Dia das mães: informações sem técnica

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Manchetes

 

Segunda-feira, poucas horas após o dia das mães, parte da mídia apresentou dados sem a mínima técnica estatística e jornalística.

 

Algumas manchetes:

 

“Shopping tem pior dia das mães em sete anos” ALSHOP
“O crescimento ficará entre 0,5% e 1% nos 800 shoppings e 100 mil lojas” ALSHOP
“O preço médio dos presentes foi de R$ 57 contra R$ 65 de 2014, sem descontar a inflação” FECOMÉRCIO.
“Vendas do Dia das Mães têm primeira queda em 13 anos” Serasa
“Comércio reclama, mas vendas do dia das mães crescem 18% em 2015”. Priscila Peres, Campo Grande News.

 

A ALSHOP precisaria explicar como chegou aos dados que foram divulgados na manhã de segunda-feira antes da abertura das lojas.

 

O preço médio dos presentes apresentado pela FECOMÉRCIO deve ter sido calculado através de metodologia que precisaria estar contida nas matérias.

 

O SERASA não tem dado de venda, mas de consulta, o que não é a mesma coisa. Portanto, a chamada não condiz.

 

O dia das mães, por ser a data mais importante do calendário do varejo no primeiro semestre e a segunda de todo o ano, requer informação mais precisa. É exatamente pela sua proeminência que está mais sujeita a interferências, que necessita de mais profissionalismo por parte das fontes e dos jornalistas. E, neste ponto, ressaltamos mais a função do jornalista, pois cabe a ele se aprofundar nas informações, para evitar maniqueísmos e manipulações. Afinal de contas o jornalismo serve bem quando produz para nortear e não desnortear o leitor, seu consumidor.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: Roberto Colacioppo diz o que os números fazem por você

 

 

Foi ao ler os números e entender as estatísticas que uma seguradora conseguiu melhorar seu desempenho, reduzir custos e qualificar o atendimento aos seus clientes. Com base nos dados obtidos na empresa, identificou-se que o envio de equipe de socorrista seria muito mais produtivo do que um guincho para resolver o problema dos seguradoras. Este é um dos exemplos apresentados pelo estatístico Roberto Colacioppo em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, para mostrar com os gráficos podem ser um aliado do empreendedor. Colacioppo é dono da Anova Consultoria e Treinamento e autor do blog Atirei o Pau no Gráfico, no qual busca desmistificar dados e números que muitas vezes estão à disposição dos gestores mas que não são interpretados da maneira correta. Na entrevista, ele também dá sugestões a quem precisa fazer apresentações com base em estatísticas e gráficos.

 

Você pode participar do Mundo Corporativo às quartas-feiras, a partir das 11 horas da manhã, no site da rádio CBN, e enviar perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorporCCBN). O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN.

Qual é o seu número?

 

Por Carlos Magno Gibrail

Há pessoas que se interessam pela moda, e a seguem. Outras nem tanto. Mas, a grande maioria se importa com o tamanho adequado ao seu corpo e ao seu modo de ser. Modelagem de acordo com a tendência, modelagem em função do estilo independente da moda, modelagem para exibir o corpo, são preferências que ainda exigem parte do ritual da época das costureiras e alfaiates. Provar as roupas.

 

A roupa feita, ou o “pronto para vestir” (prêt-à-porter) não conseguiu manter a etiqueta de tamanho como a indicação necessária e suficiente para representar as dimensões do produto. A fragmentação do setor de confecção, com milhares de produtores e marcas, a competição, e a diversidade de tipos físicos tornaram o padrão de medida tão necessário quanto complexo determiná-lo.

 

Esta semana o SENAI-CETIQT se apresentou na mídia com um projeto de levantar 10000 amostras de pessoas escaneadas em 100 pontos de medida computadorizada e mais 21com fita métrica. Ressaltando que estas medidas estão sendo realizadas por região geográfica.

 

Uma novidade, pois apresentada como ação para finalmente estabelecer um padrão de tamanhos brasileiros, não traduz toda a verdade histórica.

 

O fato é que a ABRAVEST em 1987, presidida por Roberto Chadad, através do CB17 Comitê Brasileiro do Setor Têxtil iniciou os estudos para a determinação de um padrão de medidas.

 

Procuramos então Chadad, que ainda hoje preside a ABRAVEST , e nos informou que já existe o padrão para a moda masculina, estabelecida na resolução ABNT 16060 em vigor a partir de 9/5/2012 com determinação da obrigatoriedade em seis anos, ou seja, 9/5/2018, cuja fiscalização será feita pelo IPEM. Dentro de um ano sairá a regulamentação para o setor feminino, mesmo com o Sindicato patronal de confecção feminina sendo contrário.

 

Roberto Chadad acredita que o estudo do pessoal do CETIQT deverá apenas auxiliar na validação da norma do CB17, embora os critérios sejam bem diferentes e sem o poder de normatizar.

 

O CB17 começou com os levantamentos e estudos dos componentes de toda a cadeia têxtil. Principalmente com estilistas, modelistas, confeccionistas e varejistas. Os dados de cada componente do setor foram trazidos e analisados em 12 reuniões técnicas. A primeira informação é a altura, a seguir ombro, manga, cintura, comprimento entre perna, comprimento lateral e diagrama do esqueleto apresentando graficamente estas medidas, que serão mostradas em todas as etiquetas no varejo. Esta configuração está segmentada para três tipos físicos. Especiais, normais e esportistas.

 

Chadad lembra ainda que a amostra do CB17 é imensamente maior, pois envolve o resultado de grande quantidade de empresas fornecedoras, com total pluralidade de perfis.

 

O padrão de medidas certamente beneficiará a grande maioria do mercado de moda, que desde já adverte: não crie confusão siga o padrão.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Cuidado com os números

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Não bastasse a manipulação das ideias pela fala dos homens, a dubiedade numérica exposta em alguns resultados estatísticos tem exigido atenção de quem não está disposto a ser ludibriado. O IDH, capítulo mais recente da discussão de dados, colocando o Brasil, 6ª economia global, na 85ª posição em um ranking de 186 países, veio contribuir para aquecer este tema. Justamente o IDH, que foi criado com a intenção de dar um posicionamento mais equilibrado entre as nações diante do sistema anterior que utilizava apenas o PIB. Índice que considera apenas o econômico.

 

Ressalvada a questão da coleta de dados desatualizados, que ainda assim não daria tanta diferença no ranking, fica a dúvida se a equação criada para representar o índice de desenvolvimento humano é efetivamente satisfatória. A melhoria do Brasil, para quem tem a oportunidade de conhecê-lo atualmente, é visível a olho nu.

 

A ONU, responsável pelo índice e, em principio, sem objetivos manipulativos, bem que poderia dar o bom exemplo e reanalisar os parâmetros considerados para checar sua eficácia em relação ao objetivo proposto, de ter um número que explicite a situação real de bem estar e qualidade de vida das populações. Um contraponto às entidades privadas e públicas que tem manipulado dados. Dos governos norte e sul americanos à FIFA, temos visto dúvidas em relação aos seus números econômicos e financeiros. No futebol, até mesmo o ranking de seleções é questionado. Sua credibilidade passa longe, por exemplo, da ATP, que demonstra claramente a posição dos tenistas profissionais.

 

Neste cenário é que o livro “Naked Statistcs” do professor Charles Wheedan está sendo lançado, com o propósito de ajudar a desvendar a manipulação das estatísticas. Da resenha da obra de Wheedan, publicada na imprensa, chamamos atenção ao ocorrido no estado americano de Illinois. Um aumento de imposto de 3% para 5% foi minimizado pelo partido do governo, enquanto a oposição gritava contra o acentuado reajuste de 67%, pois os 2% significa na realidade um acréscimo de 67%.

 

A verdade é que números e palavras podem expor dados reais para explicar fatos irreais.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

De dois mil e treze

 

 

Estava com um texto quase pronto, contra o poliiticamente correto, quando dois mil e treze me pegou pelo pescoço e me fez mudar de direção. Me dei conta de que 2013 promete uma estrada amorosa, porque a soma de 2 + 0 + 1 + 3 é 6, e seis é o número que simboliza o amor, que vibra com o planeta Vênus, exala paz, arte, maternidade, compaixão, reação e a essência feminina.

 

Além disso, me chamou a atenção que o número da vibração em que vivemos, o número que representa a matéria, é a do número nove. Assim, entra ano sai ano, o nove estará presente enquanto vibrarmos predominantemente na matéria. Ele rege nosso presente nível de evolução.

 

O nove tem essência masculina, de guerra, de conflito e agressão, ação. O número da matéria vibra com o planeta Marte. Então, 2013 chega com os opostos nas prateleiras do imponderável, oferecendo farta oportunidade de buscarmos um patamar melhor de equilíbrio. Amor e conflito, paz e agressividade estarão aqui como sempre estiveram, mas se mostram, eu vejo assim, como oportunidade de caminharmos mais perto do outro e de chegarmos mais longe do desconforto em que temos vivido.

 

Neste ano que chega daqui a pouco, seis e nove reinam parceiros. Se completam. 69. O símbolo do signo de Câncer, a Grande Mãe. A Mãe do Mundo. A Lua. Um número contém a possibilidade do outro. Yin e Yang. Há respeito, há reconhecimento mútuo da força. Espelham-se. Simbolizam Pai e Mãe.

 

Você já se deu conta de que o nove multiplicado por qualquer número dá um resultado que somado dá nove? Por exemlo: 9 X 4 = 36. 3 + 6 = 9. 436 X 9 = 3924. 3 + 9 + 2 + 4 = 18. 1 + 8 = 9. Ah, e que tal a soma dos algarismos: 1+ 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 = 45. 4 + 5 … Os números encantam. Que os usemos mais responsavelmente no ano que vem, e que a vida não caiba só em cartōes de crédito.

 

No fim do ano passado lexigramei o nome deste ano, então fiz o mesmo com o nome do ano que está chegando. O que será que dois mil e treze tem para dizer com as letras do seu nome? Encontrei diversas palavras, que exponho abaixo, e construí algumas frases, mas antes de finalizar com meus votos de um ano gostoso, quero agradecer ao nosso amigo blogueiro, Mílton Jung, pela confiança e pela acolhida de todos estes anos. Agradeço também aos amigos que me escrevem no blog ou no email e me fazem companhia, e aos “raros e caros” leitores, que dão vida ao que escrevo.

 

Divirta-se, e Feliz Ano Novo!

 

O delito no deleite, e o direito dorme. / Solte o medo. / Semeie o riso. / O metro da elite é mistério. / Modele-se o setor de trem. /Deitei no leito do mistério. / Temor de tiro. / Rezo / Sorte / LER.

 



Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: Aposto com você

 

Bahia 1 x 2 Grêmio
Brasileiro – Salvador (BA)

Sou de um tempo em que os jogadores de futebol levavam nas camisas números de 1 a 11, sendo o goleiro o número 1 e o ponteiro esquerdo, o 11. O 5 era o centro-médio, hoje apelidado de volante de contenção; o 10 era sempre o craque (quanto tínhamos um) e o 9, o centro-avante. As camisas a partir do 12 cabiam aos reservas e estas não eram as mais cobiçadas.

Começo este atrasado post sobre a vitória gremista com memórias do futebol devido ao espanto que me causou a escalação dos dois times que entraram em campo no estádio do Pituaçu, em Salvador. Os números eram os mais estaparfúdios possíveis. De um lado havia 54, 28, 22, 55, 19, 80 e 79; de outro 13, 15, 17 19, 24 e 26. O anúncio feito pelo locutor na televisão me lembrou sorteio da Mega Sena.

Compreendo que esta mania está contaminada pelo marketing que tenta identificar cada camisa com seu craque (nem sempre tão craque assim), um hábito em outros esportes como o basquete e o futebol americano. No próprio Grêmio, lembro da decisão de Andre Lima, ano passado, que colocou dois noves nas costas para se diferenciar de Jonas, o nove de verdade (e de direito). Dizem que isto ajuda a vender camisas. Imagino que se cobrassem mais barato, venderiam mais.  Para gente como eu, que admira o esporte muito mais do que entende dele, torna-se quase impossível saber em que posição cada um estará durante o jogo.

E se as escalações pareciam jogo da Mega Sena, nossos números deram mais sorte, ontem à noite. Como sabemos, a sorte está do lado dos bons, e fomos melhores em quase toda a partida, portanto merecemos os três pontos. É incrível como nosso futebol está se transformando a cada momento com a participação coletiva dos 11 jogadores; descobrimos um camisa 6, ops, uma camisa 15, fazendo com que o time fique mais forte no lado esquerdo com as decidas de Julio César; e temos um camisa 24 que é nota 10, falo de Escudero.

Entusiasmado com o resultado, arrisco uma aposta com você, caro e raro leitor deste blog. Se passarmos pelo São Paulo no domingo, será difícil controlar a Avalanche que nos levará ao topo da tabela de classificação e de volta à Libertadores. Quer apostar?

Aula de jornalismo, por Pasquale Neto

 

A coluna do professor Pasquale Cipro Neto, na Folha, desta quarta-feira, tem alertas importantes para nós jornalistas – e para o consumidor de notícias, também.

Começa lembrando a falta de coerência entre o que se escreve e o que se mostra, a partir de exemplo encontrado em portal da internet, e a imprecisão de informações, com base em reportagens sobre a neve nos Estados Unidos. E conclui com crítica a uma daquelas muitas expressões que teimamos em usar na cobertura diária.

Reproduzo o último trecho do texto escrito por Pasquale:

Já que falamos de praia e de aeroportos, o que nos lembra viagens, convém lembrar outro caso do gênero. Chega o fim de semana prolongado e o litoral paulista fica cheio de gente de fora. No fim do feriadão, o rádio e a TV informam: “Acompanhamos o retorno do paulistano. Ainda faltam subir X veículos…”. Primeiro, não “faltam subir X veículos”; “falta subirem X veículos” (o que falta é X veículos subirem). Depois, quem disse que, se “desceram X veículos, necessariamente vão subir X veículos”? E o povo que fica por lá, que vai para o litoral sul e volta pela Régis etc.?
Por fim, quem disse que todos os carros que descem a serra são de paulistanos? O pessoal de Guarulhos é paulistano? E o de Osasco, o de Santo André, o de Jundiaí?

Pena a coluna dele não estar disponível na internet, mas vale esticar o olho no jornal do vizinho ou da redação para que erros como estes não se repitam em respeito ao público.

Atrás dos números e cuidado com o biquini

 

Por Carlos Magno Gibrail

“Este homem pegou uma nação destruída. Recuperou sua Economia e devolveu o orgulho a seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo o número de desempregados caiu de seis milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o PIB crescer 102% e a renda per capita dobrar. Aumentou o lucro das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de marcos e reduziu a hiperinflação para no máximo 25% ao ano.Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava seguir a carreira artística”.

Este homem foi Adolf Hitler e segundo a Folha de São Paulo, dona do comercial acima (leão de ouro 1988 e relacionado como um dos cem melhores comerciais de todos os tempos por Berneci Kanner) :

“É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”.

Da advertência comercial e publicitária da Folha:
“É preciso tomar muito cuidado com a informação no jornal que você recebe”.

À observação de Albert Einstein:
“Nem tudo que pode ser contado, conta. E nem tudo que conta pode ser contado”.

Acrescentamos que não bastasse isso, mesmo em números e estatísticas apenas, a verdade invariavelmente está atrás de minuciosas e especificas análises.

Delfim Neto tinha o hábito de lembrar o estatístico que morreu afogado num rio de profundidade média de meio metro. No local do acidente a altura era de 3 metros.

No dia 5 de julho, antes do jogo Coritiba e São Paulo pelo Campeonato Brasileiro de futebol, o locutor informava que há 12 anos o Coritiba não conseguia ganhar do São Paulo, tendo marcado 42 gols e ganhado 10 jogos contra 55 gols e 16 jogos do São Paulo. Terminada a partida estes números em nada influenciaram o resultado. Coritiba 2 São Paulo 0.

“Nenhum nadador estará autorizado a usar ou vestir qualquer dispositivo ou maiô que possa aumentar a velocidade, flutuação ou resistência durante uma competição”, anunciou o texto da FINA Federação Internacional da Natação.

Evidentemente que o motivo real não está explícito. O preço mais elevado que inibe o uso competitivo irá bloquear a comercialização para o uso social e recreativo, que é o objetivo de qualquer marca de produto para a prática de esportes.

“Verifica-se que, em 2005, a participação do rendimento do trabalho na renda nacional foi de 39,1%, enquanto em 1980 era de 50%. Noutras palavras, a renda dos proprietários (juros,lucros,aluguéis de imóveis) cresceu mais rapidamente que a variação da renda nacional e, por conseqüência , do próprio rendimento do trabalho”. Márcio Pochman, articulista do Valor Econômico , 2007.

“Desigualdade e pobreza apresentam melhora histórica no Brasil” Pochman, 2009, presidente do Ipea e se baseando apenas na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. E deixando Clóvis Rossi tão inconformado que intitulou seu artigo de ontem como “A fraude na lenda da desigualdade”.

José Aníbal como articulista na Folha de ontem, acusa Franklin Martins de mentir ao informar que o governo Lula gasta “em torno de R$ 1 bilhão ao ano” com propaganda. E afirma que FHC gastou R$ 1,270 milhões entre 1996 e 2002 e Lula R$ 2,173 milhões entre 2003 e 2009.
“Varejo mostra recuperação firme do país, diz Meirelles. Dados do IBGE mostraram que vendas cresceram 0,8% em maio.

‘Brasil vai crescer forte em 2010’, afirmou o presidente do BC”. G1 em 14/07/09.

O crescimento do varejo teve e está tendo uma contribuição importante de “São Pedro”, pois desde 1943, segundo os dados estatísticos, não tivemos a continuidade das chuvas que ora vivenciamos. Nestas condições, o vestuário e afins tem tido um crescimento contingencial. Fato que ficou despercebido pelo Ministro mas não pelo Serasa: “As lojas que mais venderam em junho, desconsiderados fatores sazonais, foram as de tecidos, vestuário, calçados e acessórios (alta de 5,1%), de móveis, eletroeletrônicos e informática (alta de 3,9%) e de veículos, motos e peças (alta de 2,7%)”. Os especialistas da Serasa atribuem o desempenho ao frio seguido da redução de impostos por parte dos governos e à recuperação da oferta de crédito.

No aumento de taxas de desenvolvimento econômico é relativamente comum apresentá-las sem maiores análises. Isto acarreta falsas interpretações. Por exemplo, quando a intensificação da fiscalização gera crescimento na arrecadação, ou quando a diminuição de impostos propicia formalização da economia informal, acarretando o aparecimento de empresas novas.

Dados como os da gripe suína que apresentam apenas70 pessoas mortas numa população de 190 milhões e gera suspensão de aulas e congestinamentos em hospitais deveriam servir ao menos como aprendizado.

Números e estatísticas, melhor entendê-los pois não é recomendável viver sem eles. Para isso, algumas sugestões colhidas por tentativa e erro, observação e enganação.

Discernimento entre números relativos e absolutos. A relatividade é essencial para começarmos o entendimento dos números.

Especificidade e contigenciamento, isto é, considerar as caracteristicas de cada ambiente e também o momento analisado.

A lei de Pareto ajudará em algumas ocasiões para separar o que é realmente mais importante.

Se houver necessidade e vontade de mais precisão o Conceito de Curva Gaussiana , a Dispersão de Pontos Fora da Curva e o Plano Cartesiano poderão ajudar. É só consultar o Google , ou algum amigo confiável na área apresentada.

E não se esquecer do alerta do Delfim: “As estatísticas são como biquínis: mostram quase tudo, mas escondem o essencial”.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, às quartas escreve no Blog do Milton Jung, e sempre está de olho no que os números (ou os biquínis) não mostram.