Empreendedorismo: perguntas e respostas

 

 

Fui criado com a ideia de ser funcionário com carteira assinada, porém as andanças na profissão me mostraram que havia outros caminhos a seguir. O jornalismo me abriu perspectivas diferentes com a realização de palestras, cursos na área de comunicação e até mesmo com o lançamento de livros. Mesmo dentro do curso natural da profissão, percebi que era necessário desenvolver visão empreendedora no negócio, inovando na forma de fazer o jornalismo e no uso dos instrumentos à disposição, liderando equipes de trabalho e atuando com independência e responsabilidade. Características que considero importantes para quem pretende abrir seu próprio negócio.

 

O tema do empreendedorismo, no entanto, foi entrar de forma mais frequente na minha pauta quando, há cinco anos, passei a apresentar o quadro Mundo Corporativo, na CBN, onde entrevistamos empresários, executivos, consultores, analistas e todo tipo de especialista no assunto. Há cerca de dois anos, tenho entrevistado, também, jovens empreendedores para o quadro CBN Young Professional, e, mais recentemente, criamos a faixa “Cuide da Sua Carreira”, no Jornal da CBN.

 

Foi, provavelmente, a partir dessas experiências na rádio, que fui convidado pelo Sebrae para o projeto Papo de Professor, no qual tive de responder a perguntas sobre empreendedorismo. Professores que participam do Sebrae Pronatec inscreveram perguntas no site do programa e três delas eram selecionadas por dia para serem respondidas, em vídeo. Pode parecer lugar comum, mas foi, sim, um tremendo desafio, pois a cada questão obriguei-me a dar lógica a muitas das ideias que venho desenvolvendo sobre o tema.

 

O resultado desse trabalho, que foi publicado semana passada para os integrantes do Sebrae Pronatec, compartilho com vocês a partir de hoje aqui no Blog e nas redes sociais (no Facebook e no Twitter). Originalmente, respondi três perguntas por vídeo, mas para facilitar o acompanhamento, editei os vídeos e cada um tem uma questão respondida e será publicado separadamente. Falei de inúmeros temas relacionados ao empreendedorismo, desde os mais confortáveis como o que trata de comunicação até os mais complexos, para os quais foi exigido um pouco mais de pesquisa e fontes referenciadas.

 

No primeiro vídeo, que publico acima, respondo como saber se estamos diante de uma oportunidade ou apenas uma ilusão empreendedora.

Mundo Corporativo: Fábio Stul, da McKinsey, mostra onde estão as oportunidades de emprego e negócio

 

 

“O passado não significa o futuro, ou seja se os negócios prosperavam mais nas capitais e nas grandes cidades, isso não quer dizer que vai acontecer no futuro. então, dependendo da categoria, a minha sugestão para o seu ouvinte é pensar com muito carinho nas cidades do interior ou próximas das capitais”. A afirmação é de Fábio Stul, sócio diretor da Mckinsey, consultoria que desenvolveu estudo para identificar as “categorias de ouro do consumo brasileiro”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, Stul diz que a ideia de estar no lugar certo na hora certa ou escolher o portfólio de produtos e regiões de forma correta responde por 70% do crescimento das empresas. Por exemplo, o consumo de produtos para o cuidado do cabelo, no interior de São Paulo, vai crescer mais que em toda a Alemanha, nos próximos 10 anos, enquanto o consumo de bebidas não carbonatadas (caso dos sucos), no interior do Brasil, vai crescer 30% mais que toda a França.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Marcel Sacco, da Hershey, fala do mercado de chocolates no Brasil

 

 

“O consumo de chocolate está migrando cada vez mais para o que a gente chama de consumo instantâneo, é um consumo mais individual, onde o consumidor compra para ele, on the go, quer dizer, quando ele está se locomovendo, se deslocando e para ocasiões de consumo que já não são mais de consumo dentro de casa”. A constatação é de Marcel Sacco, diretor geral da Hershey no Brasil, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no quadro Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

O Brasil tem o quarto maior mercado de chocolates do mundo e, apesar de estar há 17 anos por aqui, só recentemente a Hershey passou a atuar por conta própria. A mudança de estratégia e as oportunidades de negócios e carreira que existem neste setor foram temas abordados pelo executivo.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br e a entrevista é reproduzida aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Eduardo Sampaio,da Monterrey, fala do mercado de paletas

 

 

No Brasil, existem mais ou menos 500 marcas de paletas – os picolés mexicanos – das quais 379 estruturadas para atuar com franquias em um mercado que surgiu há cerca de três anos. Na tentativa de se diferenciar e manter-se neste setor, a Monterrey entendeu a necessidade de profissionalizar a gestão do negócio e ampliar sua rede de franqueados. Para Eduardo Sampaio, diretor de marketing e vendas da fabricante, que começou a operar em 2013, na Bahia, “muitos fazem paletas mas poucos são aqueles que efetivamente conseguem produzir com um bom valor agregado”

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, Sampaio fala da estratégia de negócios para atuar no ramo de alimentação, das oportunidades para quem pretende abrir franquias e das demandas que existem neste mercado.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. O Mundo Corporativo tem a colaboração de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Jorge Coelho criou a franquia de asfalto para pequenos e médios empresários

 

 

Com uma “usina” 20 vezes menor do que as convencionais, o empresário Jorge Coelho, da Único Asfalto, conseguiu desenvolver na sua empresa um modelo de franquia no setor de fabricação de massa asfáltica. Esse é um mercado amplamente dominado por grandes empreiteiras, mas com a inovação implantada nos equipamentos e o tipo de produto aplicado foi possível gerar oportunidades também para pequenos e médios empresários.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no quadro Mundo Corporativo, da rádio CBN, Coelho conta detalhes do negócio que criou e explica o que é necessário para ser um empreendedor neste setor: “tem de gostar de colocar a mão na massa, tem de ser comercial, tem de ser articulado, tem que ser empreendedor, tem de pensar grande; nosso franqueado tem de sair a campo, tem de trabalhar, tem de oferecer e convencer, e se houver disponibilidade, ele vai ficar na mesa do cliente e na mesa do fornecedor. Eu não tenho mesa e não quero que o meu franqueado tenha mesa”.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram neste quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

#MundoCorpCBN: Carlos Miranda da Flores Online e as estratégias para o comércio eletrônico

 

 

A mobilidade e a velocidade estão transformando a experiência do consumidor no ato da compra, portanto o comércio eletrônico tem de levar em consideração estas duas coisas e se adaptar a este novo cenário. A recomendação é de Carlos Miranda, CEO da Flores Online e da BR Opportunities, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN. Ele calcula que de 32 a 35% das pesquisas de compras atualmente são feitas através dos celulares e sugere que se construa estratégias para atuar neste ambiente. No programa, você vai conhecer a trajetória da Flores Online, empresa pioneira na venda de flores e presentes pela internet, e saber como tornar seu negócio atrativo para fundos de investimentos como a BR Opportunities.

 

Você pode assistir, ao vivo, ao Mundo Corporativo, quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site http://www.cbn.com.br, e enviar perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br e para os Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). Participam do programa Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Foschi.

Mundo Corporativo: Ruy Goerck, da BASF, fala das transformações da indústria química

 

 

A indústria química, atualmente, é muito mais vista como parte da solução para este nosso mundo do que parte do problema. Esta é a ideia central defendida por Ruy Goerck, vice-presidente de químicos e produtos de performance da BASF, que participou das transformações promovidas pelo setor nos últimos 30 anos. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Goerck fala, entre outros assuntos, do programa Juntos Pela Sustentabilidade, criado em 2011, que reúne oito das das maiores empresas de produtos químicos do mundo e promove a sustentabilidade na cadeia de abastecimento. Na entrevista, o executivo mostra as oportunidades de trabalho que surgem neste mercado.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo site http://www.cbn.com.br. Os ouvintes podem participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo Paulo Rodolfo, Cláudio Mesquita e Ernesto Foschi.

Avalanche Tricolor: não perdemos nada, ou quase

 

São Paulo 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Morumbi (SP)

 

 

Há certas amizades que conservamos para a vida e quando estes amigos querem estar ao nosso lado jamais devemos rejeitar o convite. Foi o que aconteceu neste fim de semana no qual um casal de amigos nos proporcionou momentos bastante agradáveis distante da capital paulista, o que nos impediu de estar no Morumbi, na noite de sábado. Eles não tinham obrigação de olhar a tabela do Campeonato Brasileiro nem nós de usá-la como desculpa e desperdiçar o convite que nos fizeram. Existem chances que não podemos perder de jeito nenhum na vida. E nós não a perdemos por completo. Até porque tive a oportunidade de assistir ao jogo pela televisão e acompanhado por bons copos de vinho, fator que deve ter amenizado o impacto do resultado final.

 

Tivemos a chance, e agora me refiro ao Grêmio, não mais ao prazer da companhia dos amigos, de terminar a sétima rodada do Campeonato Brasileiro como líder absoluto. No mínimo, como gostam de escrever alguns colegas do jornalismo esportivo, nós tivemos a oportunidade de dormir na liderança, expressão com a qual não concordo, pois quem dorme no ponto acaba sendo surpreendido, portanto o melhor é estar sempre à frente e atento, especialmente em competição tão equilibrada. Logo no começo, sabendo da parada que teremos na nona rodada, devido aos jogos da Copa do Mundo, cheguei a expressar aos mais próximos que o ideal era terminar esta etapa como líder ou, sem muita pretensão, no grupo dos quatro melhores. Isto certamente daria tranquilidade para Enderson Moreira encaixar melhor as peças no time, testar alternativas táticas e retomar o bom desempenho do início do ano quando arrasamos na primeira fase da Libertadores e passamos fácil até as finais do Campeonato Gaúcho. Houve uma queda de produção evidente e alguns jogadores que estavam se sobressaindo naqueles momentos quase desapareceram, incluo na lista nossa maior esperança de talento, Luan, que, parece, voltou a jogar bem ao vestir a camisa da seleção brasileira. Que seu bom futebol esteja na bagagem quando retornar ao Grêmio.

 

Ainda não jogamos fora a oportunidade de chegar à parada do Mundial em boa posição na tabela, independentemente da derrota de sábado e dos resultados paralelos deste domingo. Com seis pontos nas duas próximas partidas, quarta-feira à noite, contra o Sport, em Recife, e no domingo seguinte, contra o Palmeiras, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, ficaríamos em lugar privilegiado, com certeza. E o tempo necessário para ajeitar o time, voltar a atacar mais, chutar mais e marcar (gols) mais seria mais bem aproveitado. Ou seja, se não levarmos em consideração a atuação de alguns dos nossos na noite de sábado, o placar não chega a ser uma desgraça, pois muita gente grande vai deixar pontos no Morumbi e o próprio São Paulo desperdiçará os seus pelo caminho.

 

Não perdemos nada neste sábado; nem o Grêmio por tudo que ainda vem pela frente; nem eu que tive o resultado consolado por excelentes amigos e bom vinho. Agora, como escrevi no primeiro parágrafo desta Avalanche: existem chances que não podemos perder de jeito nenhum na vida. Não é mesmo, Barcos!?

 

(Atualizado na segunda, 6h45)

 

PS1: e após a rodada completa vê-se que o estrago foi pequeno mesmo e lá estamos nós no G4.

 

PS2: hoje, gravo Bola da Vez, na ESPN, com nosso atacante Barcos. O que você acha que eu vou perguntar para ele?

 

A foto desta Avalanche é do site Gremio.net

De incerteza

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Olá,

 

peço licença para compartilhar um texto que escrevi em agosto do ano passado, aqui para o blog do Mílton Jung. Como as ideias insistem em me boicotar, fui espiar para saber por onde se embrenhava minha reflexão, há um ano. Sabe como é, olhar no espelho do tempo faz bem. A percepção também é íntima dele.

 

Nós, filhos dos homens, nascemos e renascemos infinitas vezes numa vida só. Sempre sós. Todos nós. Ressuscitamos como nos fez ver o filho Dele, e a cada ressuscitar temos oportunidade de ver o novo a piscar. Tudo sempre novo. É paralisar, ou experimentar e enfrentar. Nos esforçamos no entanto para acreditar que tudo continua como era, pelo medo de soltar o velho, de deixar ir a dor e o prazer conhecidos, mas nada continua. Nada permanece. Vida é pura, e simplesmente, impermanência. Repetimos o que ouvimos, dizendo que vida é movimento, do mesmo modo que rezamos o Pai Nosso e a Ave Maria, como dizemos eu amo você, como dizemos quase tudo o que dizemos. Sem sentir. Sem verdade. O som corneteia pela boca, acostumado e apressado que é, e amordaça a alma. Usamos frases já feitas para não corrermos o risco de aceitar que nada é como antes, não é, Mílton Nascimento?

 

Rugas redesenham nossos corpos, a pele cansada de se agarrar em nós se afasta e a gente renasce. Sempre. Tem quem coleciona dores, tem os que preferem amores, os que miam e os que criam, os que param enquanto outros se preparam e os que se queixam, com medo de continuar, com medo de se olhar de perto. Param no ponto.

 

Passa uma, passa outra oportunidade, e nos esquivamos delas com medo de embarcar em mais uma viagem divina, aqui na Terra. Mas está ali, ao alcance da mão, sempre. Se a gente consegue se distanciar um pouquinho que seja do próprio ego, percebe que a certeza é só fumaça aprisionada por ele, fumaça que asfixia a incerteza, parteira do renascer.

 

É isso.

 

Entendi que fui até ali só para lembrar que certeza é fumaça aprisionada pelo ego.
Até a próxima inspiração, ou não…

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Os números e as oportunidades, faça bom proveito

 

Por Abigail Costa

 

Nos últimos dias, por conta de alguns estudos, tenho me debruçado sobre números. O objetivo a ser atingido? Traçar expectativas para os próximos  anos no cenário econômico mundial. Pelo que diz meu professor e doutor no assunto Tharcisio  Bierrenbach nosso Brasil terá céu de brigadeiro … tudo azul … visão panorâmica de 180 graus. Sem falar nos outros com o vento soprando a favor como Rússia, China e Índia. Mas, aqui, não vou cruzar o oceano.  Vou ficar no nosso “mundinho”. Só ele dá pano pra manga! São números expressivos, que, sério, se dissessem isto lá atrás eu duvidaria. Agora, não tem como não acreditar. Estamos vivendo este momento.

 

Pesquisa de consultorias nacionais e internacionais apontam que até 2020 os brasileiros vão gastar R$ 1,3 trilhão  (sempre que escrevo um número assim fico imaginando a quantidade de zeros ou qualquer coisa que me desse a dimensão exata,  assim de forma enfileirada). Este cenário vai elevar o país para a condição de quinto maior do mundo. Imagine nós consumindo mais macarrão do que os italianos? Deixaremos os alemães de copos vazios, pois o consumo de cerveja por aqui será três vezes maior do que lá. Vamos comer, beber mais e melhor. E, também, vamos nos irritar muito mais no trânsito. Seremos o terceiro maior mercado de carros do mundo (quantos deles estarão assim de forma enfileirada, como os zeros do trilhão, no meu caminho, é melhor nem pensar). Outro setor que tem motivos para escancarar um sorriso é o mercado de cosméticos. O valor das vendas dos produtos para os cabelos só na cidade de São Paulo vai crescer o dobro do que na França. E os números seguem soprando a nosso favor de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Principalmente no Nordeste.

 

Então, é sentar e esperar pelo próximos anos? Não, não é bem assim. Quem quiser fazer parte dessa turma, vai precisar arregaçar as mangas, ter criatividade e ser diferente para se destacar no mercado. Ouvi semana passada frase da diretora de Recursos Humanos de multinacional do setor químico que me chamou a atenção: “a empresa não escolhe mais seus funcionários, hoje eles escolhem a empresa”. Mesmo assim, me contou ela, na companhia em que trabalha, há meses, 350 vagas estão a espera de candidatos. Falta é mão de obra especializada.

 

Como os números acima falam de previsão para daqui cinco, oito, dez anos, sinal de que ainda dá tempo de fazer parte desse time.

 

Aproveite a oportunidade!

 

Abigail Costa é jornalista e escreve no Blog do Mílton Jung aos domingos.