação do “Modelo Fractal de Gestão”, representado por um grande triângulo dividido em 16 partes, desenvolvido por ele:

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João de Lima é autor do livro “Gestão e cultura de resultados – um modelo para gerir e liderar pessoas realizadas em empresas de sucesso” (Ed Gente).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados no programa Jornal da CBN, da rádio CBN.

Qual é o seu número?

 

Por Carlos Magno Gibrail

Há pessoas que se interessam pela moda, e a seguem. Outras nem tanto. Mas, a grande maioria se importa com o tamanho adequado ao seu corpo e ao seu modo de ser. Modelagem de acordo com a tendência, modelagem em função do estilo independente da moda, modelagem para exibir o corpo, são preferências que ainda exigem parte do ritual da época das costureiras e alfaiates. Provar as roupas.

 

A roupa feita, ou o “pronto para vestir” (prêt-à-porter) não conseguiu manter a etiqueta de tamanho como a indicação necessária e suficiente para representar as dimensões do produto. A fragmentação do setor de confecção, com milhares de produtores e marcas, a competição, e a diversidade de tipos físicos tornaram o padrão de medida tão necessário quanto complexo determiná-lo.

 

Esta semana o SENAI-CETIQT se apresentou na mídia com um projeto de levantar 10000 amostras de pessoas escaneadas em 100 pontos de medida computadorizada e mais 21com fita métrica. Ressaltando que estas medidas estão sendo realizadas por região geográfica.

 

Uma novidade, pois apresentada como ação para finalmente estabelecer um padrão de tamanhos brasileiros, não traduz toda a verdade histórica.

 

O fato é que a ABRAVEST em 1987, presidida por Roberto Chadad, através do CB17 Comitê Brasileiro do Setor Têxtil iniciou os estudos para a determinação de um padrão de medidas.

 

Procuramos então Chadad, que ainda hoje preside a ABRAVEST , e nos informou que já existe o padrão para a moda masculina, estabelecida na resolução ABNT 16060 em vigor a partir de 9/5/2012 com determinação da obrigatoriedade em seis anos, ou seja, 9/5/2018, cuja fiscalização será feita pelo IPEM. Dentro de um ano sairá a regulamentação para o setor feminino, mesmo com o Sindicato patronal de confecção feminina sendo contrário.

 

Roberto Chadad acredita que o estudo do pessoal do CETIQT deverá apenas auxiliar na validação da norma do CB17, embora os critérios sejam bem diferentes e sem o poder de normatizar.

 

O CB17 começou com os levantamentos e estudos dos componentes de toda a cadeia têxtil. Principalmente com estilistas, modelistas, confeccionistas e varejistas. Os dados de cada componente do setor foram trazidos e analisados em 12 reuniões técnicas. A primeira informação é a altura, a seguir ombro, manga, cintura, comprimento entre perna, comprimento lateral e diagrama do esqueleto apresentando graficamente estas medidas, que serão mostradas em todas as etiquetas no varejo. Esta configuração está segmentada para três tipos físicos. Especiais, normais e esportistas.

 

Chadad lembra ainda que a amostra do CB17 é imensamente maior, pois envolve o resultado de grande quantidade de empresas fornecedoras, com total pluralidade de perfis.

 

O padrão de medidas certamente beneficiará a grande maioria do mercado de moda, que desde já adverte: não crie confusão siga o padrão.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Modelos de fotógrafos

 

Por Dora Estevam

 
A fotografia exerce um fascínio nas pessoas e não escolhe classe e poder aquisitivo, qualquer um tem uma máquina em casa. O interessante é que na hora de bater ou clicar a foto muitos fazem pose (eu faço) e desejam que aquele momento “mágico” seja revelado com imagens e ângulos especiais.
 
Os fotógrafos mais cobiçados são os de moda. Muitos, maravilhosos, fazem tanto sucesso que viram celebridade tanto quanto as modelos. O italiano Giampaolo Sgura é um deles. E para conhecer o trabalho do rapaz, separei um curta no qual ele conta detalhes da vida profissional e pessoal:

E se interessar, visite o blog de Giampaolo Sgura para ver trabalhos incríveis dele.

Outro fotógrafo homenageadíssimo é Mario Testino. Ele é tão badalado que foi o fotógrafo oficial do casamento da modelo Kate Moss, este ano. Aliás, ele e ela são super amigos e, a toda hora, é possível ver fotos dos dois juntos nas colunas sociais do mundo inteiro. Não posso esquecer que o moço ai, também, era o predileto da Princesa de Gales, Diana.

E pra não perder o estilo dos meus posts de sábado, no qual sempre uso fotos de Street Style para ilustrar as novidades e produções de rua, acho justo falar dos colegas que são, na verdade, os paparazzi. Estas fotos são tiradas nas ruas, nas portas de grandes eventos de moda, geralmente. O trabalho deu tão certo que cresceram com eles, os blogs de moda fast, mania internacional.


 
Na blogosfera destaque para Tommy Ton, do Jak & Jil, e Scott Schuman, do The Sartorialist.
 
E você, tem fotografado muito?
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

It girls

 

Por Dora Estevam

Elas estão regularmente nas páginas de revistas de moda, nacionais e internacionais. São inspiração para jovens blogueiros/as que seguem os seus passos. São as “It Girls”, as garotas mais modernas e copiadas do mundo.

De acordo com o Wikepedia: – “It Girl” é um termo utilizado para se referir às garotas cheias de atitude, que criam tendências, despertam o interesse das pessoas em relação às suas roupas, seu modo de vestir. Se comportam de um jeito irreverente e despertam a curiosidade das pessoas sobre o seu modo de vida.

Atualmente, a musa de Karl Lagerfeld é Alexa Chung, modelo e fenômeno da cultura pop. Tudo o que ela faz chama atenção. Segundo a reportagem no The New York Times, na coluna Fashion & Style, ela se tornou a Kate Moss da nova geração.

Houve um tempo em que todas as jovens queriam ser como a supermodalo britânica, gritavam Kate, kate, kate. Agora, elas dizem Alexa!

Alexa Chung clicada por onde anda

É a “It Girl” da América. Apesar de ela ser uma grande estrela na Inglaterra, sua estreia na televisão americana, da MTV, “It’s On With Alexa Chung, foi cancelada no ano passado após duas temporadas.

Tudo que ela põe a mão ou usa vende milhões. Ajudou a J Crew a criar produtos que os investidores da empresa ficaram pasmos com os valores. Os produtos esgotaram-se rapidamente das prateleiras: vestidos, camisolas e bolsas.

A multidão de mulheres na faixa dos 20 anos que a segue fica enlouquecida e não tira os olhos da moça. Cada olhar para a “It Girl” vale milhões. O que deu impulso na carreira da modelo foram as capas das edições britânicas da Vogue, Elle e Jarper’s Bazaar, tendo sido identificada, ano passado, como uma das 100 mulheres mais poderosas na Grã-Bretanha, pelo The Sunday Telegraph.
Alexa Chung e conhecida na Inglaterra como modelo, apresentadora de moda e espetáculos de música. É, também, a namorada de Alex Turner, o vocalista da banda Arctic Monkeys.

Seu estilo a diferenciou na televisão. As figurinistas da TV não encontravam roupas para a modelo-apresentadora, dai Alexa começou a usar suas próprias peças vintage, como shorts jeans Levi com cintura alta, botas Chanel, novas t-shirts e camisolas.

“Ela marcha na batida de seu próprio tambor de moda”, diz Corim Nelson, produtor executivo da banda.

Alexa tem um tipo Lolita, veste delicados vestidos e tem habilidade para combinar as peças. Tem personalidade fresca, não é agressiva. É a antítese do olhar das deusas guerreiras como Beyonce e Lady Gaga.

Olivia Palermo no foco das lentes

Uma concorrente de Chung é Olívia Palermo. Figura constante nos desfiles das semanas de moda, atrai todas as lentes, e todas as fotos fazem o maior sucesso. Virou queridinha das fashionistas. As blogueiras a amam.

De acordo com a biografia da moça, Olívia é filha de um milionário do ramo imobiliário. Entretanto, ficou famosa com o programa The City, no qual a socialite mostra o seu dia-a-dia como relações públicas da Revista Elle.

O estilo marcante do clássico misturado com romântico ganhou admiradores do mundo inteiro, com isso se tornou uma das “It Girls” mais famosa do mundo.

Pelo Brasil, as I.G estão, também, nas capas das revistas. Elas costumam ser atrizes e modelos, muitas vezes as duas coisas: Débora Secco, Vanessa Camargo, Daniella Cicarelli e Gabriela Duarte. Tem, ainda, as garotas da alta sociedade: Natalie Klein, Luiza Setubal e Ana Paula Junqueira … numa lista muito grande.

Ana Paula Junqueira, Gabriela Duarte e Natalie Klein

Elas frequentam os salões de beleza mais badalados, e, atualmente, o mais conhecido e querido pelas Its Girls brasileiras é o salão do hair stylist Marcos Proença. Andam com roupas de marcas de luxo e mudam o cabelo conforme a tendência da moda, ditada pelo profissional.

E também estão na mira das blogueiras que clicam cada passo delas.

Então, vamos atrás delas ou fazemos nosso próprio caminho ?

Transgressão na moda

 

Por Dora Estevam

Givenchy Lea T Corpo ZoomA moda é mesmo surpreendente. Ou, devo dizer, surpreendente é quem faz a moda. 

A cada coleção ficamos sempre nos questionando. E agora ? Será que vou ter que trocar todas as minhas roupas ? Será que serei uma cafona ? Uma fora de moda se não comprar esta ou aquela peça ? Se não renovar a minha sapateira com cinco pares de sapatos, pelo menos, vou ficar por fora ? As minhas amigas não vão querer sair mais comigo ? 

E os homens: será que minha namorada vai querer ficar em casa ou se esconder em algum restaurante de bairro ? Tá legal assim ?

Tudo por causa da tal moda.

De qualquer forma, uma revistinha você acaba lendo, certo ? Ninguém é de ferro mesmo. Nós já até demos dicas de algumas para homens. Sim, porque pra mulher nem precisa. É dom conhecer todas. 

Bem, quando você abre uma revista para apreciar as páginas de moda normalmente encontra belas modelos apresentando roupas femininas e homens vestindo os lançamentos  masculinos.

Também estamos acostumados a olhar as fotos e identificar uma modelo ou outra e saber que sempre tem aquela que está mais em destaque, uma revelação ou um fenômeno, a quem buscamos como referência para vestir e copiar.

Givenchy Lea T Anuncio

As editoras (poderosas) das revistas mais influentes do mundo sempre escolhem as mais cotadas para os editoriais.

Às vezes, a surpresa vai além da nossa expectativa. E a novidade agora é a modelo e estilista Lea T.

Dela, acredito, você ainda não ouviu falar. Do pai dela, com certeza, ouviu: o ex-jogador Toninho Cerezo. Ocorre que Cerezo tem quatro filhos, um deles é a Lea – ou, Leandro como foi batizado. Uma modelo transexual que mora na Europa e é assistente do estilista da Givenchy, Riccardo Tisci, de quem também é namorada.

leat2O trabalho de maior destaque de Lea T. é o ensaio nu que acaba de fazer para a Vogue Paris, escalada por ninguém menos que a poderosa Carine Roitfeld, editora-chefe da revista.  A moça está fazendo o maior sucesso, até já foi contratada pela agência de modelos Woman. Mas a musa de Tisci já deu o que falar antes destas fotos. 

Sim, ela fez parte da campanha inverno 2010’11 da marca francesa Givenchy.  Foi neste trabalho que Carine Roitfeld conheceu “Leo” – como também é chamado. E ele responde. A editora gostou tanto da musa do estilista que reservou páginas e páginas, inteirinhas, para ela. 

Sobre a sexualidade, Lea disse em entrevista a revista “Vanity Fair” que quer fazer a operação para mudança de sexo. 

Eu, só sei dizer que a moça, nascida em BH, virou sensação da temporada.

Quem pode, pode. 

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

Eles querem as gordinhas

 

Por Dora Estevam

Fluvia Lacerda

O frio chegou, assim como a Copa. E a fome também. Há quem brigue com a balança achando que está quebrada, que tem algum engano. Também pudera – não sei você, mas eu não paro de comer. E isso que o Brasil ainda não jogou.

Não pensa que esqueci das festas Juninas. Pelo menos duas são obrigatórias. Para quem gosta de comida típica como eu, impossível fugir delas.

E tem também os desfiles da SPFW – edição que apresenta a coleção de verão 2011. E volta o assunto das modelos magras. Mas sempre foram. E vai coleção, vem coleção o assunto é sempre o mesmo. Uma campanha aqui, outra ali, e continua tudo igual. Verdadeiros cabides.

Calma, não estou querendo dizer que deveria ser diferente nem criticando o fato de não ser como elas (nem de longe… ) também não posso dizer que tem que ser assim mesmo porque senão as gordinhas vão me matar.

Tá ! Por falar nelas, agora muito, mas muito mesmo, em moda são as modelos Pluz Size (modelo GG) garotas de bem com a vida e lindas. A novidade este ano é que o evento que organiza o Miss Brasil (normalmente, Miss Magrinha) agora também seleciona Miss Brasil GG. Legal, né!

A garota precisa seguir alguns pré-requisitos, nada complicado: primeiramente, é claro, ser G ou maior que G; ser solteira, não pode nem morar junto (põe o namorado pra correr); nunca ter posado nua, nem mostrado o seio em foto (ufa!) nem ter feito filme pornô; e ser muito alegre, simpática, ter boa postura, estar com a saúde em forma e a educação, também.

Bem, se você conhece alguém que se enquadra nestes requisitos e gostaria de ser Miss, vale a pena tentar. É só clicar www.misssaopaulo.com.br.

Fluvia LacerdaUm caso muito conhecido de modelo nesta categoria é o da brasileira Fluvia Lacerda, 29 anos,13 anos em Nova York. Pode-se dizer que a moça revolucionou o mercado GG no Brasil. Voltou para renovar o conceito das confecções com relação aos tamanhos grandes e também deu um empurrão nas modelos gordas que na opinião dela eram desvalorizadas e mal pagas.

Tem mercado para todo mundo, ninguém fica de fora nem a barriguinha proveniente da comilança, efeito Copa, Festa Junina, desfiles, e etc.

O interessante é que a roupa exerce um poder nas pessoas sem que elas percebam. Mesmo que diga que não liga pra estas coisas, acaba caindo em contradição quando vai às compras porque a peça que está em casa está fora de moda ou está velha. É sempre assim.

Eu conheci gordinhas lindas e super bem vestidas, meninas que se produzem com peças da moda e ficam charmosas. Assim como outras que nem ligam para a moda e dão graças a Deus por ter um camisão bem largo para se esconder dentro dele. Também conheço magras que são verdadeiras cafonas e outras que são chiquérrimas. Tudo é uma questão de gosto e estilo da pessoa.

Agora, é muito comum ouvir as grávidas, as gordas e as pessoas com deficiência reclamarem que nunca tem roupa para eles. É verdade. Vergonha mesmo é o Brasil com tantos talentos de estilistas não ter um sequer que faça a moda voltada para estes segmentos. Assim como o pessoal do Miss Brasil deu o primeiro passo quem sabe o Paulo Borges, diretor do SPFW, não segue o caminho e convide estilistas com propostas para este mercado desfilarem na próxima edição.