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Dez Por Cento Mais: o sentido da vida muda e você, também, diz psicólogo Franscico Gomes

23 de julho de 2025 / miltonjung / Deixe um comentário

“Se tudo der certo, você vai envelhecer. Então, cuide bem dos idosos próximos a você.”

Francisco Carlos Gomes

A população brasileira com mais de 60 anos cresce em ritmo acelerado e, a partir de 2030, será numericamente maior que a de jovens. Com isso, aumenta também a urgência de refletir sobre o envelhecimento como parte da existência — e não como sinônimo de fim. O que ainda faz brilhar os olhos depois dos 60? Onde encontrar sentido quando os vínculos sociais enfraquecem e a finitude se torna mais presente? Esse foi um dos temas da entrevista com o psicólogo clínico e logoterapeuta Francisco Carlos Gomes ao programa Dez Por Cento Mais, apresentado por Abigail Costa.

Francisco é especialista na abordagem desenvolvida por Viktor Frankl, psiquiatra austríaco sobrevivente de campos de concentração nazistas, e explica que a logoterapia se volta à pergunta: qual o sentido da minha existência? “O nosso objetivo é sempre ajudar as pessoas no processo de entender que há sentido, que talvez naquele momento esteja obscuro, que a pessoa ainda não está enxergando.” Ele detalha os três caminhos propostos por Frankl para essa busca: os valores criativos — aquilo que nós doamos ao mundo; os valores vivenciais — os relacionamentos, a conexão com o belo, com a vida; e os valores atitudinais — as nossas atitudes diante das questões que não conseguimos mudar.

O que a vida quer de mim?

Quando a dor se impõe — seja por perdas, doenças, envelhecimento ou frustrações — o sofrimento existencial aparece. “A sensação de falta de sentido pode nos trazer sofrimento”, afirma Francisco. “Mas o vazio existencial não é uma doença. Ele é um espaço em que nos desconectamos desse compromisso de viver com dignidade.”

Encontrar sentido, diz o psicólogo, exige envolvimento ativo: “Depois que eu descubro, eu preciso fazer algo significativo.” E esse processo é profundamente individual. “Nós, psicólogos, psiquiatras, não podemos dar sentido para a vida de ninguém. Podemos ajudar as pessoas a encontrar um sentido para a existência dela.”

A busca por esse sentido, ele reforça, muda ao longo da vida: “O sentido não é fixo. Ele vai mudando de acordo com as fases de desenvolvimento que nós estamos passando.” Na velhice, essa pergunta pode estar ligada ao legado: “É aquilo que você também está deixando para a sociedade, através da construção da sua obra — que seja a família, que sejam filhos, que sejam livros, que sejam ações colocadas no mundo.”

A liberdade interior diante das opressões

Francisco destaca que, mesmo em contextos extremos de violência e opressão, como os vividos por Viktor Frankl ou por Nelson Mandela, é possível manter uma liberdade essencial. “A liberdade do pensamento, a liberdade interior, é um caminho de fortalecimento.” Mas ele alerta: “A maioria das pessoas não sabe que tem essa liberdade interior, porque muitas vezes foram dominadas por outra pessoa.”

A liberdade, segundo ele, deve andar com responsabilidade. “Existe um binômio que eu trabalho muito: liberdade com responsabilidade. Não somos livres para tudo, mas somos livres para atuar na nossa vida, na nossa existência.”

Esse compromisso com a própria existência inclui, para ele, reconhecer o peso do racismo estrutural na construção de sentido entre a população negra. Francisco compartilha sua experiência pessoal ao visitar o porto de onde partiram os primeiros navios negreiros para o Brasil e ressalta: “Houve quase 400 anos de escravidão no Brasil. Não é pouca coisa.” E ainda hoje, diz ele, os efeitos estão presentes: “De gerente para cima, para diretores, você não encontra [pessoas negras], ou encontra muito pouco.”

Uma vida que ainda vale a pena

Criador do canal Longidade, Francisco participa de iniciativas voltadas ao envelhecimento com propósito. Ele lembra que a solidão, o isolamento e o sentimento de inutilidade são experiências comuns após a aposentadoria. “Nós vivemos várias etapas. Se nós não fizermos algo significativo nessa etapa, temos uma tendência a deprimir.” Ele defende que a velhice não seja reduzida a uma caricatura: “Infantilizam o idoso, usando palavras no diminutivo, ‘velhinho’, ‘fofinho’. Vai se descaracterizando.”

Na sociedade do espetáculo, envelhecer é visto como fracasso, mas Francisco propõe uma inversão: “Envelhecer é uma coisa maravilhosa nesse sentido — eu consegui chegar nesse lugar.” O sentido da vida, reforça, está também em poder olhar para trás e dizer: “A minha vida valeu a pena de ser vivida.”

Assista ao Dez Por Cento Mais

O Dez Por Cento Mais pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, ao meio-dia, pelo YouTube. Você pode ouvir, também, no Spotify.

Sua Marca: médicos não podem exagerar na dose

11 de setembro de 202111 de setembro de 2021 / miltonjung / Deixe um comentário

Foto de Karolina Grabowska no Pexels

“Confiança no profissional é o que, em última instância, atrai os pacientes”

Cecília Russo

Você já foi ao médico hoje? É rapidinho. Basta abrir o seu Instagram —- depois de ler este texto, lógico. Se quiser, tem no Twitter. Tem no Youtube, também. E no Tik Tok. Os profissionais de saúde estão nas redes sociais, mais expostos do que nunca. E de tão expostos, precisam ter um super cuidado para não exagerar na dose —- perdão pelo trocadilho. 

Foi esse o recado do Jaime Troiano e da Cecília Russo que analisaram a presença nas redes sociais de médicos, psicólogos, nutricionistas, dentistas e todas as demais especialidades da saúde e do bem-estar. Se antes, a maioria deles dependia do “quem indica” ou do “boca-a-boca” para criar uma carteira de clientes (melhor tratá-los como pacientes, né), hoje existem recursos disponíveis no meio digital para que cada um construa a sua própria marca: 

“Aliás, essa prática (o boca a boca) ainda tem muito valor e conta muito. É o antigo marketing mas que mantém sua vitalidade, ainda mais na área médica. Agora, isso vem mudando e parte dessa mudança podemos atribuir a competitividade do setor” 

Cecília Russo

A presença mais explícita de profissionais de saúde nas plataformas digitais atende a dois interesses: um, é o deles, de se destacarem na área em que atuam; o outro, é o do público, que está mais preocupado com a saúde e, portanto, consome mais conteúdo dessa natureza. É aí que a gente começa a pensar melhor sobre a estratégia que esses profissionais precisam criar para se posicionarem nas redes sociais: o tipo de conteúdo que oferecem.

“Existem limites na área de saúde — e na área da educação, também; as coisas não podem ser transportas mecanicamente do que se faz do mercado de consumo”.

Jaime Troiano

Não é papel de médico se promover em rede social com informações de auto-exaltação, apresentando seus méritos —- isso seria um demérito.  Deixe que os pacientes o façam. Profissionais de saúde têm de explorar o conhecimento que desenvolveram na carreira e publicar conteúdo relevante para as pessoas, aproveitar o espaço digital para oferecer informação de interesse público, afastar os mitos que existem na área da saúde, tirar dúvidas dos seus seguidores e conscientizar a população sobre formas de se prevenir de doenças. 

Ao criarem conteúdo, é preciso considerarem o vocabulário e a forma com que a mensagem será transmitida. Na rede, médico não fala com médico, fala com pessoas e, portanto, a informação tem de ser publica de forma simples, direta e objetiva. Podem explorar vídeos, ilustrações, criarem espaço de diálogo com as pessoas e realizarem lives —- sempre pautados pelos cuidados descritos no parágrafo acima E observando as condutas éticas da profissão e as recomendações dos conselhos federais ligados às áreas médicas:  

“O branding para profissionais da saúde deve ser sempre visto pelo viés do conteúdo, do serviço prestado às pessoas — esse é o caminho de fazer marca na área de saude de forma ética e bem feita”

Cecília Russo

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN

Mundo Corporativo: Dr Esdras Vasconcellos diz como enfrentar na boa o estresse do trabalho

21 de outubro de 201721 de outubro de 2017 / miltonjung / 4 Comentários

 

 

”O mundo corporativo é um mundo de altas exigências e quem se dedica a esta carreira precisa estar apto a conviver com este alto nível de estresse. Seria como uma motorista de táxis querer trabalhar como motorista e não querer enfrentar o trânsito congestionado. Se ele está aqui, ele tem de se adaptar a esta situação”. A afirmação é do psicólogo Esdras Guerreiro Vasconcellos que tem ajudado empresários, gestores e líderes a enfrentarem problemas comuns ao ambiente de trabalho tais como pressão, estresse, insegurança e medo. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Dr. Esdras faz alguns alertas como o risco de o profissional se autoboicotar: “Não existe nada que mete mais medo ao ser humano do que ser feliz”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

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