Mundo Corporativo: Como construir uma franquia de sucesso

 

O mercado de franchising no Brasil cresce a passos largos e com taxas acima do PIB nacional. Este cenário descrito por Adir Ribeiro, presidente da Praxis Education, durante entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, exige empreendedores ainda mais bem qualificados e cuidados específicos para que o resultado deste negócio atenda as expectativas das duas partes diretamente envolvidas. “A responsabilidade pelo sucesso de uma franquia tem de ser dividida igualmente, entre franqueados e franqueadores”, chama atenção Ribeiro, que lançou o livro “Gestão Estratégica do Franchisng – Como construir redes de franquias de sucesso”, ao lado dos sócios Maurício Galhardo, Leonardo Marchi e Luis Gustavo Imperatore.

 

Nesta entrevista, Adir Ribeiro aponta situações de risco no negócio de franquia e as melhores práticas para se construir redes de franquias.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Da terceirização à profissionalização

 

Por Julio Tannus

 

Outro dia desses, em uma reunião de síndicos, uma síndica, sabedora de que fui engenheiro da Light, me diz: “minha conta de luz passou de repente a valores altíssimos. Entrei em contato com a Eletropaulo. Disseram-me que haviam feito um “gato” na minha instalação elétrica e que para solucionar o problema eu ficaria dois dias sem energia elétrica”. Recomendei a ela entrar em contato direto com a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.

 

E aí eu reflito:

 

O advento da sociedade industrial trouxe consigo formas próprias de gerenciamento das atividades envolvidas nos processos de produção. O estudo dos tempos e movimentos é um exemplo típico de como se procurou adequar de forma eficiente processos de produção cada vez mais exigentes. Identicamente, a sociedade de serviços, constituída a partir da formação dos grandes centros urbanos, desenvolveu mecanismos para regulação e aprimoramento de sua eficiência. Ambas as atividades, de serviços e industrial, foram e são fortemente influenciadas pela resultante econômica de seu funcionamento.

 

No caso da indústria, aqui entendida como setor de produtos manufaturados da atividade econômica, o fenômeno da globalização dos mercados potencializou a competição entre produtos similares, provocando uma verdadeira corrida à busca de redução dos chamados custos de produção. Uma das formas encontradas para lidar com essa nova exigência é a conhecida Terceirização. Contrata-se de terceiros aquilo que era produzido internamente, mas que não é produto ou peça-chave da empresa. O relacionamento estabelecido nesse processo (de terceirização) é controlado pelo padrão de qualidade do produto terceirizado. Constitui-se assim, uma relação inequívoca e objetiva entre cliente-fornecedor, sob os auspícios da concretude de uma peça ou produto industrial.

 

Diversamente, no mercado de serviços, a ausência de algo tão concreto e objetivado como uma peça de um mecanismo remete a relação cliente-fornecedor a uma dimensão muito mais complexa de aferição e julgamento de sua eficiência. A Terceirização nessa área carece de parâmetros objetivos de avaliação para ser efetivada. A relação cliente-fornecedor passa a depender muito mais de aspectos subjetivos de avaliação. Confiança mútua e identidade de propósitos são alguns dos aspectos que determinam a qualidade dessa relação.

 

Assim, um dos caminhos possíveis de se trilhar para a efetivação de uma prestação de serviços competente é exatamente potencializar os aspectos subjetivos que definem a relação cliente-fornecedor. E também prover, do lado da empresa “terceirizada”, um caminho que propicie uma trajetória capaz de estimular a mão de obra envolvida, estimulando-a no seu desenvolvimento e engajando-a na busca constante da qualidade dos serviços prestados.

 

Em outras palavras, é preciso constituir “parcerias profissionais” que dêem conta desses aspectos. Passa-se então da “Terceirização” à “Profissionalização”. E, a nosso ver, a importância dessa passagem é vital, tanto para o que estamos denominando aqui de setor de serviços como para a indústria.

 

Senão vejamos: A NOHALL, fornecedora de terceirização nos oferece um depoimento: “Entre 1980 e 1990 iniciou-se a moderna terceirização na qual as grandes indústrias transferiram parcialmente parte de seu negócio para terceiros, com o objetivo de ganhar mais flexibilidade, velocidade de resposta e agilidade no atendimento… Além de obter: isenção total da tributação Federal, Estadual e Municipal; isenção de ônus trabalhista, férias indenizatórias, rescisões, afastamentos.”

 

Entretanto: Na década de 70, a titulo de exemplo, a Light Serviços de Eletricidade S.A. era a empresa responsável pelo abastecimento de energia elétrica na cidade de São Paulo. A Light, do ponto de vista técnico, era auto-suficiente. Herdeira da competência canadense, cujo proprietário era a empresa Brascan Limited, estava competentemente estruturada para dar conta de todas as atividades necessárias para suprir a cidade de São Paulo de energia elétrica: Planejamento, Projeto, Construção e Operação de Usinas, Linhas de Transmissão, Subestações e Distribuição. Até que o processo de terceirização começou a mudar o perfil da empresa e das responsabilidades do corpo técnico.

 

Hoje a Eletropaulo, herdeira da antiga Light Serviços de Eletricidade, praticamente terceiriza tudo aquilo que era de competência da antiga empresa. E as conseqüências negativas são inúmeras. A principal delas, a meu ver, é a falta de engajamento e de perspectiva profissional do corpo técnico envolvido com as várias atividades ligadas ao suprimento de energia elétrica, uma vez que boa parte é mão de obra de terceiros. E isso certamente tem afetado a qualidade dos serviços oferecidos, os quais, em se tratando de serviços públicos, em minha opinião, jamais deveriam ser terceirizados.

 

Essa armadilha algumas empresas privadas do varejo, por exemplo, não caíram. Os supermercados tendem a verticalização apresentando marcas próprias. Alguns terceirizaram produção e segurança, mas não abriram mão do atendimento final ao consumidor.

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier), engenheiro da Light & Power nos anos 60/70 e colabora com o Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Seja inesquecível para o seu cliente

 

“Excelência em atendimento é tornar-se inesquecível para o seu cliente, superar a concorrência e a expectativa do consumidor”. A definição é do professor-titular da PUC-SP de Graduação e Pós-Gradução de Marketing, Alexandre Luzzi Las Casas, que, nesta entrevista ao Mundo Corporativo, da Rádio CBN, fala das estratégias a serem implantadas no seu negócio para transformar o atendimento em diferencial competitivo. Durante a entrevista, ele responde a uma série de perguntas de ouvintes-internautas interessados em compreender como melhorar o relacionamento com os clientes e reduzir o número de reclamações recebidos pelas empresas prestadoras de serviço. Alexandre Las Casas é o coordenador do livro “Marketing em Atendimento ao Cliente”, lançado pela MBooks.

 

 

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Mundo Corporativo: Empreendedorismo e inovação

 

Temos mais empreendedores no Brasil do que em outros países, por necessidade. O brasileiro tem esta capacidade de criar. No entanto, a deficiência do ensino leva a perdade de oportunidade. As afirmações são de Ronald Degen, um dos principais responsáveis pela difusão do empreendedorismo no Brasil, tendo criado nos anos de 1980 o primeiro curso sobre o assunto, na Fundação Getúlio Vargas. Nesta entrevista ao Mundo Corporativo, da Rádio CBN, Degen fala sobre a importância da inovação em dois eixos principais: o da tecnologia e o da comunicação. “um dos problemas do Brasil é na ter um empreendedorismo por inovação tão forte como deveria”, alerta Degen que atualmente é coordenador dos cursos de pós-MBA da HSM Educação.

 

 

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Mundo Corporativo: Sucessão de empresas familiares, sem crise

 

Planejar a sucessão das empresas familiares e como o funcionário deve se comportar dentro de grupos que tenham estas características foram temas da entrevista com Priscila Mello, sócia fundadadora da De Família, consultoria especializada em governança familiar. No programa Mundo Corporativo, da Rádio CBN, Priscila conta, também, sobre a sua experiência na Samello, empresa da qual a família dela é dona e de onde saiu após um trabalho de governança familiar.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN (www.cbn.com.br) com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e e-mail milton@cbn.com.br. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Tem vida após os 60

 

A maior parte das empresas e executivos brasileiros ainda não planeja sua vida pós-carreira o que poderá gerar uma série de dificuldades profissionais e pessoais quando este momento chegar. Para o consultor Dorival Donadão, sócio-fundador da DN Consult, que atua na área de recursos humanos, a partir dos 30/35 anos é preciso desenvolver uma estratégia de atuação que leve em consideração a aposentadoria produtiva, a qual pode ser exercida dentro da mesma empresa ou com um reposicionamento na carreira. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Donadão conta a história de executivos que voltaram a estudar após os 50 anos para investir em uma carreira musical ou se transformar em chef de cozinha. Há situações, também, em que a própria empresa planeja a carreira deste profissional visando aproveitar a experiência dele no papel de conselheiro, consultor ou coach. Ele alerta, porém, para o preconceito que ainda existe em relação a idade e a ideia da aposentadoria, apesar de estar mais do que evidente que há muita vida após os 60 anos.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, com transmissão exclusiva no site da CBN (www.cbn.com.br) e participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é retransmitido aos sábados, no Jornal da CBN

Mundo Corporativo: Poucas metas, muitos resultados

 

Identificar quais são as prioridades cruciais e determinar no máximo três metas a serem atendidas são medidas que podem reduzir a margem de erro na execução das estratégias do seu negócio. É preciso, também, envolver e comprometer os funcionários com este planejamento, mostrando a eles que se deve atacar poucas coisas que tenham mais impacto – Princípio de Pareto – e os motivando a agir desta maneira tornando transparente os indicadores que podem mostrar se estão ou não atendendo as expectativas da empresa. Estas são algumas das medidas sugeridas pelo consutor e diretor da FranklynCovey Business School, William Moraes, para se encarar o que ele considera ser o maior desafio no mundo corporativo: executar metas e objetivos estratégicos.

 

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, William Moraes, explica que “70% das estratégias falham por causa da pobreza na execução; isso raramente ocorre por falta de visão ou inteligência”.

 

 

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Mundo Corporativo: No teatro das empresas

 

A história de Sofia, a filha do dono que virou funcionária de fast food, tem ajudado empresas a melhorar seu desempenho, em uma peça de teatro. Entrevistado do Mundo Corporativo, da Rádio CBN, Felipe Zacharias fala da experiência que teve ao conversar com empregados do setor de alimentação e como conseguiu reduzir o turnover da empresa. Ele é ator, diretor de produção da peça “Amor de Bandeja” e dono da empreza FZ3, consultoria especializada em recursos humanos.

 

 

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Mundo Corporativo: Neurolinguistica a serviço do profissional

 

Existe uma enorme diferença entre sonhos e metas e é importante termos consciência para direcionarmos melhor o que nos propomos a realizar na vida. O alerta é de Mike Martins, diretor executivo do IDEP – Instituto de Desenvolvimento Pessoal e Profissional, que defende a aplicação da Programação Neurolinguística como forma de se adaptar o comportamento das empresas e seus representantes às peculiaridades do mercado atual. Martins foi entrevistado pelo programa Mundo Corporativo, da Rádio CBN:

 

 

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A coragem de Eike

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Eike Batista, mineiro de nascimento, carioca por opção, rico por determinação. É definitivamente um brasileiro raro. Não por ser milionário, mas por ser e parecer ser.

 

Desde o Império, na figura do Barão de Mauá, a história do Brasil jamais apresentou cidadão equivalente em fortuna e desenvoltura em alardeá-la. De D. Pedro II à presidenta Dilma, a primeira explicação para justificar a inibição dos ricos em parecer como tal foi a predominância do catolicismo em nosso país em detrimento do protestantismo. A ponto da Veja desta semana, que estampa na capa a foto de Eike, apresentasse a origem da palavra latina que pode significar empobrecimento ou enriquecimento. “Lucrum” como “logro” para o Catolicismo e “profecius” como “progresso” para o Protestantismo, do estudo desenvolvido pelo respeitado sociólogo alemão Max Weber.

 

Em 2010, o embate da TV Record com Eike não endossa esta tese. Outra explicação pode estar no medo dos ricos em se tornar alvo de bandidos ou de autoridades fiscais ou policiais. Como sabemos, as investigações que as empresas de Eike absorveram da Polícia Federal, sob a alcunha de “Toque de Midas”, segundo a revista Carta Capital, redundaram nos dias subsequentes numa perda de valor em bolsa de 5,3 bilhões de reais. Montante significativo, até mesmo para quem possui a fortuna pessoal avaliada em 50 bilhões de reais, ou aproximadamente 30 bilhões de dólares.

 

Ainda assim, Eike, depois de ter antecipado a sua liderança no ranking brasileiro das revistas especializadas em economia, arrisca-se novamente. Seu prognóstico agora é que até 2015 deverá ser o homem mais rico do mundo. Pelas notícias de ontem sobre o comunicado à Comissão de Valores Mobiliários da BOVESPA pela OGX, empresa 100% dele, foi encontrado petróleo a 102 km da costa fluminense com profundidade de 155m com estimativa de até 3 bilhões de barris. Uma “benção” não despercebida pela cotação das ações da companhia, que teve alta de 5,3% no dia. Parece que independente da cor, branca, dourada ou negra, está endossando o “Toque de Midas”, transforma tudo em ouro.

 

Eike, 43 anos, é um currículo e tanto para uma extensa e independente biografia. Enquanto a lei não permite, é aconselhável ler a autobiografia recém-lançada. Vale a pena confirmar algumas premissas, tais como recordar que a função de vendas é primordial, assim como fazer o que gosta nem sempre é o possível. Portanto o melhor é atuar no possível. Com prazer.

 

Se Irineu Evangelista de Souza , o Barão de Mauá, não conseguiu segurar o séquito de D.Pedro II, batendo de frente com os escravagistas, Eike Batista, talvez melhor vendedor, ficou amigo do rei e tornou-se o maior doador de Lula. Faz parte.

 

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung