A importância do conhecimento no mercado do luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

IMG_2053

 

Grifes de prestígio, joias, glamour, perfeição: palavras que vêm à mente ao pensarmos em mercado do luxo. Essa expectativa de que no setor há um mudo perfeito à nossa disposição vai embora, porém, quando se percebe que mesmo marcas renomadas pecam no atendimento, em alguns casos.

 

São comuns os problemas comportamentais, mas se identifica também a falta de conhecimento sobre produtos, a história e os valores da marca. Muitas vezes os profissionais de atendimento esquecem que é necessário ouvir cada cliente para entender o que é o luxo para ele, quais são as suas necessidades e perfil de consumo. É essencial que o cliente AAA sinta segurança nas informações que recebe, independentemente do tipo de produto e serviço que está sendo oferecido: bolsa, carro, imóvel ou mesmo aplicação financeira, cada um com sua característica, exige olhar (e ouvido) apurado por parte do vendedor.

 

Fatores como a falta de conhecimento de conceitos sobre o luxo em si, o mercado, o DNA da marca dificultam ao profissional de vendas lidar com a experiência esperada pelo cliente, além de acarretar situação desconfortável no ponto de venda, na relação marca versus cliente.

 

Na atualidade, com a concorrência e globalização, o departamento responsável pela gestão de pessoas deve se ver como fonte fundamental de vantagem competitiva e capacitar suas equipes, motivá-las e ter uma gestão estratégia de Recursos Humanos para qualificar e reter talentos.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

O que os bancos no Brasil podem aprender com o mercado do luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

perso

 

Jóias. Carros. Iates. Aviões privativos. Engana-se quem pensa que o mercado do luxo inclui apenas esses ícones, digamos, mais cobiçados por todos nós, mortais, em nossos sonhos. Dentro desse mercado seleto, que atrai olhares do mundo, não podemos deixar de falar das instituições financeiras, como os principais bancos que atuam no Brasil.

 

De alguns anos para cá, bancos de varejo criaram uma plataforma “premium” para atender clientes de alta renda. Com essa proposta, bancos como Itaú (Personnalité), Bradesco (Prime), HSBC (Premier), Citibank (CitiGold) e Santander (Select), apostam na estratégia de tratar de forma diferenciada seus clientes, oferecendo produtos financeiros atrativos, cartões de créditos como Mastercard Black e Visa Infinite, seguros exclusivos, atendimento personalizado em agências bem decoradas e privativas, entre outros.

 

Em média, a renda mínima exigida para abertura de conta nesses segmentos é entre R$ 8 mil e R$ 10 mil mensais, variando de um banco para outro. O Banco Safra, diferentemente dos bancos citados acima, não atua no varejo comum, apenas no segmento de alta renda, sendo um dos mais tradicionais e elitizados do país, exigindo depósito inicial de R$ 50 mil para quem pretende ser cliente pessoa física.

 

Quanto maior o volume financeiro, mais benefícios os clientes recebem. Muitos dos fundos de investimento, em geral os mais atraentes, contam com taxas de administração menores do que as dos fundos comuns e, geralmente, exigem quantia mínima de aplicação, que pode variar conforme o fundo e o banco. Outro benefício comum é a redução ou até mesmo isenção de tarifa, que também varia de acordo com o total aplicado em cada instituição.

 

Agências agradáveis, cartões de crédito exclusivos, investimentos atraentes são, sem dúvida, benefícios valiosos. Porém, o serviço prestado é a parte mais delicada, que exige atenção dessas empresas para conseguir a fidelidade de seu cliente bem como fazê-lo atingir a satisfação completa. E por que não superar as suas expectativas?

 

Problemas muito comuns em alguns desses bancos ainda persistem: falta de retorno a e-mails e em outras formas de contato oferecidos para o cliente, alguns profissionais despreparados, falta de proatividade no atendimento, e desconhecimento dos produtos em geral. Além disso, carecem de vivência no universo do luxo, universo no qual já circulam seus clientes. Sem esta experiência como entender a necessidades de correntistas com exigências tão singulares?

 

É imprescindível a profissionalização do quadro de pessoal, havendo a necessidade de treinamento e capacitação. Expandir o conhecimento e compreender melhor o mercado do luxo são ferramentas fundamentais para os profissionais de bancos ou qualquer outro segmento. É imprescindível que os bancos no Brasil entendam o luxo como uma atividade de negócio e tenham consciência de que aprender com este segmento as melhores práticas de gestão pode representar diferencial competitivo.

 

Tanto quanto oferecer os melhores produtos, é preciso atendimento impecável.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Dentro da área: geração Y ou coxinhas dominarão o futebol

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Futebol arte

 

Décadas de acompanhamento de futebol como espectador e apreciador não foram suficientes para que eu pudesse assimilar o 7×1 e o acentuado baixo nível do campeonato brasileiro. Até que Xico Sá, Juca Kfouri, Muricy e, principalmente, o último artigo de Tostão fizeram com que eu enfrentasse a nova e dura realidade. O futebol, até então, um esporte de habilidades naturais, desenvolvidas aleatoriamente em lugares improvisados e quase sempre na periferia dos centros urbanos, se defronta agora com escolas de formação de jogadores. Fatores técnicos, táticos, atléticos e psicológicos são ensinados e desenvolvidos.

 

O Brasil, que por condições culturais, sociais e demográficas soube aproveitar a fase romântica até então, vê-se agora inferiorizado e ultrapassado diante do profissionalismo de países que já sistematizaram o aprendizado do futebol.

 

Diante dos últimos resultados da Copa do Brasil, Xico Sá sugere a eliminação dos níveis, já que times B e C ganharam de equipes A.

 

Kfouri ante o amadorismo dos dirigentes propõe um tratamento empresarial às mazelas das corriolas diretivas. Muitas vezes perenes por décadas.

 

Muricy identifica a falta de escolas para treinadores, mas é Tostão que através do passe chega ao ponto:

 

“Assim como o gol é o objetivo final, o drible é a representação da habilidade, da astúcia e da improvisação, o passe simboliza a técnica e o jogo coletivo.”

 

“Os jogadores não erram muitos passes porque não têm técnica. Erram também porque fazem as escolhas erradas. Por falta de lucidez, para se livrar da bola e pela pressa em se chegar ao gol, dão a bola para o jogador marcado. A bola vai e volta.”

 

Em suma, o jogador precisa, para a sua formação, de ambiente profissional que possa lhe transmitir o conhecimento e o treinamento como de outras profissões. O gap que começa só será evitado se houver total reformulação. Clubes, dirigentes, técnicos e jogadores. O que, convenhamos, não será fácil. Que o Bom Senso se habilite.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: o salário emocional garante os talentos

 

 

“As empresas tem investido cada vez mais no potencial humano e a tônica de restringir o investimento em desenvolvimento mediante crises tem diminuído, sinal de que os líderes estão considerando o potencial humano como grande ativo, mas ainda há empresas que não acordaram para isso”. O alerta é da diretora de Talent Development da LHH/DBM, Fátima Rosseto, entrevistada do programa Mundo Corporativo, na CBN. Especialista em desenvolvimento profissional, Fátima fala da necessidade de as empresas investirem no salário emocional para preservar seus talentos.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, no site da CBN, às quartas-feiras, 11 horas, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. Você pode participar desse debate, também, se inscrevendo no grupo de discussões Mundo Corporativo na CBN, do Linkedin. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Tenha calma, trabalhe duro e pare de reclamar

 

Uma frase tirada das redes sociais é das principais dicas que o consultor Sidnei Oliveira poderia oferecer aos jovens que se preparam para encarar o mundo corporativo: “keep calm, work hard, and stop the mimimi” ou, em bom português, “tenha calma, trabalhe duro e pare de reclamar”. Autor do livro “Jovens Para Sempre – como entender os conflitos de gerações” (Integrare), Sidnei foi entrevistado pelo jornalista Roberto Nonato, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Na conversa, ele chama atenção para o fato de que muitos dos novos profissionais chegam ao mercado após anos de estudo e de terem adquirido profundo conhecimento técnico, mas sem saber como funciona o código corporativo: “a inteligência emocional não está preparada para a cultura corporativa”. Sidnei Oliveira explica que nas gerações anteriores, a vida profissional se iniciava mais cedo e em funções que permitiam que este jovem passasse a conviver melhor com as regras internas das empresas. Hoje, seja pela criação em casa, com superproteção e menor exposição ao risco, seja pela extensão da vida escolar, os sinais recebidos por estes jovens é de que sempre terão ajuda de alguém: “o mundo de verdade é onde ele vai viver e lá nem sempre terá alguém tão amistoso”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Mundo Corporativo: Max Gehringer, um cara de sorte

 

“De onde saiu esta, tem muitas outras”. Foi o que disse Max Gehringer a um colega de trabalho que havia perguntado a ele se não temia ter suas ideias roubadas pelos outros. E foi neste ritmo, misturando bom humor, ironia, criatividade e conhecimento, que Max se apresentou na entrevista especial do programa Mundo Corporativo, em homenagem aos 20 anos da rádio CBN. No nosso bate-papo, ele contou o início de sua carreira como office-boy, casos que enfrentou no cotidiano das empresas e sua trajetória no rádio. Com intensa participação de ouvintes-internautas, a entrevista trouxe uma série de dicas importantes para quem está disposto a encarar o ambiente de trabalho – e para quem não está, também.

Assista ao Mundo Corporativo e descubra como a sorte é importante para o seu sucesso:

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação de ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Aos sábados, você assiste à reprodução da entrevista no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Profissional liberal é empreendedor

 

Os profissionais liberais tendem a não se enxergar como empreendedores, mas precisam administrar seu negócio de maneira organizada e sustentável. Sem esta percepção, médicos, advogados e arquitetos – apenas para citar algumas das funções – acabam prejudicando seu próprio negócio. Quem chama atenção para esta realidade no mercado de trabalho é o gestor de carreiras Fábio Zugman que lançou o livro “Empreendedores Esquecidos”, pela editora Elsevier, e foi entrevistado no Mundo Corporativo, da CBN.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, na internet, às quartas-feiras, às 11 da manhã, com participação do ouvinte-intenauta pelo e-mail mundocoporativo@cbn.com.br e pelo twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.