Desafio Intermodal chega a 10a. edição com bicicleta e moto mais eficientes

 

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Será realizado hoje, o 10º Desafio Intermodal da Cidade de São Paulo. O ponto de partida será a Praça Gal Gentil Falcão, na Avenida Eng. Luis Carlos Berrini, no Brooklin, com chegada em frente à Prefeitura de São Paulo(Centro), distante cerca de 10 quilômetros. Neste ano, participarão pessoas com bicicleta, carro e moto, que são os mais usados modais individuais, além de ônibus, trem e metro, que são os principais modais coletivos. Haverá, mais uma vez, participante fazendo o trajeto exclusivamente a pé (caminhando ou correndo), assim como patins, skates, ciclistas com bicicletas dobráveis compartilhando o transporte público.

 

O Instituto CilcoBr, que organiza o evento, preparou uma análise comparativa sobre os resultados registrados nos nove anos de Desafio que reproduzo, em parte, aqui:

 

Apesar do tempo ser o principal indicador para avaliar o desempenho de um modal, também levamos em conta os gastos dos modais com combustível e estacionamento, além da quantidade de poluição que o mesmo emitiu, portanto nem sempre o veículo mais rápido pode ser considerado o mais eficiente, até porque alguns modais mais rápidos possuem custos extremamente elevados (como o Helicóptero por exemplo) o que inviabilizaria a popularidade do mesmo, ou seu uso como uma alternativa eficaz para solucionar os problemas de congestionamentos das nossas cidades. 

 

Embora haja vários critérios para se avaliar, nessa análise feita por nós do Instituto CicloBR, vamos nos concentrar apenas no tempo dos modais mais utilizados e de acesso mais comum. Abaixo uma breve análise que realizamos quando comparamos o desempenho dos principais modais já testados nos Desafios realizados pelo CicloBR.

 

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Com base nesse gráfico, podemos analisar que desde as primeiras edições, tanto a bicicleta (seja por vias rápidas ou mais tranquilas), como a moto, foram infinitamente mais eficientes que o carro, que raramente fez seu deslocamento em menos de uma hora.

 

Nos primeiros anos, os participantes escolhidos, tanto para a bicicleta como a moto, eram pessoas que não tinham esses modais como principais formas de deslocamento, ainda assim conseguiram ser mais eficientes que o carro no quesito tempo. A partir de 2009, passamos a colocar ciclistas menos experientes por vias tranquilas e mais experientes por vias rápidas, escolha natural da maioria dos ciclistas que trabalham ou já trabalharam realizando entregas (também conhecidos como “Corriers”). O mesmo fizemos com os motoqueiros, quando não trabalham como motoboys, são motociclistas que usam seu veículo diariamente como forma de deslocamento.

 

Essa escolha acabou gerando uma relativa “disputa” entre esses dois modais, mas também serviu para mostrar a viabilidade desse serviço de entrega de documentos, que atualmente em São Paulo é monopolizados pelas motos.

 

Acesse aqui o estudo completo desenvolvido pelo Instituto CicloBr

O meu livro dos Porquês?

 

Por Julio Tannus

Por que na República do Brasil temos reeleição?

 

Por que não prolongar os mandatos de presidente, governadores e prefeitos, ao invés de propiciarmos que os eleitos se utilizem do poder para se perpetuarem nele?

 

Por que os motoqueiros não obedecem à legislação vigente, que proíbe os veículos automotores trafegarem na faixa que divide as pistas do leito carroçável?

 

Por que temos no Brasil uma carga tributária que pesa sobremaneira no bolso da população e não temos um retorno equivalente?

 

Por que não há representação proporcional a população dos Estados da União, no Congresso Nacional Brasileiro?

 

Por que para se ter uma empregada doméstica no Brasil é necessário pagar como se fosse uma empresa?

 

E assim por diante…

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada
Co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Foto-ouvinte: protesto de motoboys para trânsito

 

Motoboys paralisam ponte

 

Motoboys interrompem pontes e avenidas de São Paulo para protestar contra regras impostas pela prefeitura que entram em vigor dia 4 de agosto. A intenção é tornar mais seguro o exercício da função, mas os motoboys entendem que isto vai dificultar o trabalho deles. Na foto enviada pelo ouvinte-internauta André Pimentel as motos interrompem o tráfego na ponte do Morumbi, na zona sul da capital paulista.

Bons exemplos que podem salvar vidas no trânsito

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Os bons exemplos, venham de onde vierem e versem sobre o tema que versarem, deveriam ser sempre seguidos. O DETRAN do Rio Grande do Sul promoveu um evento, nesta semana, que trouxe a Porto Alegre autoridades de diversos países para ouvi-las discorrer acerca de trânsito. Refiro-me ao Congresso Internacional de Trânsito Idéias que Salvam Vidas. A iniciativa foi oportuníssima. Na Austrália, representada por Janet Dore, diretora executiva da Transport Accident Commission, a queda no número de mortos em acidentes caiu 60%, enquanto no Brasil, tivemos aumento de 25% na última década. Foram mais de 40 mil as pessoas vitimadas na trágica batalha travada em rodovias e áreas urbanas. A realização desse Congresso, em Porto Alegre, veio bem a calhar. Afinal, na capital gaúcha, são vistos, costumeiramente, nas nossas ruas e avenidas, motoristas despreparados ou tresloucados, conduzindo de maneira irresponsável os seus veículos, dos de duas rodas em diante.

 

Estou usando por base, neste texto, reportagem de Itamar Melo, publicada pelo jornal Zero Hora. Por falar em veículos de duas rodas, vem daí de São Paulo um dos bons exemplos, cujos resultados – os paulistanos devem saber melhor do que eu – se não são mais significativos, não é por falta de iniciativas das autoridades do setor. Desde 2005, para combater a mortandade de motociclistas, especialmente motoboys, foram oferecidos cursos gratuitos de pilotagem, teóricos e práticos. As empresas – e isso poderia ser feito em Porto Alegre – proporcionam aulas profissionalizantes e incentivos às que implantarem programas de prevenção.

 

Para resumir e não cansar a beleza dos raros leitores destas que costumo chamar de mal digitadas linhas, cito uma frase da campanha que visa a evitar tragédias, nas estradas, cometidas por quem bebe, lembrada pela australiana Janet Dore, diretora executiva da Comissão de Acidentes de Trânsito do Estado de Victoria: “Se bebe e depois dirige, você é um maldito idiota”. Já na Espanha, representada no Congresso, por Maria Segui Gomes, em 2003, o índice de mortes no trânsito era de 21,8 por milhão de habitantes. Em 2009, esse índice, que chegava a ser uma dos mais altos da Europa, havia caído para 5,9, poupando 10 mil vidas.

 

Preciso enviar este texto para o Mílton para que ele o poste no blog nesta quinta-feira. Estou digitando-o na terça-feira. Talvez possa voltar aos pontos altos do importante evento numa próxima quinta.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Foto-ouvinte: motoqueiro movido à álcool

 

Motoqueiro bêbado

 

Na imagem e no texto, a colaboração de Devanir Amâncio, sempre atento aos flagrantes da cidade:

 

“Um motoqueiro completamente embriagado caiu debaixo da própria moto e foi socorrido por um pedestre, na esquina da rua Conselheiro Ramalho com a rua Fortaleza, na Bela Vista, região central da cidade, sábado, 2/6, por volta das 16 horas. Sem ferimentos, levantou dizendo que caiu sozinho e estava ‘sentimentalmente’ estressado. O homem não aceitou ajuda para chegar em casa e a Polícia Militar foi acionada pelo 190 às 16h20. Não se sabe o desfecho dessa história”

Liberem o caminho dos carros, por favor !

Texto publicado no Blog Adote São Paulo, que escrevo no site da revista Época São Paulo

 

Ouvi em reportagem da rádio CBN, na qual a mobilidade urbana era o tema principal, a prefeitura defendendo as restrições ao uso de caminhões na cidade. Como você deve lembrar, recentemente os transportadores de cargas foram proibidos de entrar nas marginais Pinheiro e Tietê no horário do rush, sob a alegação de que o excesso de caminhões trava o fluxo de veículos. Houve reação e para protestar deixaram de abastecer os postos de combustíveis o que gerou enorme transtorno aos motoristas de carro, em especial. Como a prefeitura não recuou, os caminhoneiros tiveram de se adaptar as condições impostas pela cidade e, hoje, é comum vermos uma fila deles estacionados no acostamento das rodovias que chegam à capital, em um comportamento que causa risco à vida das pessoas, tanto que é proibido pelo Código Brasileiro de Trânsito. Parar no acostamento apenas em situação de emergência, o que não parece ser o caso. O sindicato que representa a categoria diz que os profissionais da direção estão, também, mais expostos às quadrilhas que roubam carga e o número de assaltos aos motoristas teria aumentado, ao menos informalmente, já que a maioria preferiria não registrar Boletim de Ocorrência. Com a nova regra, as entregas demoram mais e o número de viagens diminui, o que deixou o frete mais caro, custo que, logicamente, foi parar no preço dos produtos transportados. O que mais me chamou atenção, porém, na reportagem foi uma informação passada pela prefeitura que, questionada pelos impactos no setor de transporte de cargas, se defendeu dizendo que a restrição fez reduzir o número de acidentes envolvendo caminhões. É lógico, se tiro os caminhões do caminho, a probabilidade é que os acidentes diminuam

 

Fiquei pensando como poderíamos abusar desta iniciativa para combater a quantidade de mortes que temos no trânsito da capital paulista. De acordo com a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego morreram 1.365 pessoas em acidentes no ano passado, número 0,6% maior do que em 2010. A maior parte morre em ocorrências com motocicletas, foram 512. Imagine se a prefeitura decidisse proibir a circulação de motos na cidade, provavelmente ao fim do primeiro mês teríamos reduzido a zero o número de motociclistas mortos nestas circunstâncias. Além de garantirmos a integridade dos espelhos laterais dos automóveis. Entusiasmados com os resultados logo determinaríamos que as pessoas ficassem dentro de casa, o que faria despencar drasticamente a quantidade de pedestres mortos no trânsito – foram 617 no ano passado, número 2% menor do que em 2010. Sem pedestres, eliminaríamos as faixas de segurança e os carros poderiam rodar tranquilamente pelas ruas e avenidas sem este incomodo de ter de prestar atenção se algum ingrato vai se arriscar em atravessar a rua. Sem pessoas caminhando, para que investir em ônibus e metrô? São Paulo se transformaria em cidade modelo e exemplo para o mundo no combate a violência do trânsito. E todos os nossos problemas estariam resolvidos nesta área.

 

Perdão se desperdiço parte do seu tempo de leitura com um parágrafo inteiro de ironias, mas é que sempre tenho a esperança de que os gestores de nossas cidades encontrem saídas mais criativas do que simplesmente tentar eliminar ou restringir ônibus fretados, caminhões, motos ou pedestres sempre com o objetivo de deixar o caminho livre para os automóveis.

Alckmin tem de vetar lei que proíbe garupa de moto

 

Motos na Radial

Zé é cuidador da rua, passeia com os cachorros da vizinhança e mora em uma favela próxima de casa. Há 15 anos cumpre a função religiosamente e conseguiu com o dinheiro arrecadado trocar os pés pela bicicleta e esta por uma moto, a primeira caindo aos pedaços e a mais recente novinha em folha. Pouco antes de chegar ao trabalho deixa a mulher Sônia na casa da patroa, onde vai buscá-la no fim do expediente. Uma mão na roda para ambos. Desde que “evoluiu” na vida nunca se envolveu em um acidente de trânsito nem assaltou ninguém que passava por perto – até onde eu saiba. Nem ele nem a mulher. Apesar disso serão tratados como criminosos, em breve, se o Governador Geraldo Alckmin cometer o erro de sancionar a lei que proíbe garupas em motocicletas de segunda à sexta-feira nas cidades paulistas com mais de um milhão de habitantes, entenda-se por Capital, Guarulhos e Campinas (calma, gente: no fim de semana pode).

O projeto foi aprovado pelos deputados estaduais paulistas convencidos pelo autor da ideia, Jooji Hato, que já havia ensaiado a iniciativa na época em que foi vereador paulistano, mas foi vetada pela então prefeita Marta Suplicy, em 2003. De acordo com o deputado do PMDB a medida é para controlar assaltos cometidos por garupas que seriam, segundo ele, responsáveis por 61,5% dos crimes de “saidinha de banco” e mais de 60% dos crimes contra o patrimônio, na capital paulista. Além disso, se evitaria uma quantidade enorme de acidentes de trânsito que, sempre segundo ele, ocorrem pela insegurança em transportar um passageiro na moto.

O Código de Trânsito Brasileiro permite o transporte de duas pessoas em motocicletas, é assim que está determinado, inclusive, na documentação do veículo. A Constituição Federal prevê que cabe à União legislar sobre trânsito, portanto nem Estado nem município têm esta competência. Não bastasse ser inconstitucional, a ideia carece de estudo técnico e se baseia em números que não são confirmados pela Secretaria de Segurança Pública que, por incrível que pareça, diz não ter nenhuma estatística sobre o assunto. Deveria ter para planejar ações de inteligência e evitar que soluções mágicas fossem tiradas do bolso dos paletós de deputados paulistas apenas iludindo parte da sociedade que se sente acuada pela violência. Na dúvida, consulte a opinião do delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima. Resumo em duas palavras o que ele disse da lei: desnecessária e inconstitucional.

Vamos, então, ao outro motivo que levou os deputados paulistas a aprovarem a lei.


Clique aqui e leia o texto completo no Blog Adote São Paulo, na revista Época Sp

Morte em duas rodas

 

Por Milton Ferretti Jung

O jornal gaúcho Zero Hora em sua edição de 30 de outubro do corrente ano destacou, na sua página inicial, duas notícias, uma falando sobre os exames que detectaram câncer no ex-presidente Lula, outra ressaltando as 39 vítimas de outubro, chamada para a matéria que ocupou cinco páginas e na qual reconstituiu todos os acidentes fatais sofridos por motociclistas (não me agrada a palavra motoqueiro) ou caroneiros. No topo da página 29 lia-se “A Guerra em duas rodas” e, abaixo da primeira serie de fotos das 39 vítimas, mais uma manchete forte: “Outubro sangrento”. Dessas, onze se acidentaram durante a madrugada, seis pela manhã, sete à tarde e 15 à noite. Contribuíram para a composição dessa terrível estatística 24 municípios do Rio Grande do Sul.

Lembro-me que relatei, numa dessas quintas-feiras, meu dia de escrever no blog do Mílton, passeio que fiz para uma cidade serrana e os sustos que levei no retorno a Porto Alegre ao ver motos potentes ultrapassarem em altíssima velocidade o Peugeot dirigido pelo meu cunhado. Ao olhar os jovens malucos que as pilotavam fiquei imaginando quantos deles chegariam à minha idade. Quem sabe alguns não apareceram nas fotografias publicadas por Zero Hora. Não é, porém, apenas nas estradas que alucinados motociclistas correm com seus veículos colocando em perigo não somente a própria vida, mas a de motoristas e pedestres. Nossas vias urbanas estão cada vez mais cheias de motoboys e de quem usa motocicleta para os mais diversos fins. E a maioria comete loucuras no trânsito citadino, misturando-se perigosamente a motoristas que também não lhes ficam atrás.

O Código de Trânsito Brasileiro não permite, mas ao mesmo tempo não proíbe que os motociclistas ziguezagueiem entre os veículos maiores ou os ultrapassem pela direita, geralmente em alta velocidade. Por outro lado, as lombadas eletrônicas e os radares não registram em suas câmeras a velocidade das motos. E seus pilotos se aproveitam dessa falha. Por mais rigoroso que ainda venha a ser o CTB muito pouco conseguirá mudar no comportamento dos motociclistas se não se investir para valer em educá-los, na criação de cursos de direção defensiva, em processo de habilitação que exija mais do candidatos a dirigir motos e numa fiscalização mais presente. Enquanto isso não for feito, não apenas os outubros, mas todos os meses do ano serão sangrentos.


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

As motos de São Paulo

 

Por Carlos Magno Gibrail

Cidade das motos

Há 10 anos o guitarrista dos Titãs, Marcelo Fromer morreu atropelado por uma moto. Hoje, isto é repetido a cada três dias, e numa recíproca macabra, diariamente, mais de um cidadão motociclista morre na cidade de São Paulo. A partir daí só a certeza de que as 900mil motos, das quais 200mil de profissionais, crescerão numericamente enquanto diminuirão os espaços. E, por sua vez, a adrenalina acionada levantará as velocidades e as atrocidades de manobras extremas.

A simplista solução restringindo o condutor ou a motocicleta, embora sugerida por alguns, evidentemente não é o caminho sustentável. É preciso ir à causa, já que o efeito é conhecido. E, não é difícil perceber, a falta do transporte coletivo de qualidade e em quantidade é o principal vilão da tragédia urbana paulistana.
Enquanto não chegam os kms de metrô, trens e demais coletivos necessários, é preciso facilitar a vida das motos. Protegê-las e normatizá-las. Não é possível manter também aqui a hegemonia do automóvel.

As faixas exclusivas e o controle de velocidade, acenadas como impraticáveis, precisam ser examinadas e desenvolvidas.

Sabemos que a tecnologia pode tudo quando quer. A faixa exclusiva foi indeferida porque o STF entendeu que a União não pode legislar nacionalmente no trânsito local.

Discriminar as motos trará aumento do problema pela inevitabilidade, pois seu preço acessível tornará cada vez mais atrativa sua utilização, quer para transporte, quer para negócio. Se quisermos voltar a dirigir autos sem o sobressalto atual dos ataques de motoqueiros alucinados e, também, sem o preconceito de motoristas assustados, é bom adiantarmos as soluções.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e, às quartas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Médicos pedem rigor para carteira de motociclista

 

Cidade das motos

Em dez anos, os atendimentos pré-hospitalares a vítimas de acidentes com motos aumentaram 148,6% na cidade de São Paulo, de acordo com números divulgados pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Em 2010 foram 18.081 ocorrências contra 7.271 atendimentos em 2001. O mais preocupante nos dados divulgados neste início de semana é que os acidentes costumam aumentar em mais de 50% no segundo semestre do ano.

Na tentativa de mudar este cenário, o I Fórum Saúde e Trânsito, realizado em junho, sugeriu a formação de direção defensiva e exame de habilitação adequado às condições de trânsito que serão enfrentadas pelos motociclistas, com maios rigor na primeira habilitação. Outra sugestão é criar categorias na habilitação de motociclistas e especificar a velocidade máxima de circulação das motocicletas de acordo com as características de cada via.

A discussão, por enquanto, é teórica pois são poucas as medidas efetivas que tenham sido adotadas no País com o objetivo de acabar com o extermínio de motociclistas que assistimos nas grandes cidades brasileiras. Em São Paulo, capital em que o problema se agrava, conforme os números expressos no trabalho desenvolvido pelo HC, houve alguns ensaios sem nenhum convicção por parte da prefeitura na tentativa de reduzir o número de acidentes e mortes de motociclistas.