Muro com pichação política e fretado com restrição

 

Uma quarta-feira de tirar o fôlego na Câmara Municipal de São Paulo que se encerrou apenas às dez da noite com a aprovação do projeto de lei que mantém restrições a circulação de ônibus fretados na capital. Durante o dia, porém, temas polêmicos também geraram debate em plenário e nas galerias. Um deles abre exceção à Lei Cidade Limpa para a propaganda eleitoral nos muros da cidade; e outro aumenta o teto salarial do funcionalismo.

Houve, também troca de acusações entre os vereadores Ítalo Cardoso do PT e Floriano Pesaro do PSDB. O plenário estava lotado de manifestantes da Guarda Civil Metropolitana, que pedem gratificação equivalente a paga pela Prefeitura aos policiais militares. A discussão começou quando tucanos e petistas passaram a debater que o governo atendeu mais reivindicações da categoria. Durante o bate-boca, a bancada do PT, que tinha aceitado votar a favor da lei que trata do teto salarial na Prefeitura de São Paulo, ameaçou deixar o plenário. A sessão foi suspensa duas vezes. Ao final, Ítalo Cardoso e Floriano Pesaro pediram desculpas um ao outro. Ninguém se desculpou para o pessoal da GCM.

A repórter Cristina Coghi esteve na Câmara Municipal de São Paulo:

Ouça reportagem sobre projeto que autoriza pichação política em muros da cidade

Ouça a reportagem sobre projeto de lei que restringe os fretados em São Paulo

Informe-se sobre a posição do seu vereador a propósito destes projetos e publique esta informação em blogs, envie para milton@cbn.com.br, ou apenas conte para o amigo mais próximo. O importante é fiscalizar a ação do parlamentar. Conheça a campanha Adote um Vereador.

Canto da Cátia: Parem com esta poluição

Placa de sinalização pichada

Um protesto contra a poluição na cidade feito a base de vandalismo foi registrado pela repórter Cátia Toffoletto, no Viaduto Washington Luiz. Uma das placas que indicam o nome do local foi apagada com tinta escura e sobre ela está escrito: “Paren con a poluição” (sic). “Não devem estar falando da poluição visual”, comentou Cátia durante o CBN SP. A troca da placa é responsabilidade da CET, o dinheiro para tal sai do nosso bolso.

Canto da Cátia: A ex-pichação da fonte

Alertada pela Cátia Toffoletto, a Secretaria Municipal de Cultural providenciou a retirada da pichação na Fonte Monumental, da Praça Júlio de Mesquita, no centro de São Paulo. E promete, em breve, limpar as marcas de giz de cera. Além disso, está sendo estudado pelo Departamento do Patrimônio Histórico o restauro da peça que deve ter seus antigos ornamentos de bronze substituídos por outros fabricados a partir de materiais como a resina. Infelizmente, algumas marcas feitas por vândalos não foram removidas.

Veja como estava a fonte (foto: Cátia Toffoletto)

Fonte pichada

Veja como está a fonte (foto: Douglas Nascimento/São Paulo Restaurada)

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Veja como era a fonte (foto: Ivson Miranda/1983)

Fonte Monumental1983

Em tempo: Por descuido deste que lhe escreve, publiquei a segundo foto com o crédito errado não fazendo justiça a quem registrou a recuperação da fonte, o Blog São Paulo Restaurada.

Canto da Cátia: Fonte pichada

Fonte pichada

A Fonte Monumental, na Praça Julio Mesquita, centro de São Paulo, foi pichada durante a madrugada segundo constatou a repórter Cátia Toffoletto hoje cedo. A obra é de autoria da artista Nicolina Vaz de Assis, uma das primeiras escultoras brasileiras, que costumava trabalhar com imagens femininas.

Agora o outro lado:

Nota enviada pelo Secretário das Subprefeituras Andre Matarazzo:

Em relação à pichação na fonte da praça Julio Mesquita, dentro do possível temos feito a manutenção do local. Porém, é lamentável que um monumento como aquele tenha sido vandalizado. A manutenção destas obras na cidade é realizada pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), que já foi informado do ocorrido para que possa viabilizar a limpeza da peça. É importante lembrar que a fonte está listada entre as obras do projeto “Adote uma obra artística”, da Secretaria de Cultura, no qual uma empresa ou pessoa física cuidam, junto com o poder público, de sua manutenção. Paralelamente, a Subprefeitura Sé está estudando alternativas à utilização das vascas da fonte (locais onde a água fica armazenada) para evitar que sejam usadas, como têm sido, como banheiros, esconderijo, depósito de lixo etc.