Seja ano novo!

Por Simone Domingues

@simonedominguespsicologa

“Um navio no porto está seguro. 

Mas não é para isso que navios foram feitos”

John A. Shedd 

Não sei se acontece com você, mas o dia 1º de janeiro sempre me faz pensar além de uma simples transição no calendário. Para mim, o Ano Novo carrega um significado profundo: é o momento de navegar por mares ainda desconhecidos, guiados pela esperança e pelo desejo de renovação.

Embora a vida siga como no dia anterior, há uma atmosfera especial no ar, permeada pelo desejo de mudança, de que as coisas sejam melhores e nossos sonhos se tornem realidade  É como se o mundo inteiro conspirasse para nos lembrar de que podemos mudar o rumo, ajustar as velas e sonhar com novos horizontes. 

Em meio a esse clima festivo, faço um convite: feche os olhos e pense em três desejos que você realmente gostaria que se realizasse em sua vida. Não vale coisa impossível! Apenas aquilo que, com um pouco de esforço e sorte, possa ser alcançado.

Esforça e sorte? Ou coragem? Talvez, esforço, sorte e coragem!

Coragem. É ela que transforma sonhos em ação. Sem um gênio da lâmpada, a imprevisibilidade da vida exigirá decisões, mudanças de planos e de rumos, a enfrentamentos e ações na busca por aquilo que dá sentido à vida.

Seria mais fácil se houvesse mágica, mas somos confrontados pela realidade e descobrimos que, para atingirmos o que nos é valioso, será necessária uma mudança de atitude que só pode acontecer dentro de nós mesmos. Precisaremos soltar as amarras, deixar o porto seguro e modificar padrões de comportamento que já não nos servem.

Desejamos ser amados, mas tememos a vulnerabilidade que o amor exige.  Queremos reconhecimento, mas evitamos a exposição. Buscamos liberdade, mas nos aprisionamos no medo do futuro. Almejamos o sucesso, mas procrastinamos diante do esforço necessário. 

É muito mais que uma mudança no calendário. 

É muito mais que uma lista de desejos a serem realizado. 

É uma mudança de perspectiva.

É ser ano novo!

Ser ano novo é inspirar, apoiar e levar esperança a quem precisa. É ser a luz em meio à tempestade ou o vento que impulsiona alguém a seguir adiante. É ter a ousadia de navegar além de nós mesmos, para se tornar uma força transformadora na vida de outros.

Também é olhar nós mesmos com compaixão e gentileza. É aceitar as falhas, recomeçar, perdoar-se. É zarpar com confiança e esperança, acreditando que novos mares trazem novas possibilidades. Ser ano novo é permitir que a força e a coragem possam nos guiar rumo ao que mais desejamos alcançar. 

Então, seja ano novo!

Que você realize os desejos que carregou para este momento e, sobretudo, que navegue com coragem rumo a um Ano Novo cheio de significado e conquistas para você!

Simone Domingues é psicóloga especialista em neuropsicologia, tem pós-doutorado em neurociências pela Universidade de Lille/França, é uma das fundadoras do canal @dezporcentomais, no YouTube. Escreveu este artigo a convite do Blog do Mílton Jung. 

Conte Sua História de São Paulo: o parque do Ibirapuera é vital

Fábio Caramuru

Ouvinte da CBN

Vista do Lago do Ibirapuera

Um lugar muito importante, muito especial na cidade, que está ligado à minha história inteira é o Parque do Ibirapuera. Acho esse lugar uma coisa impressionante. 

Desde os dois, três anos de idade, eu já vivia no Ibirapuera. Meus pais me levavam para passear; nós morávamos relativamente perto – não tão perto quanto eu moro hoje. Agora, moro a 500 metros ali do portão da Quarto Centenário. 

A minha ligação com esse Parque, por uma coincidência, sempre esteve presente, na maior parte da minha vida. Já morei perto do Parque duas vezes – uma agora e outra quando o Pedro, meu filho, nasceu. 

Para mim o Ibirapuera é algo vital. Passo quase diariamente em frente; vou correr. Tenho uma ligação afetiva muito grande com o Ibirapuera. 

Então, presenciei toda a evolução desse importante símbolo de São Paulo, que foi criado em 1954. Não tinha nascido, mas desde criança venho frequentando. o local. Faz parte da minha vida. 

Outro ícone importante é o Aeroporto de Congonhas, que, juntamente com o parque, tenho documentado em várias fotos da infância, nas quais revejo meu pai me levando a esses lugares. O  Aeroporto, quando eu era pequeno, era um passeio; todo aberto… Não era como é hoje, envidraçado e formal.

Ir para Congonhas era uma alegria, como ir num parque de diversões, e podíamos ver as decolagens, as chegadas. Você ficava muito próximo dos aviões. Os passageiros desciam na pista; tinha apenas uma gradezinha que separava o público dos passageiros. Era bem diferente do que é hoje.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Fábio Caramuru é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Helen Moraes, da HB Brasil, transforma o mercado imobiliário com impacto social e representatividade

Reprodução de gravação do Mundo Corporativo com Helen Moraes

“Eu quero deixar um legado para que mulheres pretas e homens pretos possam saber que é possível chegar lá.”

Helen Moraes, HB Brasil

De quase despejada com sua família a CEO de uma das principais incorporadoras sociais do país, Helen Moraes transformou as dificuldades da vida em força para mudar realidades. À frente da HB Brasil Incorporadora e Construtora e da Habita Reurb, ela alia negócios e impacto social com projetos de moradias dignas e acessíveis, uma proposta que desafia as regras tradicionais do mercado imobiliário e inspira novas formas de empreender. A história dela é tema da entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN.

O lucro no atacado e a dignidade na construção

Helen Moraes conduz seus negócios com uma visão clara: lucrar no atacado para viabilizar moradias que garantam dignidade. “Eu pergunto qual é a minha margem de lucro. É tanto? Então você vai tirar um pouco dessa margem e entregar o que eu quero. Eu não vivo o lucro em um só empreendimento, vivo o lucro no atacado”, explica Helen, justificando sua escolha por semi-mobiliar os imóveis destinados a populações de baixa renda.

A inspiração para esse modelo veio de viagens internacionais, onde viu incorporadoras que entregavam imóveis já equipados. Ao trazer essa prática para o Brasil, Helen busca oferecer mais do que moradia: “Eu quero entregar um lar digno.”

Além do Brasil: os desafios da internacionalização

Os projetos de Helen Moraes ultrapassaram fronteiras. Ela está em negociação para levar o modelo de habitação digna ao Senegal e a outros países. Segundo Helen, a internacionalização não é apenas uma expansão de negócios, mas uma troca de aprendizados: “As tecnologias e práticas sustentáveis que vi em Dubai e Boston nos ensinam a fazer melhor aqui no Brasil. Obras limpas, responsabilidade ambiental e eficiência são inspirações que adotamos.”

Educação e representatividade como pilares

O compromisso de Helen vai além da construção civil. Ela vê a própria trajetória como um exemplo de representatividade: “Quero que pessoas pretas saibam que podem chegar lá.” Essa visão é moldada por sua história de vida. Filha de uma mãe que priorizou a educação sobre os luxos materiais, Helen valoriza o impacto transformador da escolaridade e da ação afirmativa.

Ela também enfrenta desafios constantes relacionados ao preconceito racial. “O racismo estrutural é real e se manifesta até nas altas esferas. Já ouvi que eu não teria capacidade financeira para executar grandes projetos. Quero mudar isso, ser uma referência e abrir caminhos para que outros também cheguem lá.”

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.

Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Conte Sua História de São Paulo: uma torrada e uma batida de coco

Por Mauricio Pereira

Ouvinte da CBN

Corria o mês de julho de 1978. Eu e mais dois colegas de farda, oriundos da Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grando do Sul, embarcamos em uma jornada que já começou turbulenta. Perdemos o translado aéreo e tivemos que enfrentar uma viagem de trem até Porto Alegre, marcada por solavancos e atrasos. De lá, seguimos em um voo pinga-pinga até Curitiba, onde pernoitamos, antes de finalmente chegar à grandiosa Rodoviária da Luz, em São Paulo. Para olhos matutos como os nossos, o tamanho e o movimento daquele lugar eram impressionantes.

Famintos, com aquela fome típica de soldados, decidimos buscar algo para comer. Com os parcos recursos que nos restavam, compramos as passagens para Guaratinguetá, nosso destino final, e seguimos para uma lancheria próxima. Lá, ao analisar o cardápio, deparei-me com uma variedade de “batidas” e, curioso, pedi:


— Uma torrada e uma batida de coco, por favor!

Veio como pedi, mas não era o que eu esperava. No Sul, “torrada” significava misto-quente, e “batida” era o termo usado para se referir a vitaminas. O que recebi foi um pão de forma torrado e uma bebida alcoólica de coco! Apesar da surpresa, paguei pelo pedido, mas só consegui comer o pão torrado.

Essa experiência foi apenas uma das tantas aprendizagens que tive ao longo daquele período. Aos poucos, fui me adaptando à metrópole que me acolheria definitivamente dois anos depois, em 1980, após a formatura no curso de Controle de Voos. Trabalhei nos aeroportos de Congonhas, Campo de Marte e Guarulhos, cidade onde resido até hoje.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Mauricio “Tchedatorre” Mello Pereira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo. 

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: estudo aponta o fim das gerações

O conceito de gerações, amplamente utilizado para categorizar comportamentos, consumo e comunicação, pode estar com os dias contados. Essa é a provocação trazida pelo comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com base em um estudo realizado pela TroianoBranding em parceria com a consultoria Dezon. O levantamento questiona a relevância de dividir as pessoas em “caixinhas geracionais” em uma sociedade cada vez mais fluida e inclusiva.

Cecília Russo destacou que o uso das gerações se tornou uma “muleta” para justificar quase tudo, desde campanhas publicitárias até memes nas redes sociais. Porém, a pesquisa mostrou que, mais do que diferenças, o que une as gerações são os temas estruturantes da vida humana, como identidade, laços afetivos, comunidade, crescimento e bem-estar. “O que muda é a forma como cada tema é traduzido, a depender do contexto social ou da idade de cada pessoa”, explicou Cecília. 

Os cinco elementos estruturantes da pesquisa

  1. Identidade
    Refere-se à forma como as pessoas se percebem e se definem em relação ao mundo ao seu redor. Abrange aspectos como personalidade, valores e autocompreensão, que guiam suas escolhas e ações, independentemente da geração.
  2. Laços Afetivos
    Trata-se das conexões emocionais que as pessoas constroem ao longo da vida. Inclui relações familiares, amizades e vínculos afetivos que dão sentido à existência e influenciam comportamentos de consumo e interações sociais.
  3. Comunidade
    Diz respeito ao senso de pertencimento e à busca por coletivos que compartilhem valores e objetivos. Essa necessidade de se sentir parte de algo maior transcende gerações, ainda que os meios para formar essas conexões possam variar.
  4. Crescimento
    Representa o desejo humano de evolução, aprendizado e autodesenvolvimento. Pessoas de todas as idades compartilham essa busca, seja em aspectos profissionais, pessoais ou espirituais, mas o modo como perseguem o crescimento pode diferir.
  5. Bem-Estar
    Focado no equilíbrio físico, mental e emocional. Embora a forma de buscar o bem-estar varie, como práticas esportivas ou consumo de conteúdos relacionados à saúde, o objetivo de alcançar qualidade de vida é comum a todos.

Conteúdo universal e comunicação transversal

Jaime Troiano reforçou essa ideia ao falar do impacto para as marcas: “Existem mais similaridades do que diferenças entre as gerações, seja de mentalidade, seja no consumo de marcas.” Ele citou exemplos de marcas como O Boticário, Nike e Samsung, que conseguem se comunicar de forma transversal com diferentes públicos, usando os temas estruturantes como base. Para Jaime, a capacidade de criar conteúdos universais, adaptados para diferentes canais, é o que torna essas marcas relevantes para todas as faixas etárias.

O estudo também propõe que abandonar os rótulos geracionais é uma forma de inclusão, pois permite às marcas explorar temas humanos profundos sem a limitação de padrões tradicionais. Cecília Russo destacou que essa abordagem permite prever comportamentos de forma mais rica e abrangente, deixando de lado classificações que já não refletem a realidade atual.

A marca do Sua Marca

A principal mensagem do comentário é clara: ultrapassar a superfície das classificações geracionais é essencial para compreender as pessoas em sua profundidade. “É o fim das gerações, ou as gerações sem fim?”, questionou Jaime Troiano, ao concluir que os marcos geracionais podem, muitas vezes, aprisionar nossa visão. A verdadeira lição é pensar “fora da caixinha” e adotar uma abordagem mais inclusiva e universal, tanto na vida quanto nos negócios.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Mundo Corporativo: Tatiane Tieme, do GPTW, fala de liderança humanizada

Tatiane Tieme conversou on-line com o Mundo Corporativo

“O líder que quebra o estereótipo do super-herói e humaniza as relações do dia a dia alcança resultados superiores.”

Tatiane Tieme, GPTW

Diante das transformações no ambiente de trabalho, a figura do líder evolui para lidar com equipes cada vez mais diversas e demandas organizacionais mais complexas. Seja na convivência entre gerações ou na adaptação a modelos híbridos e remotos, os líderes enfrentam desafios que exigem habilidades técnicas e uma capacidade singular de criar conexões humanas. Foi o que destacou Tatiane Tieme, CEO do Great Place To Work Brasil, durante sua entrevista ao programa Mundo Corporativo.

A executiva trouxe à tona questões fundamentais sobre como a confiança, a coerência e a consistência podem impactar diretamente o sucesso das organizações, tornando ambientes mais produtivos e saudáveis para todos os envolvidos.

A confiança como pilar da liderança

“A felicidade resultante desse modelo de confiança impacta diretamente o sucesso do negócio”, afirmou Tatiane. Segundo ela, o papel do líder hoje não se limita à gestão de tarefas. É preciso estabelecer uma relação de confiança com as equipes, criando um espaço onde a vulnerabilidade seja permitida e a colaboração, incentivada.

A diversidade também aparece como um dos grandes desafios. Equipes que incluem diferentes gerações e perspectivas têm o potencial de ser mais criativas e produtivas. Entretanto, sem políticas inclusivas e uma liderança humanizada, essa diversidade pode se transformar em conflito.

“As empresas precisam ir além de contratar grupos diversos; elas devem incluir essas pessoas no dia a dia, escutando suas necessidades e promovendo uma cultura de respeito e reconhecimento”, explicou Tatiane.

Tecnologia e humanização: o equilíbrio necessário

Com a crescente adoção de tecnologias e da inteligência artificial no ambiente corporativo, muitos profissionais se preocupam com o impacto dessas ferramentas em suas funções. Para Tatiane, o papel do líder neste contexto é essencial:

“Essa disrupção digital só aumenta a importância de construirmos relações de proximidade e confiança. É necessário garantir que as pessoas tenham espaço para expressar seus receios e buscar caminhos de desenvolvimento, adaptando-se às novas possibilidades que a tecnologia traz.”

Ela ainda destacou que o modelo de comando e controle — característico de uma era passada — não tem mais lugar nas organizações que querem prosperar. “A gestão deve ser baseada em engajamento e cooperação, não em controle. Isso gera não apenas mais produtividade, mas também uma equipe que inova e cria com mais liberdade.”

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.

Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Conte Sua História de São Paulo: venha que sou da Penha!

Por Samir Rodrigues de Faria

Ouvinte da CBN

Trem na Penha
Estação do metrô Penha Foto:Marcos Paulo Dias

Nasci e fui criado no bairro da Penha, na zona leste da capital. Minhas primeiras impressões foram diante da riqueza do comércio local, do Mercadão da Penha e das construções que encontrava em um dos bairros mais antigos da cidade., que teria sido criado em 1660.  

Morei na Avenida Penha de França e estudei nos colégios Santos Dumont e Padre Antão.  Meu caminho diário atravessava o Largo do Rosário onde fica a  Igreja de Nossa Senhora da Penha dos Homens Pretos. Seguia adiante até encontrar a Basílica de Nossa Senhora da Penha. 

Nesse passeio, encantava-me com prédios como o da mansão do Comendador Cantinho, que virou o Colégio Ateneu Rui Barbosa, hoje demolido. Da primeira padaria do bairro, na Avenida Gabriel Mistral, que também não existe mais. Gostava dos cinemas e fliperamas antigos; das lojas Garbo, Mappin e Jumbo Eletro. Meu capital intelectual acumulei na  Biblioteca da Penha, hoje Centro Cultural, ao lado do Largo do Rosário. 

Vivenciei belos momentos deste bairro tão querido e sinto muita saudade de como era! Como dizem por aqui: venha que sou da Penha!

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Samir Rodrigues de Faria é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, viste o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo. 

Conte Sua História de São Paulo: uma viagem pelo interior de um edifício histórico da cidade

Ivani Dantas

Ouvinte da CBN

São Paulo pulsa.

Cheia de vida se renova e encanta, ainda que o trabalho seja a sua principal característica. Foi há  20 anos que a cidade completou os seus 450 de existência. A importância do momento merecia um registro à altura.  Assim foi feito e assim tive a alegria de participar desse trabalho.

Na empresa estatal onde eu trabalhava, os preparativos para as comemorações incluíam uma pesquisa sobre o edifício sede, personagem importante no desenvolvimento do Estado de São Paulo. Começamos o trabalho do topo, no 25º andar.  Um mirante com 360º de uma vista de tirar o fôlego convidava a pousar os olhos na cidade que se traduz em força, trabalho e paixão. Foi Incrível vê-la daquele alto.  

Bem no coração da metrópole, o edifício foi construído na década de 1950, pelo escritório de arquitetura Ramos de Azevedo — aquele mesmo que construiu o Teatro Municipal, o prédio dos Correios, a Pinacoteca e tantas maravilhas mais que nos trazem orgulho. 

A ideia de compartilhar com o mundo aquela sensação ainda me toca. Lá estava eu, na companhia de um jornalista e historiador e outros profissionais, com a tarefa de deixar marcada na História de São Paulo a comemoração dos 450 anos. 

Marcas ficaram em mim e nos tantos que participaram desse registro.

De lá do mirante, descendo pelos andares, ouvi histórias dos tempos do descobrimento, e de como evoluiu a metrópole iniciada no Pátio do Colégio, sob o comando dos jesuítas. Dos rios e riachos, hoje escondidos por avenidas, até os tropeiros que cruzavam as estradas trazendo mercadorias, ouvi histórias do passado contadas de forma tão saborosa que para lá me transportei, imaginando como seria a vida naqueles tempos. 

Nesse clima de aventura cruzamos os painéis artísticos e afrescos feitos por encomenda ao artista italiano Gaetano Miani e outras obras de arte, até chegarmos ao subsolo para mais histórias que viriam a enriquecer meu repertório.

Um belíssimo cartão postal, uma atração à parte: o cofre! A porta impressiona pelo brilho do aço e pelas dimensões. Redonda, algumas toneladas de peso, uma fortaleza com trancas e respiros que remetiam à autoridade ali representada! Um sistema de segurança praticamente indevassável. Senhor absoluto na responsabilidade de proteger as riquezas depositadas. Fabricado na Alemanha chegou de navio para ser instalado envolto em um metro e meio de concreto, que o torna à prova de terremotos — mas, não temos terremotos !?

 Aqui chegou antes que se erguesse o prédio, com muitas histórias pra encantar, antes que lendas (ou verdades) povoassem sua presença no edifício. Aberta, a porta revela um novo desafio à imaginação:  cofres de aluguel, lacrados em sua maioria, encerram histórias, riquezas, quem sabe armas, cartas de amor, segredos de quem nem mais habita nosso mundo, e que levou consigo as chaves e os sonhos de muitos que por aqui ficaram. 

Sim, um pedaço de eternidade que pude visitar, para nunca mais talvez.

Naquele momento, e ainda hoje, penso no presente que a população ganharia com sua abertura à visitação. A cidade merece conhecer e se apropriar desse tesouro.  Com certeza olhinhos brilhariam de orgulho e curiosidade em saber mais sobre o mundo mágico que ali ficou escondido. Um espaço tão pouco conhecido e tão rico.

Que sorte a minha estar naquela hora, naquele lugar. 

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Ivani Dantas  é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, viste o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Pedro Rio explica como startups podem transformar o mercado de energia

Pedro Rio na gravação do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“A principal dica para quem está começando é escolher uma indústria que brilha seus olhos, que seja grande e tenha problemas a resolver.”

Pedro Rio, CEO da Clarke Energia

A energia elétrica no Brasil pode parecer um tema técnico e distante para muitos, mas o mercado está no centro de transformações significativas que prometem impactar diretamente o bolso e o meio ambiente. Pedro Rio, CEO da Clarke Energia, acredita que a inovação no setor de energia não é apenas uma oportunidade de negócio, é também um caminho para construir um futuro mais sustentável. Ele explica que “quanto maior a indústria e mais problemas ela tiver, maior é a chance de se capturar valor e encontrar soluções”. Essa abordagem empreendedora foi tema de sua entrevista no programa Mundo Corporativo.

O caminho para transformar uma indústria

A Clarke Energia, fundada em 2018, nasceu com o propósito de empoderar os consumidores no mercado de energia renovável, um setor historicamente burocrático e analógico no Brasil. Rio explica que se inspirou em mercados internacionais para desenvolver a ideia por aqui. Em países do Reino Unido compra-se energia como se compra passagem aérea no Brasil, com os consumidores tendo acesso a marketplaces que permitem comparar preços e fornecedores em tempo real. Segundo ele, “o mercado de energia brasileiro ainda exige muita educação por parte dos consumidores, o que representa um desafio, mas também uma oportunidade”.

Ao longo da conversa, Rio destacou os avanços do mercado livre de energia no Brasil, onde grandes consumidores já podem optar por fornecedores de energia renovável, alcançando economias de até 50% na conta de luz. Ele acredita que, até 2030, o mesmo será possível para residências. “O Brasil é um dos países mais eficientes em termos de geração de energia. Em breve, todos os consumidores poderão fazer suas comparações e escolher fornecedores.”

Além disso, Rio ressaltou que o crescimento da Clarke Energia se deve, em grande parte, ao compromisso da empresa com a sustentabilidade e a inovação tecnológica. A recente aquisição de 70% da startup pela Energisa, um dos principais grupos do setor elétrico, é vista como uma parceria estratégica para expansão, sem perder o foco em atender os clientes de forma personalizada. “A inovação para dar certo em grandes empresas precisa de autonomia. Nossa cultura e DNA são pilares fundamentais para o sucesso da Clarke.”

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Conte Sua História de São Paulo: só quem te conhece te enfrenta e te aguenta. 

Por Eduardo Engracio da Silva

Ouvinte da CBN

São Paulo, minha querida cidade. 

São Paulo terra da garoa, da chuva, do frio e do calor 

Terra de gente de boa e honesta que trabalha com muito ardor

 

Aqui tem bastante trabalho, de tarde, de noite e de dia 

A cidade que não para, onde tudo acontece sem monotonia. 

Aqui tem metrô, trem, taxi e busão 

Pra cima e pra baixo, nunca para não 

Helicóptero, carrinho de rolimã e avião 

Patinete, bicicleta e skate pra andar no chão. 

Aqui tem rap, tem samba, tem rock e funk 

Tem mina, tem mano, tem brother e punk 

Vários ritmos, várias culturas em uma mistura peculiar 

Muita música, agitação, gastronomia de arrasar.

Na 25 de março, você encontra de tudo e mais um pouco 

Gritaria, empurra-empurra, se brincar você fica louco 

No centro, a história da cidade você pode contemplar 

Igrejas, prédios antigos é muito bom observar. 

Como pode ter crescido tão rapidamente? 

Como tanta gente pode aqui viver tão triste e também sorridente? 

Tanta desigualdade nas ruas podemos ver 

Muitos ricos, muitos pobres você pode crer. 

Oh, minha São Paulo querida de tantas dificuldades e tormentas 

Só quem te conhece te enfrenta e te aguenta. 

Tem enchente, tem tragédia, tem trânsito insuportável 

Tem muita gente, tem comédia, tem que ter animo maleável. 

A vida aqui é dura, corrida e cansativa 

Despertador logo cedo te acorda e te ativa 

Lá fora ainda está escuro…friaca, garoa… 

Mas é preciso ganhar o pão, com garra, de boa. 

Mesmo com tantos defeitos e problemas 

Com todos os seus feitos e dilemas 

Esta cidade continua contagiante e fantástica 

Viva, São Paulo, irradiante e bombástica. 

Viva, minha bela cidade que tanto quero bem 

Igual a ti, certeza que lugar do mundo não tem 

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Eduardo Engracio é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, viste o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.