Avalanche Tricolores: a esperança tem limites

Grêmio 2×2 Palmeiras

Brasileiro – Alfredo Jaconi, Caxias do Sul/RS

Sinceridade? A expectativa era zero. A esperança, essa, sim, sempre bate forte no ritmo de nosso coração e não me falta. Esperança que se fortaleceu no serelepe Gustavo Nunes, que serviu Pavón para abrir o placar em pouco mais de dois minutos de partida. 

Esperança era o que movia nossos defensores, a cada ataque adversário. De que o drible saísse errado, de que o passe fosse desviado, de que nos anteciparíamos a cada jogada e, se nada disso funcionasse, que Deus nos salvasse. 

Rodrigo Ely e Kannemann juntos levaram nossa esperança ao extremo, enquanto estiveram lado a lado no gramado. Marchesin também se encheu deste sentimento nas bolas que desviou com o olhar, e nas que, com agilidade, impediu de entrar. 

Quando parecíamos perder força, a esperança voltou a jogar. Nos proporcionou um pênalti que, até hoje, só aceito comemorar após ver o gol no placar. Com a bola de um lado e o goleiro de outro, Cristaldo me fez sonhar. 

Mas houve quem quisesse esgarçar nossa esperança. E acreditar em alguém que sequer acredita em si mesmo. 

Diante das escolhas de nosso treinador, só esperançar não é suficiente. Às vezes, por mais que a torcida acredite, que os cânticos ecoem pelo estádio, a realidade se impõe. Há limites para a esperança, e eles são traçados pelo esforço, pela preparação e pela competência. Pune quem detém a prepotência de desafiá-la.

Não se pode esperar vitória eterna se não houver dedicação e melhoria constante. A esperança pode nos levar longe, mas não pode nos carregar sozinha até o final.

Conte Sua História de São Paulo: “na terra da garoa namorei, escrevi, descansei …”

Por Wilson Jesus Thomaz Dutra
Ouvinte da CBN

Photo by Caio on Pexels.com

Na minha infância querida:

Na terra da garoa vi e colhi 

chá, café, goiabas, ameixas… Delicias!

Brinquei de pega-pega, esconde-esconde, 

taco, futebol, carrinho de rolimã … Alegrias!

Estudei o primário, ginásio,

científico, faculdade… Maravilhas!

Na minha juventude querida:

Na terra da garoa trabalhei 

Na indústria, comércio, banco… Labutas!

Namorei garotas brancas, 

negras, orientais… Beldades!

Na minha velhice querida:

Na terra da garoa namorei, escrevi, 

descansei e espero morrer… Infinito!

Isto meus irmãos paulistanos 

é a minha São Paulo querida! 

Terra que proporcionou tudo isso 

a mim e a muitos outros! 

Hoje, vejo-a arruinada! 

Com uma infância sem alegria, 

parte da juventude se drogando, 

e da velhice sem sonhos e lugares para descanso e morrer

Portanto, peço a todos, que façamos uma corrente de orações,

para que os nossos governantes cuidem melhor de nossa cidade querida! 

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Wilson Jesus Thomaz Dutra é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode ser personagem da nossa cidade. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo: teu povo deseja andar

Marcia Lourenço

Ouvinte da CBN

Photo by Toni Ferreira on Pexels.com

Minha querida São Paulo,

Tens o porte de nação.

De grandeza, imponente!!

És o Gigante em ação.

O cintilar de tuas luzes,

Fazendo adorno ao luar,

Quando anoitece parece

Um mar imenso a brilhar.

Na tua história, firmeza,

De um povo que se supera.

O passado te fez forte.

Hoje, avança e prospera.

O descanso não conheces,

De uma jornada constante.

O trabalho te espera,

Vai sempre… segue adiante.

Tens recebido a muitos

Que respeitam esse chão,

Fazem parte integrante

Desse grande coração.

Alicerçado em justiça,

Teu povo deseja andar.

Com fé em Deus e trabalho,

Assim, essa Terra honrar.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Márcia Lourenço é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. Seja você também uma personagem da nossa cidade. Escreva seu texto agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos visite o meu blog miltonjung.com.br ou ouça o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo 470: os sons da cidade

Fernando Dezena

Ouvinte da CBN

Foto de DANIEL QUEIROZ

queria ouvir os sons da cidade
mas a cidade não fala
a cidade não grita
a cidade fica silenciosa
pelo meu caminho

deito à noite – quarto de hotel
e não ouço a cidade
o que me vem é lembrança
de um som que se apagou
mas não era o som da cidade

na rua andando
ouço ônibus em disparada
ouço buzina atormentada
ouço gritos do louco perdido pela rua

                                                                      (eu?)


mas é o som do ônibus
o som do carro
o som do louco agora na calçada
não ouço a rua

e esse desejo de ouvir tijolos sobrepostos me consome
e esse desejo de ouvir os paralelepípedos enterrados me alucina
piso sobre eles como querendo ouvi-los gritar
eles não gritam
eles se calam
e transformam em angústia as respostas que não tive

mesmo no cemitério da cidade

(introspecto – quarta parada – última na brincadeira do taxista)

ouço vozes
uma sorrindo, outra cantando, outras pedindo clemência a Deus
mas dos muros do cemitério nada se ouve

as lápides, as esculturas

pedra, bronze, marfim
nada dizem
quietas observam a eternidade

talvez nas construções restauradas
na demão de tinta
no parque preservado
ouça algum barulho que não da vida
(de agora)
mas da vida silenciosa que construiu a metrópole
talvez
auscultando
as paredes
com outro timbre
possa ouvir ruídos de histórias
talvez
talvez um menino que correu pela praça
talvez a prostituta em gozo pela noite
talvez o professor
talvez o poeta que nada quis além do menino da mulher e do aluno
talvez um poeta possa ouvir
mas não o que canta a cidade
aquele que tente ouvi-la

surdamente questiona

ouvi-la para quê?

qual o sentido de ouvir a cidade
qual o sentido de petrificado ante ao Theatro municipal gritar
– o que me tens a dizer!

não te procurei
não te procurei
não te procurei
três vezes te nego
e sei que jamais serei absolvido em teu silêncio

o meu pai aqui pisou
minha mãe andou por tuas ruas
andou em teus bondes
ouviu as pessoas
contou tantas histórias
sei de coisas que podem me levar ao engano
de dizer
– ouvi a cidade

mas meu pai morreu com o pulmão cheio de nicotina

não das fumaças de tuas ruas

minha mãe morreu de tanto amor que tinha

traiçoeiramente

não em tua traição

meu irmão Toninho morreu no alto da Paulista

meu irmão Tarcísio viveu no alto da Paulista

meu sobrinho canta pelos teus bares

meus sobrinhos andam por tuas ruas

meu irmão tem casa nesta cidade

pensei que poderia ouvir-te dizer

ao menos

bom dia.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Fernando Dezena é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Juliano Fonseca. Esse texto foi adaptado para você ouvir aqui no rádio. A poesia completa você lê no meu blog miltonjung.com.br. Seja você também um personagem dos 470 anos da nossa cidade: escreva agora para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos acompanhe o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Conte Sua História de São Paulo: suas margens refletem a inteligência e a hipocrisia humana

Francisco Costa

Ouvinte da CBN

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Em uma manhã de primavera onde a névoa ainda úmida e fria, sobre ti marginal, passeio nesse tapete negro que me leva e me  traz.

Sobre a sua margem direita, observo a inteligência dos homens refletida na arquitetura moderna, nos prédios que nascem rompendo o horizonte

Sobre a sua margem esquerda, em um resquício de natureza, a vida tenta superar ela mesma e reflete a hipocrisia humana, sobre um rio que agoniza e pede socorro.

Oh rio! Quem dera que os homens modernos pudessem olhar para ti com o olhar do criador, aquele que majestosamamente te criou.

Francisco Costa é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. Conte você também a sua história. Escreva seu texto e envie para o email contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo: te amava no meu Dodginho Polara

Anita Costa Prado

Ouvinte da CBN

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Te amava subindo e descendo as ladeiras da Casa Verde Alta, para pegar o busão, indo ou voltando do Colégio Centenário, na Casa Verde Baixa. Lembro colegas de classe debatendo o motivo de um bairro se dividir em dois, questionando: haverá também a Casa Verde Média?

Te amava no comércio variado do centro da Lapa, onde passeava no intervalo das aulas da Faculdade de Educação Campos Salles, perto também do Mercado Municipal que tinha de tudo um pouco. Até seriguela e coco.

Te amava ao chegar com meu velho Dodginho Polara, na Avenida Rio Branco e em determinado ponto virar à direita para seguir rumo ao Teatro Escola Macunaíma, onde um aluno achava que um carro como aquele merecia ser personagem de peça mambembe.

Eu te amei em várias fases da minha vida e continuo te amando São Paulo, pois aqui a Casa Verde não desbota, o sonho breca mas não capota e sua grandeza nos impulsiona a seguir não apenas em frente mas para cima. Sempre.

Anita Costa Prado é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Escreva você também o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Conte Sua História de São Paulo: vou chamar-te amazónia de betão 

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Por Álamo Oliveira

Ouvinte CBN

Vou chamar-te amazónia de betão 

sem qualquer pudor lírico sobre teu santo nome. 

não te invoco em vão, pois te acho linda 

mega-cidade,  madura de caju e abacaxi 

perfumada a café e jacarandá. 

vou chamar-te amazónia de betão 

como se o não fosses de verdade e o poeta viesse 

para te cantar selvagem ao anoitecer da vida 

com seus versinhos na malinha de mão 

como quem acaba de se despir à sombra 

do teu casaco de pelúcia   senhora da aparecida! 

vou chamar-te amazónia de betão e pronto. 

não quero perder a ternura como qualquer virgem 

desprevenida e só    ou ficar sem jeito 

desembarcada de uma chalana 

que nunca te acostou porque nunca partiu. 

vou chamar-te…    afinal sorvedouro impune 

dos nomes feios que conheço: prostituta gigante 

violada e sempre requentada    meu amor eterno 

criminosa inocente de todas as mortes e fomes. 

na cama   e que eu te quero    macho ou fêmea de água

 cavalo    égua em galope até tapioga. 

me pega o olhar e me leva aos teus seios 

onde beba a caipirinha do destino 

pelo copo amargo da tua beleza    senhora desaparecida! 

ai    mulher grafitada dos pés à cabeça 

como índio condenado a morrer de poluição progressiva    

como terminar esta xácara sem bem nem mal 

para são paulo – apóstolo ferido em carne-viva? 

não sou bandeirante que te cubra as feridas 

com a bandeira da inocência. 

mas    se gritar    ainda me ipirango de amor.

Álamo Oliveira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo: “metrópole de tanta gente, de perfil tão diferente”

Pedro Galuchi 

Ouvinte da CBN

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I LOVE ST PAUL 

Infinitas suas mazelas, 

Os cortiços, as favelas

Cercando as butiques

Onde madames chiques

Torram o cartão nos pets

Cheias de falsa nobreza

Desviam-se da pobreza

Dos mendigos, dos pivetes

Academias, ginástica

Clinicas de plástica

Espalhadas nas esquinas

Dividem ponto com meninas

Zé, Mané, Dita e João

Sardinhas na condução

Chegar atrasado outra vez

Congestionada a Vinte e Três 

Dependurados de Itaquera, 

Taboão, Jaguaré, Butantã

Campo Limpo, Jaçanã 

Que não tem mais trem

De qualquer jeito eles vêm

Zelar pelo Ibirapuera,

Moema, Paraíso, Vila Mariana

Dia a dia, toda a semana

Joga mais tijolo, Ceará

Grita o de Belém do Pará

Cabeças traçando planos

Rubro-negros, Corinthianos

Vim da Bahia, mas sou Vitória

Lacrimeja e continua a história

Já faz tantos Janeiros

Viagem demora dias inteiros

Em cem parcelas vou pagar

Deste ano não vai passar

Tô com saudade dos meninos

Ele e tantos Severinos

Nas portarias da Paulista

Invejam a Ferrari da revista

Pontos zero travados na pista

No céu, a toda velocidade

Hélices sobrevoam a cidade

Estacionam no alto do prédio 

Distraindo olhares de tédio

Angústia, pressa… que remédio!

Pra passar a fadiga

Seguir rumo ao Bixiga

Assistir a um teatro

Barzinho até as quatro

Chope e uma de mozarela

Depois exercício Matinal

Sanduba de Mortadela

No Mercado Municipal

Metrópole de tanta gente

De perfil tão diferente

Sem ser melhor ou pior

Vestindo brechó ou Dior

Cheiro de suor, perfume francês

Sotaque alemão, português

Falando a língua errado

Afro, branquelo, 

Amarelo olho puxado  

Todos…

como a galera ensandecida 

pelo orgasmo de um gol

Gritarão no último minuto de vida: 

I Love Saint Paul!

Pedro Galuchi é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo: quem não ama a Paulista de domingo?

Photo by Jean depocas on Pexels.com

O Conte Sua História de São Paulo traz neste mês de agosto, poesias escritas pelos ouvintes da CBN. Começamos a série com Maria Carolina Prado:

Paulistan@

Quem nunca viu um buraco na calçada

na rua

no caminho?

Quem não comeu milho de panela no ponto,

pastel na Benedito,

pastel no mercadão?

Quem não correu no Ibira,

na marginal Pinheiros,

ou com os bicicleteiros?

Quem não ama a Paulista de domingo,

as ciclovias,

o minhocão?

Quem não gosta de pôr do sol na laje,

boteco de esquina,

padoca, café e pão?

Quem não esperou no trânsito,

esperou o trem,

esperou o busão?

Quem não pegou uma fila,

brigou na fila,

furou de antemão?

Quem nunca reclamou da violência,

do asfalto,

da poluição?

Quem não ama e desama,

foge do caos,

sente falta dessa imensidão?

Quem não quer mais céu,

mais gentileza,

mais amor e natureza?

Quem vem pra cá é aventureiro ou empreendedor,

mágico ou palhaço,

honesto ou mentiroso,

corajoso, feminista,

hater, ou elitista

farofeiro,

pacifista,

motoqueiro ou

sonhador

Quem é de Sampa

sabe o que quer,

onde comprar

e onde vender

Quem vem daqui

tem pressa, tem fome

tem sede,

tem garra,

tem malícia e gratidão

Quem é de Sampa já viu de tudo

e mora aqui

só pela emoção.

Maria Carolina Prado é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo: meu Brás, oh, meu Brás!

No Conte Sua História de São Paulo, você acompanha a série de textos escritos por pessoas em situação de rua acolhidas no Arsenal da Esperança, antiga Hospedaria dos Imigrantes. O autor de hoje se identificou apenas como Fábio e escreve um poema sobre um dos mais tradicionais bairros da cidade:

Reprodução de foto do livro “Os desafios de uma pandemia”, do Arsenal da Esperança

Quando voltei, foi difícil acreditar.

Me bateu desespero.

Deu até vontade de chorar.

Confesso, chorei… não deu para suportar.

O que antes era um grande curral social

Hoje, chora em prantos

Ruas desertas, portas fechadas

Mais parecia faroeste, cidade fantasma

Meu Brás, oh, meu Brás!

Nas ruas onde me criei; aprendi a arte do comércio.

A comercializar, comercializo.

Devido às circunstâncias, por algum momento

Até mesmo manguear, mangueei

Meu Brás, oh, meu Brás!

Não vejo a hora disso tudo acabar.

Os que nesse genocídio

Junto com Deus, esteja a vos olhar.

E quando acabar…

Sacolas cheias novamente

Compra, vende, movimentação de gente

Das gentes, povos e etnias

Temos um arsenal de costura

Bolivianos, quem diria!

Pretos, Brancos, Pardos e Índios.

Somos o maior polo comercial.

Da América Latina.

Meu Brás, oh, meu Brás!

Coração de São Paulo.

Hoje bate por aparelhos.

A esperança renasce, no vagão do trem.

No soar da voz, de mais um marreteiro

Meu Brás, oh, meu Brás!

A metrópole comercial da América Latina.

A cidade do comércio, que antes não dormia.

Hoje descanse em paz, feitos da pandemia. 

Fábio, do Arsenal da Esperança, é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva você também o seu texto e envie agora para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite agora o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.